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 NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee

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Bella->Borboleta
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MensagemAssunto: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Qui 03 Mar 2011, 23:27



Sinopse
Três meses haviam se passado desde a noite em que transformei Lavínia. Naquela noite pensei que não conseguiria parar, eu estava em pânico enquanto tentava fazer meu corpo recriar a sensação do veneno expelindo-se de minha boca. O veneno de meu pai que agora também corria em meu sangue mestiço.
Em apenas uma noite, vidas foram perdidas e destinos foram mudados para sempre.
Eu pensei que poderia salvar minha familia, pensei que finalmente poderia voltar para casa. Eu estava enganada...

Com a queda do poderoso clã que até então governava nossa espécie, imortais do mundo inteiro tentavam derrubar as leis de silencio e anonimato. Um caos se instalara com a rebelião, e mesmo desaparecido, Aro continuava a influenciar nosso mundo. Ele precisava ser detido. A guerra ainda não havia terminado. As promessas feitas ainda não tinham sido cumpridas. E eu não iria parar enquanto não o encontrasse.
Agora, ele é quem seria caçado.

*

Então está marcado. Dia 14 de março, segunda-feira, começa a segunda parte de Rising Sun. Nightfall.
Espero todos aqui!
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@Stteffs
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Dom 06 Mar 2011, 18:34

Awn que perfeito
Vou contar os dias para poder ler a continuação
Quem sabe agora néah ela fique com o ...#taparey'
Mas mesmo assim vou ficar torcendo



Última edição por @Stteffs em Dom 11 Dez 2011, 12:40, editado 4 vez(es)
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lu pattinson
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Qui 31 Mar 2011, 14:46

gente olha as fotos do [b]filme Amanhecer..http://blogtwibrasil.blogspot.com/2011/03/imagens-vazadas-da-summi-de-breaking.html

Saõ perfeitasss...
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Lullaby
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Seg 11 Abr 2011, 07:52

Ai meu Deus!!!! cadê o restante da história B. Borboleta!!!
Não faz isso não....hauahuhau...não para não....bjos

ta maravilhoso!!! Laughing
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Lullaby
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Seg 11 Abr 2011, 07:59

Já se passaram 2 meses ............vai me deixar doida!!!
Bella Borboleta.....cade você?



hauhuahauhauha Crying or Very sad
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Ter 19 Abr 2011, 09:23

B Borboleta ....por favor aparece
continua essa história PLIS PLIS !!!!
>}
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Seg 25 Abr 2011, 12:55

B Faço minhas as palavras da Lullaby, aparece, continua....
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Ter 26 Abr 2011, 18:40

Por favor B. Borboleta

aparece não aguentamos mais de curiosidade!!!

Pliss Sad
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Bells Swan
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Sab 14 Maio 2011, 18:43

Continua por favor, por favor.
Amoo *-*
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Sex 27 Maio 2011, 15:32

cadê a continuação!!!!!!por favor , por favor..........posta aí!!
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Sex 27 Maio 2011, 17:59

Kadê a continuação , por favor
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Qua 29 Jun 2011, 15:01

Gente existe um Blog onde a Anna Grey posta a estória e tem um capítulo novo toda a sexta :

http://ashistoriasdela.blogspot.com/2009/10/nightfall.html <--- aproveitem >}

beijinhos
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Ter 05 Jul 2011, 09:48

Ain onde será que a B. Borboleta se enfiou em???
Estou esperando por vc querida...
A Mah não é nova aqui, eu acompanhei Rising Sun inteirinha roendo as unhas e morrendo de vontade de fazer parte do trio Very Happy , mas não conseguia me registrar no blog. Tive uns problemas na minha vida pessoal e acabei abandonando a leitura, mas quando voltei ao blog alem de conseguir me registrar vi que tinha a continuação pirei né...

Por favor aparece please...

bjo...
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Qua 06 Jul 2011, 07:17

essa historia é maravilhosa tudo é perfeito so preciso de mais um pouquinho.
já estou com saudades.
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Sex 22 Jul 2011, 17:34

Continuaaaaa!!
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Sex 22 Jul 2011, 17:40

Mas os capitulos no blog ñ funcionam direito, poxxa1 q tah acontecendo?
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Sex 05 Ago 2011, 08:23

Você pode tentar o blog na página inicial → http://ashistoriasdela.blogspot.com/
Vocês só vão ter que procurar um pouquinho :*
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Sex 05 Ago 2011, 08:52

espectacular... gostei bue deste ultimo desenho...hehe
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Sex 05 Ago 2011, 10:22

Você quer dizer minha assinatura é??? ↓
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Qua 02 Nov 2011, 17:24

Cade a continuação??????
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Qui 03 Nov 2011, 14:56

G-ZUIZ menina isso é judiação
vc vem aqui diz q vai postar marca data e tudo depois some?
qualé Shocked

Ando acompanho pelo blog da annagrey /tamonocap11 já Crying or Very sad
mas eu adoro aqui, muito mais familiar, mais ocolhedor king
poxaaa pior q neim tem como entrar em contato com vc neáh
te lembrar q o topico tá aqui mofando
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Sab 05 Nov 2011, 14:04

Ando percebendo q a Anna Grey sumiu! Tem o twitter dela q de vez em quando ela responde nossas menções: @Anna_Logias

Entro no blog As Histórias Dela toda sexta, mas raramente tem um capítulo novo. Para mim, o tesão da Anna pela história acabou. Além disso, ela tem uma vida social muito ativa, o que complica a vida virtual da garota. Eu entendo ela, mas acho que o NightFall só vai ser terminado no fim de 2012
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Ter 14 Fev 2012, 19:55

Q bom estar aqui!!!!!!!
Só vou precisar de umas dicas, mas estou muito feliz!!!
Obrigada
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Sab 10 Mar 2012, 11:56



NightFall Capítulo 1

Exílio



A neve caia silenciosa e constante sobre as montanhas geladas do norte, a imensidão se estendia num tapete branco, imaculado e morto, até a costa leste da Rússia. As árvores se erguiam a minha volta como lanças de pedra, mas eram apenas árvores, galhos secos e nus, troncos mortos que se enterravam na neve vários metros sob meus pés. O céu e o chão pareciam unidos no horizonte, eu não sabia onde um terminava ou onde o outro tinha início.
Do alto dos montes cobertos de neve, eu observava a brancura silenciosa daquelas terras fantasmas, onde jamais se via o céu durante os invernos rigorosos e onde o cheiro quente dos humanos não alcançava o pico íngreme e tempestuoso das montanhas. Era meu décimo primeiro mês aqui, longe do mundo...
Minhas veias ainda estavam quentes com o sangue do urso pardo que eu abatera há não mais que duas horas, era um bicho enorme, quase dois metros de cumprimento e uma ferocidade irresistível. Era inverno no hemisfério norte e os ursos pardos hibernavam nas cavernas das montanhas, bem fundo, embrenhados nas cavidades mais geladas e escuras que eu já colocara meus pés. Enquanto ele lutava e urrava enlouquecido em meus braços por ter ousado perturbar seu sono e eu me enroscava em sua corpulência e afundava meus dedos no pêlo macio e grosso, eu não conseguia deixar de me lembrar de Emmet. Fora ele o responsável por minha atual preferência pelos ursos. Contudo, meu pequeno prazer culposo estava nos felinos, mais especificamente nos tigres siberianos. Três metros de uma selvageria assassina, hábitos noturnos, galgadas tão silenciosas na relva que até ouvidos sobrenaturais tinham de se esforçar para ouvir. Estavam em extinção. Pena, por que o sangue desses bichos ferve como lava de vulcão quando escorrega para dentro da boca, e o coração martela tão forte, que por um instante tudo que se pode ouvir a sua volta são os rugidos violentos, pulsando em todas as partes. O segundo melhor sabor do mundo e mesmo este me era proibido. Era um pesadelo perambular pelas planícies durante a noite, quando esses gigantes silenciosos estão à espreita, caçando sob a escuridão do território de Primorye, como se este fosse seus próprios domínios, o que de fato eram. Ouvi-los caminhando entre os arbustos, sentir o calor emanando de seus corpos pesados e os olhos cintilando em meio ao breu, era terrível. Eu tinha que me afastar as pressas, a fim de não começar um desequilíbrio ambiental, mas um pequeno segredo: certas noites eu não resistia. Em minha defesa eu ouso dizer que é melhor ter recaídas com os tigres do que com humanos e para assegurar justamente essa precaução, eu e Lavínia, a recém criada sob meus cuidados, estávamos por aqui, nas montanhas esquecidas dos confins da Rússia. Eu não sabia ao certo em que região estávamos nem tampouco o nome da cidade mais próxima, mas eu podia ver o Pacífico às vezes, quando me afastava para o leste, e tinha no fundo da minha mente a consciência de que, se fôssemos mais para o norte e atravessássemos o mar de Bering, estaríamos no Alaska, e de lá para Seattle seria rápido... Mas eu não podia voltar, não ainda, não quando tudo estava um caos e vidas dependessem do meu êxito.
Onze meses haviam se passado desde a noite em que transformei Lavínia. Naquela noite pensei que não conseguiria, eu estava em pânico enquanto tentava fazer meu corpo recriar a sensação do veneno expelindo-se de minha boca, sob minha língua. Eu passei os breves anos da minha vida achando que nunca poderia criar outro imortal, que o veneno fora liquidado da minha formação pelo sangue humano de minha mãe, e foi assim de fato até o um ano atrás, quando minha vida e a de todos que eu amava virou de pernas pro ar. O veneno de meu pai fez algo despertar em mim, algo mudou e eu agora tinha uma recém criada para zelar. Lavínia estava se saindo bem, apesar de tudo. Sua sede estava controlada e seus dons, aqueles que por um momento eu cheguei a duvidar que ela realmente tivesse, despertaram de uma forma massiva ao longo dos dias. Eu não sabia o que fazer a seguir, não sabia como deveria prosseguir em meu plano maluco de encontrar Aro, mas sabia que precisava prosseguir. Estava cumprindo.
Às vezes eu ligava para casa, trocava algumas palavras com meus pais, e me desesperava ainda mais com a imobilidade com que as coisas estavam andando. Meu pai e Carlisle estavam em algum tipo de empreitava cientifica, tentando encontrar um agente neutralizador para o veneno que imobilizara Willian e Jasper, deixando-os como estátuas de pedra viva. Eu sabia, porém que eles não encontrariam nada, simplesmente por que as coisas não aconteciam assim em nosso mundo. E por conta disso, cá estava eu, com meus próprios planos para reverter àquela situação, só não sabia qual seria o próximo passo, ou quando. Por muitas vezes eu me surpreendia com pensamentos que haviam sido banidos, proibidos desde o momento em que decidi prosseguir sozinha, e que se resumiam a um único nome: Jacob. Eu não tinha muita escolha, no entanto, não havia muito o quê fazer aqui quando eu e Lavínia não estávamos treinando. Era como estar numa maldita gaiola. Esperando, convivendo com o desespero do tempo que passava inescrupulosamente depressa.
- Esta divagando de novo. – A voz aveludada de Lavínia soprou atrás de mim como uma brisa gelada. Eu ainda não me habituara com sua recém adquirida forma imortal. Lavínia fora uma humana muito bonita e não seria diferente como imortal. O problema com Lavínia era que, ela assumira uma forma distinta demais, quase etérea, mistificada. Cada vez que eu olhava para ela, eu sentia que era como estar olhando para uma aparição de um anjo ou santo. A pele muito branca dela ganhou um brilho polido de porcelana, e parecia igualmente frágil. Os cabelos longos, castanho claro, alongavam-se, lisos como seda, por suas costas até os quadris. Ela os trançava com esmero todas as manhãs, enquanto passava os dedos entre os fios, um gesto tão humano e sincero, tão desprovido de qualquer traço da nossa dureza característica... Os primeiros meses foram difíceis com toda a sede e confusão, mas nem de longe fora tão difícil quanto as histórias que Jasper contava sobre recém criados. Pelo contrário, Lavínia tornou-se uma força amena, poderosa mas não destrutiva. Absorvia quase instantaneamente tudo que eu a ensinava e jamais questionava nada. Toda vez que eu a observava, fazia-me as mesmas perguntas. Eu havia feito a escolha certa? Ou apenas roubara a vida dela para conseguir alcançar algo puramente egoísta? – vingança.
- Ness? – Chamou ela, quando eu não me virei.
- Pensei que estaria caçando hoje. – Falei. Uma das primeiras coisas que ensinei a Lavínia foi caçar sozinha. Como localizar e capturar sua presa, o que ela aprendeu muito bem e dominou rápido. Eu quase nunca tive de me preocupar com ela nesses onze meses.
- Eu não sei Ness... não estou me sentindo bem. – As indisposições de Lavínia eram geralmente precedidas de rápidos vislumbres de pessoas que procurávamos. Não eram indisposições do tipo que humanos tem, como tonturas, ondas de asco e tudo mais. Com Lavínia acontecia quase um semi transe, que a imobilizava por alguns momentos. Quando acontecia, a deixava vulnerável por alguns momentos. Apesar de todo nosso exaustivo treinamento centrado em Aro, os avanços eram muito inconsistentes para iniciarmos uma busca mais elaborada. Lidar com suposições era algo que fazíamos muito, e que regularmente nos frustrava. Virei-me para ela, apesar de ter me policiado inúmeras vezes em relação às expectativas que eu tinha com as visões dela. Lavínia retribuiu o olhar com uma expressão nublada.
- O quê você viu? – Perguntei. Ela ajeitou uma mecha de cabelo atrás da orelha e se aproximou. Sentou-se a meu lado no grande tronco que atravessava a passagem para o alto da montanha. Tudo estava coberto de branco.
- Tenho visto tantas coisas... Não sei o que pensar. São sempre as mesmas coisas, se repetindo, como ecos num corredor vazio. É como se aqueles olhos percorressem sempre os mesmo caminhos.
- Ainda está vendo o homem misterioso? – Perguntei. Lavínia assentiu. O tal homem, até então desconhecido, aparecia esporadicamente nas visões de Lavínia. Não importava o quanto ela se concentrasse em Aro ou Jane, o tal homem sempre cruzava nosso caminho. No início eu e Lavínia deduzimos ser uma “interferência”, talvez um buraco na concentração pouco exercitada dela, mas eu já estava começando a cogitar outras explicações para aquilo.
- No quê esta pensando? – Perguntou ela. Eu, normalmente, preferia manter meus pensamentos e indagações para mim mesma. Não gostava de encher a mente dela com coisas que só minariam ainda mais sua concentração, mas havia algo me incomodando realmente a respeito daquele homem.
- Estou começando a pensar que talvez Aro esteja reunindo reforços. Talvez esse homem esteja com Aro, talvez esteja ajudando ele, por isso você o vê quando está procurando por Aro. Há uma grande chance de ele estar servindo como escudo. – Lavínia dissolveu seus olhos vermelhos por um instante no vale gelado lá embaixo, conservara seu hábito humano de se perder vários minutos em indagações silenciosas. Eu achava um tanto hipócrita o fato dela criticar minhas divagações momentâneas, como se ela mesmo não cultivasse o mesmo hábito. Talvez esse hábito, em mim, significasse algo mais sério, digno de preocupação.
- Você pode estar certa. – Disse ela por fim. – E isso significa que temos enfim uma pista. Se eu ceder e me concentrar integralmente nesse homem, se eu parar de tentar bloqueá-lo, pode ser que eu tenha mais resultados do que apenas tentar inutilmente captar alguma pista de Aro.
Lavínia estava certa. Isso era o que deveríamos fazer, mas por algum motivo eu não conseguia me sentir a vontade com aquele plano.
- O quê há com você? Esperamos por isso há meses, enfim temos nossa pista, uma direção para seguir.
- Eu sei. Vamos fazer isso. Concentre-se no tal homem nos próximos dias, e então veremos onde ele nos levará. – Respondi, me levantando do tronco e agitando no ar os flocos de neve que haviam se depositado em minhas roupas. Sentia-me estranha, fora do circulo de auto controle que eu adotara a quase um ano, longe da figura sóbrea e prática que tomara conta da minha mente, a responsável pelo treinamento de Lavínia e pela elaboração dos planos que nos mantiveram a salvo e longe de problemas por quase um ano. Hoje, porém, eu sentia-me longe desse controle, como se por um momento, eu houvesse perdido a direção das minhas ações.
Desci a encosta da montanha sentindo os olhos de Lavínia presos em minhas costas, eu não queria preocupá-la, mas hoje... Hoje o dia não estava bom – como se nos últimos onze meses eu tivesse tido algum dia bom. Decidi meio inconscientemente que era hora de ligar para casa, haviam se passado cinco semanas desde minha última ligação, e eu precisava ouvir uma voz que me lembrasse o porquê estava aqui, nesse pedaço de terra gelado e esquecido por deus e pelos homens, e por que precisava agüentar firme os próximos dias que se seguiriam.
Eu precisava reunir uma boa quantidade de coragem toda vez que decidia ligar para casa. Muitas vezes eu passava dias me preparando, enquanto milhares de possibilidades passavam por minha mente. E se ele estivesse lá? E se atendesse o telefone? O que eu iria dizer a ele? O pânico quase conseguia me alcançar, mas nos meses que passei aqui, geralmente sozinha em algum pico nevoento, eu aprendi a domar a histeria e a focar minha mente na impossibilidade gigantesca que me separava dele agora. Jacob Black estava distante de minha vida, mas não do meu coração, e eu creio que isso jamais mudaria.
Súbito, me senti consternada. O quê eu estava pensando? De novo com esse receio quase esperançoso de ouvir a voz dele? Me matava saber que ainda havia esse tipo de sentimento dentro de mim, mesmo depois de tudo.
Apertei o pequeno aparelho entre as palmas das mãos, eu estava em algum lugar perto das pastagens - as poucas que ainda resistiam ao inverno intenso. Na agenda do meu telefone, apenas três números permaneciam gravados. Pai, Rosalie e Alec. Esse último fora usado apenas uma vez, em Londres. Muitas foram as vezes que me senti tentada a ligar para Alec. Eu queria saber como as coisas estavam indo após o caos da destruição de Volterra, mas essa era uma informação que custaria caro para mim. Alec também não era um assunto fácil e eu precisava evitar qualquer tipo de contato caso quisesse manter minhas chances de rastrear Aro sem atrair a menor das atenções, e Alec agora, estava no centro delas. O novo governante Volturi encontrava-se no olho do furacão, e minha intenção era estar exatamente na direção oposta, às margens da luta que se iniciara por minha causa. Na última conversa que tive com meus pais, eu soube que Benjamin havia se estabelecido junto a Alec no que seria a nova sede dos Volturi - numa cidadezinha a vinte quilômetros da extinta Volterra, tão ou mais inacessível quanto o antigo castelo subterrâneo. Fiquei pessoalmente feliz com aquela notícia, pelo menos Alec não estava sozinho, e nem Benjamin. Os dois haviam perdido tudo, mas pelo menos estavam no caminho certo, lutando juntos por coisas mais nobres. Meus pais me contaram também sobre as notícias que chegavam a toda hora. Ataques e incêndios misteriosos, zonas que amanheciam dizimadas e destruídas por completo, espólios dos combates entre pequenos clãs e grupos que se rebelaram após a queda de Aro. Os desaparecimentos de humanos também haviam aumentado consideravelmente, os nômades não tinham mais os cuidados necessários em suas caçadas, estavam negligenciando a cautela e se expondo. Havia ainda aqueles que buscavam vingança pelos crimes cometidos por Aro, os que perderam companheiros, os que perderam o clã, os que perderam tudo. Carlisle disse-me que os antigos estavam relutantes quanto à liderança de Alec, e que uma tentativa de tomada do poder não estava totalmente descartada. Alec precisava de todo o apoio que conseguisse reunir, e justamente eu não poderia ajudá-lo agora.
- Droga! – Murmurei comigo mesma. A noite começava a cair a minha volta e eu ainda não conseguira apertar um maldito botão. Uma relutância dolorida se instalara em meu estômago, era sempre essa batalha angustiada travada entre as paredes do meu cérebro.
Quinze minutos mais tarde, o telefone chamava em meio ao silêncio dos pastos do norte. Esperei o que pareceu ser um século, e então a voz suave de minha mãe transpassou a quietude:
- Ness, querida. Aonde você está? Você está bem? Por que tanto tempo sem fazer contato? – Soltei o ar preso em meus pulmões e sorri comigo mesma. Pronto, estava feito, e eu podia voltar a respirar agora. Era apenas minha ansiosa mãe do outro lado da linha.
- Oi mãe. Desculpe a demora. Como você está?
- Eu estou pirando Ness. Cada dia que não consigo ter notícias suas é como se Emmet estivesse rachando minha cabeça ao meio. – Algumas coisas jamais mudam, nem se você deixa de ser humano.
- Mãe, eu disse que precisava de um tempo. Não faz sentido ligar todos os dias se eu preciso ficar sozinha. – Tudo bem, eu havia omitido a parte em que transformo a companheira humana de Willian para conseguir rastrear Aro, então tecnicamente eu não estava sozinha.
- Ness, já faz um ano, não entendo por que você precisa tanto ficar sozinha. O que eu e seu pai fizemos para você querer ficar longe? Se pelo menos tivesse deixado Jacob te acompanhar...
- Mãe. Eu não vou falar sobre isso. – Me apressei em dizer. Ela ficou em silêncio por alguns segundos. – Olhe, eu liguei para saber como estão as coisas. Alguma novidade no noticiário? – Ela suspirou resignada do outro lado.
- Tudo na mesma, talvez um pouco pior. A imprensa está fervilhando, há focos de recém criados em Nova Iorque, Chicago e Detroit, resultado do descuido de alguém, além disso Carlisle soube por alguns amigos que houve outro ataque na Itália. Pelo que soubemos Alec conseguiu segurar bem as pontas, mas, a coisa está piorando. Eu e seu pai temos cogitado ir ajudá-lo, mas acho que agora não será possível.
Fechei os olhos por um momento. Como as coisas tinham chegado a esse ponto? Toda vez que eu ouvia uma notícia assim, eu não conseguia deixar de lembrar do momento em que estive frente a frente com Aro, o momento que eu poderia ter terminado tudo isso. Maldição, por quê eu não reagi?
- Ness, ainda está ai?
- Sim, estou. Desculpe. Mãe, meu tempo está acabando, será que posso falar com o papai?
- Claro, ele está aqui. Mas Ness, não deixe de ligar, e por favor... não faça nada estúpido. Volte assim que puder querida. Eu te amo. – Disse ela.
- Eu também mãe, diga um olá para todos por mim. – Um breve minuto de silêncio, eu não sabia se ela ainda estava lá. Minha garganta estava estranhamente seca e rígida.
- Oi Ness. – Disse meu pai. Sorri comigo mesma pela serenidade inabalável da voz dele.
- Oi pai. Como você está?
- Estamos bem na medida do possível, e você querida? – A melhor coisa em meu pai era sua discrição quando um assunto era delicado demais ou demasiado difícil.
- Estou bem. – Por outro lado, eu nunca conseguiria mentir para ele. Nem pessoalmente, nem a um continente de distância. Meu pai não precisava ler minha mente para saber que nada estava bem.
- Estou com saudades. – Disse ele. Aquelas palavras quase me sufocaram, mal sabia ele o quanto aquilo me machucava, o quão difícil era não poder ir para casa, abraçá-los, andar pelos corredores da minha infância. Engoli a secura em minha garganta e obriguei-me a falar.
- Com está Alice? – Perguntei.
- Ainda está em Forks, na antiga casa. É bom que ela fique por lá agora, vai ser melhor para ela ficar longe de tudo isso.
- Ainda estão estudando o veneno?
- Sim, mas não houve progresso até agora. Carlisle quer testar mais algumas coisas, mas por ora não há muita esperança. São procedimentos muito complexos e instáveis. Tempo é o principal ingrediente na maioria dos nossos testes. – A honestidade de meu pai sempre foi o fator determinante da minha total confiança nele.
- Tiveram alguma notícia dos outros? Zafrina, os Denali?
- Estamos sempre em contato, o momento não está propício para visitas, mas nos mantemos informados sobre a situação. Ness, tem uma coisa que você precisa saber. – Fiquei em silêncio, tentando decidir o quê responder ou se devia apenas desligar. Alguma coisa na voz de meu pai me dizia que eu não iria querer ouvir o que ele tinha para me dizer.
- Tudo bem, diga. – Falei por fim.
- É sobre Jacob. – Disse ele.
- Ele está bem? – Perguntei, uma pontada de pânico na voz.
- Ele voltou para La Push a mais ou menos seis meses. Soubemos disso por Charlie. Ele também disse a sua mãe que Billy Black não está muito bem de saúde.
- Hum. – Foi o que consegui extrair de minha voz.
- E não é só isso. Ficamos sabendo que Jake voltou para liderar a matilha. Sam Uley abriu mão da liderança e encerrou suas atividades, ele quer voltar a envelhecer, criar seu filho, viver uma vida normal com Emily, acho que ninguém pode culpá-lo.
- Não, ninguém pode. – Falei. Aparentemente, as coisas estavam voltando para seus devidos lugares.
- Ness, eu quis que você soubesse disso por quê, sinceramente, eu não acho que Jacob vai voltar para procurá-la. Ele finalmente está seguindo a vida dele, com o povo dele. Acho que agora é o momento de você voltar e nos deixar ajudá-la com quaisquer que sejam seus planos, por quê eu sei que você não sumiu por quase um ano apenas para tirar férias. Se o problema era colocá-lo em risco, acho que ele ficará bem de agora em diante, não precisa mais se castigar por isso. – Por um longo tempo eu procurei alguma palavra dentro de minha mente para dizer a meu pai.
- Pai, eu preciso ir agora. Foi bom falar com você.
- Ness, por favor. Eu sei qual é a sensação, eu sei como é não poder voltar, e eu sei que você está fazendo isso por ele. Por favor venha para casa.
- Eu te amo pai. Nos falamos outra hora.
Desliguei rápido, antes que fosse tarde demais.
Naquela noite, após um ano de silêncio, eu chorei novamente. Chorei sozinha na imensidão escura e gelada, chorei sem sons que me denunciassem. Apenas lágrimas silenciosas e quentes, riscando meu rosto como garras de fogo.
Mas... por quê eu estava chorando? Por quê ele finalmente havia enxergado o que eu o vinha mostrando durante todos esses meses? Que entre nós sempre haveria meia dúzia de problemas e que um deles, certamente, nos mataria. Mas por que doía tanto vê-lo largar a outra ponta da corda? Por quê a desistência dele me fazia querer voltar atrás e tomar de volta todas as palavras que falei e todos os passos que dei?
A resposta veio como um raio em cima de mim. Eu estava chorando por quê agora eu o havia perdido de verdade, não era apenas minha desistência egoísta e minha farsa de que, quando tudo isso acabasse, eu não voltaria a procurá-lo. Esse era um plano que eu jamais seguiria, independente da minha força de vontade, eu jamais abriria mão dele para sempre. Eu chorava por que agora eu sentia em minha carne uma dor desesperada, uma dor sem foco que irradiava por meu corpo. Eu chorava por quê doía.
Agora não tinha volta, não havia como pegar de volta o quê fora feito, e por mais que doesse em mim, eu podia me contentar em saber que ele estava bem, que tudo ficaria bem para ele. Essa sorte porém, não estava com Alice. Eu tinha que lutar para sanar a dor dela, que de uma forma demasiado injusta, era maior que a minha. Por Alice. Por Lavínia, que deu a vida por uma chance de salvar Willian. Vivia nelas minha única fonte de força e motivação.
Parada ali no meio da escuridão, meu peito se inchava com o ar gelado, enquanto o vento fustigava meu corpo, meu rosto. Inspirei o ar até meus pulmões não agüentarem...e gritei.
Um grito desesperado, cheio de dor e de ódio. Eu queria expelir toda a dor que havia dentro de mim, por quê, para onde eu estava indo, só havia espaço para o ódio. Era a única coisa que eu podia levar comigo, um presente meu para Aro.
O eco estourou pela planície espantando os pássaros que dormiam nos galhos das árvores próximas. Caí de joelhos na relva cristalizada pelo gelo. Sem volta agora.
Só havia um caminho a seguir a partir dali.
Adormeci em algum momento nebuloso em que minha mente apenas se desligou e escorregou para uma inconsciência mais amena. Eu devia estar sonhando no momento em que despertei em meio à relva molhada, ainda era noite e a única luz que se destacava na escuridão, vinha dos olhos de Lavínia.
- Desculpe te acordar. Eu sei que você já não dorme muito. – Disse ela em pé diante de mim. Me levantei depressa, meio embaraçada pela minha crise histérica. Me perguntei se Lavínia ouvira meu grito, e corei ao constatar que era impossível não ouvir alguma coisa naquela quietude.
- Você está bem? – Perguntou ela. Assenti sem dizer nada.
Caminhei com ela em silêncio, de volta para o alto da montanha, onde, no meio das árvores, uma cabana simplória fora erguida por algum caçador aventureiro. Era ali, entre aquelas paredes de madeira puída que mal era capaz de suportar as nevascas, que eu e Lavínia passamos os últimos meses. Quando paramos em frente a porta e finalmente eu tive coragem de olhá-la nos olhos, senti que algo estava errado. Lavínia olhou para mim, e nos lhos dela havia algo diferente. Diluído no vermelho rubro havia um brilho febril, queimando bem fundo.
- Eu o encontrei Ness. – Ela falou, um sorriso ameaçador brincando em seus lábios. - Você estava certa, o tal homem está mesmo com Aro. – Disse Lavínia. – Chegou a hora, vamos caçar.
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Marina cullen
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Sab 10 Mar 2012, 13:49

Meu deus !!!!
Coitada da Ness, mas o que ela fez para se afastar assim ???
Como os poderosos Vulturi caíram ?? E se Alec é o novo líder case a petulânte da Jane ???
Querida quando vc vai postar de novo ??
Eu quase consegui sentir a tristeza e a angustia da Ness, consegui ver a vasta planície branca e imaginei Lavinia .
Vc escreve muito bem !! Esperando pelo próximo capitulo
. affraid
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MensagemAssunto: Re: NightFall Continuação da Fic Rising Son (Sol nascente) A história de Renesmee   Hoje à(s) 09:17

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