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 Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.

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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Qui 08 Set 2011, 23:58

ASHUASHUASHUASHUASHUASHUASHUA
Eu amei escrever as falas dele >}
É temos mesmo, mas a gente nunca se encontra on Sad
É Alec faz alguma coisa da vida néah
Mas isso vai ser bem mais p/ frente néah mym pq no momento é incogitável a ideia Rolling Eyes
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Sex 09 Set 2011, 09:57

Sexta-feira hoje cheers
Já já eu posto o capítulo Wink
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Sex 09 Set 2011, 10:06

já fiz o meu agora é sua vez
posta, posta, posta!!!!
bounce bounce
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Sex 09 Set 2011, 10:19

Chapter VI

"Ti amo così tanto."
Aquela frase ainda estava quicando em minha mente. Eu nunca pensei que fosse ouvi-la em minha vida, muito menos vindo de quem veio.
Ele ainda está brincando comigo, tem que ser isso, porque ele nunca realmente mudou e tudo isso faz parte de um plano maior para me fazer bancar a otária de novo.
Ou talvez ele tenha se sentido forçado a dizer aquilo, afinal eu acabei forçando a barra declarando aquilo mais cedo na mesma noite. Foi tão simples olhar para dentro daquele mar de sangue que eram seus olhos e dizer "Eu te amo" tão natural, como piscar.
Mais existe uma pequena chance de ele ter sido sincero, pode ter sido tão simples quanto foi para mim ou pode ter sido muito difícil. Provavelmente muito difícil.
Eu já estava perambulando pelos corredores a horas, pensando. Disse para ele que precisava falar com alguém importante, não é completamente mentira. Eu realmente preciso falar com alguém, só não sei quem é ainda para poder julga-lá importante.
Estava virando mais um corredor quando ouvi vozes conhecidas, me escondi atrás da parede.
- Ele resolveu se juntar ao clã, simplesmente porque Heidi era... você sabe, Heidi era Heidi. – era Alec, devia estar contando a Renesmee a história de Karl. Eu já sabia essa história. No resumo, Karl foi encontrado por Aro depois de décadas vagando na terra como nômade e foi seduzido como todos os outros, não por Aro, mais sim por todas as mulheres solteiras que haviam nesse clã. Nada demais.
- Afinal,quem ele já... namorou? – Renesmee perguntou, um pouco envergonhada.
- Ele tem uma vasta lista fora dessas paredes, mas que eu saiba daqui de dentro foram: Heidi, Corin, Renata, Chelsea... Jane e Elle. – verdade ele tem uma lista grande, um passado que eu aceitei no dia em que o deixei entrar na minha vida.

- Flashback On -
Biblioteca, naquela época eu sempre estava pela biblioteca. Era o único lugar em que eu não encontrava Karl e suas piadinhas geralmente relacionadas a sexo. Eu pensava que tudo o que sentia por ele era ódio, por ele ser tão arrogante e prepotente. Mais hoje, compreendo que não passava de medo, medo de que ele encontrasse alguma forma de tornar suas palavras verdadeiras. O livro em minhas mãos se chamava "Entrevista com o Vampiro", eu gostava de ver como os humanos nos enxergava. Tão longe da realidade.
- Sabe, eu posso lhe dar muito mais que uma entrevista. – Karl disse em meu ouvido, eu estava tão envolvida com a história que não percebi ele chegando por trás. Ignorei.
- La mia vita¹, não pode ficar me ignorando o resto do ano. – ele se sentou na outra ponta do sofá.
O olhei por cima do livro, seu paletó estava aberto e o último e primeiros botões de sua camisa preta também, ele sorriu . O sorriso presunçoso que eu tanto odiava, odiava porque me fazia perder a noção do tempo e do espaço, odiava porque fazia meus joelhos tremerem e minhas mãos suarem frio. Me levantei, se eu ficasse mais tempo perto daquele sorrisinho eu não responderia mais por mim.
- Wow! Tão linda e aqui, sozinha, porque não está lá embaixo dançando como todas as outras? Se seu par desistiu com certeza foi porque não te enxergou corretamente. – ele estava me olhando da mesma forma que um artista observa sua obra prima.
Eu não sei porque eu vesti meu vestido verde esmeralda para esse baile em homenagem ao santo padroeiro da cidade. Eu não queria ir mesmo, ficar dando falsos sorrisos, aturar o ciúmes que a Jane tem do Alec comigo e ainda tinha o perigo da troca de pares eu podia acabar dançando com Demetri, Felix ou pior, Karl. Para azar meu, ele veio atrás de mim.
- Você vai ficar me ignorando mesmo? Você não vai brigar comigo, amaldiçoar minha árvore genealógica, me espancar ou algo do tipo? – ele se levantou, ficou na minha frente e perguntou parecendo realmente interessado na resposta – Você está bem?
- Eu cansei. – o que eu estava dizendo? – Eu cansei desses seus joguinhos, eu não consigo mais segurar essa parte de mim que quer ir ao seu encontro. – ah sim, eu estava dizendo a verdade. – Você conseguiu, derrubou a muralha que construi ao meu redor. – Ele me olhava como se estivesse esperando a chuva de serpentina e confeti, seguido do grito " você caiu na pegadinha otário!".
O silêncio se perdurou até ficar esmagador. Se eu estava fazendo aquilo, cometendo aquele enorme erro, eu tinha que ir até o fim.
- E eu estou aqui me perguntando, quanto tempo mais você vai esperar para me beijar?
De todas as vezes que eu havia imaginado aquilo, sim eu havia imaginado aquilo inumeras vezes, nunca cheguei perto do que realmente aconteceu.
Ele primeiramente segurou minhas mãos e então as pendurou em seu pescoço, depois puxou meu corpo para mais perto do seu. Colocou a minha franja atrás da orelha, me levantou levemente na ponta dos pés pela cintura até eu ficar mais ou menos da sua altura e então encostou levemente seus lábios frios nos meus. Eu não estava preparada para aquilo, para aquele choque que desceu pela minha espinha e percorreu todo o meu corpo. Eu já havia beijado antes, mais aquilo estava longe de tudo o que já me havia acontecido.
O beijo foi delicado, carinhoso. Eu nunca vi Karl beijar alguém dessa forma. Ele costuma ser ousado, mas parece que ele estava preocupado em fazer aquele momento perfeito. Porque ele estava se importando?
Gentilmente ele finalizou o beijo, ele parecia estar pensando alguma coisa bem séria. Eu sabia o que ele estava fazendo, pensando se agora que o desafio havia acabado, agora que eu estava entregue em suas mãos, se ele realmente me queria. Ele estava dando para trás. Foi um erro, eu sabia.
Me soltei de seu abraço, decidida a correr para o meu quarto e fingir que aquilo não havia acontecido. Dei dois passos e fui surpreendida por suas mãos agarrando meus braços e me fazendo retornar para aquele lugar que já era tão meu.
- Onde pensa que vai? - ele disse, malicioso.
- Sair do seu caminho, não era um meio pra isso acontecer que você estava arquitetando ai dentro da sua mente? - praticamente cuspi as palavras na cara dele.
- Ah não! Você acha que depois de tudo o que me disse, vai virar as costas e fingir que nada aconteceu? Você quer saber o que eu realmente estava pensando?- ele disse, contrariado.
Fiquei esperando ele continuar, o desafiando com o olhar. Ele voltou a sorrir, aquele mesmo sorriso. Ainda bem que ele estava me segurando, porque eu já havia perdido o equilíbrio a muito tempo.
- Eu estava pensando em uma maneira de te tirar desse vestido, que tanto realça a cor de seus olhos. - sua voz saiu rouca bem perto do meu ouvido, eu corei furiosamente.
Seus lábios desceram para meu pescoço, me beijando levemente, retirando a alça do meu vestido. Seus beijos seguiram para meu colo, tocando lugares que ninguém antes havia tido o prazer de conhecer. Sua mão desceu para minha perna, subindo pelo contorno da minha coxa até passar do tecido da minha meia para a minha pele quente. Em um movimento rápido ele desprendeu a meia da liga e a foi abaixando, deixando a minha pele nua. Fez o mesmo em minha outra perna, eu tremi com a sensação que seu toque frio me causava.
Ele tomou meus lábios em um beijo quente, mais foi quando ele abriu os botões do meu vestido que aconteceu, aquele medo de holofotes me atingiu em cheio. Eu tentei empurrá-lo mais usar toda a minha força não estava adiantando em nada.
- Não... Karl... Para! – tentei falar entre seus beijos.
Foi instantâneo, ele me soltou em um movimento tão brusco que ele bateu em uma estante derrubando alguns livros, fazendo um estardalhaço. Seus sentidos ficaram em alerta, esperando alguém entrar de surpresa no cômodo. Não demorou mais que dois segundos para ele perceber que não havia ninguém, o problema era eu.
- Qual o problema agora? – sua voz saiu pesada, fria.
- É que... eu... eu nunca fiz isso antes. – Minha voz foi morrendo aos poucos. Encarei o chão, deixando a vergonha tomar conta da minha face.
- E está com medo de me desapontar? – ele levou a mão ao queixo, me avaliando. Mordi meu lábio inferior.
- Se serve de entusiasmo, você já está superando todas as minhas expectativas. – seus olhos percorreram meu corpo, gostando do que via. Eu estava uma bagunça, levantei as alças do meu vestido, por costume.
- A menos que você não queira faze...
- EU QUERO VOCÊ! – o cortei, o que aconteceu em seguida foi muito rápido para os olhos humanos. Ele me pegou no colo e me levou até uma mesa de estudos, me sentando bem na beirada, se posicionou bem no meio das minhas pernas e deixou seus lábios passearem por meus ombros, pescoço, colo, tudo.
- ...fazer isso agora eu posso espera... – ele continuou.
- EU QUERO VOCÊ AGORA! – o cortei novamente, ele abafou uma risada.
- Esse teu jeito imprevisível vai acabar me enlouquecendo. – ele já havia abaixado as alças de novo, havia abaixado até meu vestido, as alças já estavam no meu cotovelo.
Ele estava em todo o lugar, me embriagando com seu perfume doce, pesado, intenso. Isso, essa é a palavra certa. Karl é intenso demais.

- Flashback Off -
Fui retirada do meu transe, com o baque que a porta do quarto da Renesmee fez ao se fechar. Renesmee! Pronto, eu já sabia com quem tinha que falar.
Desci o corredor e dei três batidas decididas na porta. Ela a abriu sorrindo, provavelmente pensando que Alec havia esquecido de lhe dizer alguma coisa.
- Electra? Qual o problema? – ela pareceu realmente preocupada, porque provavelmente, eu deveria ser a ultima pessoa que ela esperava vir bater ali.
- Eu posso ter uma conversa com você? – perguntei cruzando os braços, meio sem graça. A gente nem se conhecia direito.
- Hum... claro. Entra. – ela deu espaço para eu passar pela porta e a fechou em seguida.
Ela se sentou na poltrona, e eu, eu andei de um lado pro outro até parar subitamente e jogar as palavras em cima dela.
- Renesmee, o que você acha que Karl senti por mim? - eu precisava disso, uma avaliação de alguém neutro. Alguém que não conhecia Karl a muito tempo, alguém que não me conhecia.
- Nez. Você pode me chamar de Nez. - ela disse, pondo umas mechas soltas do seu cabelo castanho dourado atrás da orelha.
- Okey, Nez. Então, o que você acha? - deixei a confusão que eu estava por dentro transparecer por meu rosto.
- Ele falou muito de você esses últimos meses. - esperei ela continuar.- e Electra...
- Elle. Todos me chamam de Elle. - abri um leve sorriso, ela retribuiu.
- Elle, Ele falava de um jeito que sempre me deixou claro que ele te pertencia. Ele tinha aquele brilho nos olhos, aquele tom de voz sonhador, me lembrava meu pai. E as vezes ele falava bastante decepcionado consigo mesmo. Ele me contou que deixou você aqui sem explicação, sem motivo, e acredite ele passou todo esse tempo se martirizando por isso. Então se for isso que está te deixando confusa, ele nunca se perdoou por ter feito isso com você. – ela concluiu.
- Não, não é isso. – disse, mexendo a cabeça em sinal de negação.
- Olha, ele gosta de você, e gosta muito. Não posso dizer se é amor ou paixão, porque ainda nem vi vocês juntos. Mas dá pra ver que ele precisa de você. - era aquilo que eu precisava ouvir, aquele medo que eu estava sentindo se foi. Eu estava sendo cética demais em pensar que Karl não havia mudado, é claro que ele havia mudado, a transformação era visivel a olho nu.
- Obrigada. Eu estava confusa, mas você me ajudou a por ordem na minha mente caótica. Mais, e Alec, já criou coragem e te beijou? – sorri de lado, porque eu sentia que esse casal ainda ia dar muita historia.
- Ah, éh.. ele me beijou sim. - ela corou.
- Bom garoto. – abri o sorriso em meus lábios. Era bom saber aquilo, que Alec podia ter uma história diferente da sua irmãzinha querida.
- Elle, você sabe se Alec já teve alguém? Alguém que pode me dar dor de cabeça futuramente? - ela estava realmente interessada na resposta, como se toda a vida dela dependesse disso.
- Ninguém realmente importante. - seus olhos se iluminaram com a resposta.
- Quem diria que iríamos nos dar tão bem? Ela, a princesinha do papai. Eu, a filha pródiga. Não tínhamos muito em comum, é verdade, mas foram as diferenças que importaram. Passamos um bom tempo ali, conversando de tudo um pouco e a conexão que surgiu entre nós era tão forte, como se nos conhecêssemos a anos, não dois dias.
- Cullen. Treino. – a voz da Heidi soou atrás da porta.
- Elle, eu vou ter que ir agora. Treino com Felix. – ela revirou os olhos e se levantou indo em direção a porta, a segui.
- Boa sorte! – Felix não é de pegar leve em treinos. Minha pele costumava voltar cheia de hematomas.
- Vou precisar! – ela abriu a porta.
- Vamos Cullen. Electra? – Sinceramente, o queixo de Heidi caiu ao me ver saindo do quarto logo atrás de Nez.
- Heidi? – repliquei, imitando seu tom de voz.
- Tchau Elle! Continuamos a conversa outra hora. – pelo seu tom de voz, ela realmente queria continuar a conversa uma outra hora.
- Tchau Nez! – esbocei um sorriso. Acho que finalmente encontrei alguém para chamar de amiga.
Subi até o último andar e me sentei na sacada do único lugar que tinha uma vista para o mundo aqui dentro, o jardim suspenso. O sol estava começando a se pôr, seus últimos raios refletiam em minha pele a fazendo brilhar levemente. Eu gostava disso, me fazia diferente. A única vez em que senti inveja do brilho ofuscante dos vampiros foi quando Karl veio aqui para falar comigo, seu brilho me lembrava a lua, tão lindo. A saudade da sua presença estava me matando, eu o queria ali comigo.
- La mia bionda, tutta sola?² – a voz surgiu do nada, eu pulei de susto, quase escorreguei da mureta.
- EU TE ODEIO DEMETRI! – praticamente gritei enquanto me virava na mureta e me sentava de frente para ele. O sol já havia ido embora, mas ainda estava claro. Ele estava encostado na porta, não tinha como eu sair sem passar por ele, eu podia pular, talvez eu devesse fazer iss...
- Isso é bom, todo o amor tem um pouco de ódio. É verdade o que dizem? – ele me indagou, permaneci calada, afinal eu sequer sabia do que ele estava falando.- Você conseguiu amarrar Karl? Então minhas chances agora estão resumidas a 0,001%? – eu tinha que confessar: ele é muito persistente.
- Não, elas estão resumidas a 0,000%. - Me levantei e fui em direção a porta. Ele me deixou passar, a princípio, porque foi só eu dar as costas para ele me agarrar pelos braços, me virar e me prender contra a parede.
- Quando é que você vai ver que ele não é bom o suficiente para você? – ele disse enquanto passava a mão pelo meu rosto e lábios com força, me machucando. Eu não gostava disso, Karl era persistente, mas sabia respeitar meu espaço.
- E quem seria bom o suficiente para mim, Demetri? Você? – deixei a ironia fluir como veneno em minha língua.
- Quem sabe? talvez. – ri com escárnio.
- Me solta logo ou...- ele não me deixou completar a frase.
- Ou o que? Vai gritar para alguém vir te salvar? Mia bella³, nem tudo gira ao seu redor. – ele me prendeu, pressionando seu peito contra o meu e antes que eu pudesse abrir a boca para retalhá-lo, ele a cobriu com seus lábios, me roubando um beijo. Eu lutei para me livrar dele, mais ele era muito mais forte que eu, então mordi sua boca. Eu sei que não iria machucar, mas ao menos o ofenderia. Funcionou. Ele me soltou e se afastou levando a mão aos labios e me olhando como se eu tivesse xingado sua mãe.
- Você me mordeu? – eu fiquei encostada a parede, minha respiração incontrolável, meu rosto estava quente, minhas mãos tremiam. Ele passou direto por mim e foi em direção a porta.
- Você ainda não se livrou de mim. – ele disse, antes de bater a porta com força, fazendo um estardalhaço.
Escorreguei pela parede e me sentei no chão. Eu chorei de raiva. Acredite, Um dia eu me livraria.
Fiquei ali, me acalmando. O céu já estava pintado de estrelas e a lua já reinava, quando Karl abriu a porta devagar e me encontrou largada no chão.
- Hey, eu te procurei o dia inteiro. Está tudo bem? - ele disse preocupado, enquanto se sentava ao meu lado. O abracei fortemente, como eu precisava senti-lo ali em meus braços. Como eu aguentei 8 meses longe dele? Aqui e agora, isso me soava tão impossível.
- Agora está. – Aquele olhar de culpa preencheu seu rosto novamente. Ele estava pensando que era o culpado por eu estar frágil do jeito que estava. Talvez agora sempre seria assim, ele sempre se culparia quando meus olhos ficassem tristes. Eu não gostava dessa expressão, nem um pouco.
Me deitei no chão do jardim, joguei minhas pernas no colo dele e fiquei lá olhando para as estrelas. Não sei o porquê, mas não tive coragem de lhe contar o real motivo da minha pequena depressão. Iria gerar muitos problemas, não que eu estivesse me preocupando com Demetri, eu só não queria ver Karl com raiva. Eu o queria sendo o Karl de sempre, despreocupado e descontraído. O céu estava limpo hoje, me permitindo observar o Cinturão de Orion, o Arqueiro e muitas outras constelações.
- Para de me seduzir. – Karl suplicou.
- Eu não estou fazendo nada. – me sentei, levando minhas mãos ao alto e fazendo cara de inocente, mas eu realmente não havia feito nada.
- Quem está fazendo nada aqui, sou eu. Você vesti esse short que eu adoro e joga as suas pernas, você sabe que amo suas pernas, você joga elas pra cima de mim e fica encarando o céu, fazendo as estrelas refletirem em seus olhos. E essa cena está enchendo minha mente com idéias maliciosas. Eu nem sei como ainda estou aqui falando igual um doido, porque você está sorrindo para mim. Olhando-me como se eu fosse o único que realmente importasse para você e agora você está mordendo o seu lábio inferior, eu amo quando você faz isso. Para de me seduzir! – ele exclamou, me jogando no chão. Ele se deitou por cima de mim e prendeu minhas mãos acima da minha cabeça. Seu corpo pressionava o meu, prendi minha perna na sua e mordi meu lábio inferior novamente. – Eu não vou mais responder por meus atos. – Ele declarou.
Nossos rostos se aproximaram, fechando o espaço que havia entre nossos lábios. Como se fossemos imãs de cargas diferentes, nos atraindo um para o outro, sempre.
________________________________________
La mia vita¹ = Minha vida, em italiano.
La mia bionda, tutta sola?² = Minha loira, sozinha?, em italiano.
Mia bella³ = Minha linda, em italiano.

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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Sex 09 Set 2011, 10:24

Tá aí o capítulo
Sara estou indo ver o seu
:*
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Sex 09 Set 2011, 13:46

Mad menina essa Elle é muito boa no que faz

e acho que ela devia ter contado pro Kall tudo sobre

Demetrio, só pra vermos o Kall esmagar ele, ia ser otimo.Laughing



meninas ta muito bom pena que já li todo cap e nem matou a minha

vontade. mas eu vou esperar pela previa como sempre.flower
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Sex 09 Set 2011, 14:07

mas uma coisa

ness continua investindo no Alec

eu acho que ele é o vampiro certo pra vc

não desiste porque não dar mais pra voltar pro jake

ele ta meio enrolado agora.Wink



vai fundo garota vc consegue.lol!
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Sex 09 Set 2011, 16:05

kkkkkkkkkkkkk' isso aí nez investi no alec q o jacob nem tá on pra vc kkk'

e tekka é msm mais eu já estou pensando nisso,
eu estava pensando en quando o alec ir para os cullens /finalmente
e a nez tiver meio q assumir ele o cap podia ser contado pelo meu lindotesãobonitoegostosão Edward @@
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Seg 12 Set 2011, 07:40

MUITO BOM A IDEIA DE VER OS CULLENS NOVAMENTE
TO ESPERANDO POR ESTE CAP. No

BOM SÓ PASSEI PRA DAR UM ALO.
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Yasmim L
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Qua 14 Set 2011, 14:48

Chapter VII

E veja o lado bom das coisas: Se você não tivesse ido para Seattle, se não tivesse me deixado aqui sozinha,Nez nunca estaria aqui com Alec, esse amor nunca teria tido a chance nascer. Se você não tivesse ido, você nunca mudaria da forma que mudou para mim, que mudou por mim.E eu nunca teria certeza desse amor que sinto por você. Às vezes as coisas acontecem por um motivo. - Por isso eu tenho que fazer o que vou fazer, pelo final feliz não pelo meio infeliz. Completei mentalmente.
Ele segurou minhas mãos por um instante e olhou dentro dos meus olhos. Reparei em uma coisa que antes não se encontrava lá, a borda de sua íris estava levemente dourada, por razão de seu pequeno lanche “vegetariano”, incrivelmente diferente. Ele então depositou um beijo em minha testa e me abraçou novamente. Depois de um tempo ele afrouxou o abraço, me deitei na relva macia às margens do lago. Ele se deitou ao meu lado e passou o braço por debaixo da minha cabeça.
Está vendo aquela estrela? – Ele apontou para uma estrela de brilho forte, posicionada ao lado da lua. Fiz que sim com a cabeça.
Eu costumava olhar para elas todas as noites em Seattle. – Seu tom de voz soou sonhador.
Por quê? – Minha curiosidade, como sempre, falando mais alto.
Eu não sei se é porque ela brilha mais que todas as outras no céu, ou se é porque uma vez você deixou escapar que eu te lembro a lua, mas eu olho para ela para me sentir mais perto de você. – Ele virou o rosto para mim.

-------

O Cap mesmo só na sexta. Não percam o cap é mesmo importante... *-*
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Sex 16 Set 2011, 06:54

passei só pra dizer que estou morrendo de saudades
e que amei a previa mas só vou ler o cap na segundo
mas posta porque se eu tiver um tempo eu leio.

já postei o meu ontem tá

beijinhos a todas
>}
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Yasmim L
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Sex 16 Set 2011, 15:03

okss linda, o cap sai hoje mas lê qaundo puder =)

indo lá ler a sua @@
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Sex 16 Set 2011, 15:52

Chapter VII

- Não tem nada aqui Nez! Você já cogitou a ideia de que talvez não haja solução para isso? – Desisti, fechando o livro com força. Eu já estava cansada de ler todos aqueles livros da biblioteca atrás de alguma informação que pudesse ajudá-la.
- Tem que ter Elle. Você não entende? Eu PRECISO achar uma solução, por Alec, por mim. – Nez já estava aqui á um mês, sem ter nenhum contato com a sua família, o que a estava deprimindo violentamente. Eu só via um sorriso em seu rosto quando ela estava ao lado de Alec.
Alec. Eu estava fazendo tudo isso aqui, principalmente por Alec. No que dependesse de mim, ele não precisaria enfrentar um triângulo amoroso, ele não precisaria sofrer por amor. Mas eu já estava enfurnada dentro dessa biblioteca atrás de informações sobre os transmorfos á quatro semanas e toda vez que achávamos uma informação que nos fazia dar um passo a frente, acabávamos encontrando outra que nos fazia dar dois para trás.
- Nez, talvez não haja uma solução mágica. Talvez você tenha que enfrentar isso de cabeça erguida, como uma garota normal e ele tenha que enfrentar isso como um homem normal. Sem abracadabra ou pó de pirlimpimpim. – Tentei falar isso da forma mais gentil possível, ela não precisava ficar mais triste.
- Eu não amo Jake como homem, mas o amo como irmão. Não sei se sou capaz de magoá-lo Elle. – Ela estava desmoronando.
- Você ama Alec? – Deitei sua cabeça em meu colo e fiquei passando meus dedos por seus cachos castanhos, a reconfortando.
- Como nunca pensei que pudesse amar alguém. Eu sei que soa clichê, afinal o conheço a tão pouco tempo, mas é a verdade. Eu o amo tanto que parece que meu coração vai explodir. - Não contive o pequeno sorriso que surgiu em meus lábios.
- Você enfrentaria sua família por ele? Porque você sabe que isso vai gerar problemas. – Apontei meu dedo no seu rosto.
- Mas é claro. Eu enfrentarei qualquer um. Eu nunca irei desistir dele. – Sua voz soou convicta.
- Então para de tornar complicado o que é tão simples. Se você não ama o "vira-lata"... – Ela semicerrou os olhos, em sinal de reprovação. – Tá bom! Se você não ama "Jacob" da forma que ama Alec, você não terá que fazer uma escolha, porque dentro do seu coração ela já está tomada. – Apontei para seu coração. Ela se sentou e me abraçou, como se estivesse procurando forças em mim para se manter em pé.
- Dá para vocês duas saírem dessa biblioteca ao menos para ver a luz do sol? O dia está lindo. – Karl entrou na biblioteca, daquele jeito todo importante dele. Ele reparou no estado que Nez se encontrava em meu colo e me perguntou com os olhos se estava tudo bem. Fiz que não, com um leve movimento com a cabeça.
- Nez, você nunca me cobrou aquela aposta. – Seu tom de voz estava divertido. Ele estava tentando animá-la, tira-la dessa tristeza.
- Você não precisa fazer isso, foi uma aposta idiota. – Sua voz saiu embargada. O choro estava vindo, subindo pela sua garganta.
- Que aposta? – Minha curiosidade gritou.
- Eu apostei com ele que eu era capaz de ser imprudente. Ganhei. Fugi para cá. – Ela voltou a se sentar.
- Já que ele perdeu, o que ele vai ter que fazer? – Perguntei animada.
- Ele vai ter que beber sangue animal. – Ela disse como se não fosse uma grande coisa.
Isso eu tenho que assistir de camarote. - Fiquei de pé e Karl me ajudou a levantá-la.
- Vem, vamos achar Alec. – Ele passou o braço esquerdo pelos ombros dela e com o outro braço me puxou pela cintura.
Achamos Alec nos arredores dos calabouços, tendo uma conversa com Jane. Nem conseguimos ouvir nada, assim que Jane ouviu nossos passos ela encerrou o assunto.
- Karl, Elle, Nez! – Ele segurou o rosto dela nas mãos e depositou um beijo rápido sobre seus lábios. Como eu amava ver esses dois juntos.
- Alec, eu falo com você depois. – Jane se despediu.
- Até depois pequena! – Ele passou a mão pelo ombro de Jane, seus olhos transbordavam pesar. Antes de Jane se virar e ir embora, seus olhos demoraram em Karl, em resposta ele me apertou mais contra seu corpo. Não contive o sorriso debochado que se formou em meus lábios.
- Não fiquem fazendo isso com ela, tá legal? - Alec disse do nada. Ele já havia puxado Nez dos braços de Karl e a envolvido em seus braços. O rosto dela estava sereno. Ele a curava rapidamente.
- Agora você vai ficar defendendo a masoquistazinha? – O acusei.
- Elle, ela pode ser meio pirada, mas é minha irmã. E ultimamente ela sequer tem provocado vocês. – Ele começou a se explicar. Quando Karl ai abrir a boca para retalhá-lo, Nez explodiu.
- Olha, se ela não está mais provocando vocês, isso significa que dentro daquela mente maluca ainda existe um pouco de sanidade e talvez, ela só não queira perder o único irmão. – Ela disse tudo rápido demais, a voz ainda um pouco monótona. A tristeza do seu tom de voz refletiu nos olhos de Alec. Eu precisava dar um jeito nisso, ficar assistindo essa tristeza toda estava me deixando triste também.
- Tá legal, mas se ela provocar não vou ter piedade. – Fui sincera.
- Mas sabe, eu tenho uma aposta para pagar. – Karl mudou de assunto, porque Alec já ia me responder alguma coisa.
- Ahh... Alec, Karl vai ter que beber sangue de animal. – Nez também trocou de assunto. A alguns dias, os dois presenciaram uma briga entre mim e Alec, não que nossa amizade tenha se machucado, longe disso. Só que foi uma coisa feia de se ver, melhor evitar
- Karl e sangue de animal, eu nunca pensei que fosse ouvir essas palavras juntas na mesma frase. – Alec comentou, enquanto caminhávamos até a saída.
- Você também devia tentar. – Nez disse divertida, o sorriso estampado em seus lábios. A muito eu não o via em seu rosto.
-Eu... Vou sim, Karl vai precisar de apoio moral. – Ele não conseguiu destruir aquele sorriso sincero.
Karl não havia mentido na biblioteca, o dia estava lindo. O sol transpassava pelas copas das árvores refletindo furiosamente nele e em Alec. Nez ficou maravilhada, acho que ela não nunca havia visto Alec realmente. Karl me observava, ele era tão lindo. Eu queria tirar a camisa dele, tocar em seu peito nu, beijá-lo, mordê-lo. Me toquei que nunca havíamos nos "divertido" a luz do sol.
- Para de me olhar desse jeito ou vou acabar esquecendo que o casal inocência está aqui do lado. – Ele sussurrou em meu ouvido. Sua voz rouca não ajudou, só intensificou meu desejo. Eu o queria ali mesmo. Mordi meu lábio inferior, eu precisava me controlar. Depois, sozinhos, nós nos resolveríamos. Me joguei em uma corrida frenética floresta adentro.
- Quero ver quem me alcança! – Eles correram atrás de mim. Karl abafou uma risada e rapidamente ficou ao meu lado, me acompanhando. Nez era veloz, tomou o primeiro lugar quase que automaticamente, Alec custou a alcançá-la. Corremos até chegarmos as Dolomites de Brenda, nos arredores do lago Molveno. Encontramos um rebanho de cervos, o cheiro que vinha deles era revoltante.
- Como esse país não tem animais de grande porte, vão ter que se contentar com o sangue de herbívoros. São seis. – Ela estava de olhos fechados, sentindo tudo ao seu redor. Transformando uma simples caçada em arte.
- Você vai me fazer beber sangue de cervo? – Karl perguntou revoltado.
- Ainda bem que eu não apostei, nem prometi nada aqui. – Olhei para Alec.
- Eu também vou caçar com você, é só não perder tempo saboreando e beber tudo de uma vez. – Ele disse, inda para o lado de Karl.
- Desculpa, mas eu estou mais interessado no cheiro delas do que no deles. – ele fechou, os olhos imitando Nez, e se virou para nós duas. Minha risada ecoou pelas montanhas.
- Karl é uma aposta. Cala a boca e paga logo. – Ela se jogou em direção aos cervos, Karl e Alec foram logo atrás.
Aproximei-me devagar, Nez caçava os animais com experiência, conhecia os pontos certos para atacar. Karl e Alec estavam se virando bem, cada um drenou um, deixaram os outros para Nez. Já havia algum tempo em que ela não se alimentava.
- E então? – Nez perguntou para Karl e Alec.
- REPUGNANTE! – Karl declarou.
- Humm... Tolerável. – Alec pesou.
Eu e Nez rimos juntas na pequena clareira em que nos encontrávamos. De repente a risada se foi, em lugar uma expressão distante tomou conta da face dela. Karl que estava mais perto, a abraçou.
- Qual o problema Nez? – Sua voz demonstrou toda a preocupação que ele estava sentindo em relação a ela.
- A quem eu estou enganando Karl? Eu tento sorrir, eu tento parecer feliz, afinal vocês não têm nenhuma culpa em minha decisão, mas essa saudade em meu peito está me sufocando. – Ela estava chorando, finalmente toda a sua pose de menina forte havia desabado. Alec ao meu lado estava com os lábios semicerrados, sem saber o que fazer, por que agora, dar a ela o que ela queria significava distância. Ele sabia que quando ela voltasse, seus pais nunca o aceitariam. Nunca.
Foi aí que eu tive essa idéia. E se eu desse um jeito nas coisas? E se eu sozinha, conseguisse fazer todo essa dor, esse sofrimento passar? Em um instante eu tinha todo um plano arquitetado em minha mente.
- Você é livre Nez... Ninguém irá te obrigar a permanecer aqui. – A dor na voz de Alec era clara, ele estava se matando por dentro ao dizer aquilo. Ela se soltou dos braços de Karl, e correu para Alec, enxugando as lágrimas. Karl ficou lá, se sentindo culpado e incapaz, ele andava carregando tanta culpa nos ombros ultimamente. Peguei em sua mão e beijei seu ombro, para mostrar que ali era meu lugar, ao lado dele.
- Alec, por favor, entenda o que eu estou sentindo. Eu quero voltar para minha família, para casa, mas ao mesmo tempo não quero ir embora, eu gosto tanto de vocês. Eu te amo tanto e é isso que está me matando. – Ela correu com as palavras, forçando Alec a olhá-la nos olhos.
Eu estava me sentindo uma intrusa ali, esse era um momento muito íntimo para se ter platéia. Abaixei o olhar.
- Quando você voltar Nez, você vai me esquecer. Lá tem uma pessoa, melhor do que jamais um dia eu poderia ser te esperando. Eu não pertenço ao seu lado da história, eu pertenço a esse lado, o dos vilões. Essa é a verdade. – Ele disse com a voz fria, morta.
- Não, essa não é a verdade. Você pertence a meu mundo. O que eu sou aqui Alec, eu sou lá... – Alec a interrompeu.
- Mentira. Aqui você é Nez Volturi, a mestiça talentosa, membro da guarda Volturi e minha namorada. Lá você é Renesmee, ou como eles te chamam Ness Cullen, a filha do casal "autocontrole", neta do líder do clã mais condescendente que existe e a prometida ao líder da matilha de lobos aliada. Você tem uma vida lá, bem diferente da que eu posso te oferecer aqui. – Tristeza, era como se a floresta estivesse se pintando em tons azuis. Eu e Karl estávamos imóveis, não conseguíamos andar nem falar nada. Só ficamos lá, assistindo o desenrolar da trama.
- Se você não estiver ao meu lado, nada me vale essa vida. Se eu não tiver você... Eu... Eu... – Ela começou a dar socos no peito dele se desesperando. Ele segurou os punhos dela e a abraçou.
- Perdonami, eu não devia ter sido tão duro. - Ele afagou seus dedos pelos cachos de Nez. - Eu vou estar sempre ao seu lado.
- Enquanto você me querer, eu vou ficar. - Ele beijou o topo da cabeça dela.
- Eu sempre vou querer, sempre. - Ela respondeu com a voz mais serena.
Era agora, a nossa deixa. Puxei Karl pela mão montanha a baixo, até as margens do lago Molveno. A noite já havia chegado, refletindo no espelho d'água milhares de pontos luminosos. Estrelas. eu amava as estrelas. Porque não importa onde você esteja, as mesmas estrelas sempre irão estar lá. Essa talvez seja a minha única ponte com Karl futuramente, as estrelas. Ele me puxou em um abraço repentino, que fez meu peito arfar por falta de ar.
- Olha o que eu fiz Elle. - Ele disse, com aquele tom de voz novamente, aquele tom de voz de quando me pediu perdão, aquele tom de voz que eu odiava.
- Você não fez nada que Nez não quisesse, não fique se culpando pelo inevitável. - Segurei seu rosto em minhas mãos, a sombra daquela expressão de culpa estava lá, ameaçando retornar para seu rosto.
- E veja o lado bom das coisas: Se você não tivesse ido para Seattle, se não tivesse me deixado aqui sozinha, Nez nunca estaria aqui com Alec, esse amor nunca teria tido a chance nascer. Se você não tivesse ido, você nunca mudaria da forma que mudou para mim, que mudou por mim. E eu nunca teria certeza desse amor que sinto por você. Às vezes as coisas acontecem por um motivo. - - Por isso eu tenho que fazer o que vou fazer, pelo final feliz não pelo meio infeliz. Completei mentalmente.
Ele segurou minhas mãos por um instante e olhou dentro dos meus olhos. Reparei em uma coisa que antes não se encontrava lá, a borda de sua íris estava levemente dourada, por razão de seu pequeno lanche "vegetariano", incrivelmente diferente. Ele então depositou um beijo em minha testa e me abraçou novamente. Depois de um tempo ele afrouxou o abraço, me deitei na relva macia às margens do lago. Ele se deitou ao meu lado e passou o braço por debaixo da minha cabeça.
- Está vendo aquela estrela? – Ele apontou para uma estrela de brilho forte, posicionada ao lado da lua. Fiz que sim com a cabeça.
- Eu costumava olhar para elas todas as noites em Seattle. – Seu tom de voz soou sonhador.
- Por quê? – Minha curiosidade, como sempre, falando mais alto.
- Eu não sei se é porque ela brilha mais que todas as outras no céu, ou se é porque uma vez você deixou escapar que eu te lembro a lua, mas eu olho para ela para me sentir mais perto de você. – Ele virou o rosto para mim
- Eu sempre olhava para a lua. Eu até roubei umas peças suas de roupa, para ter seu cheiro sempre comigo. – Ele soltou uma risada deliciosa, daquelas que você não resisti a acompanhar.
- Por isso você está com a minha gravata. - Ele me puxou pela gravata, me fazendo rolar para cima de seu corpo. Eu ri mais ainda. - Quando de repente uma estrela cadente cortou o céu, ficamos paralisados.
- Anda, faz seu desejo. – Karl falou para mim, de olhos fechados. Devia estar fazendo o dele.
O meu desejo? Eu desejo que depois de tudo, eu possa me deitar novamente com Karl em um canto qualquer só para olhar as estrelas, enquanto Alec e Nez são felizes em algum lugar. Esse é meu desejo, que tudo volte a ser melhor do que já é.

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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Seg 19 Set 2011, 08:49

gatas o cap estar maravilhoso
só um conselho ness não desiste do alec não
ele foi feito pra vc garota.

me conta o que a elle vai fazer to curiosa, como sempre
vcs me deixam esperando. malvadas!!!!
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Seg 19 Set 2011, 13:51

A elle? ---hum, surpresa----- kkkk
mas vou dar uma diquinha na preview de quarta, prometooo
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Qua 21 Set 2011, 21:32

Preview Chapter VIII

- Alec, Jane, Karl, Demetri, Felix acreditam que podem cuidar disso sozinhos? – Todos os convocados se apresentaram rapidamente aos pés da escada.
- Com certeza. – Jane disse presunçosa. Agora sim parecia a Jane de sempre.
Eu só conseguia olhar para Karl e Alec, eles iam ter que viajar e quando se tratava de exércitos de recém nascidos às viagens sempre demoravam mais do que o normal. Cerca de três semanas.
É isso, eu tinha que agir agora, esse era o momento. Enquanto eles gastavam tempo, observando, avaliando, estudando, eu e Nez poderíamos fazer o que tínhamos que fazer sem grandes problemas. Com o castelo limpo, eu poderia sair daqui com mais facilidade que nunca. Eu já estava me preparando para isso, eu sabia que os dois não poderiam ir conosco, ao menos não nos primeiros dias. Eles nunca os entenderiam, tínhamos que prepará-los primeiro, aí sim eles poderiam nos encontrar.
- Então se preparem, quanto antes resolvermos isso melhor. Devem partir ainda hoje. – E com isso Aro se foi. Eu nunca entendi como ele podia ser tão ocupado, ele só sabia mandar.
A guarda oficial, como a maioria chamava os que sempre iam às missões mais importantes, se retirou para uma sala deles nos fundos do salão, o resto da guarda foi se dissipando aos poucos. Nez estava com o rosto triste encostada em uma pilastra no canto direito do salão.
- Electra. – Há muito tempo eu não ouvia aquela voz dizendo meu nome. Andei até ficar de frente para o trono de Caius, o que ele queria comigo?

---


AÍI sara a previa do novo cap,,, acho q não entreguei muita coisa néah? Twisted Evil /sômá
ai tekka cadê vc? >< /tô com saudads Sad
Sara manda o cara do FBI atrás dela q ela sumiu denovo !! Suspect
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Qui 22 Set 2011, 08:43

ahhhhe mym muito bom
eu tenho alguns palpites mais é melhor espera para o cap
oficial. vou ler na segunda ta amor.
mais uma coisa. no meu top eu vou postar o meus caps
nas quintas feiras ta bem, já pode conferi eu já puis hoje .
bei
cheers
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Qui 22 Set 2011, 13:20

oks linda, oin q bom q gostou da previaa Razz

vou ir lá conferir a suaa cheers
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Sex 23 Set 2011, 06:42

espero que goste
cd a tekka, ele sumiu de novo
será necessario eu cumprir minha promesa.
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Sab 24 Set 2011, 02:10

Chapter VIII

- Elle? Acorda... – Suas mãos passeavam pelas minhas costas, subindo e descendo, da minha nuca ao meu quadril. Eu tinha mesmo que acordar? Segurei seu braço e me enrosquei em seu peito. Não, eu não queria mesmo acordar.
- Bom dia dorminhoca, ou seria mais correto dizer boa tarde? – Ele estava rindo deliciosamente em meu ouvido.
- Você não me deixa dormir a noite. – Confessei. Abri meus olhos e lhe dei um beijo que começou em seu peito e foi subindo, pescoço, queixo, boca.
- Como se você quisesse ter uma noite de sono tranqüila. – Ele apertou meu nariz entre seu polegar e indicador, fazendo meu rosto se contorcer em uma careta que ele deve ter julgado engraçada, porque ele quase se dobrou em risos.
- Você me acordou para tirar sarro da minha cara? – Fingi estar insultada com tal reação.
- Não... Na verdade, eu te acordei para te dizer que temos 30 minutos para estar no salão principal, reunião da guarda. – Ele piscou o olho esquerdo para mim. As duas ultimas palavras me trouxeram de volta a terra. Levantei-me e vesti a camisa xadrez que ele estava vestindo ontem e que agora se encontrava no chão, perto do banheiro.
Deixei que a água gelada lavasse meu rosto e minha mente. Ontem eu havia tomado uma decisão e me peguei um pouco aérea o resto do tempo. Eu ia resolver tudo do meu jeito e ninguém além de Nez poderia me ajudar, ninguém. Mas ainda não tive tempo de pensar em como eu faria tudo isso, por onde começaria. Estava tão absorta em meus pensamentos que sequer notei o reflexo de Karl encostado ao portal da porta do banheiro. Ele sabia que tinha algo errado comigo, eu vi estampado em seu rosto. Karl estava adquirindo o dom de Alec, o de ler minha mente. Ele abriu os lábios para me fazer a pergunta que eu não queria ouvir "Qual o problema?", mas acabou desistindo no meio do caminho. Passei por e ele e fui direto para o closet, vesti uma calça jeans preta, coturnos de couro e uma blusa branca, nada demais.
- Ver você se vestindo chega a ser mais excitante do que ver você se despindo. – Levantei as sobrancelhas, surpresa com a declaração. – É que, assistir você escondendo todo esse corpo debaixo de roupas, me dá uma vontade louca de atrapalhar o processo.
- Isso é porque eu nunca fiz um strip para você. – Rebati.
- Verdade, mas nós podemos mudar essa realidade. – Ele disse, ponderando a idéia.
- Pega, eu amo essa camisa jeans em você. – Joguei uma camisa jeans dele que estava no meio das minhas roupas há séculos.
- Pronta? – Ele me perguntou.
- Pronta. – Respondi automaticamente.
Ele me segurou pelo quadril e me conduziu até o salão, que já se encontrava lotado. O burburinho que corria entre os membros era que o motivo da reunião era uma denuncia. Do que? Isso ninguém parecia saber. Nos sentamos nas escadas aos pés dos tronos, esperando os anciões chegarem. Alec e Nez chegaram após alguns minutos, acredito que Nez era única pessoa que não estava usando preto naquele salão.
- Eles já estão vindo. – Alec falou depois de deixar Nez ao lado de Heidi. Subimos as escadas para nossos lugares, Jane já estava lá, encarando o chão. Eu nunca a havia visto com o olhar baixo, algo estava muito errado nela.
- Buon Pomeriggio! – Aro entrou, a voz mais dura e menos polida que o normal, seguido por Caius e Marcus. Dei um passo para trás e espiei Karl pelo canto do olho, ele estava praticamente do outro lado do salão, me devolvendo o olhar. Aro e os outros vieram diretamente para seus tronos.
- Mande-o entrar. – Ele ordenou.
Um vampiro ruivo, aparentando uns vinte e poucos anos, entrou pelo salão sendo conduzido por Afton. Ele tinha passos firmes e confiantes, parecia ter certeza do que iria dizer.
- Como devo chamá-lo? – Aro perguntou
- Trevor. – O homem respondeu automaticamente.
- Então, Trevor, o que me tem a dizer? – A mesma pergunta que eu queria fazer.
- Eu vim aqui denunciar dois clãs, que se encontram na Rússia européia, arredores de Moscow. Eles estão organizando exércitos de recém-nascidos, luta por território, e a situação está ficando fora controle, muitas mortes na região. Já devem ter visto noticias na TV ou jornais. – Exércitos de recém-nascidos, era incrível como ainda existiam clãs que tentavam montar um, completa perda de tempo e esforço. Eles sempre acabavam morrendo, se não fosse por nós, era por eles próprios.
- E qual a prova que pode nos oferecer, Trevor? – Marcus indagou.
O homem estendeu a mão esquerda na direção de Aro, que por sua vez desceu de uma forma pretensiosa as escadas e apertou com as duas mãos a de Trevor. Bebendo sua mente.
- Posso ver que se trata da verdade. Os O'Brien e os Mc'Dillan envolvidos em brigas por território. Completamente imperdoável. – Aro declarou de olhos fechados, vendo.
* Eu lhe disse. – O homem rebateu.
- Agradeço-lhe por nos dar a certeza do que desconfiávamos. Eu já estava acompanhando o caso há algum tempo, estávamos prestes a agir por conta própria. Mesmo assim, obrigado. – Aro lhe agradeceu e voltou para seu trono, seu lugar. – Pode seguir em sua viagem, o problema agora é nosso. – Ele finalizou.
Trevor entendeu a deixa e se foi, acompanhado por Afton. Depois de uns dois minutos Aro apresentou o plano a guarda.
- Alec, Jane, Karl, Demetri, Felix acreditam que podem cuidar disso sozinhos? – Todos os convocados se apresentaram rapidamente aos pés da escada.
- Com certeza. – Jane disse presunçosa. Agora sim parecia a Jane de sempre.
Eu só conseguia olhar para Karl e Alec, eles iam ter que viajar e quando se tratava de exércitos de recém nascidos às viagens sempre demoravam mais do que o normal. Cerca de três semanas.
É isso, eu tinha que agir agora, esse era o momento. Enquanto eles gastavam tempo, observando, avaliando, estudando, eu e Nez poderíamos fazer o que tínhamos que fazer sem grandes problemas. Com o castelo limpo, eu poderia sair daqui com mais facilidade que nunca. Eu já estava me preparando para isso, eu sabia que os dois não poderiam ir conosco, ao menos não nos primeiros dias. Eles nunca os entenderiam, tínhamos que prepará-los primeiro, aí sim eles poderiam nos encontrar.
- Então se preparem, quanto antes resolvermos isso melhor. Devem partir ainda hoje. – E com isso Aro se foi. Eu nunca entendi como ele podia ser tão ocupado, ele só sabia mandar.
A guarda oficial, como a maioria chamava os que sempre iam às missões mais importantes, se retirou para uma sala deles nos fundos do salão, o resto da guarda foi se dissipando aos poucos. Nez estava com o rosto triste encostada em uma pilastra no canto direito do salão.
- Electra. – Há muito tempo eu não ouvia aquela voz dizendo meu nome. Andei até ficar de frente para o trono de Caius, o que ele queria comigo?
- Acompanhe-me. – Ele disse antes de se levantar e passar por mim, o segui. Quando passei por Nez ela me olhou tristonha. Ela queria falar comigo, eu também queria falar com ela. Segui Caius até os seus aposentos, eu nunca entrei ali.
- Athenodora? – Perguntei. A minha madrasta simplesmente me odiava, me considerava fruto de uma traição, uma bastarda. Se bem que essa é a verdade, eu não passo de uma filha bastarda.
- Ela não está. – Ele me respondeu secamente, enquanto abria a porta e me convidava para entrar. Passei pela porta e fiquei em pé no meio do cômodo, não estava me sentindo a vontade ali.
- Sua mãe, Stella, antes da morte me deixou um objeto de significante importância para ela. Eu disse que não te entregaria, mas nunca tive coragem para destruí-lo. – Eu não sabia o que dizer, ele estava falando da minha mãe?
Ele abriu uma gaveta e tirou de dentro de uma caixa fechada a chave, uma corrente de prata, com um pingente. Era uma estrela, no formato da rosa-dos-ventos, era lindo.
- Eu só quero me livrar disso. – Ele confessou. Ele pegou minha mão esquerda e depositou a corrente ali.
- Você é a cópia aperfeiçoada de Stella. – Seus olhos vagavam entre o passado e o presente.
- Eu preciso ir. – Joguei as palavras em cima dele e sai correndo dali. O que foi aquilo? Nunca em toda minha curta vida eu tive uma conversa com Caius, mas eu estava agradecida por ele ter me entregado aquela corrente. A guardei segura em meu bolso.
Segui em direção ao meu quarto. Nez estava lá, me esperando. Não perdi tempo, fui direto para o closet, juntar algumas peças de roupas em uma mochila.
- Eles vão demorar muito? – Ela finalmente perguntou.
- Vão e isso é perfeito. – Sai do closet e fui para a cômoda, pegar alguns documentos.
- Perfeito? Você está doida? Afinal, o que você está fazendo? – Ela explodiu.
- Arrumando minhas coisas. Devia ir arrumar as suas também. – Respondi calmamente, agora eu teria que fazê-la entender que o que eu estava preste a fazer era o correto.
- Por quê? – Sua voz falhou.
- Porque nós estamos indo embora daqui, estamos indo para a sua casa. – Revelei.
- Karl e Alec? – Ela perguntou se eles também iriam conosco.
- Não podem ir. - Ela me perguntou por que de novo, só com o olhar.
- Se Karl chegar uns cem metros perto da sua família está morto. – Ela pareceu não entender. - Olha, quando você sumiu eles devem ter te procurado em todo o território americano e o seu cheiro Nez estava misturado ao dele, com certeza eles gravaram o cheiro dele na mente.
- Ele foi ao meu quarto. – Ela sussurrou.
- Grande erro. É claro que eles sabem que Karl está envolvido nisso. Se você aparecer lá com Karl do lado aquele lobo vai pular no pescoço dele sem sequer perguntar o seu nome. – Minha voz foi morrendo aos poucos ao imaginar a cena.
- Mas e Alec? – Ela entendeu que para Karl não tinha jeito.
- Alec? Você está de brincadeira? Ele tentou matar sua família há alguns anos, você acha que vão acreditar nele? Imagine você chegando lá segurando a mão de um Volturi tão poderoso como Alec? E você tem que arrumar as coisas antes, com o lobo. – A lembrei.
- Verdade. – Concordou. - Então eu vou arrumar minhas coisas. – Ela se levantou.
- Nez eu quero que você entenda uma coisa: a partir do momento que você sair dessa cidade sem consentimento de Aro, você estará desertando o clã. Para isso não há perdão e quem ousar te proteger da punição, também será punido. – Fui rápida, sem rodeios. Ela tinha que entender no que estaria metendo sua família. - Não me sinto bem por estar fazendo isso, mas não existe outra maneira.
- Minha família não irá mais adiar essa luta, tenho certeza. – Sua voz soou convicta.
- Provavelmente Karl e Alec irão atrás de nós de qualquer jeito. Mas só quando chegarem, o que pode ser daqui a umas três semanas. Teremos tempo para preparar as coisas por lá, para quando eles nos acharem. – A informei em enquanto escondia minha mochila debaixo da cama.
- Então depois que eles irem, nos encontramos aqui? – Ela me perguntou, sua face havia tomado uma expressão concentrada. Ela estava focada no plano.
- Essa é a idéia. – Declarei e com isso ela se foi.
Me deitei na minha cama, eu havia passado toda a minha vidinha ali naquele lugar, naquele quarto.
Tantas boas lembranças.
- Amigos então? - Alec estendeu a mão para mim, pedindo um acordo.
- Hum... Amigos. – Minha mão era minúscula dentro da palma da mão dele.
Ele me puxou, para uma longa sessão de cócegas, a primeira vez que eu ri com ele. Meu primeiro amigo.
- Porque você terminou com a Demmy? Verdade ou consequência? – Jogos, minha curta pré-adolescência foi cheia de jogos.
- Consequência. – Alec me respondeu, ele nunca iria me contar o motivo.
- Me beija. – Aquelas palavras simplesmente saíram, incontrolavelmente.
E foi o que ele fez, veio na minha direção e tocou meus lábios com os seus. Meu primeiro beijo.
- Nada se compara a você. – Karl sussurrou em meu ouvido, enquanto abria meu corpet. Meu vestido já estava no chão, junto com minhas meias. Ele me pegou no colo e me levou até a cama, nunca largando os meus lábios.
Suas mãos percorreram lugares intactos, me provocando sensações novas, mas já consideradas as melhores. Ele acabou de tirar sua calça e rapidamente me puxou para sua boca. Desta vez eram seus lábios os curiosos, beijando cada parte do meu corpo. Ele estava fazendo tudo praticamente em slow-motion, me fazendo perder a coerência dos pensamentos. Tornando aquele momento, único. Minha primeira vez.
E agora eu iria dar adeus para aquele lugar, tão meu.
O barulho que o vento fez quando a porta foi aberta com força, me tirou de meus devaneios. Karl entrou com tudo no meu quarto, fechando a porta atrás de si.
- Eu vim me despedir de você. – Sua voz estava falhando, distância, ele não a queria tanto quanto eu.
- Eu sei. – Disse, antes de voar para seus braços e tomar seus lábios nos meus. Eu sentiria falta dele como nunca. - Eu sei.
- Nunca esqueça que eu te amo. – O abracei o mais forte que podia. Ele me beijou novamente, com desejo.
- Eu sempre te amarei! – Ele sussurrou, seu hálito gelado contra a pele do meu pescoço me provocou um arrepio que se espalhou por todo meu corpo.
Seria nessas palavras que eu me agarraria nos próximos dias. Seriam essas palavras que eu me forçaria a pensar todos os dias antes de cair no sono. Porque não fazia diferença saber que depois ele voltaria para os meus braços, ficar longe dele sempre seria uma tortura insuportável.

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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Sab 24 Set 2011, 02:17

ASHUASHUASHUASHUASHU
eu sei que não são horas e que já é sabado
e também que eu tô sumida
Mas é que agora eu estou com problemas na família nem na escola eu estou indo muito bem devido à isso
a Mym mesmo viu que eu ando entrando menos
mas é que eu não tenho tempo mesmo ok
então não me matem lol!
Sara eu entrei rapidinho só p/postar a fic ( semana passada tbm Razz ) então eu juro que assim que eu tiver tempo eu dou uma lida nela ok?
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Dom 25 Set 2011, 17:29

oin tekka eu to com saudades dos nossos longos papos >< e q os 'problemas", se resolvam logo \o


e gente, eu amo esse cap @@ ele foi tão facil de escrever, tão simples...
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Seg 26 Set 2011, 07:55

espera eu ainda to sem ar.
tekka, mym eu tiro meu chapeu para as senhoritas
este cap estar impecavel , com certeza este deu trabalho,
mas pode ter certeza que valeu a pena mesmo ta lindo
.


ja estou muito curiosa. >}
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Qua 28 Set 2011, 21:58

Resolvi fazer uma coisa diferente essa quarta, ao invés da prévia do proximo capitulo, eu irei apresentar os novos personagens da fanfic.

Henry Boreanaz:


Michaella Boreanaz



Personagens criados, selecionados e desenvolvidos pela minha amiga do peito, Tekka
cheers

---------------

Obrigada Sara, que bom q tenha gostado do cap...
Razz
Na verdade, ele foi muito facil de escrever, eu já tinha pensado nessas cenas desde o inicio da fic, eu já tinha ele praticamente completo na mente... Wink Tô esperando pra ler a sua amanhã eim 66' Twisted Evil
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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Qui 29 Set 2011, 07:51

meu deus de onde saiu este deus grego que
vc colocou ai mym, pelo amor de deus manda ele pra mim.
to presisando de um desses, menina.
Cool


fiquei ate sem ar de novo, anciosa para saber dele
na fic. espero que ele seja malvado, porque ele tem cara de mau.
e ela tem cara meio mal e meio boa, fiquei indesisa sobre ela.
Question

vou ver se consigo ler o seu cap
amanhã a noite depois da faculdade.
>}

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MensagemAssunto: Re: Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.   Hoje à(s) 02:39

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Blizzard |Decepção é como a neve. Com o tempo, derrete.
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