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 Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee

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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Dom 07 Mar 2010, 10:47

bem estou perguntando as pessoas que estão lendo a fic se a página está com problemas,se estiver e vocês não estiverem conseguindo ler muito bem mudarei o local ok
apenas preciso das respostas está bem
obrigada
Borboleta
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KELLI
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Dom 07 Mar 2010, 12:27

BORBOLETA ESTA OK!!! CONSIGO LER SIM... OBRIGADA...

BJOS
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giulia
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MensagemAssunto: sou nva aq   Dom 07 Mar 2010, 14:26

eu queria desesperadamente os outros capitulos da historia de renesme. vcs poderiam postar?
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giulia
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MensagemAssunto: continuando   Dom 07 Mar 2010, 14:30

pode me add no msn
giulia.1995@hotmail.com
me mande por la porfavor
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NaraDias
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Dom 07 Mar 2010, 16:59

Manda para mim a fic por email, meu email é NaraCat10@yahoo.com.br

Tô adorando a fic!!!!!!!
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Dom 07 Mar 2010, 19:11

posta maisss eu axo q a pagina 3 ta com problemaa mas e so ela as outras ta normal
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Seg 08 Mar 2010, 08:01



Capítulo 19 – Proposta
A manhã trouxe lentamente a percepção do terror em que eu estava, afundada até o pescoço. Era como se a luminosidade perolada que descia das pequenas cavidades do teto abobadado iluminasse não só a ampla câmara vazia, mas também meu senso de ineficácia. Tudo que fiz foi em vão. Tudo pelo qual lutei foi inútil, e o preço que me seria cobrado era alto demais para que eu pudesse se quer cogitá-lo. E agora eu estava aqui, impotente e vulnerável, a mercê dos planos Aro. Eu me sentia estúpida. Tola. Sentia-me arrastada pela correntesa e afogada em meu próprio orgulho. Quem era eu para salvar todos eles? Uma mestiça fraca e limitada brincando de heroína em um mundo de seres indestrutíveis, de seres que não necessitavam dormir ou comer. Seres que não sangravam como eu. Me sentia rasgada ao meio, limitada a cada membro pelas correntes do meu medo, do meu fracasso.
O que você fará agora, Renesmee? Você decepcionou todos eles. Você mereceu perdê-los.

Os passos de Alec interromperam meus pensamentos, mas não minha dor. Nunca julguei ser capaz de sentir uma dor tão abrasadoramente forte. Me queimava tanto que, agora, eu só podia sentir a dormência. A inércia crescente se espalhando por meu corpo e mente.
Alec se aproximou de mim, mas eu não ousei olhá-lo nos olhos. Eu tinha medo de que todos os meus pesadelos se tornassem mais reais se eu olhasse para aqueles olhos vermelhos e frios. Senti seus dedos gelados tocarem meu braço, e uma onda de choque desceu por meu corpo. Meu coração deu um pulo, como se seus dedos fossem fios desencapados.
- Fique calma. Eu vou te soltar, mas tem que me prometer que não vai tentar fugir. – Ele sussurrou em meu ouvido e sua voz era doce e macia. Como ele poderia me pedir algo assim? Daquele jeito tão condescentende? Eles mantinham minha vida em suas mãos e eu ainda tinha que cooperar? Eu tinha que aceitar meu destino e agradecer por isso? Não. Essa não era eu, eu morreria lutando...

Que estupidez – uma voz dentro de minha cabeça falou. O que você tem feito até agora? Pelo quê você lutará agora? Por sua vida? Eu não a queria sem Jacob, sem minha família, eles podiam tomá-la. Simplesmente não haviam mais motivos para que eu continuasse a tentar manter minha cabeça na superfície. Não havia mais motivos para resistir. Talvez eu quisesse morrer, agora que tudo estava perdido. Morrer parecia mais fácil, uma opção mais plausível.
Senti as mãos de Alec percorrendo a extensão de meus braços e desatando minhas mãos das correntes. Eu estava mole, meus joelhos cederam sob meu peso, meu corpo também não queria resistir. Alec me pegou no mesmo instante, impedindo minha queda. Ele era patético, eu era tão indestrutível quanto ele – bem, quase. O que ele pretendia com aquilo? Será que ele levava seu trabalho tão a sério ao ponto de ser minha babá e cuidar de mim com tanto empenho? Bem, não me importava quais eram seus motivos, nem os motivos de Aro, nem quaisquer outros motivos, não mais...


***

Os dias passaram indistintos, inexoráveis. Eu não era mais capaz de distinguir o dia da noite, não percebia mais as nuances da claridade ao meu redor, talvez por quê eu me sentia mergulhada em trevas, uma escuridão que nada tinha a ver com o quarto amplo e bem arrumado que Alec me mantinha agora. Estávamos numa grande galeria subterrânea, o que conheci nos primeiros dias aqui, fora apenas o átrio frio e escuro. Alec me carregou pelas escadas e pavimentos de pedra e pelas pesadas portas de madeira maciça e me levou até um aposento longícuo, bem, pelo menos era o que me pareceu, mas eu não estava prestando muita atenção nas coisas ao meu redor.
Ele providenciou uma cama, lençóis e travesseiros, assim como as roupas que eu usava agora. Me trazia comida três vezes ao dia e sangue humano ao anoitecer. E eu o bebia.

Não tinha mais que honrar nenhum código de conduta, não valia mais a pena, não tinha mais motivos para ser um monstro melhor – como se isso fosse possível. Aliás o sangue era a única coisa que fazia eu me sentir um pouco mais viva, a única coisa capaz de aquecer meus membros e tonificar meu coração amortecido.
As vezes eu ficava sozinha durante todo o dia, ciente de que todas as saídas estavam lacradas, e apenas me sentava na cama e prendia meu olhar em um objeto inanimado por horas. Mas ás vezes Alec ficava comigo, na verdade isso era o que acontecia mais frequentemente. Ele se sentava em um poltrona no canto do quarto e apenas me observava, silencioso e sereno, algumas vezes conversávamos, outras não.
Eu não sabia dizer o que estava se passando em minha mente. Talvez nada. Talvez eu estivesse com algum tipo de apagão mental, o que ainda assim, era melhor do que a dor intensa que me assolava todas as vezes que lembrava deles. Tantos dias em silêncio. Nenhuma notícia, nenhum veredicto. Nada.

- Não vai mesmo tentar fugir? – Perguntou Alec em uma das noites em que ficou comigo. Eu o encarei, e o vazio em meu olhar oscilou ao encontrar seu rosto, ele parecia atormentado com algo. A pergunta me pegou de surpresa, tive que pensar um pouco sobre aquilo, minha mente estava muito acostumada com o torpor.
- E por quê eu deveria? – Era a primeira vez que eu ouvia minha própria voz em dias e ela parecia...diferente. Soava monótona e fria, e mesmo quando senti aquela dor aguda atravessar meu estômago, minha voz não oscilou em seu tom gelado. Alec sustentou meu olhar e a impressão que eu tinha, era que ele estava tentando enxergar atravéz de um poço sem fundo e completamente vazio.

- E se eles não estivessem mortos? – Ele desafiou. – Tentaria fugir daqui? – Ele me olhou mais intensamente e seu rosto usualmente imóvel se torceu em uma máscara de curiosa apreensão. Senti as paredes oscilarem ao meu redor, eu não queria sentir esperança, não queria sentir aquela sensação sombria de que eu estava desistindo deles, que eu falhei e os condenei. Por quê ele estava perguntando essas coisas? Ele estava tentando sondar? Estava blefando? Estava brincando comigo?
- Por quê está me perguntando essas coisas? – Sufoquei meu desespero dentro de mim e tentei parecer o mais displicente possível. Alec exitou um minuto, e havia um brilho estranho em seus olhos, que o deixavam ao mesmo tempo ameaçador e atraente.

- Por quê quero saber o que você faria se saísse daqui, sem sua família, estaria sozinha. Tentaria se matar como seu pai? – Aqueles olhos varreram meu rosto com uma avidez que me perturbou, como se meu destino fora daqui realmente o interessasse. Mas aquela pergunta penetrou em meu cérebro e se arraigou fundo em minha mente. O que eu faria? Se não houvesse nada mais para mim lá fora, se existisse uma chance de Aro me deixar ir, para onde eu iria? Não respondi aquela pergunta, por quê primeiro, eu teria que encontrar uma resposta para dar a mim mesma.
Pensei muito nessas coisas durante toda a noite, tanto que me sentia fraca e sonolenta pela manhã. Eu sonhava com eles todas as noites, mas naquela noite em particular, eu senti que meu cérebro iria explodir. Acordei aos berros com Alec me segurando pelos ombros, os travesseiros estavam arruinados, penas e plumas espalhados por todo o quarto.

- Ness, acorde. – Eu ouvi Alec dizer, mas eu não conseguia abrir meus olhos. Ouví-lo me chamando daquele jeito me fez lembrar de Jacob e meu coração afundou no peito. Reunindo todas as forças que me restavam eu forcei meus olhos a se abrirem. A primeira coisa que ví, foram os olhos profundos e vermelhos de Alec à dois centímetros de distancia.
Fiquei olhando para ele, incapaz de me afastar daquelas cores intensas, nadando em sua íris. Era como um mar de sangue, revolto e feroz, mas impossível de se resistir. Era lindo e aterrorisante. Mas eu não estava com medo.
- Por quê está me olhando assim? – Eu sussurrei. Minha voz estava frágil e atormentada, ele parecia pacífico, mas seus olhos não mentiam para mim. Seu inimigo não te olharia daquele jeito.

- Fuja comigo. – Seu hálito doce e suave acariciou meu rosto e por um momento eu pensei ter ouvido errado. Mas as palavras dele ainda ecoavam em meus ouvidos e seus olhos estiveram me pedindo isso o tempo todo, agora eu entendia. Só não conseguia entender o por quê. Ele – juntamente com sua irmã – eram os braços de Aro, aqueles que tornavam possível qualquer sonho extravagante daquele velho ambicioso. Essa era a vida dele, isso é o que ele era.
- Está brincando comigo? – Foi tudo que consegui dizer, minha mente estava congelada com o choque. Alec sorriu e eu pensei estar vendo coisas, como isso aconteceu?

- Nunca falei tão sério em toda minha...existência. – Ele disse. Deus do céu, ele estava realmente me propondo isso? Ele me sequestrou, me manteve presa aqui todo esse tempo, e agora estava me propondo uma fuga romântica ao pôr do sol? No mínimo ele era louco. Agora eu entendia sua pergunta “e se eles estivessem mortos?”, ele estava tentando me dizer que, como eu não tinha mais nada mesmo, poderia muito bem fugir com ele. Era um absurdo. Seus olhos faíscaram nos meus com a intensidade do que ele estava prestes a dizer. Eu me encolhi, com medo do que ouviria.
- Pense bem Nessie. Eu poderia te tirar daqui, eu conheço todas as saídas, conheço essa cidade como conheço minhas próprias mãos. Eu poderia te manter à salvo...- Suas palavras saíram duras e suplicantes.
- Pare. – Eu não queria mais ouvir nada. Aquilo estava errado.
- Poderia te levar para longe deles. Acabou agora. – Ele continuou sem dar ouvidos a mim.

- PARE. – Gritei e me afastei dos braços dele. Eu estava furiosa, magoada e confusa. Eu não queria ouví-lo dizer que eu não tinha escolha, que tudo estava acabado para mim, isso só intensificava a dor que me consumia por dentro. Eu sentia como se as paredes estivessem se estreitando ao meu redor, e em pouco tempo me esmagariam. Me encolhi como uma bola na cama o mais longe dele que o espaço me permitia e tentei controlar minha dor e confusão. Ouvi ele se levantando e caminhando pelo quarto silenciosamente. Não ousei olhá-lo, não queria ver seu rosto e seus olhos me pedindo para fugir com ele. Mesmo que não me restasse nem uma folha seca, eu não poderia aceitar sua oferta. Isso seria uma traição das mais sujas e imperdoáveis.
- Não posso te deixar aqui para morrer. – Sua voz era fria, cortante, ele estava tentando me fazer ser razoável. Mantive minha cabeça abaixada nos joelhos, e tentei suportar as palavras dele me perfurando como facas. – Eles vão te matar, sabe disso. Sua sorte é que Aro é um dramaturgo insolente. Está jogando, fazendo seu teatro, se não fosse por isso já estaria morta. – Eu sabia que ele estava certo, só não entendia como Aro foi de pai supremo à dramaturgo insolente.

- Você e sua irmã o servem fielmente à séculos. De todos os membros da guarda, você e Jane são os mais fiéis à causa, se deleitam com o poder e prestígio dos Volturi. Por quê isso agora Alec? – Eu não estava inteiramente certa de que queria a resposta, mas eu precisava saber, precisava entender o que estava acontecendo e bem, precisava tomar uma decisão. Ficar e morrer, ou fugir e viver eternamente com essa dor lancinante em meu peito?Ele me olhou consternado, como se eu estivesse perdendo algum detalhe óbvio. Aqueles olhos cruéis não combinavam com sua expressão aflita.
- Eu... – Ele exitou, dando as costas para mim. – Eu estou cansado. Cansei dos jogos de domínio de Aro, cansei das reclamações de Caius, cansei da obediência cega que Jane tem por eles, cansei dessa eternidade de servidão. O que eu tenho feito durante séculos é limpar a bagunça de outros imortais, mas agora, Aro parece querer ultrapassar algumas linhas que até então nós evitáva-mos. Eu não quero mais isso. – Ele se virou de frente para mim e me olhou com indiferença. Não deveria ser fácil para ele falar essas coisas, mas nenhum de nós estava iludido com a idéia de que qualquer escolha que fizéssemos seria de alguma forma fáceis. Ambos estávamos escolhendo entre morte e traição.
- Criaturas como nós precisam desesperadamente de um propósito, mas o problema conosco é que nossos propósitos geralmente não são tão duráveis quanto nossas vidas. Eles acabam logo nos primeiros anos e o que nos resta é a eternidade buscando algo pelo que lutar e viver. – Disse ele, pensativo. – Mas pior do que viver uma existência vazia, é descobrir que dedicou tempo demais em mentiras, coisas que nunca fizeram o menor sentido. – O silêncio que se seguiu me fez entender de uma maneira perturbadora o que ele estava querendo dizer. Esperei que ele continuasse.
- Você faz sentido pra mim. – Eu mal tive tempo de me chocar com aquelas palavras e Alec já estava à centímetros de mim. – Pela primeira vez em duzentos anos eu sinto que minha vida faz sentido. Me sentar nesse quarto todos os dias e te observar durante horas tem sido a coisa mais importante que eu fiz em todos esses anos, eu faria isso por toda eternidade.

- Alec... – Arfei, era como receber um soco no estômago. Aquelas palavras eram absurdas e não faziam o menor sentido, mas mesmo assim me tirou o ar e a capacidade de pensar ou agir. Meu cérebro simplesmente não conseguia absorver a idéia de que Alec – um dos vampiros mais letais da guarda Volturi – estava me dizendo essas coisas. Ele pegou minhas mãos e isso me assustou de início, a pele dele era como seda fria e o calor da minha pele era um contraste agradável com a sua. Eu nunca tinha sentido nada como ele. Alec era ameaçador por natureza, mesmo quanto estava tentando ser gentil, ele tinha aquela elegância ofensiva, seus olhos escondiam tantos mistérios que se tornava quase impossível prever seus pensamentos. Ele era irresistivelmente nocivo, e eu não sabia se estava encantada ou apavorada com ele. Eu me sentia a própria Pandora, fascinada e aterrorizada com o conteúdo daquela caixa completamente intransponível que ele era.
- Fuja comigo. Por favor. – Ele sussurrou, apertando minhas mãos contra seu peito. - Por mais que me odeie, por mais desprezível que você me ache, me deixe salvar sua vida. Só salvando você eu poderei salvar à mim mesmo.


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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qua 10 Mar 2010, 14:32

posta maisssssssssss
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qui 11 Mar 2010, 06:33



Capítulo 20 – Redenção
O que você faz, quando tem que decidir entre dois caminhos que jamais cogitou tomar? Quando o destino coloca diante de você, duas opções que até então nunca sequer passaram por sua cabeça? O que diabos você faz quando tem que escolher entre vida ou morte?
Vida e morte. Coisas que já não significavam a mesma coisa para mim. Eu não queria morrer, mas eu já não tinha muitos bons motivos para continuar viva. Monstros também sentem dor, e a minha era de um tamanho incalculável. Eu viveria para sempre com ela, e esse talvez seja uma bom motivo para se abrir mão da eternidade.
Mas morrer? O que se pode esperar da morte? É preciso coragem para seguir em frente, e mais coragem ainda para desistir.
Alec colocara em minhas mãos não apenas a decisão do que fazer com minha vida, ele procurava redenção e supostamente a encontrara em mim. Ainda assim, como eu poderia confiar nele? Como eu poderia acreditar outra vez no amor de alguém – ainda mais alguém que até então estava do outro lado do tabuleiro? Mas o que eu tinha para perder?
Nada...

Como disse, viver ou morrer já não significava muita coisa para mim, mas se eu morresse, não seria pelas mãos de Aro.
E esse talvez, era o meu único e mais forte motivo pelo qual eu estava prestes a fazer o que eu jamais pensei que faria.
- Partiremos ao amanhecer. – Disse Alec, que andava de um lado para outro no quarto, absorto em seus próprios planos. Faltavam poucas horas para o nascer do sol, e eu o observava alheia, estava muito distante daquele quarto, estava na sala da grande casa branca, rindo e comemorando meu aniversário de três anos. Estavam todos alí. Até Charlie, Billy, Seth... Eu até podia sentir o cheiro da comida sendo preparada por Esme e Rose na cozinha, enquanto Alice enfeitava meu cabelo com presilhas na sala. Podia ouvir a música alegre que meu pai tocava no piano e os sermões que minha mãe dava em Jacob por ter comprado outra aliança para mim. “Ela é muito nova para isso Jake” , ela dizia. Era meu terceiro aniversário, mas eu já tinha o tamanho de uma criança de dez anos. Lembro-me do vestido que usei naquela noite, cuidadosamente escolhido por Alice e Rose. Me lembro dos risos, das vozes, dos abraços... Lembrava-me de tudo com uma exatidão dolorosa, aquelas imagens jamais morreriam em mim. E era por isso que eu estava partindo com Alec. Ele era a minha única chance de escapar daqui e vingar minha perda, minha enorme e tortuosa perda.

- Ness, está me ouvindo? – A voz de Alec me trouxe de volta ao meu presente.
- Não me chame assim. – Eu disse duramente. Por mais que ele quisesse me ajudar, Alec não tinha o direito de me chamar daquele jeito, era invazivo demais, íntimo demais.
- Desculpe. – Disse ele se afastando. Ele se sentou em sua poltrona de costume e ficou em silêncio, me observando de uma forma que me incomodava.
- Repita para mim o plano. – Eu pedi. Precisava manter minha mente focada. Ele sustentou o olhar em mim por um minuto e suspirou.
- Assim que o sol nascer eu vou levar você à antesala no patamar superior, ao lado do saguão de entrada. Você me esperará lá até que eu diga que pode sair. Os guardas que estão na superfície supervisionam as entradas num esquema de 12 por 12.
- O que isso significa? – Perguntei, desenhando todo o esquema em minha mente. Alec olhou distraído para a porta do quarto e respondeu:
- Significa que a cada doze horas os guardas se revesam com outros guardas que vêm de Volterra. – Disse ele monótonamente.
- Porquê? Eles ficam com sono? – Ironizei, sem nenhum humor em minha voz. Alec olhou para mim, sua expressão era insondável.

- Não. Mas eles precisam comer algo. – Seus olhos vermelhos varreram o espaço ao redor, como se procurassem por algo. Eu me levantei, sentindo a excitação espalhar-se por meu corpo, talvez, com um pouco de sorte, eu estaria fora dalí em algumas horas e nem todos os vampiros do mundo seriam capazes de proteger Aro de mim. Não me importava o quanto esse pensamento parecia ridículo, o quão patética eu estava soando, só o ódio dentro de mim era capaz de me manter de pé, a promessa de terminar o que começei, apenas aquela fúria amarga fazia minha força permanecer em mim, anestesiando minimamente minha dor.
- E depois? – Insisti, sentindo-me cada vez mais perto da beira do precipício, um pouco mais fundo naquele poço interminável.
- Nós esperaremos os guardas trocarem seus postos, o que deve acontecer logo ao amanhecer.

- Por quê temos que esperar que eles troquem? – Interrompi.
- Por quê assim demorarão mais doze horas para encontrarem seus restos na floresta. Isso nos dará tempo. – Era perturbador a frieza com que Alec se referia à morte, mas aquele era seu tom habitual, aquela era sua profissão. Exterminar outros imortais. E realmente, eu não me importava de pagar esse preço, na verdade, o monstro enraivecido dentro de mim anciava por arrancar algumas cabeças.

- Não se preocupe, vou cuidar deles sozinho, eles nem ao menos vão me ver chegando. – Alec observava minha expressão diante da perspectiva de eliminar outros imortais, e obviamente estava concluindo que eu estava com medo. Olhei-o de esguelha, sem responder ao seu cavalheirismo grosseiro. Será que ele sabia o que eu e Jacob fizemos com Félix e Heidi? Será que encontraram suas cinzas espalhadas pela floresta? Era difícil dizer o que eu não faria por minha família - por Jacob – mas agora que eu os perdera, eu tinha apenas uma coisa pelo que lutar: vingança. E, apesar de não ser uma coisa tão nobre, ainda era uma razão pelo qual viver - ou talvez, morrer. De repente, algo estúpido me veio à mente.
- Alec, por que Aro está demorando tanto? Por quê não me matou ainda? – Perguntei, dando as costas para ele. Não queria que ele visse a chama de raiva latente em meus olhos.
- Ele está tendo problemas internos, Marcus não está contente. Ademais, os novos membros não estão cooperando tanto quanto ele gostaria. – Novos membros? Virei de frente para Alec, sua expressão estava séria e concentrada.

- Quem são esses novos membros? – Indaguei. Alec não respondeu, levantou-se num átimo e parou na porta, escutando algo que eu ainda não tinha captado. Parei também, absorvendo até o menor dos ruídos. Alec virou-se e disse-me:
- Está na hora.

***

A escuridão me envolvia como um véu denso e impenetrável. Eu permaneci alí, naquela sala fria e inócua, paciente e silenciosa em meu esconderijo. Alec saíra há dez minutos, mas eu não fui capaz de ouvir os gritos ou o som metálico de pedra dilacerada. Eu queria ajudar, desmembrar alguns guardas Volturi, imaginando que cada rosto era aquele rosto, o que mais ardia em minha mente, o que eu mais anciava para destroçar. Aro.
O tempo se arrastava, como se estivesse me desafiando. Deixei Alec fazer aquilo sozinho, era a minha maneira de agradecê-lo, era a chance dele se sentir vivo... Seria fácil para ele, como ele mesmo tinha dito, os guardas nem mesmo o veriam chegando. Ele neutralizaria todos os seus sentidos, e eles talvez nem se dariam conta de que estavam sendo desmembrados e empilhados antes da pira começar a queimar.
Cada minuto que passava era uma tortura. Eu queria correr, apenas correr de volta para casa. Queria ter certeza de que não estava tendo um pesadelo, queria fingir que, quando chegasse lá, eles todos estariam me esperando. Aquela antecipação fustigava meu peito, e eu tinha que me concentrar muito para me manter focada. O silêncio era opressor em meus ouvidos atentos, a única coisa que meus olhos captavam na escuridão, era o pequeno corpo de um inseto, andando pelos cantos da sala vazia. Só havia uma porta. A única entrada e saída daquela câmara fria. As paredes de pedra eram grossas o bastante para vedar os ruídos exteriores, mas eu fui capaz de ouvir os passos felinos de Alec se aproximando. Era um bom sinal. O plano estava tendo sucesso até alí. Ele abriu a porta e estendeu a mão para mim, sem olhar para o interior da câmara. Seus olhos varriam todo o perímetro externo. Hesitei por um momento em pegar sua mão, mas achei que seria indelicado com meu salvador. Porém, eu não estava feliz com aquilo. Assim que cruzei a porta e nos lançamos pelas escadas, eu a larguei. Deixei que ele me guiasse pelos caminhos que conhecia tão bem. Agora, mais atenta e desperta, eu podia absorver melhor as reentrâncias daquela galeria subterrânea. Era majestosamente construída em pedra, com pilares e paredes esculpidos com figuras diversas de anjos e divindades. O mármore que cobria o chão era enegrecido e polido. Quando chegamos ao átrio eu logo o reconheci, mais acima – no topo de uma longa escadaria – ficava uma pesada porta de madeira entalhada, e pela corrente de ar que se deslocava alí, eu podia deduzir que era a porta de entrada – a única saída.

- Escute. – Alec parou no topo da escadaria, segurando meu braço para que eu o encarasse. – Nós seguiremos pela floresta ao norte, quando chegarmos ao rio, nós iremos subir o leito até Montepulciano, lá nós pegaremos um trem.
- Alec, Demetri vai nos rastrear, ele vai nos encontrar, sabe disso. – Falei, sem querer dar ouvidos a minhas próprias palavras, mas era um fato que eu não poderia ignorar se não quisesse ser pega novamente.
- Sim, mas eu também sei as falhas desse rastreador. Caçei com ele durante minha vida toda, sei quais são seus hiatos. – Disse ele empurrando a porta de madeira. A primeira coisa que vi foi o céu. Azul e límpido sobre as árvores, e o sol – quente e vívido, refletindo e iluminando tudo em que tocava. Parecia uma afronta à minha tristesa, à escuridão fria e entorpecente que habitava em meu peito. Olhei em volta, estávamos no meio de alguma floresta nos arredores de Volterra. Dei um passo em direção ao sol – em direção à minha liberdade – e deixei o calor cair sobre minha pele. Fechei meus olhos, e o rosto dele dançou por trás de minhas pálpebras. O sol, quente e poderoso como ele, sempre aquecendo todas as coisas ao seu redor, tão perto de mim e mesmo assim tão distante. Algo que estaria sempre no fundo de minha alma, cuja ausência sempre deixaria que tudo em mim esfriasse, virasse trevas. Jake, eu sinto tanto! Queria tanto que tivesse sido diferente...
A mão fria e macia de Alec tocou meu braço, e me arrancou daquele momento único e derradeiro.

- Precisamos ir. – Disse ele, e sua voz era tão maçia quanto seu toque em minha pele. Olhei para ele, sua pele brilhava intensamente sob o sol e seus olhos estavam vívidos, mais claro e intensos do que jamais os vira. Um diamante de sangue, que agora me pertencia sem eu ao menos tê-lo desejado. Forcei meus pés a se moverem e em um segundo estávamos em movimento pela floresta, contornando as árvores e arbustos em uma velocidade irrefreável.
A medida em que nos aprofundávamos entre as árvores, o sol ficava cada vez mais encoberto pelas nuvens e pelas copas das árvores altas. Os pássaros cantarolavam distraídos pela floresta, como se debochassem da nossa corrida desesperada para salvar nossas vidas.
Eu podia ouvir o rio à cem milhas. Estávamos quase lá – quase livres.
Alec parou, seus sapatos derraparam no chão da floresta com a freada brusca. Eu parei alguns metros à frente, xingando-o baixinho pela súbita parada. Olhei-o de longe, me perguntando o que diabos ele estava fazendo. Ele estava de costas, as mãos em punho, sua postura indecifrável e imóvel. Então ele se virou rapidamente para mim, e a expressão em seu rosto perfeito fez meu corpo gelar.
- Corra! – Ele gritou, o desespero distorcendo suas compleições sempre sutis. – Saia daqui! - Por um minuto não entendi, mas então o vento trouxe o cheiro – o cheiro que significava morte – e o som de passos leves correndo em bando pela floresta. Eu sabia que devia correr, e não parar até que estivesse longe dalí. Mas o último vislumbre dos olhos de Alec me fez pregar no chão, como se meus pés se negassem a deixá-lo para trás – para morrer em meu lugar. Eu tinha que ir, eu deveria ir... Mas a dor lancinante que envolveu meu corpo fez meus joelhos cederem e eu caí no chão. Meu corpo contorcia-se como se estivesse em chamas, e eu não podia fazê-lo parar. A pior dor que já senti. Aquilo fazia a morte parecer o próprio Éden. No meio de toda aquela dor, eu senti minha mente se diluir, como se o calor das chamas que me corroiam estivessem derretendo meu cérebro. Mas eu fui capaz de ouvir o rugido atormentado rasgando o ar.
- Nãããoo! – Gritou Alec. E então a dor aumentou, e parecia ser impossível de suportar mais um segundo. Meus gritos pareciam um eco longícuo em meus ouvidos, misturando-se com outros sons indistintos. Olhei para o céu, esperando encontrar meu sol, mas a única coisa que encontrei foi um rosto angelical emoldurado por um capuz negro e um par de olhos vermelhos e cruéis deleitando-se com minha agonia. Jane sorriu para mim, e então meu corpo e mente sucumbiram à dor infernal que emanava dos olhos dela.

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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qui 11 Mar 2010, 06:38



Capítulo 21 – Ligação
Chovia na superfície. Eu podia ouvir a água infiltrar-se pelas pedras e escorrer pelos túneis que circundavam toda extensão daquela galeria milenar. Cada gota fazendo um som distinto, as poças enegrecidas formavam pequenos lagos pelo chão, uma delas estava quase alcançando meus pés. A água era fria, as paredes eram frias, e além daquelas paredes não havia nada além da chuva para se escutar. Um silêncio que parecia ser impossível de se romper, arraigado no fundo de minha mente entorpecida.
Sentia-me tão humana... Era como se eu nunca tivesse passado disso. Uma sensação que um imortal jamais iria conhecer, a qual eu pensava ser impossível. Mas afinal eu era metade humana também, não era? E era essa a parte estúpida e frágil de mim que sucumbira a inconsciência após o ataque de Jane. Patético. Só não sentia-me com mais raiva, por causa da dor, raxando meu cérebro ao meio. Uma simples dor de cabeça, só que com a força de uma colisão de caminhões. O silêncio parecia elevar a dor dez mil vezes mais.
A consciência do que havia acontencido me atingiu aos poucos, lembro-me que quando acordei – há algumas horas – eu só conseguia sentir o torpor adormecendo cada parte de meu corpo, e as lembranças vieram como facas no escuro, cada uma delas atravessando impiedosamente meu peito.
Alec já deveria estar morto a essa hora, reduzido a cinzas por tentar me ajudar. Eu só desejava que o lado teatral de Aro falasse mais alto, assim talvez Alec teria um suposto julgamento, isso o daria mais tempo. Mas, do que adiantaria mais tempo? Ninguém nos salvaria. Alec estaria queimando no fim do dia ao lado de minha própria pira.
Sentada alí, naquele chão frio e úmido, encarcerada numa cela de dois por dois em algum lugar remoto da grande galeria subterrânea dos Volturi, eu começei a pensar em como a vida era injusta. Pensei basicamente em como tudo acontecera tão rápido em minha vida, e em como tudo parecia ser extremamente errado, antinatural. Se o mundo fosse um lugar saudável, sem monstros ou aberrações da natureza como eu, talvez as coisas parecessem um pouco mais certas, ou talvez não. O fato é que eu não entendia o propósito da nossa existência, os seres imortais, afinal de contas para quê servíamos? Nossa existência contrariava a ordem natural das coisas, e no fim de tudo, éramos apenas predadores, lutando entre sí por um espaço no mundo. E criaturas como Aro, eram apenas o que os humanos chamavam de ditador, só que com força e poder ilimitados e a eternidade a seu favor.
Esses pensamentos eram tão úteis quanto um guarda-chuvas furado no deserto, e eu me achava ainda mais tola por me importar com isso, justamente quando nada mais importava. Sentia-me quebrada e o silêncio apenas fazía com que tudo aumentasse de volume. Eu não queria mais escutar. Não queria mais pensar ou lembrar coisas que já se foram. Eu os perdi. Todos eles.
Esperei que viessem me buscar. Acho que lá no fundo eu anciava por isso, um fim para todo desespero que eu tentava conter sem êxito algum, uma represa rachada prestes a inundar tudo. Eu olhava para o fim do túnel e lá eu enxergava uma fraca luz. Talvez fosse o fogo do inferno me esperando, e Aro não o deixaria esperar por mim muito mais tempo. Eu já até sabia o que ele diria em seu discurso final, podia ouvi-lo sussurrando em meu ouvido suas palavras gentis sempre cheias de falsas intenções, podia ver seus olhos brilhando de satisfação e seu rosto macilento contorcendo-se naquela máscara de escárnio. Sim, eu esperava por ele, esperava pelo fim. Mas ninguém apareceu nas primeiras doze horas, e isso me fez pensar sobre algo que Alec tinha me dito antes da fuga. Outra coisa inútil que ficava rodando e rodando em minha mente sem que eu concedesse minha permissão.
“Aro está tendo problemas internos, os novos membros não estão cooperando tanto quanto ele gostaria.” Essas palavras iam e vinham, remexendo-se insistentemente dentro de mim, e com elas vinha aquela sensação, como se deixassem um rastro, clamando para que eu o seguisse. Eu sabia o que era, e queria mais do que nunca ignorá-la. A mesma sensação que eu sentia toda vez que sonhava com Aro na campina, uma inquietude, uma coceira irritante em minha mente. Naquela noite, depois de muito tempo, eu sonhei de novo. Eu estava na campina, aquele mar verdejante que nunca tinha um fim. As vozes de Carliste e de meu pai soavam longe, eu não podia vê-los. A risada felina de Aro trovejou ao meu redor, memórias turvas que dissipavam-se antes mesmo de ganharem alguma coerência. Eu sabia que estava sonhando. Eu sabia que fecharia meus olhos, e quando os abrisse eu o veria me encarando. Mas não eram os olhos astutos de Aro que me fitavam quando abri meus olhos, e eu demorei algum tempo até reconhecer o rosto anguloso e rígido que pairava diante de mim.
Zafrina, tal como eu me lembrava dela, olhava-me paciente, uma polidez que não condizia com suas feições selvagens e enérgicas. Eu estava mesmo sonhando, mas algo naquele sonho soave-me um tanto fora do normal.
- Zafrina. – Cumprimentei, e me espantou o fato de eu ainda ser capaz de sorrir, mesmo que em um sonho. Ela me olhava serenamente, sua imagem era como uma aparição.
- Você cresceu criança. – Disse ela com sua voz grave.
- É, eu cresci. – Olhei para minhas mãos. Era estranho, havia algo de errado naquele sonho, eu sentia isso de um modo muito pessoal. Uma sensação que eu conhecia muito bem.
– Zafrina, eu não estou sonhando não é mesmo? – Perguntei.
- Não minha criança, você não está sonhando. – Respondeu ela calmamente. Pensei um pouco sobre aquilo, mas não foi preciso muito para eu compreender o que estava acontecendo.
- Era você. – Suspirei. – Sempre foi você.
- Sim, era eu na sua mente esse tempo todo. – Zafrina olhou em volta e quando segui seu olhar eu pude ver todos alí. Minha mãe, meu pai, Alice, Jasper, Carlisle, Esme, Rosalie, Emmet, Jacob... Fantasmas sem forma girando em volta de mim.
- Por quê Zafrina? Por quê tem feito isso comigo? Você quase me enlouqueceu. – Fechei meus olhos, doía olhar para aquelas imagens desfocadas do que um dia tinha sido toda minha vida.
- Por quê era preciso criança, você precisava saber a verdade. – Disse ela.
- Que verdade? Sobre Aro? Sobre os Volturi? – Era tudo perturbadoramente real, a campina parecia estar bem alí, e isso fazia tudo parecer mais assustador, como um labirinto sem entrada nem saída, e a perspectiva de que todo aquele pesadelo era real, deixava um buraco dentro de mim.
- Você precisava saber a verdade sobre mim. Eu estou aqui Nessie, em Volterra. – Zafrina olhou em volta mais uma vez, e novamente o cenário mudou. A campina sumiu, e todo o verde desbotou até virar cinza. E havia tanta tristeza naquele novo cenário, tanta desolação. Eu podia sentir no ar, como se uma fumaça tóxica pairasse sobre nossas cabeças. Zafrina caminhou por entre os pilares de pedra esculpida, seus pés estavam descalços e suas roupas puídas e sujas. Eu a segui, observando os detalhes do saguão principal dos Volturi.
- Como você faz isso Zafrina? – Perguntei, perplexa com a exatidão de suas ilusões. – Eu estava do outro lado do globo.
- Não consigo fazer isso sempre, nem com qualquer pessoa. É por isso que tinha de ser você, Nessie. – Ela virou de frente para mim e pegou minhas mãos, a textura suave me sobressaltou. Eu esperava que, se eu tocasse nela, talvez ela se desvaneceria em uma nuvem de fumaça. Mas ela estava alí, perfeitamente palpável a minha frente.
- É incrível. – Sussurrei.
- Nossos poderes são similares, por isso tenho essa ligação com você. Eu não seria capaz de me conectar com ninguém a esse nível. – Ela me olhou nos olhos, como se procurasse alguma coisa neles.
- Meus poderes não são nem de longe tão abrangente quanto os seus. Bem, ultimamente eles têm se desenvolvido, mas... – Eu parei, percebendo a verdade em minha palavras. Verdade que até então eu não tinha me dado conta. – Foi você também? Na Floresta, quando eu e Jacob lutamos contra Félix e Heidi? Foi você não foi? – Ela me olhou confusa por um momento, ponderando minhas palavras.
- Não fui eu Nessie, mas acho que sei como meus poderes influenciaram os seus. – Disse ela, sorrindo ternamente. – Como eu disse, nós temos dons muito parecidos, acredito que, quando começei a me conectar com você em sonhos, eu devo ter acelerado seu processo de desenvolvimento. Mas o que você fez naquela floresta, saiu de sua mente, não da minha. Eu só não entendo como se intensificou tão rápido. Expandir seus pensamentos para a mente de outras pessoas geralmente requer décadas de treinamento. – Ví sua face perfeita torcer-se num misto de admiração e espanto. Eu tinha uma boa idéia do que ajudou meus poderes a se expandir tão depressa. Na verdade, eu tinha duas teorias. O veneno de meu pai e o sangue humano. Duas coisas extremamente poderosas para um imortal.
As coisas faziam mais sentido agora, mas ao contrário do que eu esperava, esse novo entendimento não me fez sentir melhor. Eu duvidava que existisse algo que fosse capaz de fazer eu me sentir melhor.
- Você está tão triste criança, seu coração chora. – Falou Zafrina no tom brando que ela sempre usava comigo. Me espantou o fato dela sentir isso em minha mente, e eu começei a entender o que ela queria dizer quando falava em nossa “conexão”. Era algo além de simples ilusões introduzindo-se em minha mente, era como se a realidade escorregasse para os pensamentos dela e então chegassem a mim. Era tão complexo e inacreditável... Se eu ainda fosse a Renesmee que costumava ser, eu ficaria excitada com a perspectiva de aprender com ela, aperfeiçoar meus dons. Mas agora, agora não havia muitas coisas que eu gostaria de fazer, e se eu ainda respirava, era por quê eu mantinha secretamente dentro de mim a esperança de vingar minha família. Esperança que se frustrava a cada minuto.
- Eu estou bem Zafrina. – Menti. – Eu vou fazer tudo ficar bem. – Outra promessa que eu sabia que não poderia cumprir, mas que escolha eu tinha? Eu precisava dar à ela algo em que se apoiar, uma parte da esperança que eu não tinha.
- Eu sei criança, você vai salvar a todos nós. É seu destino nos salvar. – Zafrina voltou a caminhar pela ampla câmara vazia, seus pés mal tocavam o chão. Eu queria muito dizer a ela a verdade, que eu estava condenada assim como ela e todos os outros, mas eu não podia admitir, não conseguia dizer as palavras em voz alta, era muito para mim.
- Onde estamos indo Zafrina? – Perguntei.
- Vou te levar até os outros. – Disse ela. – Eles também esperam por você.
- Outros? Alec disse que estavam quase todos mortos. – Não fazia sentido, por quê Aro correria o risco de manter mais prisioneiros aqui, no covil das cobras? Ela não respondeu, apenas deslizou pelas reentrâncias da galeria, descendo cada vez mais fundo nos túneis que, certamente, eram intersecções do túnel que levava a minha cela do lado oposto. Havia no fim daquele túnel lúgubre e estreito, na extremidade mais longícua e mal iluminada, uma porta de ferro, com ferrolhos da grossura de meus braços. Zafrina parou a dez metros da porta e virou-se para mim.
- Vá até lá criança, ela está te esperando. – Disse ela com um leve sorriso na face perfeita.
- Quem Zafrina, quem está lá? – Perguntei, sentindo um tremor subir por minhas pernas.
- Ela me disse que você viria nos salvar. Vá até ela Nessie. – Ela segurou minha mão levemente e depois voltou pelo caminho em que viemos. Olhei para a porta, tentei sentir algum indício de quem me esperava, mas só havia o silêncio. Tive que me lembrar que aquilo era uma ilusão afinal de contas, por mais real que parecesse. Nada poderia me acontecer de fato, era apenas Zafrina em minha mente, tentando me dizer algo.
Eu pisquei meus olhos e já estava alí, parada em frente a porta, girando o ferrolho maciço com minhas mãos desnudas. O trinco cedeu e o rangido das dobradiças ecoou pelo espaço vazio. Real demais.
Ela estava bem alí, perfeitamente imóvel no meio do quarto frio e úmido, uma réplica de minha própria cela. Senti meu coração martelar em meus ouvidos quando coloquei meus olhos em seu rosto frágil e miúdo. Alice sorriu para mim e as lágrimas rolaram por meu rosto sem que eu pudesse contê-las. Eu queria abraçá-la, tomá-la em meus braços e nunca mais deixar que ela se afastasse de mim, mas meu corpo começou a se contorcer de uma forma que eu não conseguia controlar e a imagem doce e frágil de Alice foi se desvanescendo diante de meus olhos. Eu gritei para ela voltar, me sacudi tentando fazer meu corpo ir para frente, mas eu sentia-me presa, como se um abraço de ferro estivesse me segurando, contendo minha vontade de alcançá-la.
Ela se foi. No lugar em que ela estava havia apenas a parede tosca e úmida de minha cela. Eu começei a chorar, não queria ter acordado antes de falar com ela, antes de saber se ela estava bem, se realmente estava aqui. Um dedo frio e suave tocou meu rosto, limpando as lágrimas de meus olhos. Os braços que me trouxeram de volta da ilusão de Zafrina estavam bem alí, em volta de mim, amparando-me no chão de pedra.
- Alec – Sussurrei. Ele sorriu pra mim e afagou meu rosto mais uma vez. As lágrimas rolaram incontroláveis de meus olhos e eu já não sabia pelo que eu estava chorando. Acho que chorei por todas as coisas que perdi, por tudo que passei desde o dia em que saí de casa com Jacob. Aquelas lágrimas continham todo desespero que eu havia sufocado dentro de mim, e naquela hora, eu agradeci silenciosamente por Alec estar alí. De alguma forma ele tornava minha dor mais suportável, e eu me senti aliviada por ele ainda estar vivo e por eu não ter sido a responsável por sua morte.
- Shhhh, está tudo bem. Eu vou te tirar daqui. – Disse ele em meu ouvido. Ele extreitou seus braços em mim, e a força dele pareceu me fortificar também. Pela primeira vez em muito tempo, eu senti meu corpo reagir. Senti minha velha sede de justiça despertar como um vulcão adormecido. Se Alice e Zafrina estavam alí, se contavam comigo para salvar a todos nós, eu não falharia com elas novamente. Eu ia arrumar um jeito de nos tirar dalí.


Beijos amores por enquanto é só, espero que gostem
vocês sabem o que eu quero



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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qui 11 Mar 2010, 07:03

Alerta: Para todas que estão lendo a fic
sei que a pagina três está com problemas,irei esperar até chegar á página quatro, se o problema permaner na próxima página lhes mostrarei onde postarei o restante ok!
Muito obrigada a todas pelos lindos cometários
beijos" B "
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qui 11 Mar 2010, 19:03

oks desde ja agradeço e mais uma vez parabenss ta lindooo
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Sab 13 Mar 2010, 08:07

Tá muuuuuuuuito show posta mais por favoooooooooor
eu quero saber oq vai acontecer tá perfeito
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Sab 13 Mar 2010, 10:36

posta mais
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Sab 13 Mar 2010, 12:26



Capítulo 22 – A Queda Das Testemunhas - Parte 1
- Você precisa me levar até ela. Tem que me levar até Alice. – Meus sussurros reverberavam pelas paredes de pedra, de alguma forma soavam mais suplicantes do que exigentes. Eu não me importei.
- Sabe que eu não posso fazer isso. – disse Alec consternado. – Eu não fui perdoado, Aro apenas me ofereceu uma segunda chance por quê valoriza demais minhas habilidades, mas está de olho em mim. Caius está furioso comigo, se não temesse tanto meus poderes, ele já teria me destruído pessoalmente. – A desesperança esgueirava-se nos cantos úmidos de minha cela, mas eu não podia me deixar vencer. Tinha que arrumar um jeito de chegar até Alice, falar com ela. Eu precisava mais do que tudo ouví-la dizer que os outros estavam bem, foragidos talvez. Precisava contar com isso, era uma fé cega que queimava fragilmente em meu peito, dando-me forças para não sucumbir naquele chão imundo.
- Eu nem ao menos sei aonde Aro a escondeu. – Alec suspirou, recostando-se nas grades maciças. Eu estava feliz por vê-lo vivo de qualquer forma, por Aro ser tão egoísta a ponto de perdoar a traíção dele apenas por não querer perder a vantagem de seus poderes. Sentia-me mal por pedir que colocasse sua vida em risco de novo, por mim, por minha família, mas que escolha eu tinha?
- Então leve-me até Zafrina. Aponte-me uma direção. – Eu andava de um lado para outro, cubrindo o espaço da cela apenas com dois passos, tentando inutilmente encontrar um modo de escapar. – Alec, eu agradeço muito o que fez por mim, e me odeio por estar te pedindo isso, mas eu não tenho escolha, e cada minuto que eu passo aqui, é mais um minuto que me separa de minha família. – Me aproximei de seu rosto perfeitamente liso, os olhos vermelhos prendendo-se em meu rosto com voracidade. – Você é minha última esperança. Por favor. – Eu sei que não deveria, e que essa era a coisa mais fútil e errada que eu já pensara em fazer, mas foi algo que me surpreendeu tanto quanto à ele. Talvez algo que eu mesma não esperava, brotando em mim silenciosamente, talvez um reflexo bruto do meu próprio medo, só sei que foi real. Eu me aproximei de seu rosto até sentir a respiração fraca e suave em minha pele, e minha consciência por um momento ficou muda. Meus olhos acompanharam tudo com uma frieza estarrecida, como se eu mesma não acreditasse que estava fazendo aquilo.
Senti os lábio frios e macios nos meus, tocando levemente minha pele, e o aroma doce e suave que me envolvia por todos os lados. Ví claramente cada nuance carmim ardendo em suas pupilas, encarando-me atônito daquele mar de sangue e imortalidade, e era como se por um momento eu pudesse ver todos os anos, décadas, todos os séculos da vida dele. Alec, quem é você?
Senti suas mãos em minhas costas, deixando um rastro tão frio por onde passavam, que chegava a me queimar. Minha boca se abriu em volta daqueles lábios frios, tão impossivelmente vivos, contradizendo a aparência rígida eles eram tão suaves quando seda.
Ele fechou os olhos, cerrando o fogo que ardia por tráz de suas pálpebras finas, ocultando de mim sua alma, que agora queimava silenciosa através de seu toque. O ar oscilou a minha volta, senti a parede de pedra em minhas costas, onde um segundo antes ele estava encostado. Seu corpo me pressionou contra a pedra lisa, e eu pude sentir seu peito rígido contra o meu. O calor me inundou, e ele vinha de dentro de mim, irradiando atravéz de minha pele. Sim, eu era mais quente que ele, mais macia, mais viva, embora ele nunca tivesse me parecido mais vivo que agora. Eu sentia o poder emanando dele, me envolvendo como um cazulo, todos os anos vividos, todas as coisas que ele viu, todo mistério perdendo-se em mim como o gelo que se derrete sob o sol.
Sim Alec, eu sei quem você é. Nos encontramos agora...
Foi como uma brasa queimando contra o céu noturno, um fogo poderoso que consumiu muitas coisas em poucos minutos. Mas então o mundo nos arrastou de volta para a realidade, onde tudo era inabalavelmente mais frio e escuro. Na verdade, uma voz nos repeliu, fazendo toda mágica apagar-se como cores que desbotam com a chuva.
- Mais que coisa maravilhosa! Nosso Alec se apaixonou finalmente. – Aqueles olhos...
Aqueles malditos olhos bem alí, escarnecendo de nós à três metros. Aro sorria languidamente, com seu rosto macilento torcendo-se naquela expressão falsamente gentil, enganosamente bondosa. Alec segurou levemente minha mão, como se tentasse me dizer para manter a calma. Meus músculos retesaram-se no momento em que senti seu cheiro, no segundo em que ouvi sua voz prepotente. A única coisa em que eu conseguia pensar era numa forma de romper aquelas barras de ferro que me separavam do tirano infeliz. E não me importava que Jane – ao lado de seu tão amado mestre – fosse fazer eu me contorcer no chão antes mesmo que eu tocasse em Aro. Eu queria uma chance de me acertar com ela também.
- Não é maravilhoso minha querida Jane. A adorável Nessie entrou para família. – Aro deliciava-se, Jane encarava Alec com pura revolta, vincando suas feições angelicais.
Então era isso, eu pensei. Meu julgamento tinha finalmente chegado. Só que agora eu não o queria. Fiquei olhando aquele rosto poeirento, lembrando dos sonhos, revivendo as lembranças de quando eu era apenas uma criança assustada com a perspectiva de causar a morte de meus pais, de minha família.
- Então é isso Aro? – Falei, sentindo minhas cordas vocais tremerem. – Você venceu? Já tem tudo que quer? – Aro fitava-me com uma expressão profundamente satisfeita. O ódio borbulhava dentro de mim como um caldeirão prestes a derramar.
- Abra Jane querida. – Aro continuou a me fitar enquanto Jane destrancava a grade que mais cedo tinha sido destrancada por Alec. A grade rangeu, o ferro maciço arrastou-se na pedra nua. Alec estreitou sua mão na minha, seu rosto estava impassível, nenhuma expressão legível em suas faces de porcelana.
- Venha Nessie, vamos dar uma volta. – Disse Aro, estendendo suas mãos lívidas para mim.
- Você não vai me tocar, não vai entrar em minha mente. – Grunhi.
- Ora, está sendo grosseira. Mas se você prefere assim, que assim seja. – Ele baixou a mão e com movimentos lentos ele se virou, caminhando como um espectro pelo corredor escuro, o manto negro misturando-se as sombras. Parou a meio passo quando percebeu que eu não o estava seguindo.
- Venha minha querida, não há nada a temer. – Aro aguardava-me de costas, como se não houvesse nada que pudesse ferí-lo em sua retaguarda. Jane e Alec se encaravam, presos em suas discuções silenciosas. Soltei a mão de Alec relutante, ele me lançou um olhar aturdido por um instante, depois deixou-me ir. Jane seguiu logo atrás de mim, com Alec em seus calcanhares. Coloquei-me ao lado de Aro, usando toda força que me sobrara para não rasgar sua garganta. Ele sorriu para mim daquele jeito que eu odiava, uma cobra querendo passar-se por uma centopéia fofinha.
- Isso. – Cantarolou ele satisfeito. – Vê? Nada tem a temer ao meu lado querida. – Ele sorriu, seu rosto pétreo enrugando-se. – Agora vamos, temos um longo dia nos aguardando hoje. E não se preocupe, terá suas respostas antes do anoitecer.
Aro caminhava sossegadamente entre os túneis mal iluminados, subindo de vez em quando um lance de escadas escorregadias, ou embrenhando-se atravéz de portas de carvalho maciças. Por fim, quando já tínhamos subido dois andares, a porta de um moderno elevador brilhou contra a luz fraca de um saguão limpo e arejado. Compreendi que aquela grande câmara estendia-se no subsolo muitos metros mais do que aparentava. Haviam alí inúmeros patamares de pedra, entrando no solo cada vez mais fundo. Entramos todos no elevador. Minha mente estava aturdida, mas estranhamente silenciosa. Eu apenas observava tudo com uma clareza perturbadora. Não sentia medo, não sentia nada. O elevador subiu, parando suavemente dois andares acima. As portas metálicas se abriram, revelando outro saguão muito bem decorado, mais amplo e claro que o anterior. Assemelhava-se muito com a recepção de uma grande empresa, era sóbrio, discreto e sofisticado em seus detalhes. Mas não me detive neles, apenas segui Aro pelas portas duplas, que se abriram livremente, revelando um grande salão retangular, onde três majestosos tronos pairavam ao fundo. Então eu entendi. Era minha história, retrocedendo ao início. Meus pais caminharam por esse grande salão uma vez, pararam em frente a esses tronos, esperando o veredicto desse mesmo velho insolente a meu lado. Só que desta vez eu estava só, e não esperava nada.
Avistei a figura loura e extremamente pálida, sentado folgadamente no trono do lado direito. Caius se não me engano. Sim, com certesa era ele. Uma expressão mal humorada e revoltada praticamente esculpida em suas faces encovadas. Por todos os lados haviam vampiros, membros da guarda, postados rigidamente com seus mantos acinzentados nos cantos mais discretos do grande salão. Observando como estátuas vivas cada movimento que fazíamos. Marcus não estava alí, seu trono jazia vazio ao lado esquerdo do trono principal. Arrisquei uma olhada para tráz. Jane e Alec seguiam lado a lado, mas tão distantes quanto jamais estiveram. “Os gêmeos bruxos” como eram conhecidos, a poderosa ofensiva dos Volturi estava seriamente ameaçada. Como estaria a guarda agora? Sem Félix, a máquina de triturar vampiros, e com a confiança em Alec rachada? Eu ainda não tinha avistado “os novos membros” e isso de certa forma me perturbava. Aro não tinha o hábito de se cercar com o segundo escalão, e isso significava más notícias para mim e para aqueles foragidos que ainda lutavam por suas vidas onde quer que estejam.
Aro subiu os degraus até seu trono, e foi alí mesmo que eu parei. Jane seguiu-o, postando-se ao seu lado esquerdo. Alec hesitou ao meu lado por um momento, lançando-me um olhar de esguelha que eu tentei não devolver em público, depois subiu os degraus até Aro, colocando-se em seu posto, o qual ocupava a tantos anos. O braço direito de Aro. Será que Alec ainda era assim considerado? Depois de arquitetar minha fuga, depois de matar os membros de seu própria guarda?
Aro captou meu olhar, que seguia Alec em seus movimentos discretos. Deve ter visto a pergunta muda estampada em meu rosto.
- Não consideramos um crime se apaixonar, sabe. – Disse Aro, perscrutando meu rosto. Alec baixou a cabeça, ficou alí envergonhado, os olhos presos no chão. Eu podia sentir sua vergonha, sua exasperação.
- E o que você considera um crime Aro? – Minha voz soava fria e impassível. Caius encarou-me ferozmente de seu trono. Os olhos injetados destacando-se na pele poeirenta e pálida. Jane lançava-me o mesmo olhar, como se desejasse me queimar alí mesmo.
- Não vamos tratar desses assuntos agora. – Disse ele pensativo. – Primeiramente, vou te explicar por quê você está aqui. – Aro encostou-se imponente em seu trono e chamou numa voz baixa. – Demetri.
Um vulto negro passou por mim, e pousou como um fantasma ao meu lado. Olhei-o atônita. Demetri, o infalível rastreador Volturi, estava alí, a meu lado, as mãos juntas na frente de seu corpo imponente. O manto negro cubrindo-lhe por inteiro, os olhos pequenos e hostis esperando as ordens do mestre.
- Traga minha querida amazôna até aqui, creio que Renesmee adorará revê-la. – Demetri assentiu, sem dizer palavra. – E diga à Willian que quero vê-lo. Agora.
Demetri saiu, deixando novamente apenas seu rastro para tráz, um vulto negro na pálida luz daquela câmara. Eu não me lembrava de nenhum Willian na guarda Volturi, mas isso logo saiu de minha mente, dando espaço à perspectiva de ver Zafrina novamente, depois de tanto tempo tendo-a apenas em meus sonhos, em minha mente.
- Agora, querida Renesmee, creio que tenho algumas explicações para lhe dar. – Caius e Jane lançaram o mesmo olhar indignado à Aro, mas foi Caius quem falou:
- Explicações Aro? Desde quando essa laia merece explicação? Ela não é diferente dos outros híbridos. – Caius torceu o nariz, e por um momento eu achei tão cômica a expressão de seu rosto arrogantemente afetado, que não pude conter o esgar que impregnou meu riso. A som saiu estranho, divertido, e ecoou pelas paredes de pedra mais alto do que eu notara. Jane deu um passo em minha direção, e eu já estava em guarda quando a voz de Aro restringiu-a.
- Acalme-se Jane querida. – Sussurrou Aro delicadamente, como se cantasse o nome dela. Jane voltou para sua posição formal, seus olhos me penetrando como facas. Alec estava à meio passo de impedir Jane, de modo que ele também voltou a seu posto, suas feições delicadas mais ameaçadoras do que eu jamais as vira. – Tenho certesa que Renesmee não quis desrespeitar Caius. Mas devo-lhe dizer meu irmão, você fica realmente engraçado quando está assim tão atormentado. – Aro tocou levemente as costas da mão de Caius que pairavam tensas no braço de seu trono, uma risadinha marota brincando nos lábios de Aro. Será que aquela falsidade irritava Caius tanto quanto à mim? Eu podia apostar que sim.
- Bem, vamos ao ponto então. – Disse Aro, voltando a seu tom formal e brando. Ele juntou as mãos, como quem medita, e me lançou um olhar frio. – Você deve estar nos julgando horrivelmente depois de tudo que aconteceu. O caso é que, entenda, eu não tive escolha. – Havia muitas coisas que eu queria dizer à ele, mas sabia que era inútil e que eu precisava ouvir atentamente agora. Aro encenava uma expressão sofrida em seu rosto de pedra, mas o meu não oscilou nem por um momento. Ele continuou:
- Sabe, proteger nosso segredo, manter a ordem, limpar a bagunça... Tudo isso é muito trabalhoso para nós. Mas é tão absolutamente necessário minha querida. Você alguma vez já imaginou como seria nosso mundo, como seria o mundo humano, se nos descobrissem? Simplesmente é inconcebível, seria o caos. – Aro parou, seus olhos leitosos presos em minha expressão vazia. – Nossa espécie precisa ser controlada, eles precisam de um governo que estabeleça a ordem e faça valer e cumprir as regras. Por quê todos precisam de regras minha querida, até mesmo os imortais.
- E quantos tiveram que morrer por essas suas regras malucas Aro? – Interrompi, incapaz de conter as palavras que queimavam em minha garganta. – O que minha família fez de tão grave? – Aro ouvia minhas palavras com uma falsa indulgência que me enojava, eu procurava ignorar as reações coléricas de Caius e Jane à minhas acusações.
- Você não percebe criança? – Aro argumentou. – Para que possamos manter a ordem, nossa espécie precisa crer em nós. Precisam acreditar que nós somos a justiça, o que de fato somos. – Ele balanço a cabeça e seu rosto assumiu uma expressão pesarosa.
- Não sabe o quanto lamentei por ter que fazer isso, mas o destino da nossa espécie dependia dessa minha difícil decisão. Eu tive que silenciar aqueles que estavam cegos e enganados à nosso respeito. Por quê do contrário essa inverdade se espalharia, e sem um governo, o que seria de nós?
- Não minta pra mim! – Gritei, e toda guarda moveu-se a meu redor. Aro encarou-me surpreso, choque cruzando seu rosto apenas por um segundo. Alec estava a meu lado antes mesmo que eu percebesse. Dez mantos negros cercaram-me de todos os lados, Alec entre mim e eles, sibilando baixinho. Sua postura ameaçadora me assustou.
- Paz meus queridos. Voltem para seus afazeres. Renesmee e eu estamos apenas conversando. – A guarda dispersou-se como fumaça, Alec não se moveu de sua posição. Ví Jane grunhindo atrás de Aro, como se ele fosse uma coleira que a mantinha longe de mim, e de seu irmão desertor. – Alec, está tudo bem. Acalme-se. – Chamou Aro, seus olhos marejados traindo uma leve impaciência. Alec voltou a seu lugar silencioso, olhei para ele, nossos olhos se encontraram por um momento. Eu podia sentir sua tensão, mas não entendia o que o levava a se arristar tanto por mim. Voltei meus olhos para Aro, que me estudada atentamente.
- Você pode enganar qualquer outro imortal idiota com essa conversa tola de regras e inverdades. O que você queria aquela manhã em Forks era Alice. – Seus olhos faíscaram em mim por um segundo, toldando-se depois numa máscara de pesar, como se ele sentisse muito até mesmo por minha audácia. – Mas você cometeu um grande erro indo até lá Aro, sua ganância foi maior que sua inteligência, não é? Você perdeu, foi desmascarado, suas intenções foram expostas. Teria nos destruído por puro orgulho se minha mãe não estivesse nos protegendo. – Eu sorri enquanto dizia cada palavra, não de felicidade ou contentamento. Não havia humor naquele gesto. Havia apenas escárnio, indiferênça. – O que você não consegue aceitar é que você não nos engana mais. Não é o rei que todos acreditam que você seja. É um tirano, Aro. – A câmara foi engolfada por uma onda de silêncio, eu podia sentir os olhos de cada vampiro alí presente, presos em mim. Eles provavelmente nunca presenciaram alguém falando com Aro nesse tom, com tal atrevimento. Aro encarava-me e eu à ele, eu podia ver o ódio nadando na superfície de seus olhos, dificilmente contido. Seu rosto estava lívido. E então, de algum lugar da grande câmara, o som de palmas e uma risada gutural quebraram o silêncio. Olhei para tráz, em direção às portas duplas de carvalho. Parado alí havia uma figura alta, de porte elegante e fino. Os cabelos castanhos caíam ondulados até a base de seu pescoço. O rosto pálido de porcelana, os olhos grandes e zombeteiros ardiam em um vermelho vivo.
- Há há há. Parece que alguém não tem medo de você afinal, Aro. – Escarneceu o estranho. As palmas das mãos brancas batendo-se uma na outra em sinal de aprovação. – Vai ter que se esforçar mais com essa daí. – Ele caminou tranquilamente o espaço que nos separava, seu andar era elegante e ao mesmo tempo descontraído. Usava uma calça jeans escura e puída e uma camisa branca de botões completamente amassada, alguns botões faltavam, seu peito magro e delineado reluzia por baixo do tecido. Tinha uma beleza incomum, atraente, até mesmo entre imortais. Uma jovialidade que derramava-se de suas feições, uma estranha combinação de delicadesa e hostilidade. Caius bufou de seu trono, como se a presença daquele ser o chateasse profundamente. Aro apenas manteve-se taciturno, silencioso enquanto o recém chegado se aproximava.
O estranho aproximou-se de mim, seus olhos analisando-me minunciosamente. Eu podia dizer que ele estava gostando do que estava vendo, ou talvez aquele brilho fugaz de seus olhos fosse nada além de habitual. Ele curvou-se numa reverência diante de mim.
- Senhorita. – Pegou minha mão e beijou-a sem que eu o desse permissão, os lábios frios acariciando minha pele como plumas. – Sou Willian Volturi, encantado.


Vocês sabem o que eu quero
beijos "B"


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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Sab 13 Mar 2010, 16:25

DEMAISSS MAL POSSO ESPERAR PELO PRÓXIMO CAP.NÃO DEIXE DE ESCREVER NUNCA VC TEM MUITO TALENTO...ADOROOOOOOO
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Sab 13 Mar 2010, 17:55

Oie estou lendo seu fic e estou amando,você tem muito talento ta perfeito.Eu e minhas amigas adoramos sua história continue escrevendo.Bjos
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Seg 15 Mar 2010, 16:54

Adorei!!!!Mal posso esperar pela 2ª parte do capítulo 22
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Ter 16 Mar 2010, 18:10

ta perfeeeitoooo posta maisss
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qua 17 Mar 2010, 19:39

Tá muito tudo ameeeeeeeeeeeeeei essa história
Agr posta mais por favoooooooooooor
Eu tô DOIDINHA(como c eu já num fosse kkkk) pra saber o resto


Última edição por Lady Fanny em Qui 18 Mar 2010, 19:03, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qua 17 Mar 2010, 21:40

euu quero o link desse livro podem me mostrar??
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qui 18 Mar 2010, 13:10



Capítulo 23 – A Queda Das Testemunhas - Parte 2
- Muito prazer Willian Volturi. Agora me largue antes que você fique sem seu braço. – Eu realmente não me importava com quem ele era ou o que fazia dele alguém especial, tão especial que mesmo sendo muito impopular entre a guarda, eles ainda assim o tratavam com um certo respeito. Até mesmo Aro demonstrava certa cautela com ele, isso foi algo que eu pude perceber de imediato, assim como percebi que aquele estranho imortal não tinha por Aro nenhum tipo de respeito ou até mesmo medo, como era comum por aqui. Era como se ele fosse um grande estorvo para todos, um aborrecimento andante com uma língua bastante afiada. Só me intrigava o fato dele mesmo se chamar de “Volturi”. Eu certamente não me lembrava de ter ouvido seu nome nas conversas de meus pais, nem mesmo nas conversas que tive com Alec.
- Você ouviu a moça. – A voz gelada de Alec chamou minha atenção para o fato de que Willian ainda não tinha me soltado. Ele me encarava num misto de curiosidade e divertimento, o que me irritava completamente. Willian ignorou o aviso, olhei para Alec pelo canto do olho. Seu rosto delicado estava imóvel, desprovido de qualquer expressão, mas seus olhos eram fogo puro, queimando silenciosamente em sua face juvenil. Eu me odiava cada vez mais por me sentir tão bem com as atitudes de Alec a meu respeito, mas era algo que eu não podia controlar. Uma satisfação muito íntima que florescia dentro de mim sem que eu permitisse ou se quer percebesse. De qualquer forma, acho que eu gostava disso, era bom saber que alguém estava cuidando de mim, mesmo que fosse algo tão inútil.
- Alec, Alec... Você nunca muda não é? – Cantarolou Willian, enquanto soltava minha mão delicadamente, como se estivesse acariciando-a. Um sorrisinho zombeteiro brincando em seus lábios finos e delicados. – Sempre com esse ar superior. Eu adoraria te reeducar um dia desses. – Willian suspirou, e seu rosto assumiu uma expressão de tédio. - Mas afinal de contas você foi fisgado, pensei que você fosse passar a eternidade virgem. Não, perdoe-me, não pensei isso. Na verdade eu pensei que você simplesmente não se interessava por esse tipo de coisas.
- Já chega Willian. – Aro interveio. Alec ouvia os insultos em total silêncio e indiferença. Eu sinceramente não estava entendendo nada, mas pelo que parecia, a rixa entre aqueles dois era muito mais velha que eu. Bem, isso por quê tecnicamente eu tinha apenas sete anos e meio.
- Quem é você afinal de contas? – Perguntei. Ele definitivamente não era o membro mais popular da guarda, mas nada nele propunha o estereótipo de um lutador. A verdade é que ele não parecia se encaixar em lugar algum, muito menos àquele lugar. Ele sorriu gentilmente para mim, de uma forma que nunca deixava o sarcasmo abandonar seu rosto. Que tipo estranho era aquele homem...
- Oh sim, que indelicadesa a minha. Estive tanto tempo vigiando você que me esqueci por um momento que não fomos devidamente apresentados. – Olhei-o atônita. Então eu também estava certa sobre isso. Havia alguém nos vigiando aquele tempo todo. – Eu já me sinto um amigo íntimo sabe...
- Willian, eu disse que já chega. – A voz rouca de Aro interrompeu-o outra vez, e o tom restritivo intrínseco em sua voz me alarmou. Olhei para Willian, que encarava Aro desafiadoramente, como se soubesse que não devia dizer algo, como se estivesse provocando, testando a paciência de Aro.
- Eu te chamei aqui com outra finalidade. Agora, por favor não perturbe minha hóspede. Estou tentando explicar à ela algumas coisas importantes.
- Está tentando convencê-la à ficar também Aro? – Provocou Willian, os braços esguios cruzados no peito, um olhar felino nos olhos. – Apesar dos seus métodos tão convincentes, eu posso arriscar um palpite de que ela não vai ceder. – Quem diabos era aquele vampiro arrogante e presunçoso? Ele trabalhava para Aro, mas parecia desafiá-lo, eu diria até mesmo que o repudiava. Afinal o que ele pretendia desafiando-o daquela forma?
- A adorável Renesmee está aqui para compreender coisas que agora ela não compreende muito bem. – Corrigiu Aro, a impaciência tingindo sua voz.
- Ah eu acho que ela entende muito bem Aro. Mas vejamos o que você preparou para hoje, estou curioso. – Willian caminhou tranquilamente até o trono de Marcus, que até então estava vazio, e sentou-se preguiçosamente. Acho que minha exasperação estava sendo compartilhada por todos alí presentes. A audácia daquele rapaz ao sentar-se no trono de um dos anciões era nada além de chocante, para não dizer absurda. Caius levantou-se num átimo, o rosto torcendo-se de raiva.
- Quem você pensa que é para sentar-se num trono Volturi? Levante-se já daí seu bastardo sujo. – Caius gritava descontroladamente para Willian, a guarda hesitando entre proteger Caius e permanecerem em seus postos. Willian levantou-se, escárnio toldando suas feições delicadas. Ele gargalhou na cara de Caius e disse:
- Quem sou eu Caius? Se alguém aqui tem direito de sentar nesse trono, esse alguém sou eu. – Esbravejou Willian, a tensão envolvendo todos como uma névoa densa. – Eu sou o herdeiro Volturi, o verdadeiro. Você e Aro são apenas dois velhos oportunistas que iludiram meu pai com suas conversas sobre leis e regras. Se ele não fosse tão burro teria destruído vocês a mil anos atráz.
- JÁ CHEGA WILLIAN !– Uma voz rouca e áspera ressonou no espaço vazio, ecoando nas abóbadas do teto como sinos de uma catedral. Olhei em direção à voz, e ví o manto negro arrastando-se no chão, caminhando com passos cansados em nossa direção. Marcus passou por mim sem ao menos me olhar, seus olhos leitosos estavam estagnados no rosto de Willian, que por sua vez assumira uma expressão amarga que em nada combinava com seu rosto de menino.
- Falando no demônio... – Murmurou Willian carrancudo. Senti meu peito arfar. Era isso mesmo que eu ouvira? Willian era filho de Marcus?
- O-oque? – Falei, sem me preocupar em intorromper a suposta reunião de família. – Ele é seu pai? – Willian suspirou, desceu lentamente os degraus e parou a meu lado. Olhou-me com aqueles olhos indiferentes que pareciam não se importar com nada.
- Não tanto quanto Edward é seu mas, sim. Tecnicamente eu fui criado por ele. – Disse ele desanimado. Olhei para Marcus, parado a alguns metros a frente. Um rosto marmóreo sem vida, sem expressão, e mesmo assim tão envelhecido e cansado, como se a eternidade o atormentasse profundamente. Olhava para Willian sem uma sentelha de emoção no olhar.
Caius ainda bufafa como um toro castrado, e Aro apenas observava pensativo o desenrolar daquela discução.
- Deixe-nos agora Willian. Quem você é não interessa a ninguém. – Disse Marcus indiferente, sentando-se em seu trono como se nada tivesse acontecido. Olhei para Willian, não devia ser agradável ouvir seu próprio pai lhe dizer aquilo, mas ele simplesmente virou as costas e saiu como um raio pela porta principal. Eu fiquei alí parada, encarando o espaço vazio onde Willian estivera um segundo atrás, sem saber o que pensar. Se Willian fora criado por Marcus, quem era a mãe dele? E por quê ele disse que era “o verdadeiro” herdeiro do trono? Pelo que eu sabia, os Volturi eram um clã com três líderes. Aro, Caius e Marcus estiveram juntos desde o início não é? Bem, eu já não tinha certesa de nada, mas a cada minuto a mais que eu permanecia alí, mais eu sentia o cheio de mentiras e armações exalando no ar como fumaça tóxica.
- Terá essas respostas mais tarde minha queria. Agora, é preciso que entenda sua situação. – Disse-me Aro, perscrutando meu rosto como se pudesse ler minha mente como meu pai costumava fazer. A lembrança doeu em meu peito, o rosto tão lindo e compassivo dançou por minha mente apenas por um segundo.
- O que quer dizer com “entender minha situação”? – Perguntei, sem me dar ao trabalho de olhá-lo nos olhos. Ao invéz disso observei Marcus, sentado em seu trono, absorto em seus próprios pensamentos, indiferente a todos que o rodeavam. Imaginei que tipo de pai ele teria sido para Willian.
- Refiro-me à sua sentença, é claro. – Eu e Alec trocamos um rápido olhar, os olhos dele traindo um desespero mudo, os meus, uma tristesa fatalística. Não havia nada que eu pudesse fazer se Aro me condenasse à morte. Não poderia fazer nada por Alice ou por Zafrina, não poderia procurar os outros, escondidos em vários cantos do mundo. Não poderia dizer à Alec que ele tem escolha, a escolha de ser bom, viver dignamente dentro da próprio eternidade. Respirei fundo, sentindo o peso das noites que não durmi me puxarem para baixo, ameaçando minha sanidade.
- Estou ouvindo. – Falei, e Aro rejubilou-se com minha deixa. Seria um saco ouvir aquele velho decrépito falar e falar de como ele era misericordioso e comprometido com as leis, e como ele lamentou ter tido que nos caçar e silenciar, mas o que mais eu poderia fazer senão ouvir?
- Claro claro. – Disse Aro sorrindo ternamente. – Mas permita-me fazer-lhe uma pergunta antes de começarmos, e aconselho-te à pensar bem na resposta minha querida, por quê ela pode salvá-la ou pode condená-la. – Aquilo definitivamente não era bom, o tom de voz demasiado gentil de Aro me alarmou. Eu devia saber que ele tinha seus truques para não me deixar sair dessa, só não pensei que fosse usá-los tão depressa. Alec estava tão rígido que realmente parecia uma estátua, me olhava silenciosamente, mas parecia ter um grito preso em sua garganta. Senti vontade de tocá-lo, segurar sua mão, como eu costumava fazer com Jacob enquanto caminhávamos pela floresta. Mas eu não podia pensar em Jacob, não se eu quisesse me manter firme, inteira. Esperei pacientemente até que Aro fizesse sua pergunta tão importante, mas quando ele a fez, ela veio em forma de acusação.
- Você vai me dizer agora onde seus pais estão escondidos! – Esbravejou Aro. O choque acertou-me em cheio e me deixou desorientada por um minuto. Eu não tinha certesa se tinha ouvido direito ou se estava delirando. Olhei-o atônita, esperando uma prova de que eu não estava ficando louca. Ao lado de Aro, Alec refletia minha própria exasperação, o choque cruzando suas faces como num espelho refletindo meu próprio rosto.
- O-oquê? – Gaguejei, confusa. Aro estudava meu rosto com ceticismo, de alguma forma ele acreditava que eu sabia onde meus pais estavam. Mas, Deus, eu nem tinha certesa de que eles estavam vivos. Eu não podia conter a onda de calor que me inundou, a pequena centelha de esperança que eu cultivava tão arduamente, de repente explodiu dentro de mim. Em algum lugar, de alguma forma, eles ainda viviam. Existia ainda uma chance de encontrá-los.
- Minha querida, nós sabemos sobre o esconderijo de Denali. Sabemos que estão sendo ajudados por aquele clã. Meu Eleazar ainda vive com aquelas mulheres, eu conheço a mente dele como a palma de minha mão. Sei também que foi ele quem os tirou de lá à tempo, infelizmente ele também conhece meus métodos. O que ele não entende é que essa fuga constante não levará à nada. Porém Demetri retornou hoje com péssimas novidades. Nós os perdemos e você vai nos dizer onde encontrá-los, você nos guiará até eles. – Aro parou, seus olhos cor de vinho estavam arregalado, como se ele pudesse me enxergar melhor se os abrisse bem, como se pudesse enxergar a verdade que ele procurava atravéz de mim. A cada palavra que ele pronunciava naquele italiano medieval, eu podia sentir meu coração pulsar. Não conseguia pensar em nada que eu pudesse dizer, não conseguia pensar em nada que não fosse meus pais, vivos, foragidos. Não sei quanto tempo se passou naquele silêncio, na verdade não sei dizer se todos estavam em silêncio de fato, ou se eu apenas os esqueci. Mergulhei em minhas suposições, planos, estratégias, maneiras infinitas de fugir para encontrá-los onde quer que estivessem. Eu era a Renesmee que sempre fora novamente, a alma que não aceitava ser contida ou controlada. A herdeira dos Cullen que faria de tudo para destruir a influência gananciosa de Aro. Contudo, eu sabia que precisava conter meu mau gênio se quisesse manter Aro falando, o que por sorte não era algo difícil.
- Não sei onde eles estão, mas posso descobrir se me prometer não machucá-los. Preciso saber quem restou, quem vocês ainda não encontraram. Se eu fosse meu pai, eu iria procurá-los, pedir ajuda, como eles fizeram com o clã Denali. – Não era de todo uma mentira, certamente meu pai e minha mãe fizeram isso quando se viram encurralados, mas meu blefe era exatamente esse, dizer a verdade para ocultar uma mentira. Alec observava-me consternado, ele sabia o que eu estava fazendo. Aro sorriu consigo mesmo por um momento, ponderando silenciosamente sobre minha colaboração tão repentina.
- Ela está mentindo. – Acusou-me Jane com um olhar felino. O rosto angelical que sempre estava transtornado de raiva.
- Eu sei minha querida. – Choramingou Aro, esfregando as mãos brancas. Meu coração descompassou, traindo meu estado de espírito. – Contudo, o que Renesmee disse não deixa de ser uma hipótese bastante provável. Durante semanas Demetri rastreou-os mudando de lugar constantemente, eles se separaram em certo ponto. Meu amigo Carlisle foi localizado na Irlanda com sua companheira há alguns dias atrás. Eles estão tentando nos confundir, nos dispersar, tendo em vista que temos apenas um rastreador. É possível que estejam tentando encontrar os outros sim, mas Renesmee querida, temo lhe dizer que não sobraram muitos para serem encontrados. – Meu coração afundou ao ouvir o nome de Carlisle, será que o pegaram, será que capturaram meus avós? E os outros, onde estariam os outros? Rosalie, Emmet, Jasper, Jacob...
Tentei manter meu rosto composto, minhas expressões ilegíveis, mas eu sabia que tudo estaria perdido se Aro me tocasse. Não importava o que eu fizesse, seria em vão se isso chegasse a acontecer, eu precisava desesperadamente ganhar tempo.
- Você não me deixa escolha criança. – Disse Aro, levantando-se pesadamente de seu trono. Eu sabia o que viria agora, Aro me tocaria e veria tudo que eu pretendia fazer, todos os planos que ainda nem tinham se formado por inteiro em minha mente, e então ele iria me condenar, pois veria também que não importava o que ele dissesse, eu jamais entregaria minha família para ele. Aro caminhou em minha direção sem nenhuma pressa, Jane em seus calcanhares como uma sombra. Alec estava apavorado, não sabia o que fazer, seus olhos quase pulavam das órbitas. Eu queria dizer-lhe que não se preocupasse, que estava tudo bem, e que não havia nada que ele ou qualquer outra pessoa pudesse fazer por mim agora.
Mas eu estava errada...
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qui 18 Mar 2010, 19:04

AMEIIIIIII MAL POSSO ESPERAR PELO RESTO
POSTA MAIS E POSTA LOGO
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Sex 19 Mar 2010, 17:56

posta maisisss to anciosa
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Sex 19 Mar 2010, 22:18

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tem q postar mt ++++
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Hoje à(s) 02:43

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Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee
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