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 Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee

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MensagemAssunto: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Seg 08 Fev 2010, 08:07

Vou colocando aqui os capítulos de Rising Sun
quem já leu adorou, e que ainda não leu irá amar
se forem gostando eu colocarei os outros capítulos ok?
Segue...



Rising Sun
Sete anos se passaram desde a visita do exército Volturi. Os Cullen finalmente se estabilizavam em outro lugar, Forks já não era mais segura. Renesmee atingira sua fase adulta em pouco tempo, como era previsto, e agora tem que lidar com seus próprios problemas e descobertas. Mas o que ela fará quando sonhos e visões perturbadoras começam a invadir sua mente? Arriscar sua vida na procura de respostas? Ou deixar sua família e seu Jacob vulneráveis a um perigo invisível? Sol Nascente narra as histórias e descobertas da filha mestiça de Edward Cullen e Bella Swan, na procura de seu próprio destino como vampira. Ela terá de fazer escolhas difíceis e lidar com perigos que a assombram desde sua infancia. Nesse romance fictício nós poderemos preencher as lacunas de Amanhecer e descobrir as verdadeiras intenções de Aro com os Cullen, além de nos aprofundar na história de novos e misteriosos personagens.
[Capítulo 1 – Cúmplices


- Ela não é uma imortal. Ela não é uma vampira. Eu posso facilmente provar isso, a lei não foi violada. Se você escutasse…
Os ecos da voz calma e suave de Carlisle romperam a névoa, onde eu já não podia ver nada.
Como se minha mente estivesse me prendendo, me obrigando a reviver um passado não tão distante…
- Eu posso cumprimentar a sua filha, adorável Bella?
A voz fina e gentil de Aro soprou em meu ouvido, quase como uma canção.
Flashes, partes e pedaços, pontas soltas que resolveram se unir para me prender nessa inconsciência perturbadora. Então, eu podia ver seus olhos vermelhos, brilhando de uma forma agourenta, me observando de perto…
- Meio mortal, meio imortal, concebida e trazida à luz por essa recém-criada enquanto ainda era humana.
Havia tanto deslumbre e cobiça em sua voz que senti meu corpo tremer, meus pêlos se eriçaram em minha nuca, e um frio repentino me envolveu, como se toda a alegria do mundo tivesse sido sugada por um ralo invisível.
Aro sorriu nas sombras daquela neblina desconexa, e de repente ele estava gargalhando, como alguém que é premiado com algo muito valioso.
Eu me perguntei o motivo para essa súbita satisfação, mas algo dentro de mim estava completamente ciente de tudo. Senti um braço frio passar por meus ombros, me trazendo um conforto imediato. Ele encostou seus lábios em meu rosto, num gesto de carinho que ocultava certo tipo de condolência, como se quisesse me dizer, eu sinto muito. A voz doce de meu pai sussurrou pra mim…
- Ele está intrigado com a idéia de… cães de guarda.
Se antes eu sentia frio, agora eu sentia-me congelada, uma única imagem irrompeu através de minhas pálpebras. Jacob.
Eu queria gritar, queria olhar nos olhos dourados de meu pai e pedir que ele nos protegesse, mas não havia mais nada. Só um grande campo vazio, onde tudo era terrivelmente verde, a grama se estendia infinitamente, como um mar de esmeraldas, o horizonte tocava o chão de todos os lados e se misturavam em tons de verde oliva. A gargalhada felina de Aro cortava o céu como um trovão, vindo de todos os lados. Eu girava em torno de mim mesma, vasculhava cada canto vazio daquele cenário agourento, mas não havia nada, todo lugar em que eu pousava meus olhos estava completamente igual aos outros, como uma caixa de espelhos. Então eu parei e fechei os olhos, deixei que minha audição me mostrasse o que minha visão não conseguia captar. O som foi diminuindo gradativamente, como se estivesse sendo levado pelo vento e, então, cessou. Eu respirei fundo, aliviando a tensão em meus ombros, relaxando aos poucos meus músculos. Abri meus olhos lentamente e estremeci com a face pálida e poeirenta que me encarava. Aro estava a um palmo de meu rosto, me encarando, me observando como quem analisa uma obra de arte obsoleta. Eu o encarei de volta, procurando respostas em seus olhos astutos. Ele sorriu gentilmente para mim, tocou meu rosto com as pontas dos dedos, escorregando até meu pescoço e pousando em minha nuca, ele tombou minha cabeça de lado, aproximando sua boca até meu ouvido, fechei meus olhos e esperei pela dor, mas ao invés disso ele apenas disse delicadamente.
- Só uma idéia errante minha querida Nessie – ele sussurrou com humor – Você sabe muito bem como é isso. Nenhum de nós consegue controlar inteiramente os nossos desejos subconscientes.
Abri os olhos na intenção de encontrá-lo. Eu queria machucá-lo como ele fazia quando me falava essas coisas, quando insinuava ameaças a mim e a minha família desse modo sutil e zombeteiro, como se tudo e todos fossem suscetíveis aos seus caprichos. Eu queria machucá-lo, mas a única forma que avistei quando abri meus olhos me fez relaxar no mesmo instante. Pai
Sentei na cama, rapidamente me desfazendo do nó de lençóis entre minhas pernas, olhei pra ele por entre os fios de cabelo que cobriam parcialmente meu rosto. Ele estava sério.
Me encarava com um misto de preocupação e reprovação que só me fez sentir mais raiva de mim mesma por manter esse tipo de lembrança escondida em minha mente. Então, relutantemente eu o olhei nos olhos com um leve rubor nas bochechas
“Você deve estar pensando como eu sou pouco inventiva em meus pesadelos não é, pai?” Pensei o mais descontraidamente que pude.
Ele me olhou com aqueles olhos preocupados que eu já conhecia tão bem. Estava parado na porta, levemente encostado no batente, os braços cruzados sobre o peito. Eu não precisava ler seus pensamentos para saber exatamente o significado daquele vinco em sua testa, ele estava tão preocupado quanto eu com a intensidade e freqüência dos meus sonhos, mas nem eu, nem ele sabíamos – ou entendíamos – o porquê.
Ele atravessou o quarto silenciosamente, e se sentou na beirada da cama. Eu escondi o rosto entre meus joelhos e esperei que ele começasse o discurso.
- Nessie, eu não entendo. Você se lembra claramente das palavras de Aro naquela manhã, á sete anos atrás e não pode se lembrar das minhas, que são repetidas pra você todos os dias? – Ele disse sem olhar pra mim.
E ele tinha razão, eu me lembrava nitidamente daquele dia, de cada palavra dita e do medo silencioso que pairava sobre todos os que se propuseram a testemunhar em meu favor. Eu me lembrava de meu pai, me confortando todas as vezes que eu acordava aos gritos no meio da noite. Estava tão ciente da preocupação de minha mãe, minhas tias, e de toda minha família, que ao passar dos dias, sufoquei toda dúvida, todo medo dentro de mim, e implorei ao meu pai que fizesse o mesmo. E como o padrão seguia inexoravelmente, noite após noite, ele concordou em dividir comigo esse pesar sem sentido. Nós éramos confidentes, cúmplices.
- Eu posso repetir cada palavra sua, pai. Mas não posso controlar meus sonhos. Se houvesse um jeito, eu…
- Você só precisa esquecer tudo isso, e confiar em mim quando eu disser que nunca vou deixar nada te machucar. – Ele me interrompeu, me puxando para seus braços. – Além disso, sua mãe não acredita mais em mim quando eu digo que você está bem, olhe pra você Nessie, está visivelmente atormentada por essas lembranças sem sentido.
Ele tinha razão, eu precisava me livrar desses pesadelos. Eu não dormia uma noite inteira há muito tempo e isso era realmente desgastante. Era ainda pior por que eu era a única que precisava dormir naquela casa, e a mais protegida, a mais vigiada, a mais observada…
- E a mais amada, não se esqueça disso. – Ele tirou um fio de cabelo de meus olhos e me encarou docemente.
- Eu sei, sei disso muito bem e não vou me esquecer, eu só… só preciso saber o que fazer pra parar isso, mas por enquanto, pai, eu quero que mantenha nosso trato. Não há motivos pra preocupar todos eles com uma besteira qualquer.
- Você é impossivelmente igual a sua mãe, sabia disso? – Ele sorriu gentil mente.
Eu sorri de volta e disse:
- Sei… você também me lembra disso todo tempo.
Trocamos um olhar silencioso por alguns instantes e então, ouvimos passos se aproximando da entrada da casa. Ele se levantou e caminhou para porta lentamente.
- Os outros chegaram, parece que a caça foi boa. – Ele sorriu – Vista-se, Jacob está com eles.
Meu pai saiu do quarto, fechando a porta atrás de si, tentando recompor a tranqüilidade em sua expressão. Eu desabei o corpo na cama, sentindo o cansaço se esgueirar por mim, e novamente me condenei pelos malditos sonhos. Graças a eles eu estava quase constantemente com cara de zumbi e minha mãe ficava mais desconfiada a cada dia. Me espreguicei longamente e me levantei. Fui até o espelho verificar os estragos de mais uma noite. Eu estava com cara de… vampira. Mais especificamente a versão vampírica de Bram Stoker. Ensaiei a expressão mais feliz e despreocupada que eu tinha e me preparei para mais um ato. Pensar em Jacob lá em baixo, me esperando, ajudou a melhorar minha aparência, e meu humor.
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Seg 08 Fev 2010, 08:14

Capítulo 2 – Segredo


O sol já estava parcialmente encoberto pelas árvores, a noite se aproximava. Jacob e eu tínhamos escapulido dos outros para ter um pouco de privacidade e para fugir das caretas deRosalie. Nós caminhamos pelos arredores da casa e retornamos ao chalé de Jacob, onde uma pequena campina se estendia ao leste. Jogamos algumas partidas de xadrez e depois da décima derrota consecutiva, Jacob desistiu de jogar. Nós nos deitamos na grama e ficamos olhando o céu escurecer aos poucos.
Furtivamente analisei Jacob, ele me olhou em resposta, sustentando meu olhar.
- Jake, pare de me olhar assim. – Eu cobri o rosto com as mãos, envergonhada com a expressão abobalhada de Jacob.
- Assim como? – Perguntou ele inocentemente.
- Como se eu fosse uma paisagem. – Eu retruquei, revirando os olhos para ele.
- Não, você é melhor que isso. – Ele suspirou, sorrindo e tocando de leve a ponta do meu nariz.
Estar com Jacob era uma terapia pra mim, um antídoto pra todas as minhas angústias. E funcionava assim pra ele também, eu podia ver isso exposto cada vez que ele sorria daquele jeito que me fazia desejar ser ou fazer qualquer coisa só para mantê-lo sorrindo assim.
Quando tivemos que nos mudar de Forks há alguns anos, a questão que ficava em debate constantemente era Jacob e Renesmee. Eu me recusava ir sem Jacob, e ele se recusava a ficar sem mim. Eu não queria deixá-lo, mas não queria que ele abandonasse seu pai, sua casa, sua matilha… Ele não queria ficar longe de mim, mas eu sabia o quanto custava a ele abandonar seu povo para seguir um bando de vampiros. A solução diplomática pra tudo isso partiu de meu pai.Jacob viria para New Hampshire conosco, nós providenciaríamos uma casa para ele, bem próxima da nossa, por que, segundo meu pai, “a questão do fedor seria um grande problema para todos” e morar na mesma casa estava fora de questão para ambos os lados. Nossa casa aqui era basicamente uma adaptação fiel à casa de Forks, muito ampla e aberta, e completamente isolada da civilização, “sem vizinhos, sem problemas” como dizia Emmet.
Esme providenciou um chalé confortável para Jacob, à apenas três quilômetros de nossa casa, e deu ao lugar um toque La Push, para que Jake não sentisse tanta saudade de casa. Era o espaço confortável que todos queriam. Sem os olhos e ouvidos – e narizes – aguçados para atrapalhar.Rose adorava chamar de “a casinha do cachorro”.
- No que você está pensando? – Jacob me olhava com curiosidade, visivelmente incomodado com meu silêncio.
- Em nada Jake, só estou vagando sem rumo. – Eu sorri pra ele e puxei uma mecha de seu cabelo.
- Hum… – Ele resmungou, me puxando num aperto de aço.
Ele me segurou restritamente, me impedindo de mover os braços, ele sabia que eu revidaria, e nós rolaríamos pela grama num combate mais carinhoso do que agressivo.
Eu rolei por cima dele, escorreguei de seu abraço e livrei meus braços. Pousei no chão em posição de ataque, com um sorriso zombeteiro no rosto. Jake avançou para mim de frente, num ataque que mais parecia um abraço do que qualquer investida hostil. Então ele me pegou pela cintura e me jogou sobre o ombro, e eu fiquei lá, de ponta cabeça esperando que ele me libertasse. Ele me pôs no chão gentilmente, rindo do meu cabelo todo bagunçado. Eu ri também porque o cabelo dele – na altura dos ombros – estava tão emaranhado e cheio de grama quanto o meu.
Ele parou de repente, sustentando meu olhar, o rosto calmo e gentil. Era incrivelmente difícil enxergá-lo como um amigo quando ele me olhava dessa forma. Eu cresci ao lado de Jacob, eu devia vê-lo como um irmão mais velho ou algo assim, mas alguma coisa dentro de mim tremia toda vez que ficávamos tão próximos.
Ele tocou meu rosto com a ponta dos dedos, e suavemente desceu até meu pescoço. Ele se aproximou mais um passo, e outro, e então, ele estava a um palmo do meu rosto. Eu fechei os olhos, e ele se inclinou. Eu esperava que ele me beijasse – eu ansiava por isso – mas ao invés disso ele tocou minha nuca, e inclinou minha cabeça para o lado. A sensação de déja vú me invadiu tão subitamente que eu me esqueci completamente do desejo de beijar meu – até então – melhor amigo. A imagem de Aro dançou por minha mente me fazendo estremecer, e o ódio me cegou tão completamente que eu não pude conter a onda maciça de calor que desceu por minha espinha. Sem pensar em nada além daqueles olhos malignos me espreitando, eu ataquei Jacobcom toda a ira e selvageria que um vampiro podia sentir.
***


Entrei pela porta num rompante, ofegando de desespero. Olhei em volta, procurando qualquer rosto familiar que pudesse me ajudar a trazer Jake para casa. Com um único momento de descontrole eu quebrei suas duas pernas, um braço e algumas costelas. Se qualquer outro vampiro tivesse tentado algo assim, certamente estaria em pedaços agora, mas Jake nunca me machucaria. Eu o deixei lá, estirado no chão, morrendo de dor e mais confuso e perplexo que eu. Eu queria ter ficado lá, e implorado seu perdão, explicado todos os motivos sórdidos para aquela reação horrível, mas eu precisava me apressar. Jake se curava rápido demais, e eu não queria ter que ver Carlisle refazer as fraturas para que se curassem no devido lugar. Olhei em volta mais uma vez e tentei escutar alguma presença no andar de cima. Haviam duas pessoas em casa.
- Mãe, Alice – Chamei, num clamor sufocado de angústia e desespero.
Meio segundo depois elas estavam em minha frente, me olhando com uma expressão que parecia estar espelhando a minha. Abri minha boca para explicar, mas minha garganta se fechou, e eu só consegui fazer uma careta de dor.
- Nessie, o que houve querida, o que aconteceu? – Minha mãe segurava meu rosto entre as mãos, tentando me fazer focar nela.
Alice encarava alguma coisa em minha roupa, os olhos arregalados de um medo súbito.
- Bella, acho que ela feriu alguém – Disse Alice numa voz tremula.
Eu podia imaginar o que Alice suspeitava, olhando minha roupa toda suja de sangue e meu rosto desesperado.
Nesse instante eu me obriguei a reagir, Jake estava lá fora, ferido.
- Mãe, Jake está ferido, onde está Carlisle, preciso dele, agora! – Eu despejei as palavras de uma vez. Olhei em volta, procurando mais alguém que eu queria consultar. – Onde está o papai?
- Ele está caçando com Emmet e Jasper, Carlisle está no hospital. Nessie, onde o Jake está? – Ela me olhava cheia de preocupação, esperando por mais respostas.
Mas eu não disse mais nada. Disparei porta afora, levando minha mãe e Alice comigo. Durante os cinco minutos que corremos para alcançá-lo eu só consegui pedir para Alice localizar Carlisle e mandá-lo para casa. Quando o assunto era Jacob, nós precisávamos agir rápido.
Quando chegamos até a pequena campina ao lado do chalé de Jacob, minha mãe quase surtou. Ela tapou a boca, incrédula, quando viu Jacob estirado no chão, todo quebrado, impossibilitado até mesmo de respirar regularmente.
- Meu Deus, Jake, quem fez isso com você? – Ela perguntou enquanto corria os olhos pelo corpo ferido de Jacob.
Jake olhou pra mim com o rosto lívido e se inclinou para traz, encostando a cabeça num tronco de árvore. Eu estava alguns passos atrás, tentando evitar aquela imagem. Jacob estava com o braço esquerdo inerte sobre a barriga, sentado desajeitadamente no meio das árvores. Ele então chamou meu nome, num tom baixo e gutural.
Eu o fitei, a culpa pesando em meus ombros, e caminhei lentamente até ele. Ao passar por Alicesussurrei para ela de uma forma que só ela podia ouvir.
- Vá buscar Carlisle, e leve minha mãe com você – Ela me olhou confusa, mas apenas acenou um “sim” silenciosamente.
Me agachei perto de Jacob, e peguei sua mão enorme e quente. Assim que Alice conseguiu arrastar minha mãe dalí, eu comecei a chorar. Jacob me olhava atônito, sem saber o que dizer, sem poder se mover.
- Jake, me desculpe, eu perdi o controle, eu não… nunca te machucaria Jake, eu… eu não sei o que deu em mim – As palavras jorravam de mim e soavam desconexas naquele momento, eu não conseguia achar um sentido nelas.
Jacob soltou sua mão da minha, e tocou meu queixo, me fazendo olhar em seu rosto. E disse calmamente:
- Tudo bem Nessie, não foi tão grave assim. O que está me ferindo realmente é olhar em seus olhos todos os dias e ver algo te perturbando tanto… e que mesmo assim você prefere esconder de mim. – Ele deixou cair sua mão até meu joelho, e me encarou tristemente. – Já faz dias que eu venho percebendo essa sua inquietude, mas toda vez que eu pergunto o que há de errado, você desconversa. Eu não sei o que é Ness, mas, olhe até onde as coisas foram. Você não consegue mais se controlar, seja o que for que esteja acontecendo está te fazendo ferir as pessoas que te amam. Ou você acha que eu não percebo a preocupação que Edward tenta esconder da sua mãe?
O que mais eu podia dizer? Ele estava certo sobre mim, sobre tudo. Eu estava fora de controle e estava sendo tão miseravelmente egoísta com Jacob, que nem ao menos conseguia olhá-lo nos olhos.
Ele merecia saber. Eu devia a ele mais que as desculpas esfarrapadas que eu inventava para sua preocupação com minhas olheiras arroxeadas, minhas respostas hostis quando alguém me pegava desprevenida. Eu estava constantemente em modo de alerta, como se estivesse esperando que alguém me atacasse. Eu estava pirando, meus sentidos tinham pifado.
- Jake, eu prometo que vou lhe contar tudo, mas, por favor, me deixe cuidar de você primeiro, eu não suporto te ver assim, ainda mais sabendo que fui eu quem fez isso. – Eu o olhei tristemente e afaguei seu rosto.
O que começou com um pesadelo, estava se tornando uma doença. Eu precisava encontrar uma forma de parar isso, de recobrar minha sanidade. E se negligenciar aqueles sonhos não surtia efeito algum, eu tomaria o caminho oposto. Eu iria até o fim – até a Itália se fosse preciso – para descobrir o que minha mente estava tentando me dizer esse tempo todo. Nada podia me convencer do contrário. Aro tinha planos para mim, e seja qual forem esses planos, também envolviam Jacob.
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Seg 08 Fev 2010, 08:22

Capítulo 3 – Confissão


- Pai, eu não sei como fazer isso. Eles vão pensar que eu pirei de vez – Sussurrei calmamente para ele.
A família toda estava reunida na sala de jantar, todos sentados em volta da grande mesa de mármore escuro que Esme sempre decorava com um vaso de flores silvestres. Uma reunião de família.
Depois de socorrermos Jacob e o acomodarmos em meu quarto, meu pai me fez prometer que eu contaria tudo. Manter segredos em nossa grande e talentosa família era praticamente impossível. Então, essa noite eu seria a anfitriã de mais uma reunião no clã dos Cullen
- Eles são sua família Nessie, não há nada que você não possa nos contar, e não por que eu vou ler na sua mente, ou Jasper vai sentir em suas emoções. Se Alice pudesse ver você e Jacob ela com certeza não teria te julgado também. – Ele tocou minha mão, me encorajando a admitir minha insanidade e meus receios infundados para os sete vampiros que me olhariam docemente e me confortariam do modo protetor que cada um deles reservava para a caçula meio humana da casa. Mas mesmo assim, eles mereciam uma justificativa para minha atitude medonha com Jacobnaquela tarde, e eu, prometera a meu pai esclarecer as coisas de uma vez.
- Que assim seja então, pai. Vamos acabar logo com isso! – Me levantei da beirada da cama ondeJacob dormia profundamente e caminhei para a porta me sentindo envergonhada. Antes de sair, olhei para Jacob dormindo, seu rosto estava pacífico, e seu enorme corpo estava inerte, envolto em meus lençóis brancos. Respirei fundo.
- Ele vai ficar bem Ness, Jacob é forte, feito especialmente para agüentar esse tipo de agressão de vampirinhas nervosas, e… – Ele hesitou, deixando desaparecer o tom brincalhão de sua voz -… Ele gosta muito de você Nessie, mais do que você julga, ele vai te perdoar antes mesmo do primeiro osso quebrado cicatrizar.
Olhei para Jacob mais uma vez, e saí do quarto. Mantive a velocidade de um humano que está se dirigindo para sua sentença de morte. Meu pai me acompanhou, descemos as escadas juntos, degrau por degrau, de mãos dadas. Enquanto descíamos, eu mostrei a ele uma imagem de desenho animado, onde o gato se aproxima da forca e a marcha fúnebre é tocada ao fundo. Nós rimos baixo, numa compreensão que só era possível com meu jovem pai talentoso.
***
A sala de jantar estava envolta em tensão e dúvidas silenciosas. Jasper estava sentado rigidamente ao lado de Alice, e pela sua expressão a tensão no ar não fazia mais bem a ele do que a mim. Carlisle encabeçava a cúpula dos Cullen, em seu lado esquerdo estavam Esme, Rosalie eEmmet. Do lado direito, minha mãe, Alice e Jasper.
Pedi a meu pai que ficasse comigo, que me ajudasse a explicar toda aquela loucura a minha família. Nós nos mantivemos em pé, na outra extremidade da grande mesa retangular. Eu passei meus olhos por cada rosto pálido e rígido na mesa, e então comecei…
- O que ocorreu essa tarde com Jacob e eu, foi um descontrole da minha parte. Nós estávamos envolvidos num tipo de luta divertida e então… – Eu parei. Esse não era o ponto crucial dessa conversa, e o único que importava de fato. Eu estava enrolando, dando voltas desnecessárias. Respirei fundo e me preparei para a confissão.
- Há alguns meses atrás, eu comecei a ter sonhos, ou melhor dizendo, pesadelos um tanto…realistas demais. Todos vocês se lembram muito bem de como eu acordava no meio da noite. – Eu os olhei novamente, observando suas reações. – Algum tempo depois eu disse a vocês que os pesadelos haviam desaparecido, mas eu menti. – Minha mãe lançou um olhar indignado a meu pai e depois a mim. Ela estava se sentindo enganada por nós dois, eu queria me desculpar, mas eu ainda tinha muito a contar.
- Eles continuaram com a mesma freqüência, noite após noite eu revivia aquela manhã em Forks, noite após noite eu ouvia Aro repetir aquelas mesmas palavras. – Eu parei, relembrando meu sonho repetitivo.
- Ah querida, porque não nos contou? – Esme resmungou do outro lado da mesa, com suas feições retorcidas numa angústia maternal.
- Eu não quis preocupar ninguém Esme, afinal, eram apenas sonhos. Mas as coisas foram fugindo do meu controle, e isso começou a afetar meus sentidos. Da última vez que Emmet tentou um de seus ataques surpresa eu quase arranquei seus braços… – Eu parei olhando para minhas mãos, envergonhada.
- É… eu me lembro disso – Disse Emmet rispidamente. Rosalei o cutucou de leve.
- Continue querida – A voz calma de Carlisle me incentivou.
- Bem, eu não podia esconder nada de meu pai, então eu praticamente o obriguei a não comentar nada com vocês, especialmente com você mãe. – Eu lancei um olhar de desculpas para ela. Ela devolveu o olhar sem expressão alguma, apenas me olhava como quem olha uma parede.
- E então, os dias foram passando, e nada mudou, eu estava certa de que eram apenas lembranças da minha curta infância, mas depois de hoje, eu não tenho tanta certeza. – Eu olhei para meu pai, parado, imóvel em meu lado. Ele olhava para minha mãe com um misto de arrependimento e dor. O resto deles me ouvia atentamente, sem transparecer nenhum sentimento evidente. O silêncio voltou à sala, pairando sobre nossas cabeças. Depois de alguns minutos, Alice falou:
- O que você quer dizer com “agora não tenho tanta certeza”? – Perguntou ela.
- Quero dizer que ter pesadelos repetitivos assim não é algo muito normal, eu estou convencida de que eles significam mais do que apenas lembranças. – Falei seriamente.
- Mas Ness, o que mais pode significar? Eu estou de olho em Aro e nos Volturi o tempo todo, se eles tentassem algo, eu saberia. – Disse Alice, quase indignada.
- Não sei Alice, sinceramente não tenho uma resposta para isso. Eu apenas sinto que algo não está certo, além disso, todos nós sabemos como Aro pode ser inventivo quando quer algo. – Olhei sombriamente para ela.
- Então é disso que se trata? – Minha mãe falou pela primeira vez, sua voz estava séria, grave. – Você acha que Aro vai tentar alguma coisa contra nós?
- Contra nós não, querida. – Disse meu pai numa voz calma e suave – Os sonhos de Nessie são basicamente repetições de fatos que ocorreram na clareira aquele dia, mas vendo todas as reprises na mente dela eu já posso arriscar um padrão. Ela teme por Jacob. – Ele me olhou calmamente.
- O que o cachorro tem a ver com isso? – Perguntou Rosalie, mal humorada.
- Eu vejo a cobiça de Aro. Como se, de alguma forma ele quisesse a nós dois, como se ele já tivesse isso… – Eu tentei explicar.
- Ness, você sabe que isso é pouco provável. – Interrompeu Carlisle – Mesmo que Aro pretendesse alguma coisa com vocês, nós saberíamos de alguma forma. Alice está de vigia e qualquer desconhecido que Aro envie até nós seria facilmente detectado por seu pai. Querida, nós não estamos desprevenidos. Desde a última visita dos Volturi, nós nos preparamos. Você não precisa se preocupar tanto assim. – Carlisle me olhava serenamente, tentando me confortar.
Eu não podia negar. Carlisle tinha certa razão sobre isso, nós estávamos realmente preparados para os Volturi. Nós tínhamos as peças em seus lugares, preparadas para interceptar o inimigo. Mas isso não mudava nada.
Os sonhos continuaram irredutíveis e imutáveis. Os olhares de minha família sobre mim ganharam uma forma atenta, quase como se eles estivessem esperando um novo surto.
Jacob se curou rapidamente, e assim que pôde se manter em pé, ele quis voltar para seu chalé, sob a alegação de “vocês fedem muito.”
Minha mãe e meu pai se entenderam nos cinco minutos seguintes ao fim da reunião. E eu sabia que tudo ficaria bem e deixei que esse assunto fosse superado por todos. Apesar da constante vigia de meu pai e minha mãe, eu resolvi não me importar.
Eu decidi, então, me dar uma última chance de cura. Eu continuaria a viver minha vida normalmente, deixaria que todos os pesadelos simplesmente se cansassem de mim, como eu me cansei deles. Eu nunca mais iria preocupar ninguém com meus devaneios, nunca mais deixaria meus sentidos me controlarem, nunca mais pediria que meu pai mentisse por mim. Nunca mais machucaria Jacob.


Bem se gostarem eu colocarei mais ok? beijos e comentem





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SaahPattinson
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Seg 08 Fev 2010, 23:51

' ah eu amei *-*
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qua 10 Fev 2010, 16:21

EU AMEI..... NÃO VEJO A HORA Q COLOQUE O RESTANTE DOS CAPITULOS!
BJOS..
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qua 10 Fev 2010, 18:11

VAI POSTAR AINDA ?` OWN POSTA VAIII *-*
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qua 10 Fev 2010, 19:29

Atendendo aos seus pedidos queridas aí vai...


Capítulo 4 – Visões


A nova rotina dos Cullen seguia o velho padrão – com algumas leves adaptações. Alice, meu pai e eu, éramos irmãos, filhos de Carlisle e Esme. Rosalie e Jasper eram os sobrinhos de Esme que moravam com a tia desde pequenos. Emmet e Rose se recusaram a cursar mais uma vez a secundária, por isso agora Emmet era o marido de Rosalie. Eles se casaram pela décima vez no outono passado. Minha mãe era sobrinha de Carlisle, e Jacob era seu afilhado. Com o aumento da família, aumentou também o falatório das pessoas, que sempre pareciam ter comentários sobre a estranha relação dos Cullen.
Alice, Jasper, papai e mamãe, se matricularam em Dartmouth logo no nosso primeiro ano em New Hampshire. E eu, finalmente tive a chance de ir á escola.

Com o fim do prazo estabelecido para meu total desenvolvimento – seis anos e meio, mais ou menos – meus pais me questionaram sobre minhas aspirações.
Eu recebi educação domiciliar durante toda minha curta vida, devido a meu crescimento acelerado. Agora, eu já era considerada uma meio vampira adulta, e poderia freqüentar uma escola, interagir com humanos, ter uma vida normal.
Eu estava um pouco receosa, mas achei que se eu finalmente fosse para uma escola e convivesse com outros humanos, eu poderia provar para meu pai e minha mãe que eu estava sob controle, recuperada e pronta para essa nova experiência.
Essa foi minha deixa. Eu e Jacob nos matriculamos na secundária no meio do semestre. Eu estava realmente agradecida a ele por me acompanhar, uma vez que Jake já tinha cursado a secundária por duas vezes.
Foi espantosamente fácil conviver com todos aqueles cheiros diferentes. O sangue humano não exercia em mim o efeito perturbador que castigava Jasper, mas mesmo assim, eu me mantive relativamente longe de qualquer relação direta com humanos. Talvez mais pelo fato deles não despertarem nenhum real interesse em mim, ou talvez porque ter Jacob como colega de classe, obstruísse completamente minha visão.

Participar diretamente da rotina dos humanos me fez entender e experimentar situações e sensações que eu até então desconhecia. Como o ciúme que eu senti quando Jacob abriu seu armário e encontrou um bilhete anônimo de uma admiradora, sentimento que até então eu não tinha vivenciado, por que eu nunca precisei dividir Jake com ninguém. Ou a satisfação petulante que me invadiu quando ele rejeitou um encontro com a senhorita popular da escola. Eu não gostava da idéia de dividir meu melhor amigo com ninguém, não gostava de quando as pessoas – principalmente as do sexo feminino – o cercavam pelos corredores da escola.
Eu pude entender melhor as relações humanas, seu modo de agir e pensar, e pude perceber claramente em cada rosto perplexo, o efeito que nós, seres sobrenaturais, exercíamos sobre eles.
As coisas corriam em seus trilhos, a normalidade excêntrica de nossa família finalmente alcançara nossas vidas.
Era uma manhã de sexta feira, eu e Jake caminhávamos tagarelando sobre a possibilidade de uma caçada mais além dos limites do estado. Entramos na sala onde seria nossa próxima aula e nos sentamos em nossa mesa de costume. Foi ali, rabiscando o formato de um sol no braço de Jacob, tentando prestar atenção nas palavras monótonas de um professor qualquer, que eu tive a visão mais nítida e forte que jamais tivera em sonho algum.
E eu estava completamente desperta.
***

Jacob me sacudia pelos ombros, tentando me fazer focar em sua voz. Mas meus olhos estavam entorpecidos, como se tivessem sido encobertos por um véu. Eu o ouvi chamar meu nome, mas não conseguia encontrar minha voz, não conseguia dizer a ele que eu podia ouvi-lo longe. Eu queria que ele me abraçasse, e espantasse o frio que subia por meu corpo lentamente, ganhando um membro por vez. Eu ouvia as pessoas em volta, gritando umas com as outras, chamando meu nome. E então todo e qualquer barulho cessou.
Eu o vi subir as escadas, degrau por degrau, e adentrar a ampla sala vazia. Uma luz fraca entrava pela parede de vidro, revelando uma grande calda no canto mais distante da sala. O estranho se aproximou lentamente do piano de meu pai, tocou a superfície plana com suas mãos pálidas – eu quase pude sentir a temperatura delas. Ele contornou a extensão da calda até pousar seus dedos nas primeiras teclas de marfim e soou uma nota grave e hostil. O som ecoou pelos cantos vazios da grande casa e cessou, deixando um silencio plácido encher meus ouvidos. O vento soprou pela porta entreaberta e fez as cortinas brancas se agitarem num movimento cadenciado. O homem sem rosto, sem nome, então partiu, deixando para traz uma flor e um bilhete. Num último sopro, o vento revelou uma palavra no papel.

Nessie
O baque oco exaltou as pessoas que estavam em volta, elas se afastaram alguns passos para traz, seus rostos variavam do medo ao espanto. Somente Jacob ainda estava perto o suficiente para eu alcançá-lo. Agora eu podia sentir o calor de sua pele na minha. Ele envolveu meu corpo com os braços e me carregou para fora da sala. O ar frio encheu meus pulmões e clareou minha mente. Jacob me olhava nos olhos, procurando algum indício de hostilidade – ou sobriedade. Eu o olhei fixamente, e então eu percebi que estava lutando contra seu abraço. Imediatamente eu relaxei, e deixei que ele me dominasse. Jacob percebeu minha rendição e suavizou um pouco a pressão de seus músculos contra meu corpo. Ele me sentou delicadamente num banco esquecido no fim do corredor, pegou meu rosto nas mãos grandes e quentes e disse.
- Ness, está me ouvindo? Fale comigo. – Jacob sussurrava aflito, seu hálito quente em meu rosto.
- Jake, eu… eu vi, foi tão real… – Eu queria fazê-lo acreditar em mim, queria que tanto ele quanto o resto da minha família desse a importância que eu dava a essas coisas que me assaltavam sem aviso prévio ou qualquer explicação.
- O que Nessie, o que você viu? Me mostre. – Jacob pegou minhas mãos e colocou em seu rosto. Eu fechei os olhos e me concentrei na visão. Mostrei a ele a repetição exata da cena, demorando-me nos detalhes nítidos e assustadores que eu pude ver.

Ele abriu os olhos e me encarou assustado. Nesse momento o professor – do qual eu não me lembrava o nome – atravessou o corredor em nossa direção. Ele estava pálido, ofegando.
- Mais o que diábos aconteceu lá dentro, senhorita Cullen? – Ele se agachou em minha frente e me examinou com os olhos meio arregalados.
- Foi uma forte enxaqueca, Sr. Anderson, ela tem essas crises desde que era garotinha – Jacob mentiu, sua expressão séria e sua voz calma fizeram o Sr. Anderson aceitar facilmente sua explicação.
- Mas rapaz, ela quebrou uma mesa… – Disse Sr. Anderson com espanto.
- A mesa já estava meio velha, eu mesmo percebi isso quando me sentei nela outro dia. Além disso, nós pagaremos pelos danos. – Jacob tranqüilizou-o
Os dois continuaram discutindo o ocorrido em voz baixa. Deixei minha mente vagar até aquela sala, grande e vazia. O entalhe da porta de madeira, larga, pesada… O piano no canto da sala, parcialmente iluminado pela luz fraca que vinha da parte norte da grande casa branca. Ele estava em Forks, na casa em que nasci, na casa em que meus pais se casaram, na casa em que Jacob me pegou no colo pela primeira vez. Ele esteve lá, a minha procura.
Eu não sabia quem ele era, mas eu tinha quase certeza de que, se eu fosse até lá, agora, nesse exato momento, eu encontraria um bilhete endereçado a mim.

Era uma visão, e não um sonho. Fiquei me perguntando se Alice também vira algo. E questionei ainda mais o fato dessas visões estarem ligadas a mim. O cargo de “advinha” da família era de Alice, não meu.
Jacob convenceu o Sr. Anderson a deixar que ele me levasse para casa. Ele disse que explicaria o ocorrido a meus pais e eles entrariam em contato em breve. Nós assinamos a dispensa e caminhamos lentamente para o estacionamento.
- Jake – Eu rompi o silencio.
- Sim – Ele respondeu gentilmente.
- Precisamos conversar. – Eu o olhei seriamente, e ele retribuiu apenas com um aceno silencioso.


PS:Saah, Kelli aí está meninas espero que me perdoeem pela demora
leiam e comentem beijinhos


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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qua 10 Fev 2010, 19:49

ADOREI O CAP. 4, AGUARDO O RESTANTE.

BJIM...
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Dom 14 Fev 2010, 07:46

Capítulo 5 – Decisão
Ainda faltavam três horas para o fim do último período. Jacob dirigia silencioso para fora da cidade. Eu não consegui pensar no que dizer – ou como dizer. Minha mente estava cheia de uma apreensão desconhecida, da qual eu nunca tinha experimentado. Alguma coisa dentro de mim ansiava por respostas e essa sensação só foi multiplicada pela estranha visão.
Eu sabia o que devia fazer, sabia o que era o certo. Eu deveria ir para casa, contar à minha família o ocorrido, pedir conselhos a Alice, a Carlisle, e tomar qualquer decisão em conjunto. Quando se tratava da segurança de todos, nós éramos uma instituição, e não indivíduos. A segura e pacífica instituição dos Cullen.
Sim, isso seria o certo. Mas quase todo o meu ser se desvencilhou dessa idéia, por que contar a eles significava de muitas formas, colocá-los em perigo. E Aro sabia disso. Sabia que minha primeira atitude seria contar a meus pais e mandá-los diretamente até o ponto de encontro. Até sua armadilha, por que era isso que parecia, não importasse de que ângulo eu pensasse a respeito.
Essa foi a única conclusão em que cheguei durante todo o caminho para lugar algum. Eu não daria a Aro o que ele tanto queria, seja lá o que fosse. Mas Jacob precisava saber, tanto pelo fato de eu ter jurado nunca mais esconder nada dele, quanto por sua segurança. Ele precisaria estar preparado, caso meus sonhos resolvessem se realizar. Estremeci com o pensamento de Jacob sob domínio Volturi.
Nós paramos algum tempo depois num lugar que me parecia ser… o Nada. Eu suspirei e sai do carro. Me sentei no capô e fitei o horizonte. Jacob se colocou ao meu lado, me olhou, esperando que eu começasse. Estava com um pesar implícito no olhar, a preocupação vincando sua testa. Eu abri a boca para começar a falar, mas Jacob me cortou.
- Antes de qualquer coisa Ness, eu quero que me prometa que você não vai ir embora. E se você for pelo menos me leve com você. – Ele fitava o chão, a voz meio tremula e ansiosa

Eu o olhei incrédula. Como ele podia me conhecer tão bem assim? Eu nem mesmo tinha dito uma palavra se quer sobre qualquer coisa a esse respeito, nem ao menos tinha pensado nisso. Mas depois que pensei no que ele acabara de deduzir, eu sabia que era essa minha decisão, a única que eu conseguiria chegar se tivesse pensado a respeito durante toda a noite. Jacob se antecipou, sabendo que eu não deixaria as coisas sem uma explicação aceitável, sabendo que eu seguiria meus instintos e não sossegaria até encontrar respostas.
Eu balancei a cabeça, tentando clarear as idéias que estouravam em minha mente. Olhei nos olhos escuros e profundos de Jacob e sorri.
Sorri porque eu já sabia o que fazer, e por que eu não precisaria esconder nada dele.
- Jake, nós vamos voltar. Vamos para Forks. Preciso saber se estou apenas enlouquecendo, ou se minha família – E você… Pensei comigo – está em perigo.

- Tudo bem, então, nós devíamos voltar logo e avisar os outros. – Ele não tinha captado a essência do plano.
- Jake, quando digo “nós” eu me refiro a você e eu. Ninguém pode saber que estamos partindo – Eu falei entredentes.
- E como diabos vamos fazer isso sem que Edward descubra? – Ele perguntou num tom meio exaltado.
- Nós temos pouco mais de duas horas para descobrir, então, sugiro que comece a pensar senhor Jacob Black – Eu sorri maliciosamente para ele. Mas apesar do tom brincalhão que eu tentava tingir minha voz, por dentro eu estava um pouco desorientada. Jacob tinha razão, era praticamente impossível esconder algo de meu pai. Ainda mais se esse “algo” martelasse em sua cabeça como uma fanfarra descontrolada.
Devia existir algum jeito de burlar a atenção de meu pai sobre mim. Pelo menos até que eu e Jacob estivéssemos suficientemente longe para que ele não nos ouvisse planejar a fuga.
Mas eu precisaria voltar para casa e encenar para toda minha família mais um dia normal de escola. E eu não fazia idéia de como conseguiria manter minha mente longe daquela visão perturbadoramente nítida que sofrera mais cedo, nem dos planos que começaram a se formar sem que eu me desse conta. Além disso, seria um esforço em conjunto, Jacob precisaria ser tão bom quanto eu para esconder de meu pai as imagens que mostrei a ele. Ou eu poderia…

- Jake – Eu quebrei o silencio depois de alguns minutos – Você já percebeu que o que eu faço é basicamente o contrário do que meus pais podem fazer? – Ele me dirigiu um olhar confuso e desconfiado por um momento e depois respondeu:
- O que você quer com isso? – Disse ele, inconscientemente se inclinando para mim.
- Bem, meu pai basicamente retira informações da mente das pessoas, ele as lê. – Tentei explicar meu súbito raciocínio – E minha mãe mantêm as pessoas fora da mente dela, longe de seus pensamentos. Eu faço exatamente o contrário. Ao invés de ler as pessoas, como meu pai, eu as deixo ler meus pensamentos. E ao invés de bloqueá-las, como minha mãe, eu as deixo entrar em minha mente. – Jacob aquiescia, ponderando minhas palavras.

- Então eu estava pensando, se eu conseguisse me concentrar em algo suficientemente forte, imagens, fatos, sei lá… eu poderia implantá-las em sua mente e nosso único trabalho seria nos focar nelas. Dessa forma meu pai não desconfiaria de nós, por que passamos o dia juntos, fizemos as mesmas coisas… – As palavras foram sumindo a medida em que eu era absorta nessa possibilidade. Eu poderia fazer isso. Eu só precisava criar uma realidade artificial em minha mente e me concentrar nela, tornando-a convincente. Mas o que diabos poderia ser forte o suficiente para eclipsar as imagens assustadoras que agora ocupavam totalmente minha mente?
Era um bom plano, o único que consegui arquitetar. A única forma de enganar meu pai seria essa. Mas eu precisaria de muita concentração, não poderia deixar escapar nenhum fio de autocontrole. Eu não poderia vacilar em meus pensamentos. Não poderia haver hiatos em meu disfarce. A vida de todos dependia disso. Isso teria que bastar para nos dar mais tempo.
- Ness, sinceramente, eu não entendo como isso pode nos ajudar. – Jacob coçava a cabeça, meio perdido em seus próprios pensamentos. – E eu preciso ressaltar também, que seu pai vai me matar quando descobrir que eu ajudei você a fugir, e depois dele, Bella, e depois Rosalie…

- Eu pensei que você fosse um lobo e não um gatinho com medo dos vampiros maldosos – Eu sorri, encorajando-o – Não se preocupe Jake, eu vou estar entre você e o resto da família, vou te proteger. – Dei uma piscadela para ele – E se serve de consolo, eles podem te matar apenas uma vez.
- Há Há, muito engraçado. É sério Ness, como vamos fugir de uma casa cheia de saguessugas com super audição, que não dormem e que ainda por cima vivem chocando você como se você fosse um ovo de galinha? – Ele estava visivelmente pessimista, e eu não podia culpá-lo.
- Olha só quem fala. Você é tão superprotetor comigo quanto qualquer um deles – Fechei a cara para ele.
- Ok, culpado – Ele ergueu uma mão, assumindo a culpa – Mas nesse caso, eu estou com você. Eu não deveria, é claro. Mas eu sei que você vai sem mim se eu não te ajudar – Ele me olhava preocupadamente – E eu não quero você por aí, seguindo o rastro de um maluco invasor de casas. – Ele fez um beicinho e cruzou os braços no peito.
- Eu não poderia ir sem você de qualquer forma, Jake – Afaguei seu braço – Não consigo ficar sem você mais do que algumas aulas de biologia. – Eu sorri para ele ao perceber que um leve rubor denunciava sua expressão séria. Ele então se rendeu e sorriu também.
Me pegou num abraço quente e forte e enterrou seu rosto eu meus cachos para cochichar em meu ouvido.

- Você é uma pestinha Renesmee Cullen – Nós rimos em uníssono por um minuto e permanecemos nos braços um do outro. Nenhum de nós queria se soltar, por que ali era o lugar mais seguro do mundo, onde nem meus sonhos com Aro, nem a distancia da família e dos amigos e nem a necessidade de ter que partir sem aviso prévio nos fazia algum mal. Era onde nós nos esquecíamos de tudo, onde nossas mentes, corpos e almas se abrigavam da tempestade. Alí, nos braços quentes e firmes de Jacob, minha mente estava a salvo.
Num estalo de percepção súbita eu de repente sabia o que fazer.
- Jake – Eu o soltei e encarei seu rosto – Você precisa me beijar!
***
Jacob me olhava meio incrédulo meio chocado. Sua boca se abriu ligeiramente e seu rosto parecia ter congelado. Eu já estava ficando embaraçada com seu olhar sobre mim e então, resolvi quebrar o silencio – e o choque.
- Calma Jake, não precisa ter um ataque cardíaco. Estou ouvindo seu coração ter um treco, se acalme – Eu tentei tranqüilizá-lo, mas ele permanecia congelado em seu lugar

- Olhe, eu preciso de algo forte o suficiente para focar meus pensamentos, e os seus também – Eu já podia sentir meu rosto corar – Eu sei que pra você é estranho ouvir isso de mim, afinal, nós fomos amigos por toda vida, mas nós estamos sem tempo para pensar em algo menos… embaraçoso.- Eu o olhei de esguelha. Ele estava mudo, eu podia ouvir a confusão explodindo dentro dele. Onde eu estava com a cabeça? Propor algo assim para Jacob era, na melhor das hipóteses, vergonhoso. Eu deveria voltar atrás e dizer para ele esquecer, mas nós não tínhamos tempo, e eu não queria retirar a oferta, o que tornava tudo tão mais difícil.
- Jake, eu… não queria que você pensasse que eu… – Droga, como era difícil, era ainda pior porque Jacob ainda estava mudo, congelado feito uma estátua. – É que nós realmente não temos tempo, precisamos voltar pra casa daqui a pouco e meu pai não pode saber de nada que aconteceu. Nada vai mudar Jake, eu prometo. Eu vou me comportar – Assim eu esperava. Já seria bastante complicado deixar que meu pai visse isso em minha mente, eu não queria que Jake se afastasse de mim por causa de um beijo.

Mas um minuto se passou, eu estava inquieta, envergonhada e preocupada. Virei-me de frente para Jacob e encarei seu rosto. Eu queria uma resposta, qualquer uma. Cruzei os braços e fiquei na espera. Ele me olhou de volta e sustentou meu olhar. Estava sério, sua testa estava vincada e seus olhos semi cerrados, os lábios numa linha rígida.
Ok, eu estava encrencada. Desembestei a falar. Tão rápido e desorientadamente que nem reparei nas reações dele as minhas palavras.
- Olhe aqui Jacob Black, não precisa ter uma síncope só por que eu estou tentando salvar nossa pele. Não precisa me olhar desse jeito, como se eu estivesse pedindo pra você encobrir algum assassinato por mim. Depois de tudo que passamos, será que um beijo nos mataria ou… – Ele me pegou em seus braços, sustentou meu corpo junto ao seu e tocou meus lábios com urgência. As palavras cessaram, e com elas meus pensamentos, o ar, o tempo, os planos… Não havia mais nada, só Jacob.

O beijo começou tenso, exigente e lentamente se transformou em uma combustão instantânea. O corpo de Jacob estava em toda parte, e ardia como brasa em minha pele. Eu arfava por dentro, por um momento pensei que meus pulmões tivessem derretido. Tudo nele era perfeitamente compatível a mim. Eu me encaixei em seu abraço como se tivesse sido feita para ele. Seus braços eram grandes e fortes o suficiente para envolver toda extensão do meu tronco, seus lábios eram quentes, úmidos e na proporção exata dos meus. Seu cheiro entrava por minhas narinas e se espalhava por minha mente, cobrindo tudo. Razão, sentido, pensamento, lógica…
Abri meus olhos no mesmo segundo que ele o fez. Nos olhamos como dois cegos que acabaram de ganhar novos olhos. Nenhum dos dois tinha muito o que dizer naquele momento, mas o silêncio que se estendeu, era cheio de significados.
Meu celular então vibrou em meu bolso e me fez pular, como o estalar de dedos que acorda alguém hipnotizado. Me afastei dois passos de Jacob e me virei de costas. Ofeguei duas vezes antes de recompor o compasso do meu coração. Peguei o aparelho no bolso e abri a mensagem de texto.
“Ness, eu e seu pai estamos indo caçar com Alice, Jasper, Rose e Emmet. Esme e Carlisle vão estar em casa quando você chegar. Nos vemos mais tarde, eu te amo.”

Respirei fundo, ainda sob choque. Bem, pelo menos eu tinha ganhado mais tempo para pensar em meu plano. Me virei devagar e olhei para Jacob timidamente.
- Era minha mãe. Ela e meu pai estão indo caçar com os outros, mas Esme e Carlisle ficaram, então, acho que temos um pouco mais de tempo. – Disse, olhando para baixo.
Jacob desencostou do capô do carro, e veio até mim. Pegou meu rosto nas mãos e disse:
- Eu já sei o que vamos usar para ocupar nossas mentes – Ele me olhava profundamente.
- O que é Jake? – Eu perguntei confusa e apreensiva.
- Preciso lhe contar algo sobre mim.




Comentem estou esperando para ver se devo continuar postando beijos
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Dom 14 Fev 2010, 19:42

nossa ...cadê o resto eu quero mais... por favor continue..
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Dom 14 Fev 2010, 22:27

Adoreiiiiiiiiii.. posta mais.[b][i]
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Seg 15 Fev 2010, 07:54

Amei posta mais, por favor.
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Seg 15 Fev 2010, 18:28

Capítulo 6 – Plano
Imprint. Durante toda minha curta vida, constantemente envolta em uma aura sobrenatural, eu jamais ouvira nada mais confuso e inacreditável. Estar destinado a amar alguém, independente de como, onde ou por que, era algo definitivamente além de meu entendimento sobre a vida. Eu – que até então acreditava estar ciente de tudo, que acreditava entender plenamente a nossa existência e a dos humanos que nos rodeavam – de repente me encontrava sem palavras, perplexa.
Jacob não me poupou detalhes – assim me pareceu. Ele se manteve calmo e firme em cada palavra improvável que deixava sair de sua boca.
- Ness, eu quero que você saiba que você tem escolhas, independente de qualquer ligação mística idiota que eu tenho com você. Eu fui seu amigo, seu irmão mais velho, seu protetor… E eu seria o que você quisesse que eu fosse pelo resto da minha vida patética. – Ele evitada olhar em meus olhos parados ao longe, desfocados pelos pensamentos que borbulhavam em minha mente.

Era estranhamente perturbador como cada peça de repente se encaixara no que pareciam ser lacunas profundas e eternas. Eu sempre soube que Jacob não era como eu e minha família. Percebi isso muito cedo, mas até ser um pouco mais velha e ser capaz de questionar tais diferenças, ele era meu tio Jake e eu o adorava. As “pessoas lobo”, como eu costumava chamá-los na infância, também faziam parte da família, independentemente se seus corações fossem – assim como o meu – os únicos a bater naquela família. Mas mesmo Seth, que nos visitava com mais freqüência, não passava mais que algumas horas conosco. E eu conseguia perceber a linha imaginária separando lobos e vampiros. O jeito que se comportavam quando estavam relativamente perto, a tensão que tingia o ar toda vez que minha mãe e meu pai me levavam até a fronteira de La Push para visitar Billy. E o cheiro. Vampiros e Lobisomens definitivamente não suportavam o cheiro um do outro, por que vampiros e lobisomens eram inimigos naturais.
Então, por que Jacob abandonou sua matilha para nos seguir? Por que morar com nove vampiros parecia não ter importância nenhuma para ele? Por que ele me escolheu ao invés de seu pai, sua tribo, seus irmãos…? Todas as perguntas que cresceram comigo de repente estavam respondidas. Era o destino dele me seguir, aonde quer que eu fosse, seja lá o que eu fosse.

- Eu merecia saber Jake.- Eu consegui dizer depois de um longo silencio – Passei minha vida inteira me fazendo perguntas sobre você. Já faz algum tempo que eu não sei mais como te olhar. Como um amigo? Como um irmão? – Eu sentia um nó na garganta, lutando com as palavras que saíam meio sufocadas. – Eu merecia saber que meu destino sempre foi você.
- Não diga isso Nessie – Ele me encarava incrédulo, como se eu tivesse dito alguma heresia. –Você nunca foi minha. Pare de achar que você não tem escolha. Se eu não te contei antes foi por que você não estava pronta e seus pais queriam que você fosse capaz de escolher por si mesma quando chegasse a hora, e eu também. – Ele dizia cada palavra como se estivesse me dando uma bronca por mau comportamento.
- Não Jake, eu nunca tive escolha – Eu o olhei fixamente – Assim que coloquei meus olhos em você, todas as minhas opções se foram. – Ele me olhava com uma expressão torturada, mas ao mesmo tempo emocionada. Eu não sabia mais o que dizer. Tudo que eu senti durante minha curta vida tinha se resumido aquela última frase, aquele momento.
Nós nos rendemos aos braços um do outro. Se algum de nós fosse humano, aquele abraço teria quebrado algumas costelas.

Pela primeira vez em muito tempo eu sabia o que esperar, sabia o significado de muitas coisas que outrora só me deixaram mais confusa.
Jacob esperou por mim, pacientemente. É claro que a espera dele não foi tão grande quanto teria sido se eu fosse uma garota normal. Mas nem garota eu era. Eu era uma vampira, e por mais queJacob fosse “a prova de vampiros” – como meu pai dizia – um único descontrole meu foi o bastante para deixá-lo no chão. Eu queria ser melhor para Jacob, queria ser como Emily era paraSam. A parceira ideal, completamente compatível. As poucas vezes que me deixaram ficar perto de Emily foram o bastante para que eu adquirisse uma grande admiração e respeito pela mulher de pele marcada. Ela era apenas humana, e mesmo assim cuidava de todos aqueles marmanjos melhor do que qualquer um.
Ter Jacob quente e macio em meus braços me fez desejar não ser tão indestrutível. Mas eu mudei logo de idéia quando a imagem de Aro dançou furtivamente por meus pensamentos. Eu não deveria me sentir assim, fraca e impotente. Eu deveria ser mais forte. Deveria ser impiedosa e ardilosa como a guarda costas de Aro. Jane. Sim, eu me lembrava dela. Ouvi seu nome nas conversas furtivas de minha família várias vezes. Ela era uma vampira ofensiva, e não uma unidade passiva como eu até então tinha sido. Eu precisava me tornar uma nova Renesmee. Feroz, inteligente, letal. Só assim eu seria capaz de proteger minha família. E meu Jacob.

***
- Jake, não consigo me concentrar com você me beijando – Eu sorri, mantendo meus olhos fechados, tentando focar na história que eu contaria para meus pais. Ouvi sua risada rouca em meu ouvido. Ele era tão injusto.
- Desculpe, vou me comportar – Sussurrou em minha pele, deixando seu hálito quente tocar meu pescoço.
- Argh! Pelo amor de Deus Jake, nós temos meia hora pra deixar nosso plano impecável – Eu saí de seu abraço com certa relutância, evitando olhar em seu rosto para não perder o fio da meada.
Tudo acontecera tão rápido naquela manhã… Quando acordei eu era Renesmee Cullen, filha deEdward e Bella. Meu melhor amigo era um lobisomem charmoso que eu não tinha permissão de desejar como outra coisa. Eu amava minha família e nunca escondera nada deles – principalmente de meu pai. Algumas horas depois eu era uma mestiça descontrolada que estava tendo visões com um estranho e quebrando mesas na sala de aula no meio de um monte de humanos. Meu melhor amigo tinha sofrido algum tipo de impressão medonha comigo e estava apaixonado por mim. E pior ainda, eu estava apaixonada por ele também, justo o cara que me deu mamadeira. Se já não fosse o bastante, eu ainda estava planejando uma fuga com ele para investigar um suposto desconhecido que me deixara um bilhete misterioso. Ótimo.

O plano era, basicamente, deixar meu pai ler minha mente cheia de Jacob. Ele com certeza faria uma cena. Então, todos saberiam que Jacob me contou sobre o imprint e nós nos beijamos e etc. Ok, essa era a parte fácil do jogo. Difícil seria manter longe de minha mente – e da de Jacob – o que realmente tinha acontecido naquela manhã. As informações teriam que ser coesas e concretas. Eu precisaria usar meus poderes em um nível que eu tentei poucas vezes. Pintar imagens nítidas, precisas e em ordem cronológica de forma que se passassem por lembranças reais do decorrer do dia. E eu só tinha – olhei no relógio – vinte e oito minutos para deixar minhas lembranças e pensamentos seguros, eu não iria arriscar chegar em casa e dar de cara com meu pai. Eles poderiam ter voltado mais cedo…
Não, eu não podia arriscar. Teria que deixar tudo pronto antes de me aproximar. E Jacob não estava cooperando muito me beijando e me abraçando daquele jeito.
- Ness, tem certeza que vai dar certo? Tem certeza que não quer contar pra eles? Eu ainda acho isso meio arriscado – Jacob fazia as perguntas mais pra ele do que para mim.
- Não Jake, não posso deixar que eles saibam. O que você acha que meu pai e minha mãe vão fazer assim que souberem? Eles vão direto para Forks. E se for uma armadilha? – Eu o encarei.
- E se for uma armadilha pra você? – Ele perguntou. A tensão distorcendo suas feições.

- Eu não disse que não seria arriscado. Mas que escolha eu tenho? Tenho que apostar nos meus instintos Jake, e eles estão me dizendo que há alguma coisa muito errada acontecendo nas nossas costas. E seja lá o que for, as respostas de que preciso estão em Forks. – Eu vi nos olhos dele que ele faria a mesma coisa. Nós éramos muito parecidos quando se tratava da família.
- Só me prometa que não fará nada estúpido ok? – Jacob me olhou profundamente. Eu podia ver a dor que isso o causava. Me ver brincar com fogo e só poder acender sua própria tocha. Eu sabia disso por que sentia a mesma necessidade de protegê-lo e me sentia o ser mais inválido por não conseguir mantê-lo longe de mim, a salvo.
- Jake, eu não estou em condições de prometer nada agora. Mas eu posso lhe dizer uma coisa – Me aproximei de Jacob lentamente – Nós vamos estar sempre juntos, não importa como ou onde. – Sorri e afaguei seu rosto.

- Agora venha, preciso te passar as instruções – Puxei-o pela camisa e nos sentamos na grama do acostamento.
Coloquei minhas mãos sobre as de Jacob e fechei os olhos. Retrocedi até a aula com o Sr Anderson. Mostrei a Jacob o professor entrando na sala de aula e avisando a turma que, por conta de um problema familiar ele teria que se ausentar. Em seguida nós éramos dispensados. Passei então para uma imagem de Jacob me convidando para tomar sorvete. Imaginei nós dois andando por um parque, sorrindo e conversando. Nós nos sentávamos em um banco de mãos dadas, eu acariciava os braços de Jacob, traçando desenhos imaginários. Subia até seu ombro e pescoço e então, acariciava seu rosto. Nós nos olhávamos nos olhos com intensidade. Nos aproximávamos lentamente para o beijo quando Jacob começou a rir e minha concentração foi por água abaixo.
- O que foi? – Perguntei meio irritada por ter sido interrompida
- É essa a sua idéia? Você me seduzindo em um banco de praça? – Jacob ria nervosamente
- Se você tem uma idéia melhor, sinta-se a vontade em compartilhar – Fechei a cara
- A idéia é boa Ness, mas eu sei o que você está tentando fazer – Ele me olhava com um sorriso simpático – Está tentando não me deixar tão encrencado com seu pai. – Ele tirou uma mecha ruiva que o vento soprou em meu rosto.

- Jake, eu… – Droga, ele tinha percebido.
- Tudo bem Ness, ele vai querer me matar de qualquer jeito só por ter te convidado para tomar sorvete – Ele sorria complacente. Eu ri
- Eu sei Jake, mas se eu posso tornar as coisas mais fáceis pra nós, por que não fazê-lo? Além disso, vou precisar de você inteiro para fazer as malas e se eu levar pedaços de Jacob para Billy, bem, acho que não vou ser convidada para ceia de natal – Eu sorri e belisquei sua bochecha. Ele ergueu as mãos num sinal de rendição e disse:
- Faça como quiser. – E fechou os olhos, esperando que eu continuasse.
Continuei de onde tinha parado. Mas dessa vez não fechei os olhos. Me mantive focada no rosto de Jacob, analisando suas reações para o que eu estava prestes a mostrar. Sorri maliciosamente para mim mesma e continuei.

Eu e Jacob, sentados no banco de um parque qualquer, a luz do sol nos atingindo por entre os galhos das árvores espalhadas pelo parque. Nós nos olhávamos nos olhos, e lentamente começamos a encurtar a distância entre nossos rostos. E então eu usei a sensação que me invadiu quando nós nos beijamos e a uni com uma imagem de Jacob e eu abraçados. Meus braços ao redor de seu pescoço. Ele mantinha um braço parcialmente apoiado sobre o encosto do banco e o outro pousado em minha cintura. Eu deixei a sensação do calor da pele dele tingir minha mente. A textura suave e doce da sua boca na minha. Eu mostrava a Jacob todos os detalhes de um beijo real, somados as imagens que eu criava de um ângulo externo. Ele arqueou uma sobrancelha suavemente, e eu não sabia se isso significava que ele estava apreciando o quadro. Talvez eu estivesse detalhando demais, por que a pele de Jacob de repente começou a esquentar sob minhas mãos. Eu decidi então concluir a cena do beijo. Fechei os olhos para me concentrar melhor e imaginei Jacob acariciando meu rosto. De novo eu usei suas palavras e expressões reais. Deixei minha memória trazer a tona a voz de Jacob me dizendo “preciso lhe contar algo sobre mim”. Depois disso, selecionei partes de nossa conversa e as adaptei na cena. Todo o processo demorou mais ou menos dez minutos. Concluí minha obra prima com uma imagem de nós dois caminhando de mãos dadas em direção ao carro. Eu me virava pra Jacob com um sorriso no rosto e dizia: “Vamos contar para eles hoje?”. E Jacob sorria de volta e respondia: “Não temos escolha, seu pai vai saber no momento em que entrarmos pela porta”.
Cessei as imagens e encarei Jacob, esperando uma resposta. Ele estava com uma expressão suave e mais otimista que antes.
- Uow, isso é melhor que tv a cabo. Muito bom Ness, você está ficando boa nisso. – Ele sorriu e beijou minha testa – Isso pode funcionar, é sério, acho que pode dar certo.
- Essa é a parte fácil Jake, não fique tão otimista ainda. Nós precisamos manter nossa mente ocupada até estarmos longe o suficiente. – Eu disse, me levantando e caminhando até o carro.
- Se eu manter você na minha cabeça, vai ser moleza não pensar em mais nada – Ele sorriu, colocando-se de pé e me seguindo.
- Eu sei, também estou contando com isso. Mas não sei se é seguro ficar muito mais tempo com eles. – Eu ainda não estava segura sobre esse plano. Um único deslize seria o bastante.
- O que você quer dizer? – Jacob percebera meu tom de voz.
- Quero dizer que vamos para Forks ainda hoje.


Está aí meus amores beijinhos da B
e estou amando os comentários continuem
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Seg 15 Fev 2010, 23:21

ADOREI, ATÉ PODERIA SER INCLUIDO NA SAGA.
AGUARDO ANCIOSA POR MAIS UM CAPÍTULO.
BJIM...
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qua 17 Fev 2010, 11:01

estou impressionada...e viciada..rsrsr mais mais
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Qui 18 Fev 2010, 10:45

Capítulo 7 – Encecenação
Eu não sabia ao certo como iria convencer meus pais a me deixarem ir para Forks sozinha com Jacob, nem como iria contornar toda preocupação desenfreada de minha família demasiadamente protetora. Eu tinha uma vaga idéia do que eles diriam.
Minha mãe diria: “Se você quer visitar Charlie, Billy e os outros, vai ter que esperar até que eu e seu pai tenhamos alguma folga na faculdade”. E meu pai completaria: “Nós iremos nas férias de inverno querida, assim todos nós poderemos ir juntos”. E Carlisle arremataria o assunto com uma expressão gentil no rosto, enquanto diria: “Não se esqueça que você agora tem obrigações na escola querida”. Completamente injusto.
Eles eram muitos, e sempre estavam unidos quando se tratava da minha segurança. Meu crescimento acelerado não deu a eles a chance de perceber que agora eu era uma adulta de sete anos. Tive que rir com meu humor negro, afinal, nada daquilo passava de pura verdade.

Minha única grande idéia até o momento era usar o fim de semana – e o tédio que eu sentia tendo que ficar nas redondezas – para escapulir para Forks. Eu até tinha uma encenação de desânimo pronta para ser usada em minha mãe. Mas sinceramente, eu duvidava que seria o bastante.
Enquanto Jacob dirigia de volta para casa, eu me mantive atenta. Quando fosse razoavelmente perto para meu pai nos ouvir, o plano entraria em vigor. Eu deixaria o barco correr como planejado, uma coisa de cada vez. Passar pela peneira estreita da mente de meu pai seria o mais difícil, depois disso, eu só precisava me afastar o bastante para planejar o próximo passo. Quando entramos na garagem, tanto eu quanto Jacob estávamos concentrados. Eu o olhei antes de sair do carro e sem pensar muito o beijei com força, uma vez mais para reforçar a idéia em nossas mentes. Não sei muito bem se aquilo ajudou ou só nos tirou a tênue concentração. Descemos do carro e nos dirigimos às escadas. Inalei profundamente o ar, e se meu olfato não tivesse pifado, meu pai ainda não estava em casa.

Era estranho, mas Jacob estava completamente relaxado ao meu lado. Ele devia estar acostumado a controlar seus pensamentos perto de meu pai. Ninguém se sentia mais invadido e aborrecido com a falta de privacidade com meu pai do que Jacob.
Quando entramos na sala, não havia ninguém a vista, mas eu podia ouvir Esme rabiscando algo no andar de cima e Carlisle devia estar lendo em seu escritório. Eu podia ouvir sua respiração cadenciada e o farfalhar de páginas sendo viradas. Suspirei de alívio e gesticulei o sofá para Jacob. Nós nos sentamos, deixando cair no tapete nossas mochilas e livros. Esme logo veio a nosso encontro com seu sorriso habitual.
- Olá querida, olá Jacob. Nessie, você recebeu a mensagem de sua mãe? Ela não quis ligar e atrapalhar sua aula. – Esme sentou-se numa poltrona e cruzou as mãos sobre as pernas.

- Recebi sim Esme, gostaria de ter ido com eles. – Fiz uma cara de desânimo
- Ah querida, você pode ir comigo e com Carlisle amanhã – Ela tentava me consolar
- Ah tudo bem Esme, estou planejando uma visita à Billy e à Charlie para esse fim de semana – Eu joguei a isca. Se eu precisava extrair informações de alguém sobre o cronograma familiar sem levantar suspeitas, esse alguém era Esme. Ela parecia não ter o hábito de desconfiar das pessoas.
- Que ótimo querida. Você já falou com seus pais sobre isso? – Ela sorria com empolgação, sem nenhum traço de desconfiança.
- Ah sim, mas eles obviamente não concordaram em me deixar ir sozinha com Jake. Acho que eles nunca vão confiar em mim. – Fiz um beiçinho.
- E nem em mim – Jacob estava percebendo a jogada e resolveu entrar na cena. Ele fez uma cara de desapontamento e sacudiu de leve a cabeça em desaprovação.

- Ah Nessie, não pense assim. Seu pai e sua mãe apenas se preocupam com você. E Jacob, é claro que eles confiam em você. Todos nós confiamos. Você já fez muito por nós, já provou sua lealdade muitas vezes. – Esme tentava nos consolar, e pelo tom de sua voz, ela sentia-se culpada por colaborar com meus pais em seus sermões repetitivos. Ótimo, ela mordera a isca.
- Mas Esme, vocês se preocupam com Alice, com Jasper, com Emmet ou Rose? – Perguntei, mantendo a expressão magoada em meu rosto.
- É claro que sim querida, me preocupo com todos vocês.

- Pois então, mesmo assim eu não vejo vocês impedindo nenhum deles de viajar sozinhos – Bingo. Esme ponderou por um minuto e eu pude ver minha estratégia dando certo. – Sinceramente, me sinto incapaz. Nunca vou ser boa o suficiente para me cuidar sozinha. Sou uma mestiça inútil. – Eu não precisava ter apelado tanto, mas não pude conter a encenação dramática se desenvolvendo em mim. Se Esme fosse capaz de chorar, ela estaria em prantos agora, tal era sua expressão de sofrimento e culpa. A conversa deve ter intrigado Carlisle, que desceu as escadas como uma brisa leve e sentou-se ao lado de Esme, afagando seus ombros. Ele olhava para mim com um semblante igualmente culpado.
- Acho que estamos pressionando muito você não é querida? – Ele tentou sorrir cordialmente, mas eu sabia que, sem querer, eu tinha atingido dois coelhos de uma vez só.

- Ah Carlisle, você conhece nossa natureza melhor que qualquer um. Vampiros precisam se sentir livres, ou eles simplesmente piram, eu acho. Ser a única que precisa dormir, comer e tudo mais já é bem difícil, eu sei que não sou tão forte quanto vocês. – A tristeza que deixei fluir por minhas palavras foi tão perceptível que Jacob me encarava com a mesma expressão angustiada de Carlisle e Esme.
- Você está enganada querida, você é tão forte quanto qualquer um de nós. E é completamente capaz de se defender sozinha. Essa preocupação que temos com você é apenas nosso próprio medo de perdê-la. Mas eu sei que isso não é desculpa para o que temos feito com você. – Eu nunca vira Carlisle tão culpado como agora. Eu já sentia o remorso crescendo dentro de mim, mas eu precisava fazer aquilo. Era o único jeito de protegê-los. Eu sabia que tinha ganhado a primeira batalha. Não havia mais necessidade de torturar meus avós. Eles colaborariam para o meu plano, eu podia ver em seus olhos dourados e tristonhos que, meu pai e minha mãe ouviriam uns bons sermões quando voltassem. Quase sorri ao sair pela porta da sala com a desculpa de ajudar Jacob com sua tarefa de literatura, deixando dois vampiros com a consciência pesada, paralisados em expressões pensativas no meio da sala vazia.

Quando chegamos ao chalé de Jacob, ele preparou um suco e nos sentamos no único sofá de dois lugares que ocupava boa parte da pequena sala-cozinha de Jacob. Nos olhamos em silencio por alguns minutos e como se fosse algo sincronizado automaticamente, nós explodimos em gargalhadas barulhentas.
- Jake, não tem graça. Eu tive que ser horrível com eles – Eu tentava falar em meio aos espasmos de Jacob que fazia o sofá tremer.
- Ah Ness, você vai me desculpar, mas eu me senti numa novela mexicana gótica ou algo assim – Jacob ria abertamente, como se fosse a coisa mais engraçada do mundo. – Garota, você tem talento.
- Cale a boca Jake – Eu tentava fazer uma cara de brava, mas só o que consegui foi uma careta.
Eu de certa forma estava mais relaxada quando os últimos raios de sol brilharam pela janela do chalé. O nervosismo da espera foi amenizado pela companhia descontraída de Jacob. Nós conversamos e rimos durante toda a tarde, esperando até ouvir os passos silenciosos de algum conhecido nos interromper, mas nada aconteceu até às seis da tarde.

Quando ouvimos passos leves se aproximando, eu e Jacob trocamos um olhar apreensivo. Eu toquei seu braço e lhe mostrei resumidamente a cena do beijo no parque. Nos preparamos para a cena principal. Estava na hora da pequena Renesmee utilizar seus instintos mais básicos de sobrevivência. Estava na hora de praticar o que ninguém na minha família jamais me ensinou. Mentir, enganar, trapacear.
***
Alice bateu de leve na porta, apenas por educação. Jacob abriu a porta e sorriu pra ela com uma gentileza incomum.
- Olá baixinha. – Disse ele descontraidamente.
- Qual é o problema que vocês lobos tem com roupas descentes? Onde estão as calças que eu comprei pra você? – Alice encarava carrancuda a bermuda esfarrapada de Jacob que um dia fora uma calça jeans.
- Ah, qual é, você não quer que eu use aquilo vinte e quatro horas por dia quer? Além disso, me aperta muito – Jacob retrucava atrás de Alice enquanto ela atravessava a pequena sala a meu encontro.
- Ness, ensine seu cachorro a usar roupas – Ela resmungou enquanto me dava um beijo na testa e se sentava a meu lado no sofá.
- Impossível Alice, ele parece ter sérios problemas com qualquer coisa que cubra mais que o estritamente necessário. – Sorri para ela. Bem, eu teria de ser legal com Alice se quisesse trazê-la para meu lado.

Alice deu um sorrisinho amarelo, como alguém que tem más notícias para dar.
- É todos nós já percebemos isso. – Ela olhou pra Jacob, sentado no tapete, no lado oposto da pequena sala.
- A caça parece ter sido boa. – Sondei. Eu teria que ser mais sutil com Alice. Ela me conhecia muito bem. – Vocês voltaram agora?
- Não, na verdade voltamos há duas horas – Disse Alice, com um olhar displicente.
- Hum, e por que não me avisaram? – Eu olhei para ela desconfiada e ela cruzou meu olhar. Eu conhecia tão bem aquelas feições miúdas, que podia jurar que ela estava tentando não falar algo que não devia.
- Ah, tudo bem, você vai saber de qualquer jeito. – Ela bufou e se virou de frente para mim. – Quando voltamos essa tarde, Carlisle chamou Edward e Bella para uma conversa, e é claro que todos nós acabamos ouvindo. Mas a coisa foi séria, nunca vi Carlisle falando daquele jeito com Edward, bem, com ninguém pra falar a verdade. – Alice me encarava aturdida. Bem, agora eu estava oficialmente me sentindo culpada. Era óbvio que Carlisle resolveu ter uma conversa com meus pais depois da minha pequena encenação dramática. Tive que lembrar a mim mesma que aquilo era justamente o resultado que eu esperava.
Tentei colocar um pouco de curiosidade e inocência na voz e na expressão.

- Por que Alice? O que houve? – Perguntei. Pela minha visão periférica eu pude ver Jacob tentando segurar o riso.
- Ah Nessie, Carlisle nos contou sobre a conversa que vocês tiveram hoje à tarde. Ele disse que você está muito infeliz com o modo que temos te tratado. Quero dizer, nós sabemos que você não é mais aquele bebezinho cheio de dentes de apenas alguns anos atrás, mas nós sempre pensamos no seu bem estar. – Parecia que Alice estava reproduzindo a expressão torturada que vi em Esme aquela tarde. Suas palavras soavam mais como um pedido de desculpas do que como uma explicação. Maravilha, eu estava aumentando gradativamente minha lista de “pessoas que eu quero magoar”.
- Ah não. Carlisle não fez isso. Minha mãe vai me matar. – Era hora de mais um capítulo do meu teatro melodramático. – Ah Alice, me desculpe. Eu não queria causar nenhum problema com minhas besteiras, eu só… – Jacob quase teve um ataque do outro lado da sala quando viu minha cara de mártir de filme barato.
- Está tudo bem Ness, relaxe. E pare de se desculpar por falar dos seus problemas. Ninguém vai te castigar por você falar o que está sentindo. Somos sua família. – Alice me abraçou, tentando me confortar. Olhei para Jacob do outro lado da sala e dei uma piscadela. Que dupla maligna nós estávamos nos tornando.

- Eu ouvi também Carlisle falando algo sobre uma viajem que você pretendia fazer a Forks. – Ela me olhou profundamente e suspirou. – E eu acho que não há nada de errado nisso. Vou dizer isso a sua mãe. Está na hora de começarmos a enxergar você com outros olhos.
- Obrigada Alice. – Eu estava muito feliz com o êxito do meu plano. Mal podia acreditar como tinha sido fácil. Até aqui.
- Vocês acham mesmo que eu deixaria alguma coisa acontecer à minha Nessie? – Jacob parecia ter se recuperado o suficiente para dar uma pequena contribuição.
- Acho ótimo que você cumpra o que diz. – Alice mostrou a língua para ele, e em seguida me puxou do sofá. – Agora vamos. Temos uma reunião de família ainda hoje.
Droga! Estava indo tudo muito bem até ali, mas não parecia que continuaria assim.
- Reunião de família? Por quê? – Eu estava realmente apreensiva agora. Eu não contava com algo assim. Estava contando com o elemento surpresa.
- Bem, acho que seus pais querem esclarecer algumas coisas com você antes de você fazer as malas. – Ela sorriu e piscou para mim.
- Tá brincando? Eles vão me deixar ir para Forks? – Como? Quando? Tão fácil assim?

- Hum, pelo menos é isso que eu vejo seu pai e sua mãe decidirem. Agora vamos antes que eles mudem de idéia. – Alice saiu pela porta me puxando pelo punho. Eu olhei para traz procurando Jacob. Escutei seus passos nos seguindo na escuridão. Eu queria dizer a ele para se preparar, mas Alice balançava meu braço para frente e para traz como se estivéssemos passeando num parque. Eu tinha que parecer feliz, relaxada, descontraída.
Quando chegamos ao gramado da casa, eu parei. Alice me olhou confusa, esperando que eu desempacasse. Olhei pra ela sem pensar muito e disse:
- Alice, tenho uma coisa pra contar a vocês. – Os olhos de Jacob brilhavam no escuro. Ele me olhava apreensivo, procurando algum sinal de blefe.

- Nessie, o que vocês fizeram? – Estremeci quando ouvi Alice usando o plural. Ela normalmente não podia ver nem meu futuro nem o de Jacob – ou de qualquer outro lobo – mas a expressão que apareceu em seu rosto naquela hora foi como sabão no último degrau da escada. Eu escorreguei. Por um breve segundo, pensei que tudo tinha ido por água a baixo. Tentei me recompor imediatamente, evocando as imagens que me salvariam naquele instante. Olhei para ela atônita, segurei-a pelos ombros pequenos e delicados e mostrei a ela uma imagem minha e de Jacob num parque, nos beijando sob a sombra de um abeto grande e robusto. Depois deixei ela ouvir a voz de Jacob, me contando tudo. Alice estremeceu e voltou a focar seus olhos em mim. Não tive tempo de explicar tudo, só mostrei a ela um resumo rápido. Alice soltou o ar, como se tivesse prendendo a respiração durante horas.
- Eu vi vocês dois sumindo completamente. Como se tivessem se misturado numa coisa só. Uma coisa grande e totalmente borrada. Não posso mais ver nada sobre vocês Nessie. Absolutamente nada… – Alice parou de novo, olhando algo muito além de mim e da escuridão do gramado. Tão rápido que não pude nem ao menos piscar, ela se virou em direção a porta bem a tempo de ver um vulto passar por ela e voar em direção a Jacob. Então Alice gritou:
- Edward, não!


Beijinhos da B







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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Sex 19 Fev 2010, 11:18

naõ o que??? cad^?? mais...
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Sab 20 Fev 2010, 17:59



Capítulo 8 – Veneno
Jacob não teve tempo de se explicar. Com um tremor violento ele se lançou no ar, um ruído abafado de algo se rasgando foi tudo que pude escutar. Ele pousou no chão já nas quatro patas e recebeu de frente a investida hostil de meu pai. Um rugido bestial cortou a noite. Jacob tentava esquivar-se das dentadas de meu pai. Tentava imobilizá-lo, mas lutar com um adversário que lê todos os seus movimentos não é algo muito fácil. Jacob estava, visivelmente, lutando na defensiva. Ele não tentou, nenhuma vez, fechar a mandíbula quando conseguia agarrar algum membro de meu pai. Os outros estavam às margens da luta, tentando se aproximar o suficiente para segurar meu pai. Eu estava paralisada, assim como Alice e Esme. Meu coração martelava em meus ouvidos. Eu podia imaginar o que fez meu pai agir daquela maneira.
Ele ouviu Alice, viu o que eu mostrei a ela, mas obviamente não viu o bastante para entender. E agora estava querendo matar Jacob por ter me contado sobre o imprint – e por ter me beijado.
A luta era um borrão barulhento no meio da noite. Emmet, Jasper e Carlisle tentavam cercar meu pai e agarrá-lo, mas ele era rápido. Minha mãe gritava, aflita, pedindo que meu pai parasse. Mas ele não ouvia ninguém. Estava cego de ódio.

Se ele colocasse os dentes em Jacob, o veneno o mataria. Do jeito que ele estava furioso, eu podia imaginar quanto veneno estava fluindo em sua boca agora. Estremeci. Eu não podia deixar meu próprio pai matar meu Jacob – meu amor. Sem pensar muito no que estava fazendo eu cruzei o jardim num rompante. Quando passei por Emmet e Jasper, que estavam fechando o cerco pelos flancos de meu pai, parecia que todos congelaram ao mesmo tempo.
Meu pai estava prestes a pular na garganta de Jacob. Quando ele avançou, eu não tive tempo de segurá-lo. Só consegui chegar a tempo de empurrar o corpo enorme e peludo que iria ser mastigado. Ouvi o baque de Jacob contra a orla de árvores a três metros. Ouvi o estalo metálico de pedra contra pedra. Ouvi o ar passando por meus ouvidos enquanto eu voava de encontro ao chão. Ouvi o grito sufocado de minha mãe. Mas a única coisa que eu procurava ouvir com atenção era o coração irregular que batia a alguns metros de mim.
***

- Meu Deus Carlisle, ele mordeu ela. – Minha mãe gritava enquanto as mãos geladas de Carlisle examinavam o corte fundo e curvado que sangrava em meu antebraço.
- Nessie, você está bem? Bella, se seu sanguessuga idiota fez alguma coisa com ela eu não vou mais apenas me esquivar dele – Eu podia ver o rosto de Jacob contorcido de preocupação e raiva. Sua mão tremia ligeiramente enquanto ele afagava meu rosto.
- Cale a boca Jake, e vá por uma roupa. – Minha mãe sibilou para ele.
- Ela está bem Jacob. – A voz de Carlisle era baixa e calma. – O veneno só a deixou um pouco tonta. O corte já está fechando.
Enquanto Carlisle, minha mãe e Jacob discutiam, eu podia ouvir Emmet e Jasper tentando manter meu pai dentro da casa. Alice e Rose tentavam bloquear a porta enquanto meu pai se debatia no abraço de ferro de Emmet.

- Bella, é melhor eles irem agora. Se Edward colocar as mão em Jacob… – Carlisle olhava seriamente o rosto pálido e assustado de minha mãe.
- Mãe, Carlisle tem razão. Se meu pai fizer alguma coisa com Jake por causa de um imprint idiota eu nunca vou perdoar ele. – Aproveitei a deixa. Se aparecesse uma chance de partir, eu agarraria. Não podia me arriscar mais.
Alice cruzou o gramado como uma brisa leve. Ela estava aturdida, segurava duas mochilas pretas que ela atirou a Jacob.
- Vão. Vocês têm cinco minutos até Edward se soltar. – Ela lançou uma olhar nervoso a minha mãe e em seguida voltou a casa.
- Jake, cuide dela. Assim que as coisas se acalmarem por aqui eu ligo para vocês e nós nos encontraremos em Forks. – Minha mãe me ajudou a levantar, me deu um beijo no rosto e sumiu na escuridão do gramado.
- Vão agora. Nós cuidaremos de tudo aqui. – Carlisle nos olhava sério.
Olhei para Jacob – já tremendo – e corri para as árvores. Ele me atirou as mochilas enquanto corríamos e em um segundo já estava nas quatro patas.

Nós corremos em nosso limite de velocidade por quase meia hora. As árvores passavam por nós como um borrão em meio à escuridão de uma noite sem estrelas. Eu e Jacob corríamos em silêncio, lado a lado, pelas árvores que circundavam a rodovia.
Se meu pai resolvesse nos alcançar, ele teria que se esforçar bastante. Eu não tinha muita certeza, mas eu e Jacob estávamos bem longe de casa quando chequei a hora no visor luminoso do aparelho de celular que levava no bolso de traz de meu jeans. 1:50 da manhã.
Tínhamos corrido por mais ou menos cinco horas numa velocidade que poucas vezes eu tentei atingir, Jacob me seguia de perto, disparando seus grandes e redondos olhos negros para meu rosto, toda vez que eu tomava uma rota diferente. Nós viajamos pelas florestas, como caçadores noturnos. Eu não ia arriscar nenhum transporte, não com a sede que começou a arranhar minha garganta conforme eu queimava minhas energias na corrida. Eu não estava tão controlada assim. De vez em outra eu sentia meu corpo formigar a partir do antebraço direito, onde – eu queria acreditar – meu pai cravou os dentes sem perceber. Por mais que eu tentasse entender seu acesso de fúria repentina, eu não conseguia. Eu sempre soube do gênio difícil de meu pai, mas a atitude dele não condizia com a pessoa que ele era por traz da posição de pai. Ele era o Edward. Sempre gentil, prestativo, tão impossivelmente altruísta. E ele mais do que qualquer outro, via a verdade em cada pensamentos ao seu redor.

Eu me sentia sonolenta, a sede aumentava a cada quilômetro que deixávamos para traz, minha cabeça girava, dando voltas em torno dos acontecimentos daquele dia que parecia nunca chegar ao fim.
Avistamos uma clareira, razoavelmente escondida por seixos e árvores altas, tão próximas umas das outras que Jacob não conseguiria passar pelos troncos na forma de lobo. A brisa que soprou do oeste trouxe uma cheiro fresco e úmido e eu pude ouviu um riacho alguns metros à frente. Decidi que era hora de descansar, estávamos longe o suficiente para isso.
- Jake, vamos caçar alguma coisa. Podemos nos lavar no riacho à frente e depois descansamos na clareira. Partimos antes do amanhecer. – Jacob me olhava angustiado. Eu podia perceber que ele queria voltar à forma humana. Eu via em seus olhos escuros que ele queria me abraçar, falar alguma coisa para me animar, mas nós precisávamos caçar e ele precisava se manter nas quatro patas.

Encontramos uma manada de cervos poucos quilômetros depois do riacho, depois que nos saciamos, eu atirei uma calça jeans que Alice colocara numa das mochilas à Jacob e ele desapareceu atrás das árvores. Um minuto depois ele estava de volta, o peito nu brilhando de suor e os cabelos emaranhados. Eu o esperava sentada num tronco alto. Jacob subiu na árvore com agilidade e se sentou a meu lado. Ficamos olhando a noite em silencio por um tempo. O céu começara a se abrir, as nuvens que encobriam as estrelas se dissipavam lentamente, deixando a noite menos escura. Jacob arrancou uma flor pequenina de um ramo da árvore e colocou na palma de minha mão, em seguida ele fechou seu punho sobre o meu, esmagando a pequena flor em minha mão.
- Finja que é meu coração. – Ele abriu lentamente meu punho fechado, um dedo por vez. – Essa é a sensação. Como se meu coração tivesse sido espremido. Eu estraguei tudo não foi? – Ele baixou a mão e encarou a escEu queria dizer a ele para parar de ser idiota, mas não consegui evitar a onda de dor que me invadiu ao vê-lo tão atormentado.
- Jake, as coisas simplesmente saíram do controle. Eu meio que contava com isso, eu sabia que ele não lidaria muito bem com a novidade. Só não consigo entender a reação exagerada dele, ele podia ter te matado. – Eu estremeci ao lembrar o quão perto meu pai esteve de cravar os dentes em Jacob.
- Acho que não posso culpá-lo Ness. Eu e seu pai estivemos disputando o amor das mesmas pessoas por muito tempo. – Jacob estava sério e falava numa voz constrangida, como se estivesse arrependido. – O destino simplesmente nos obrigou a conviver e lutar lado a lado por essas pessoas. Se não fosse por Bella e por você, Edward e eu teríamos nos matado se nossos caminhos se cruzassem por aí.
Esse era um assunto que eu aprendi a fugir desde cedo. Várias vezes eu ouvi as histórias de minha mãe e Jacob, antes dela se casar com meu pai. Ele era o melhor amigo dela, era apaixonado por ela, largou tudo por ela, deu tudo que ele tinha por ela. Era um pouco demais para mim – escutar tudo aquilo e não sentir um medo tolo e uma angústia descontrolada. E então tudo mudou quando eu nasci. Mas eu não conseguia fugir do pensamento que mais me perturbava. E se Jacob não tivesse sofrido imprint comigo? As coisas seriam diferentes?
Ele me amaria como me ama? Ele teria feito tudo que fez por mim? Ele amaria uma vampira? A resposta era tão óbvia que eu não me permitia pensar nela. Não. Nada seria como é. O que, mais uma vez me obrigava a perguntar: Será que as coisas estão certas? Por mais que eu pensasse – e desejasse – o contrário, eu não conseguia ver algo correto em toda aquela história. Eu me sentia o prêmio de consolação, dado a Jacob pelos maravilhosos serviços prestados aos Cullen para manter a vida de minha mãe intacta, até que meu pai a transformasse. E tudo isso piorou depois de hoje, por que eu finalmente soube o que realmente fazia Jacob gostar de mim. Uma macumba qualquer que tirava o direito de escolha das pessoas – de Jacob. Se não fosse por uma ligação mística patética que ele era obrigado a obedecer, ele nunca se aproximaria de mim, a não ser para me matar, por que era para isso que Jacob e seus irmãos tinham nascido – para caçar a minha espécie.

- Jake, por que você não segue em frente, sabe, uma vida normal? Você pode voltar para La Push, voltar para seu povo. Você pode voltar a envelhecer, ter filhos, família. – Cada palavra que eu dizia doía como se eu estivesse vomitando giletes. Jacob me olhava com uma expressão de incredulidade, como se fosse o absurdo mais improvável que ele já ouvira na vida. – Tem… algo errado com nós dois, não é natural. – O nó em minha garganta se apertou. Jacob se preparava para despejar um jorro de censuras, mas algo o fez engolir o que estava prestes a dizer. Ele apenas acenou como se compreendesse subitamente o que eu dissera. Um silêncio tácito preencheu a noite que se despedia. O sol nasceria logo.


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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Sab 20 Fev 2010, 18:11



Capítulo 9 – Lar
O restante da viagem passou num borrão – literalmente. Quando chegamos aos arredores de Port Angeles, a luz difusa do sol já se despedia sob a constante camada de nuvens da península de Olimpic. Jacob e eu discutíamos sobre como deveríamos chegar. Sujos e cansados como estávamos, ou limpos, arrumados e descansados. Não seria uma surpresa muito agradável para Billy se visse seu filho naquelas condições, ainda mais depois de tanto tempo sem vê-lo. Jacob disse que comunicou a Sam que ele estava a caminho, sem maiores explicações. Provavelmente La Push inteira já sabia a essa altura. Não seria fácil explicar como fomos parar lá – e do que tínhamos fugido. Ademais, eu ainda tinha um mistério nas mãos. O plano original seguiria de acordo com o combinado, afinal, era o real motivo para toda aquela confusão.
***
A dor aguda me acordou abruptamente. Agradeci aos céus que nenhum humano estivesse sentado perto de nós. Jacob estava acordado e me olhava preocupadamente. O ônibus deslizava ruidosamente pelas ruas molhadas de Forks. Nós desceríamos alguns quarteirões a frente. Vesti um moleton e passei as alças da mochila nos ombros. Jacob se alinhou no bando, esticando as pernas longas.
- Pesadelo? – Perguntou ele sério.

- Pra variar um pouco – Eu disse sorrindo para ele. – Você dormiu?
- Não, não consegui – Ele bocejou e passou o braço por meus ombros. – Nossa, eu realmente senti falta desse verde todo. – Jacob olhava pela janela com uma alegria emocionada nos olhos. Tive que admitir que também me sentia feliz em voltar. Aquela cidadezinha inócua e verde era o lugar que eu considerava meu lar, de muitas maneiras diferentes, minha história nascera ali, como a de meus pais. Era estranho – um pensamento irônico – que uma cidade tão pequena e tão improvável abrigasse tanta magia, tantos segredos. O ônibus parou no meio fio e nós descemos. Uma garoa fina e gelada caía do céu cinzento. Ficamos parados ali, na chuva, admirando a paisagem. Não era nada demais, apenas uma rua normal, alguns carros velhos estacionados, algumas pessoas andando apressadamente com seus grandes guarda-chuvas. Nada demais, mas mesmo assim era bom estar de volta.
Jacob pediu meu celular emprestado e discou um número que eu não conhecia. Chamou duas vezes e uma voz rouca atendeu.
- Alô – O garoto tinha uma voz de quem acaba de ser acordado.
- Seth? Sam está te proibindo de dormir? – Jacob sorria largamente ao ouvir a voz do amigo.
- Jake? Ei cara, como estão às coisas por aí – Seth perguntava animado, como sempre fazia quando nos ligava.

- Bem, Forks não muda muito, mas acho que está…chovendo. – Jacob brincou.
- Quê? Forks? Como assim? Você está em Forks Jake? – Seth parecia ter acordado completamente e se eu não estava ouvindo coisas, ele parecia estar quicando.
- Sam não contou que eu estava vindo? – Jacob me olhou confuso.
- O quê? Não, ele não disse nada. Quando você contou a ele? – Seth parecia aborrecido.
- Ontem à noite.
- Ah, era minha folga. Droga. Ninguém me falou nada, aposto que a matilha inteira já sabe.
- Seth, você pode pedir para alguém vir nos buscar? – Jacob já estava impaciente, a chuva começava a apertar.
- Claro, só preciso achar minhas chaves, chego aí em cinco minutos Jake. Ei, espera aí. Você disse “nos buscar”?


- Disse. Ou você quer que Nessie vá a pé? – Jacob piscou para mim e eu não pude deixar de sorrir, apesar da dor fraca, mas irritante em meu braço.
- Nessie veio também? Que ótimo, como está aquela pestinha? Será que ela ainda gosta de apostar quem caça o maior? – Seth já começava a fazer planos, obviamente se esquecendo de que, apesar dos sete anos, eu provavelmente tinha vinte.
- É ela ainda adora se exibir com a caça. – Eu mostrei a língua para ele. - Seth, ande logo, eu quero ver meu pai. – Jacob não conseguia esconder a satisfação em seu rosto. Quanto tempo ele esteve esperando para estar em casa? Senti uma onda de remorso me atingir. A culpa de toda aquela distância era minha.
- Certo. Nos vemos daqui a pouco, Jake. – Seth desligou.
- Esse garoto não mudou nada. – Jacob balançava a cabeça, sorrindo, parecia estar falando consigo mesmo.
- Vocês não envelhecem mais do que nós Jake. Estão paralisados no tempo esqueceu? – Tentei sorrir para ele, mas senti que minha tentativa tinha falhado.

- Você deveria ligar para eles. Sua mãe deve estar louca. – Jacob sempre fazia isso. Não importava o quanto eu me esforçasse para parecer bem, se algo estivesse errado, ele sempre saberia. Às vezes eu desconfiava que Jacob conhecesse melhor minha mente do que meu próprio pai.
- É, você deve estar certo. - Olhei fixamente para ele - Jake, você não se esqueceu do…
- Não. Eu sei para quê viemos. – Ele me encarou com os olhos semicerrados, a testa vincada de preocupação. Eu aquiesci e pressionei o braço direito. Jacob percebeu.
- Está doendo? – Ele olhava a cicatriz prateada em meu antebraço. – Você conseguiu uma cicatriz igual a da sua mãe. – Jacob acariciou o contorno da cicatriz.
- Não era para estar doendo, já cicatrizou. – Eu olhei para o braço. - Vou ligar para minha mãe.
***

A ligação para minha mãe foi mais um monólogo do que uma conversa. Jacob tinha razão, ela estava pirando. Fui repetindo as mesmas frases tranqüilizadoras para o resto da família, à medida que o aparelho passava de mão em mão. Todos eles se desculparam por terem me tratado como um bebê, desejaram um bom fim de semana, mandaram lembranças para Charlie e Billy, mas ninguém tocou no nome de meu pai, nem em seu súbito descontrole com Jacob. Eu queria falar com ele, mas ele não pegou o telefone, então eu não pedi.
Quando desliguei o celular, Seth acabava de encostar uma caminhonete velha e barulhenta – que era de Sue – no meio fio. Ele pulou do carro e atravessou a rua com um sorriso de orelha a orelha. Pegou Jacob num abraço tão apertado, que ouvi sua coluna estralar, depois Seth me ergueu do chão e me girou no ar. O garoto ainda tinha o mesmo sorriso doce e inocente, o que era realmente desconcertante naquele enorme corpo moreno.

A recepção em La Push foi calorosa. Jacob foi recebido pela tribo como um combatente que volta da guerra. Eu me sentia em casa, me sentia parte da família, apesar de ser uma vampira entre um bando anormalmente grande de lobisomens. Surpreendi muitos olhares perplexos me fitando com incredulidade, a última vez que muitos deles me viram, eu era apenas uma garotinha de – aparentemente – sete ou oito anos. Agora, eu podia facilmente me passar por uma moça de dezoito anos. Eu cresci alguns centímetros a mais que minha mãe, – embora ainda ficasse muito pequena ao lado de Jacob e de seus irmãos gigantescos – meu cabelo acobreado clareou até um tom de vermelho sangue e cresceu em cachos até a cintura, e meus olhos, bem, ainda eram os olhos chocolate da Bella. Depois que o espanto de todos se dissipou em risadas e conversas descontraídas, eu parei para observar os rostos familiares e tão parecidos que pairavam sobre a roda que se formou no quintal de Billy.
Seth, Embry e Quil continuavam exatamente iguais, a pequena Claire agora tinha mais ou menos nove anos e Quil ainda era a fiel babá da garota. Sam e Emily se casaram há alguns anos e o filho deles, o pequeno Henry estava com onze meses – me lembrava muito bem do batizado do garoto, quando Jacob teve que ficar fora uma semana para exercer seu trabalho de padrinho. Paul e Rachel se casaram na primavera seguinte ao batizado, e para evitar que o noivo se descontrolasse e explodisse dentro de seu smoking, os vampiros não compareceram a cerimônia. Jared e Kim estavam de casamento marcado e Leah, bem… Leah não voltou pra casa. Como ela mesma disse a Jacob quando se separou da matilha de Sam, Leah matriculou-se numa universidade, ás vezes visitava Sue e Seth, mas algum tempo depois, não voltou mais para casa. Raramente se transformava e Jacob teve cada vez menos notícias suas. Apesar da deserção, todos estavam tranqüilos por Leah finalmente estar feliz com sua vida. Billy e o velho Quil Ateara continuavam os mesmos, os anos que passaram tão rapidamente não tiveram muita influência sobre os anciões quileutes – além de uma respeitosa cabeleira grisalha e marcas de expressão, que eram ligeiramente disfarçadas pela pele arruivada.
A noite estava clara e fria. Uma brisa leve soprava da praia, trazendo o cheiro da maresia. Aos poucos, os convidados foram deixando a pequena casa dos Black, que lá pela meia noite já estava completamente silenciosa. Apenas Jacob e Billy permaneceram absortos em suas conversas – que eu parei de tentar acompanhar. Havia algo dentro de mim, algo inquietante. Algo que pinicava em minha mente como agulhas pontudas. E eu sabia o que era. Eu precisava fazer o que tinha vindo fazer. Precisava continuar.
Levantei do degrau em que estava sentada, perto da entrada da casa, e chamei Jacob num sussurro que ficou bem audível no silencio da madrugada. Eu não queria interromper a conversa dos dois, mas eles encontravam assuntos intermináveis para discutir, parecia que nunca ia ter fim. E eu, decididamente, precisava ir a um certo lugar.
- Jake, preciso ir a minha casa. – Disse a ele quando estávamos fora do alcance dos ouvidos de Billy. Ele acenou levemente com a cabeça, e no escuro eu pude ver seus olhos faiscarem nos meus.
- Me dê um minuto. Vou ajudá-lo a se deitar e já vamos. – Jacob beijou o alto da minha cabeça e se afastou silenciosamente.
Alguns minutos depois ele voltou, e usava apenas uma bermuda velha. Eu o observei se aproximando com passos largos e suaves, a pele morena reluzindo sob a luz do céu noturno.

- Vejo que você pretende se transformar. – Olhei com reprovação para seu short esfiapado e para a cordinha que nunca saía de seu tornozelo. – Ou só está com calor?
- Nunca se sabe. – Disse ele dando de ombros e sorrindo de leve.
Eu já estava me preparando para uma longa caminhada pela floresta, quando Jacob pôs uma mão em meu ombro e me fitou com um sorriso torto.
- Ei, vamos de carro. – Ele pegou minha mão e me conduziu pelo quintal escuro.
Escondido entre as árvores, em um terreno desigual nos fundos da pequena casa dos Black, havia uma pequena oficina improvisada. Se minha visão não fosse anormalmente boa, teria sido difícil saber o que realmente tinha ali. Mas foi fácil distinguir o carro estacionado entre pilhas de sucata, armários velhos e ferramentas espalhadas por toda parte.

- Droga, Paul andou mexendo nas minhas coisas. – Bufou Jacob quando se deparou com todas aquelas coisas empilhadas de qualquer jeito. – É só eu virar as costas que isso aqui vira um chiqueiro. – Jacob abria caminho pela garagem, empurrando ferramentas e caixas de papelão repletas de peças de carro. Eu observava em silêncio, achando graça nas caretas e reclamações de Jacob. Enfim ele abriu espaço suficiente para abrir a porta do carro vermelho que jazia na garagem bagunçada. Se jogou no banco do motorista e girou a chave na ignição. O ronco do motor cortou o silêncio da noite e uma nuvem de poeira subiu com o ronronar do escapamento. Ele deu marcha ré no carro e parou-o a meu lado.
- Posso lhe oferecer uma carona senhorita? – Ele sorriu e estendeu a mão para mim.
- Tudo bem – Balancei a cabeça, tentando entender como ele conseguia fazer aquilo. – É um Rabbit Jake? – Perguntei analisando o painel. Meu pai e Rosalie sempre foram os mais interessados por carros na família, mas eles nunca me ensinaram muita coisa a respeito. Meu grande professor no assunto sempre fora Jacob. Me lembrava das muitas vezes que fiquei observando ele mexer em peças e consertar os carros na nossa garagem sempre cheia. Eu o enchia de perguntas sobre modelos, motores, divergências entre marcas, e ele sempre respondia com muita disposição.

- Sim, 1986, um clássico. – Disse ele acelerando o motor que trepidava sob nós. Os olhos brilhando. – Eu mesmo montei. Comecei quando sua mãe veio morar em Forks, eu nem tinha idade para dirigir. – Jacob encarava o nada, absorto em lembranças de uma época em que eu nem mesmo ousava querer pensar. Seus olhos assumiram um brilho distante. Ele com certeza sentia saudade daquela época de sua vida.
- Hum. – Foi só o que consegui dizer. Fiquei imaginando quantas vezes ele e minha mãe passearam naquele carro. Era um pensamento doloroso para manter em foco, então, rapidamente me forcei a pensar no que me esperava em minha antiga casa.
Jacob dirigia rápido pela estrada rodeada pela floresta densa e escura. Com a velocidade e a escuridão, não se podia enxergar muito do lado de fora, mas mesmo assim eu enxerguei os vultos enormes entre as árvores. As silhuetas de dois lobos acompanhando o carro em alta velocidade.
- Seth e Quil estão fazendo a ronda hoje. Que ótimo. – Jacob bufou e acelerou o carro.
- Algum problema? – Perguntei, saindo de meus devaneios.
- Não, só que eles vão fazer perguntas. – Jacob encarava a estrada a sua frente, vincando a testa.

- Nós vamos pensar em algo depois. – Eu não conseguia me concentrar em mais nada naquele momento. Uma sensação estranha me assaltou, era quase um enjôo. À medida que nos aproximávamos da grande casa branca, eu me sentia cada vez mais fria. Mas eu não estava com medo. Não por mim, pelo menos.
De qualquer forma, eu teria algumas respostas aquela noite. Eu realmente queria que eu estivesse apenas enlouquecendo, mas algo dentro de mim teimava em afirmar o contrário. A luz que se acendeu em algum canto remoto de minha mente não queria ser apagada. Ela piscava e piscava. E hoje eu saberia o porquê. Essa era a minha melhor pista.


Prontinho postarei logologo o restante ok?
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Dom 21 Fev 2010, 12:58

NEM PRECISO DIZER NÉ!!!

AMEEEEEEEIII!!!!

AGUARDO ANCIOSA O RESTANTE. BJOS....
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Dom 21 Fev 2010, 19:34

perfeitoooooooooooooooooo posta maiss rapidoo to anciosaaaa
pra lerr .bjssss
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Ter 23 Fev 2010, 07:15



Capítulo 10 – Migalhas
Eu parei um segundo, ouvindo, cheirando… Tudo parecia estar normal. A antiga estrada que levava para a casa estava parcialmente invadida pela vegetação. As copas das árvores se encontraram, transformando a estreita passagem em um túnel que ocultava quase completamente o céu. O antigo gramado – sempre regularmente aparado e livre de ervas daninhas – estava imerso em um mar de samambaias e arbustos. Quando alcancei as escadas – coberta de folhas e lama seca – e olhei através dos vidros empoeirados, só consegui enxergar o vazio. Ninguém esteve ali. Não desde que nós nos mudamos.
Jacob me seguia de perto, tão silenciosamente que ás vezes eu me esquecia dele ali. Ninguém disse uma palavra. Estávamos checando o local, inspirando o ar intensamente, em busca de cheiros desconhecidos. Meus olhos vasculharam cada canto em meu campo de visão. Não havia nada ali. Nenhum som, nenhum cheiro, nenhum rastro. Apenas a floresta margeando o terreno e a brisa leve que agitava a vegetação rasteira a nossa volta.
- Ness, não há nada aqui. – Jacob aproximou-se, a voz rouca quebrando o silencio. Ele tinha razão, não fazia sentido ficar ali, contemplando a casa vazia no meio da noite. Se alguém tivesse estado ali nos últimos dias – e até meses – nós saberíamos. Jacob era muito bom em identificar pistas, era algo natural nele, mesmo que meus sentidos aguçados deixassem de registrar algo, ele teria notado. Mas, mesmo assim…

- Vamos entrar Jake. – Eu precisava verificar mais uma coisa. Avancei pelo gramado espesso me deslocando suavemente pela relva que – em alguns pontos – alcançava minha cintura. Enquanto avançávamos, cautelosamente, senti uma ansiedade estranha se alojar em meu estômago. Era quase como se eu soubesse o que estaria ali, alguns metros, dentro da casa – quase como se tivesse certeza de que encontraria o que estava esperando. A ansiedade fez meu coração acelerar, a cada passo martelando mais forte. Senti a cicatriz em meu braço formigar, e lentamente uma queimação sutil percorreu todo meu corpo. As imagens da visão na sala de aula inundaram minha mente tão abruptamente, que por um segundo imaginei que estivesse se repetindo. Cada passo mais próximo, minha mente trabalhava mais rápido, e em conseqüência, meu corpo se acelerou. Meu coração deu uma guinada, martelando ruidosamente em meu peito. Jacob parou, me encarou por um instante, checando meu estado. Ele parecia preocupado e eu não podia culpá-lo, seus ouvidos – tão sensíveis quanto os meus – captaram meu súbito descontrole.
- Tudo bem aí Ness? – Resmungou ele, tentando disfarçar a ansiedade na voz.

- Jake, não sei o que está acontecendo. – Falei antes que pudesse me conter. Eu nunca tinha me sentido assim, nem mesmo quando – há sete anos – estivemos cara a cara com o exército Volturi. Era como se minha parte humana estivesse entrando em choque.
- Calma Ness, vamos voltar para La Push, você precisa dormir um pouco. – Jacob se virou de frente para mim, impedindo minha passagem, desistindo de sua tentativa de parecer displicente. Eu queria continuar, mas meus pés não me obedeciam e meu corpo não queria resistir aos braços de Jacob, estendidos protetoramente a minha volta, como se eu fosse desabar a qualquer momento. Me perguntei que estado eu aparentava.

- Não Jake, eu… – Mas eu não consegui encontrar um sentido para terminar a frase. A leve queimação em meu corpo se intensificava a cada minuto. Senti meu coração pulsando nos ouvidos, me impedindo de ouvir o que Jacob resmungava. Eu tive a nítida impressão de que aquela dor que se espalhava silenciosa por meu corpo era um mau sinal. O veneno de meu pai estava circulando por minhas veias, e eu não sabia ao certo como ele me afetaria. Eu era meio vampira, mas metade de mim também carregava os traços de humanidade, tão frágeis, tão intensos e mutáveis. Não haveria como saber os efeitos do veneno em um mestiço, pelo menos, não em mestiços de vampiro – como eu. Mas eu não podia me dar ao luxo de ponderar muito sobre isso. Eu tinha algo mais importante em minhas mãos no momento. Algo que nem eu mesma tinha certeza, mas que, obviamente, implorava por minha atenção a cada noite mal dormida, e que muito recentemente, mostrava-se em formas de surtos de descontrole. Inspirei o ar até sentir meus pulmões cheios, reuni toda força que sobrara em minha mente e me obriguei a continuar. Eu não voltaria para casa tendo menos respostas – e mais perguntas – martelando em minha mente. Contornei a enorme barreira de pele arruivada que se postava rigidamente em minha frente e rumei apressada para a entrada da casa.. Jacob concluiu enfim que ele não conseguiria vencer minha convicção – ou minha teimosia – e apenas me seguiu escada a cima. Quando forcei a maçaneta da porta, descobri, por fim, que estava aberta. Lancei um olhar inquisitivo a Jacob, que na mesma hora, se pôs em modo de alerta.
- Alice colocou as chaves da casa na mochila, Jake. O que significa que estava trancada. – Sussurrei para ele. Jacob assentiu, suas narinas dilatando para captar odores estranhos. Empurrei a porta lentamente, o ar parado e frio de dentro da sala me alcançou. Inspirei e não senti nada além do cheiro de mofo e poeira estagnados no ar. Avancei mais alguns passos, sempre alerta a qualquer coisa que se movesse, ou que cheirasse diferente.A escuridão não me atrapalhava em nada na inspeção do ambiente, eu podia ver claramente cada móvel coberto por plásticos e lençóis velhos, cada tapeçaria enrolada nos cantos da sala, podia ver a teias de aranha envolvendo os lustres e a balaustrada da escada até o andar superior. Mais alguns passos e eu poderia ver o piano. Quando o localizei, junto à parede norte da sala, quase não o reconheci de imediato. O piano de meu pai estava sempre em perfeito estado de conservação, sempre imponente na grande sala branca, destacando-se em seu pretume lustroso. Agora, estava coberto por uma grossa camada de pó que o deixou acinzentado e de aparência decadente. Ouvi Jacob se afastar, adentrando na parte oposta da sala, de onde se podia ver a sala de jantar e a entrada da cozinha. Segui totalmente focada no que vim averiguar, todo o resto transformando-se num borrão indistinto. Afinal, eu sabia onde estava – onde supostamente deveria estar – o bilhete endereçado a mim.
***
- Jake. – Foi tudo que consegui extrair de minha voz. Um sussurro fraco e sufocado. Era tudo que eu podia fazer, enquanto sentia todo meu corpo congelar. Apesar do choque, eu consegui identificar os sintomas: outra visão. Não tão nítida como a primeira, mas decididamente uma visão. A parte consciente de mim podia ouvir os passos apressados de Jacob, vindo a meu encontro. Mas a maior parte estava tentando encontrar alguma coesão nas imagens que explodiam em minha mente. Forcei toda minha concentração naqueles flashes. E então eu pude entender o que significavam – o que queriam me dizer. Eu vi uma floresta, densa e iluminada. Não pude ver o céu, mas a luz que irrompia das árvores no alto, era clara e forte – raios de sol demais para Forks em seu melhor dia. O mais estranho na cena era o modo como eu a via, parecia mais uma lembrança do que qualquer outra coisa, por que era através de meus olhos que eu via a floresta, não havia mais ninguém ali. Poderia ser muito bem apenas uma lembrança minha, correndo pela floresta num dia ensolarado. Mas minha memória era tão boa quanto qualquer outra em nossa espécie, praticamente impecável. E eu sabia – tinha certeza – que o que eu via, não era uma lembrança minha. Ademais, olhando mais atentamente, eu pude sentir a urgência nos passos da pessoa que corria, então eu soube. Alguém estava fugindo.
As mão quentes de Jacob me alcançaram no canto escuro, encolhida junto ao piano de meu pai. Eu pressionava minhas têmporas, tentando impedir que elas explodissem. Os flashes difusos me chicoteavam com uma força avassaladora. Eu não conseguia pensar, não conseguia encontrar uma saída em minha própria mente. Sentia que a qualquer momento meu cérebro iria rachar. De início não havia som, apenas imagens de lugares e pessoas que eu nunca tinha visto. A imagem predominante era sempre a da floresta, por onde alguém corria desesperada, fugindo de um atacante invisível. Tentei escutar as vozes ao fundo, mas não consegui distinguir nenhum som coeso. Então, tudo pareceu baixar o volume, ficando para traz e sumindo em algum canto de minha mente. As imagens desbotaram, como se alguém tivesse jogado água em uma tela fresca. Quando quase tudo havia silenciado e as imagens se apagavam lentamente, uma única voz ressonou em meus ouvidos, como se alguém sussurrasse para mim o que eu não consegui enxergar. Zafrina.
Abri os olhos e me coloquei de pé num salto. Jacob estava sentado no chão, a três metros de mim, os olhos arregalados. Sua postura era tão estranha, que se eu não soubesse que Jacob era tão ágil quanto eu, eu teria imaginado que ele simplesmente caiu de costas. Olhei-o mais atentamente, queria contar tudo que tinha visto – e ouvido. Mas sua expressão era tão chocada, que vacilei em minha aproximação. Ele devia estar assustado, afinal, eu não parecia uma pessoa muito confiável quando tinha aqueles ataques. Me aproximei lentamente com a mão estendida para ele. Queria mostrar que estava tudo bem agora, mas nem bem andei três passos e Jacob estava de pé, me encarando com um misto de preocupação e entusiasmo. Me senti aliviada, por um momento pensei que Jacob estava com medo de se aproximar de mim. Estendi minha mão até seu rosto, queria mostrar a ele tudo que vi, mas antes de tocá-lo ele segurou minha mão. Olhei atônita para ele, por que ele não me deixava mostrá-lo o que aconteceu? Ele estava fugindo de meu toque pela primeira vez na vida.
- Não precisa me mostrar Nessie, eu vi tudo. – Jacob me encarava sério. Uma expressão insondável atravessou seu rosto. Será que as visões tinham atingido ele também? O que estava acontecendo ali?
- Como? – Perguntei perplexa.
- Você me mostrou. – Jacob estendeu sua mão até meu rosto e o afagou, suas mãos ainda estavam ligeiramente trêmulas. – Você me atirou no chão quando tentei te ajudar, e antes que eu pudesse me levantar, você começou a transferir seus pensamentos para mim. – Ele dizia cada palavra com assombro e mágoa. – Por que não me contou que seus poderes estavam se desenvolvendo? É por isso que você tem estado tão nervosa ultimamente?
Eu o olhava com incredulidade, nada daquilo fazia sentido. Como eu poderia ter desenvolvido meus poderes sem saber? Vampiros não mudam com muita freqüência, mesmo eu, uma mestiça, depois de atingir o pleno desenvolvimento, iria paralisar no tempo. Nossos poderes eram muito aleatórios, imprecisos. Eram capazes de se desenvolver com os anos, mas – como nós – mantinham-se estáveis depois de certo tempo. Mas que certeza eu tinha? Pessoas como eu não eram muito comuns, mesmo no nosso mundo.
- Jake, não pode ser. Não pode ter sido eu. Eu precisaria te tocar, não sei como poderia te mostrar algo sem te tocar, eu… – As palavras sumiam à medida que minha mente vagava pelas possibilidades. De fato, eu nunca sentira nada tão forte. Quando tive a primeira visão, foi assustador e intenso, nítido demais. Mas agora, eu sentia que minha mente tinha sido espremida e depois esticada de forma que eu a sentia mais flexível – de maneiras desconfortáveis e irregulares – mas depois da dor intensa, apenas uma leveza que me era estranha tomou lugar em minha cabeça. Eu realmente não sabia se Jacob tinha razão, ou se alguém estava influenciando nossas mentes. O que poderia ser muito bem uma combinação dos dois. Jacob estava absorto em suas próprias teorias quando o puxei para fora da casa.
- O que foi Ness, onde você está indo? – Perguntou ele enquanto corríamos de volta para a estrada encoberta pela vegetação.
- Precisamos entender um pouco isso certo? Mas vai amanhecer logo, Billy vai se perguntar por onde nós andamos, e a última coisa de que preciso é que ele ligue para Carlisle. – Eu não tinha muito tempo. Se eu não voltasse com Jacob até o entardecer de domingo, minha mãe e meu pai viriam atrás de mim.
Não havia bilhete, mas eu tinha algo mais concreto com que me preocupar. Ao que tudo indicava, alguém estava deixando uma trilha de migalhas para mim, e a próxima – eu ainda não fazia idéia do por que – me levava até Zafrina.



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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Ter 23 Fev 2010, 07:31



Capítulo 11 – Fuga
Jacob andava de um lado para o outro, amassando folhas secas enquanto pensava. Tinha uma expressão concentrada e ao mesmo tempo sofrida, como se estivesse com dor de cabeça. Eu simplesmente me enrosquei num tronco de árvore e deixei minha cabeça vagar, na esperança de que ela talvez me desse algumas respostas. Eu tinha muito sobre o que debater e não conseguia achar uma luz em meio ao caos da minha mente. Comecei a repassar mentalmente os fatos, juntar tudo para ver se fazia algum sentido.
Eu tinha algumas certezas, independentemente se eram certezas muito instáveis. A primeira era a mais sólida. Tinha alguma coisa acontecendo – talvez não ali, em Forks – mas em algum lugar, por algum motivo, alguém estava tentando chegar a mim. Para quê, já era algo que estava além de meu entendimento. Se era para me alertar sobre algo, ou apenas para brincar com minha mente até que eu arrancasse a cabeça de alguém, eu não sabia. A segunda era ainda mais improvável e assustadora. De alguma forma o veneno de meu pai estava afetando meus sentidos, e isso incluía também minha capacidade de transmitir meus pensamentos. Algo dentro de mim se expandia silenciosamente e de modos tangíveis. Eu não sabia o que esperar disso e nem podia pedir ajuda para a única pessoa que poderia me dar algumas respostar – Carlisle. E finalmente, o fato de Zafrina estar ligada a tudo isso. A amazona amigável e atenciosa que conheci era talvez o último dos nomes que eu cogitaria por alguma razão. Desde o início – desde o primeiro sonho com Aro – eu sabia, poderia ter apostado que, o que quer que estivesse provocando aqueles pesadelos, estava diretamente ligado à ele. Mas Zafrina? Não, isso era inteiramente novo para mim. O que eu faria agora? Quando todas as peças estavam sobre a mesa e nenhuma delas fazia sentido algum? O que o futuro reservava para mim e para minha família? Eu nunca desejara tanto que Alice pudesse ver meu futuro, pelo menos ela poderia me apontar uma direção.
A madrugada estava fria e úmida, e um brilho perolado entrava timidamente pelas árvores. O Rabbit estava estacionado a poucos metros da entrada da casa dos Black. Todos ainda dormiam, exceto pelas aves que começavam suas atividades barulhentas pela floresta de La Push. O silêncio era opressor, me fazia desejar ouvir a voz rouca de Jacob, comentando sobre alguma coisa banal. Não queria pensar nos riscos, no perigo, nas escolhas que teria que fazer. A paz e tranqüilidade que senti por ter voltado para casa tinha se esvaído completamente de mim. Olhei Jacob encostado numa árvore, olhando além de mim, imerso em seus próprios pensamentos. Eu precisava ouvir sua voz.
- Jake venha até aqui. – Estendi a mão para ele, queria me sentir mais próxima da realidade segura que minha vida costumava ter. Ele me olhou nos olhos por um momento e depois caminhou lentamente até mim. Abracei-o. Era só o que eu precisava no momento.
Estava tão desesperada por algum consolo, que demorei a perceber que Jacob retribuiu um abraço morno, do tipo que se dá em sua avó idosa. Congelei. Eu tinha atacado Jacob pela segunda vez em uma semana e estava agindo como se nada tivesse acontecido. Eu merecia aquela punição, apesar de temê-la mais que qualquer coisa. Reunindo todas as forças que me sobraram, eu o encarei. Antes que eu pudesse perguntar algo, ou ler sua expressão ele falou.- Nada vai mudar, não se preocupe. – Seu tom era um consolo sem emoção. Seus olhos o traíam, eu o conhecia bem demais. – Eu vou estar onde você estiver, enquanto você me quiser. Não importa quem você seja ou o que você faça. Eu só preciso que você confie em mim. Eu nunca vou deixar nada de ruim acontecer com você, mesmo que custe minha vida.
Eu queria revidar, dizer a ele que eu sentia muito e que realmente não entendia o que estava acontecendo, mas Jacob estreitou a distancia e me abraçou tão forte que eu senti que até meus pensamentos cederam a sua força. Mas não conseguia deixar de me perguntar o que eu faria se o perdesse? Se o que me espreitava no horizonte estivesse muito além de minha força, o que eu faria para protegê-lo?
- O que você acha que aconteceu lá? – A voz rouca de Jacob me arrancou de meus pensamentos angustiantes e eu o agradeci mentalmente por isso.
- Não sei Jake. As coisas ficaram muito mais estranhas. – Segurei a mão enorme e quente de Jacob, como sempre fazia quando estávamos sozinhos. – Quero dizer, o que Zafrina tem a ver com isso? Eu me lembro claramente dela, como costumava me entreter com suas ilusões enquanto mamãe aprendia a lutar. Apesar do jeito selvagem, ela era muito gentil, e…gostava de mim. – As recordações inundaram meus pensamentos. Simplesmente parecia impossível que Zafrina de repente ficasse entediada e resolvesse brincar com minha mente. E ainda assim, ela estava na América do Sul, seus poderes não se estendiam de tal forma e se ela estivesse planejando uma visita, Alice veria. Mais e mais peças que não se encaixavam.
- Isso está cada vez pior Ness. Primeiro seus pesadelos com os sanguessugas da Itália, depois as visões com o tal invasor e agora isso? – Ele parou, analisando minha cicatriz, e eu entendi. Ele estava se perguntando o mesmo que eu. Será que o veneno de meu pai estava me mudando? O que aconteceria comigo?
- Jake, eu acho que, quando meu pai me mordeu, sem querer… – Adicionei, olhando timidamente para Jacob, que cerrou os dentes. – Bem, acho que o veneno teve algum efeito sobre mim, afinal, eu não sou venenosa. Mas eu não posso ter certeza, não posso me basear em nenhum caso parecido. – Jacob estava sério, eu sabia que levaria uma bronca.
- Você não deveria ter entrado na briga. – Disse ele secamente.
- E o que eu deveria ter feito? Deixá-lo te matar? – Fechei a cara para ele.
- Acho que você está se esquecendo o que o veneno faz com mestiços, como eu e você. – A voz dura e fria de Jacob me atacou como uma bola de neve diretamente no rosto. Eu não podia contestar nenhuma de suas insinuações. Eu não tinha provas ou fatos nos quais me apoiar. Mas eu não conseguia me arrepender de ter impedido meu pai. Se eu não o tivesse feito, Jacob estaria morto agora. Se eu morresse, pelo menos seria mais lentamente, ainda teria tempo de descobrir o que estava acontecendo e proteger minha família. Pelo menos era com isso que eu contava. Um mestiço pelo outro. Se Jacob vivesse, estava bom para mim.
- Você não sabe disso. – Retorqui.
- Nem você. – Rebateu ele.
- Bem, eu não morri ainda.
- Não me peça pra ficar aqui esperando que aconteça. Se você piorar, eu vou ligar para o doutor. – Pelo tom de voz de Jacob, eu soube que a conversa tinha terminado. Não contestei. Eu tinha apenas que agir rápido, antes que qualquer coisa me impedisse. Tinha que ser capaz de lidar com isso, não podia deixar Jacob com a responsabilidade de ter encoberto meus planos, não podia deixar meu pai se martirizando por não ter conseguido se controlar. Não podia deixar minha família se culpando por não terem acreditado em mim. Nenhum deles tinha culpa. E eu estava justamente tentando descobrir de quem era – embora cada célula de meu corpo imortal gritasse a resposta.
***
Quando entramos na pequena sala-cozinha de Billy, o café da manhã estava cuidadosamente servido na mesa. Sue Crearwater estava junto a pia, mexendo ovos em uma tigela. Seth estava esparramado no sofá, entretido em uma conversa sobre uma partida de baseball com Billy. Jacob sentou-se a mesa e começou a encher uma vasilha de cereais e leite, enquanto comia um generoso pedaço de bolo de fubá. Fui me sentar no sofá minúsculo que ficava ainda menor com Seth todo esparramado. Esperava estar sendo convincente o suficiente em minha encenação de descontração, e desejava loucamente que Seth não fizesse perguntas sobre onde eu e Jacob estivemos na noite passada. Foi então que Billy pareceu lembrar-se de algo.
- Ah, Nessie. Seu pai ligou hoje bem cedo, queria falar com você. Eu disse que você e Jake estavam na floresta, provavelmente caçando. Ele mandou dizer a você que sente muito e que assim que puder, que você ligue para ele. – Billy baixou o livro e me encarou sob as sobrancelhas grossas e negras. Senti-me feliz por meu pai estar falando comigo novamente, reconhecendo seu erro. Mas algo na expressão de Billy não deixava que eu me sentisse aliviada. Agradeci com um aceno de cabeça e um sorriso enviesado e sem graça.
- E… ele disse que estão pegando um avião hoje a tarde para Seattle, disse que estão vindo para Forks. – Pela visão periférica eu pude ver Jacob congelar na mesa. Billy estreitou ainda mais os olhos, visivelmente desconfiado com a visita inesperada. Sue e Seth pareceram alheios as desconfianças de Billy e as reações de Jacob. Tentei manter minha expressão o mais leve e descontraída possível quando falei.
- Hum… Que ótimo. Charlie vai gostar da notícia. – Olhei sugestivamente para Jacob.- Obrigado Billy, acho que vou avisá-lo agora mesmo. – Me levantei calmamente, lutando com o impulso de sair correndo daquela sala minúscula e do olhar desconfiado de Billy.
- Vou com você. – Jacob empurrou em um gole só o restando do cereal, derramando leite no peito nu. Estava quase na porta quando Billy o chamou.
- Jake ponha uma roupa. Charlie vai acabar te prendendo qualquer dia desses por atentado ao pudor. – Billy continuou fingindo estar entretido com seu livro.
- Ah, é. Ness, me espere no carro. Vai levar só um segundo. – Ele me lançou um olhar severo quase como se dissesse alto e claro: “Não ouse sair sem mim moçinha”. Acenei para ele e me despedi de Sue, Seth e Billy com um até mais e saí para a orla de árvores que ladeavam a garagem improvisada de Jacob. A uns cinqüenta metros, caminhando despreocupadamente em direção a casa dos Black, estava Emily e seu filho, Henry. Ela o trazia aninhado no colo, mostrando ao garoto as aves no alto das árvores. Acenou para mim quando me viu, eu acenei de volta e me perguntei se seria muita falta de educação se eu entrasse na garagem e me escondesse dentro do carro. Não estava com cabeça para conversas, eu precisava dar o fora dalí antes que meu pai chegasse com o resto da família e descobrisse o que estava acontecendo. Respirei fundo e fui ao encontro de Emily.
- Bom dia Nessie. – Ela sorriu, seu rosto arruinado se contorcendo ligeiramente.
- Bom dia Emily, como está seu lobinho? – Sorri de volta e torci para que parecesse convincente.
- Está mais agitado que nunca. – Ela sorriu ainda mais largamente enquanto olhava o rostinho redondo e moreno do garotinho em seu colo. – Tive que trazê-lo para tomar um ar, antes que ele destruísse minha casa e acordasse o Sam.
- Hum, as patrulhas noturnas realmente acabam com eles. – Tentei participar da conversa, mas minha voz soava distante. – Jacob vivia dormindo pelos cantos. – Olhei para trás mais vezes do que pretendia, implorando para que Jacob andasse logo.
- Onde está o Jake? – Perguntou Emily, percebendo meu desassossego.
- Foi vestir uma roupa, estamos indo visitar Charlie. – Olhei mais uma vez para a entrada da casa.
- Hum…e como vai sua mãe? Faz muito tempo que não a vejo. – Emily parecia convencida em puxar assunto.
- Ah está ótima. – Tentei relaxar, conversar calmamente com Emily. Afinal, eu não sabia quando voltaria a vê-la – nem se voltaria.
- Hum, mande lembranças a ela. – Ela sorriu mais uma vez e eu retribui. De repente algo em que estive pensando tornou a invadir minha mente. Algo que tinha sido eclipsado por pensamentos mais preocupantes, mas que era igualmente perturbador. Sem pensar muito se deveria ou não, perguntei.
- Emily, você acha que sou certa para ele? – Não pude deixar de perguntar – e de me envergonhar com a pergunta. Era uma oportunidade que eu não teria novamente. Saber o que Emily pensava sobre Jacob e eu. Ela não era minha família, era um indivíduo externo, seria imparcial. Ela se surpreendeu com a pergunta, mas ponderou por um instante e disse.
- Sabe de uma coisa Nessie? Eu nunca presenciei uma história tão absurda em minha vida. – Ela me olhou ternamente, seus olhos repuxados para baixo pelas cicatrizes, cintilaram em mim. – Quando sua mãe chegou aqui, ela estava visivelmente doente. O amor que ela sentia por seu pai não era algo racional. E quando percebemos o nível de envolvimento dela com Jacob, ficamos todos muito preocupados. Por que era uma batalha perdida para ele. Quando seu pai foi embora, bom, todos tivemos um pouco mais de esperança, mas eu sabia que ela nunca amaria Jacob como amava seu pai. Era estranho por que, Jacob não se importava com nada. Ele passou por cima de tudo sabe, como se estivesse sendo arrastado por uma força invisível, como se fosse obrigado a estar onde Bella estivesse. – Ele parou por um segundo, absorta em suas próprias lembranças. – Quando você nasceu, a matilha estava dividida. Jacob virou as costas para seus próprios irmãos para proteger Bella e você. Todos ficamos muito chocados com isso. Mas quando Jacob apareceu aqui, dizendo que tinha sofrido imprint com você, bem, tudo se encaixou, pelo menos pra mim. – Ela sorriu e acariciou meu ombro. – A coisa que prendia Jake à sua mãe não era o amor que ele tinha por ela, e sim o que sentia por você. Nessie, ele te amava antes mesmo de você nascer. Todo sofrimento, toda decepção, tudo pelo qual ele passou foi apenas o preço. Você estava no destino de Jacob assim como seu pai estava no destino de sua mãe. Um destino improvável e inacreditável, eu creio. Mas todos nós temos coisas inesperadas em nossas vidas, veja eu e Sam. – Ela balançou a cabeça, tentando se desvencilhar de seus próprios pensamentos. Eu poderia imaginar quais eram. Leah.
- Bem, é um ponto de vista. – Sorri para ela. - Obrigada Em. Eu tinha razão em pensar que Emily me daria sua opinião verdadeira. E era algo em que eu gostaria de acreditar. Tornava tudo mais fácil para se encarar. A perspectiva de que eu era o destino de Jacob, e não apenas seu prêmio de consolação, era algo mais fácil de lidar. Eu queria dizer a ela que eu desejava ser tão certa para Jacob quanto ela era para Sam, ambos tão felizes com sua vida – e com seu bebê. Mas quando abri a boca para falar, senti passos apressados vindo em minha direção, e o cheiro quente e amadeirado de Jacob correu com a brisa leve da manhã, misturando-se com o cheiro da terra molhada e das árvores da floresta. Inspirei fundo o aroma que eu mais gostava no mundo. Olhei para Emily, que acompanhava a aproximação de Jacob com um aceno contente.
- A gente se vê Emily. – Estendi a mão para ela. Ela apertou levemente e sorriu.
- Até mais Nessie.
- Hey, e aí Emily, como está esse meninão. – Jacob vinha sorrindo, tinha vestido um jeans, uma camiseta preta e uma jaqueta de couro preto. Prendeu os cabelos num rabo de cavalo.
- Estava justamente falando para Nessie que hoje ele está impossível. – Ela sorriu, cumprimentando-o. O garotinho se agitou no colo da mãe, estendendo os braços para Jacob.
- Há há, ele quer vir comigo Em. O garoto gosta de mim. – Os olhos de Jacob brilhavam, deliciando-se com o entusiasmo do menino. Não pude deixar de sorrir, vendo Jacob jogar o menino pra cima e fingir um avião com o corpinho rechonchudo do bebê, que soltava uma risada gostosa toda vez que Jacob o balançava no ar.
- Jake, o garoto vai vomitar. – Eu toquei a base de suas costas. – Vamos, temos que ver Charlie. – Disse audivelmente, alimentando meu álibi.
Nos despedimos de Emily e caminhamos para o carro. As velhas preocupações preenchendo novamente o ar. Olhei para Jacob enquanto percorríamos as estradas de La Push e falei.
- Precisamos encontrar Zafrina, Jake. – Disse num sussurro tristonho.
- Eu sei. Sem despedidas. – Ele me olhou, seus olhos castanhos demorando-se em meu rosto. – E para onde devemos ir? Para o sul?
- Eu não sei ainda. Mas não podemos mais ficar aqui. Meus pais não podem saber. Ainda não. – Retribuí o olhar. Eu tinha que tomar cuidado, era fácil se perder naquele mar castanho escuro.
- Eles vão saber logo. Meu pai já está desconfiado que algo está acontecendo. Ele pode alertar o Sam. – Ele falava baixo e cadenciadamente, absorto em nosso momento de contemplação mútua. Eu sorri.
- Jake, a estrada. – Sustentei o olhar.
- Somos indestrutíveis. – Ele sorriu malignamente e levantou uma sobrancelha.
- O Rabbit não. – Ele suspirou e relutantemente voltou sua atenção para a estrada. Pegou minha mãe esquerda e beijou. – Para onde Ness?
Estávamos na saída para a rodovia. Precisávamos tomar um caminho agora. Respirei fundo e fechei os olhos, me concentrei nas imagens mais distinguíveis que pude ver em minha última visão. Uma após a outra elas dançaram por minha mente. Jacob assistia a todas elas comigo, apertava minha mão forte, como se estivesse tentando melhorar a recepção. De repente, tão abruptamente que me fez pular no banco, Jacob gritou.
- Pare. – Eu abri os olhos e o encarei.
- O que foi Jake? – Perguntei.
- Eu conheço um desses lugares que você me mostrou. – Disse ele, os olhos arregalados de subida compreensão. Me concentrei novamente, e repassei todas em câmera lenta. Jacob murmurava “não” a cada uma. Então, ele enrijeceu e disse.
- Essa. – Seus olhos estavam desfocados pelas imagens em sua cabeça. Prendi a respiração. A floresta iluminada e densa se estendeu em minha mente. Cessei as imagens e as substitui por um “Como?”. Jacob me olhou calmamente e colocou o carro em movimento novamente, manobrando para o lado oposto.
- Já estive lá. Quando fui embora daqui, na época do casamento de sua mãe e seu pai. Eu não prestava muita atenção aonde ia, mas eu me lembro de caçar nessas terras. – Ele estava sério, olhava a estrada com uma atenção maior do que o necessário. – É Vancouver. Pelo amor de Deus, o que uma amazona está fazendo em Vancouver?
Essa foi a pergunta que pairou no ar durante toda a viagem. Como se eu precisasse de mais perguntas.


Obrigada por cada comentário
beijos meu amores
Postarei mais em breve





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alanynha
Chegando a Forks
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Ter 23 Fev 2010, 12:43

Esta ótima essa história parabéns, to hiper ansiosa pelo resto beijinhussssss obrigadooo por postar tão rapido
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Naelê
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Ter 23 Fev 2010, 19:53

Caramba, isso vicia...
Quando eu começo a ler não da vontade de parar, só quero mais e mais...

TA muito bom...

Não demora muito pra colocar o restante, ok...

bjinhos
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MensagemAssunto: Re: Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee   Hoje à(s) 02:39

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Rising Sun(Sol Nascente) A história de Renesmee
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