Doce Vampiro
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 A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada

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Belzinha
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MensagemAssunto: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Seg 21 Jul 2008, 21:30

Pois é...

Eu sempre achei difícil fazer resumos e introduções. Sempre esqueço alguma coisa. Sempre percebo que algo ficou mal explicado ou colocado.

Mas a gente sempre tem que tentar, não é mesmo?

Então, eu senti aquele vazio depois do terceiro livro (o mesmo que eu senti em HP). Eu tive aquelas mesmas reações loucas enquanto lia os livros (como aconteceu com HP), do tipo os personagens falando comigo e eu imaginando... E SE?????

Claro, vieram os comentários sobre como as comparações entre HP e Twilight eram impossíveis, porque eram livros completamente diferentes, exceto pelo fato de serem “de fantasia”. E eu só tenho que concordar com isso.

A menos que... “E SE...”.

Daí, a Sônia abre um fórum. E deixa um tópico em aberto para fics (não tenho notícias de fics de Twlight). Some-se a isso o fato que o pessoal deste fórum, ainda que inicialmente, migrou todinho do “Lumus Maximum”, um fórum de discussão de Harry Potter.

Estava feito. A idéia tomou conta de mim: E SE... O impensável acontecesse – O mundo dos bruxos e dos vampiros se cruzassem?

Uma brincadeira divertida, que saiu do meu controle – e na qual acabei arrastando as minhas betas, a Lica e a Darla (valeu por terem surtado comigo, garotas).

E, por favor, tia Jô e tia Stephie... Não me processem! Estou fazendo isso sem ganhar nada (além de diversão) e por puro amor à obra de vocês.

Como uma forma de diversão à mais, vou, mais à frente, por em votação o título desta fic, que ainda não tem nome.

Beijos pessoal, e espero que gostem.




***Cuidado! Contém spoilers até o primeiro capítulo de Breaking Dawn, o livro número 4 da série Twilight e de todos os livros de Harry Potter.****.




Aquela História Que Ainda Não Foi Nomeada


- Capítulo Um -
Chegando a Forks.


É difícil encontrar um ponto por onde começar a narrar como eu conheci uma família de vampiros. E não foi uma família qualquer – eles eram vampiros que se recusavam a morder pessoas!

Dá para acreditar?

Bem, talvez eu deva começar pelo começo. É o que todos dizem. No entanto, o começo não seria onde, como ou quando eu conheci os Cullen (esse é o sobrenome da família de vampiros), mas sim a explicação de que eu não sou, exatamente, uma pessoa “normal”, e como isso me possibilitou aproximar-me desses seres incríveis e conhecer sua história.

Como assim não sou normal? Er... Normal ou anormal não seria a palavra que eu geralmente usaria, e sim, a palavra que as pessoas ditas “normais” adoram usar. Geralmente eu diria que não sou uma trouxa.

Com isso não estou dizendo que não sou burra, embora com certeza essa era a intenção de quem inventou o termo para designar uma grande parcela da população humana deste planeta. Trouxa, é como os bruxos, como eu, se referem às pessoas que não tem magia.

É. Sou uma bruxa.

Por favor, não revirem os olhos. Humpft! É bem o tipinho dos trouxas mesmo. Basta falar em vampiros e bruxos e todos eles começam a te tratar como se fosse louca. É por isso que nós, os bruxos, simplesmente fingimos que não existimos! Deve ser mais ou menos por esse mesmo motivo que os vampiros fazem o mesmo.

Bem, por isso e por causa dos Volturi – mas esta é uma outra história, que eu explicarei mais à frente.

Esclarecido esse negócio de que eu sou bruxa, o fato é que eu, como funcionária da embaixada do Governo Bruxo Brasileiro na Inglaterra (é, nós temos um governo próprio), acabo viajando muito. Desta última vez, era por causa de um Congresso de Direito Internacional Bruxo em Washington, EUA.

A viagem por meios mágicos pode ser um tanto... Diferente, do ponto de vista de um trouxa. Nesta, por exemplo, eu usei uma chave de portal, um objeto enfeitiçado para servir de elo entre o ponto A e o ponto B. Toque neste objeto na hora certa e... Pof! Você vai estar do outro lado.

O problema é que não sou boa nesse tipo de feitiço. É uma vergonha, eu sei, mas eu tenho que admitir. Em minha defesa, eu tenho que dizer que geralmente as minhas chaves de portal “dão para o gasto”. Mas não dá para competir com uma interferência mágica do tipo “localidade emitindo grandes ondas de magia”.

Como era o caso de Forks e sua vizinha, La Push.

Na realidade eu estou sendo imprecisa. Não era exatamente Forks que era a localidade mágica – embora os índices anormais de chuva daquela região toda fossem suspeitos. O ponto crítico era na verdade a reserva indígena de La Push.

Mas eu estou me adiantando nos fatos. A coisa toda é que, meu feitiço fraco, somado à influência oportuna daquele lugar e naquele momento... Me fez cair no local errado. Ou no local certo se você considerar, como eu o faço, que foi uma sorte e um privilégio conhecer os Cullen.

No entanto, eu não estava me sentindo afortunada no princípio. Ser jogada de um redemoinho mágico (o vórtice da chave de portal) para um monte de galhos de árvores não é exatamente o que eu estava esperando. E o chão! Como estava sujo! Está bem, o que eu queria – afinal, eram os limites de uma floresta...

Ainda contrariada, olhei ao redor. Muitos pinheiros. Okay, pelo menos eu ainda estava na América do Norte. O fato de estar garoando não me chamou a atenção, porque não estava a tempo suficiente em Forks para saber dessa tendência metereológica do lugar.

Levantei-me com um suspiro, sabendo que não adiantaria ficar ali resmungando, chamando a mim mesma de trasgo das montanhas. Curei alguns arranhões mais profundos com magia e, da mesma forma limpei minhas roupas (as vantagens de ser bruxa!) e caminhei para a estrada logo adiante.

Se alguém do posto de gasolina do outro lado da estrada percebeu que eu tinha saído da floresta, ninguém demonstrou. “Que conveniente”, pensei comigo mesma. Eu bem que precisava que alguém me dissesse em que cidade estava. Esperava que não precisasse perguntar em que Estado (isso pareceria suspeito para um trouxa), e Merlin me livrasse de ter que confirmar em que país!

Escondi minha varinha sob o casaco (costumo viajar com roupas descontraídas de trouxas, justamente por causa de probleminhas como esse) e, enquanto me dirigia para o posto, vasculhava as pessoas que ali estavam, perguntava-me qual delas abordaria. Qual seria a menos propensa a coisas do tipo “oba! Forasteira! Vou-perguntar-tudo-o-que-posso-sobre-ela”?

Cidades pequenas – e aquela evidentemente era uma delas – são terríveis.

Havia um homem dentro da loja do posto, atrás do balcão, jogando conversa fora com um grupo de turistas e rindo muito. Esse parecia gostar de uma boa e longa conversa. Descartei-o imediatamente.

Um grupo de adolescentes estava encostado no capô de um carro de modelo antigo (é o máximo que consigo dizer dele, já que não entendo muito desses meios de transporte trouxas). Antes mantinham seus rostos voltados para outra direção, entretidos com qualquer outra coisa que não tinha me dado conta. Quando me aproximei, os garotos olharam para mim com expressões interessadas. Interessadas demais. Adolescentes! Descartei-os também.

Do lado esquerdo do posto, uma mulher de meia-idade falava e gesticulava vivamente, enquanto lançava olhares furtivos para um carro de aparência ultramoderna estacionado em frente a uma das bombas de gasolina. Concluí que o veículo era o que estava chamando a atenção dos adolescentes, antes da minha chegada.

O modo como a mulher no telefone se vestia me lembrava uma dona-de-casa americana dos anos 50, do tipo daqueles seriados que meus pais trouxas (é, minha família não é bruxa) gostam de assistir. Claramente ela estava fofocando sobre o carro, ou sobre o dono dele. Se ela não podia esperar chegar em casa para fofocar... Bem, ela também não me pareceu uma boa escolha.

Mas observar a “I Love Lucy” de Forks chamou minha atenção para o tal carro ultramoderno, e para a pessoa que o abastecia. Era uma garota de estatura mediana, morena, a pele muito branca do rosto quase totalmente escondida pela cabeleira que caía para frente graças à cabeça mantida baixa. A posição dela indicava claramente que não gostava de ser o centro das atenções. Mesmo sem poder ver seu rosto, a tensão no corpo me dizia que a moça queria sair dali o mais rápido possível.

Escolhi-a, é claro.

- Hum-Hum... – fingi limpar a garganta para chamar a sua atenção. A moça quase deu um pulo. – Desculpe incomodar, mas faria a gentileza de me dizer o nome dessa cidade?

Dizer que a garota ficou paralisada é pouco. Quer dizer, ela estava até se mexendo, mas além de não pronunciar uma só palavra, olhava-me como se não conseguisse entender o motivo de eu estar falando com ela. Não, melhor explicando, ela parecia não ME entender. É como se eu não fizesse sentido para ela, como se eu fosse um enorme golfinho andando pela terra e falando com as pessoas.

Discretamente, olhei para cima, em direção da minha cabeça, para verificar se não estava usando meu chapéu pontiagudo de bruxa, que eu coloco só em ocasiões especiais (eu saí meio apressada de meu apartamento na Inglaterra). Uma vez que não estava lá, olhei de volta para a moça. Desta vez ela me pareceu mais recuperada da minha abordagem.

- Forks? – Ela respondeu, parecendo mais incerta do que eu. Talvez ela também fosse uma forasteira.

Forks, certo. E onde diabos era Forks? Mas a moça não iria ser de grande ajuda. Já estava quase agradecendo e me despedindo quando a clone de I Love Lucy passou por nós:

- Bom dia, Bella.

- Bom dia, senhora Stanley. – A garota respondeu, encolhendo-se. Eu achei que ela estava imaginando o que a mulher estava falando dela minutos atrás, no telefone.

A mulher hesitou, e por um momento pensei que iria parar. A curiosidade dela era evidente. Mas após olhar apressadamente para o relógio de pulso, saiu a passos largos, resmungando algo sobre o trabalho.

Bem, a garota devia ser dali, afinal.

- E... – Continuei. - Em que Estado Forks fica? – Apressei-me a acrescentar: - Como pode ver pelo meu sotaque, eu sou estrangeira, e.. Bem, não tenho nenhum senso de direção. Devo ter nascido com o meu quebrado. – Ri nervosamente.

- Washington. – A garota sorriu dessa vez, relaxando. – Pensei que também ia me pedir para tirar uma foto com o meu carro.

- Desculpe... – Agora eu é que estava confusa. – Não. Mas por que deveria? Eu não entendo muito de carros... Ele saiu em algum filme?

- Longa história... – Ela suspirou tragicamente. Ao sacudir os ombros para dar mais ênfase às palavras, a mangueira escapou do encaixe do carro, lançando um esguicho dele até a bomba. – Oh, Deus, estava demorando muito!

Eu lutei contra meus instintos de sacar a varinha e limpar tudo, tão nervosa a garota parecia.

- Tudo bem, isso acontece. Eu conheci uma pessoa uma vez que era mil vezes pior... – Minha voz falhou ao lembrar-me minha falecida amiga, Tonks.

Tenho que esclarecer algo aqui. Essa conversa toda só aconteceu provavelmente por uma razão: sou brasileira. Meu povo tem um jeito de viver que implica em não respeitar o tal “espaço pessoal”. Muito provavelmente um brasileiro se achará seu amigo de infância cinco minutos depois de te conhecer.

Então, foi mesmo providencial eu ter me emocionado com a lembrança de Tonks, porque isso salvou a minha vida. E a da garota. Bem, talvez só a minha, porque ela, como vocês vão entender daqui a pouco, estaria muito bem, obrigada. Eu é que ia virar churrasquinho de bruxa.

Senti meus olhos se encherem de lágrimas e, envergonhada, desviei o olhar para o lado, além de Bella. Foi então que vi, como se estivesse acontecendo em câmera lenta, um dos descuidados turistas sacudindo a ponta de seu cigarro e jogando as cinzas bem onde o rastro de gasolina que Bella havia feito estava.

De tão dramático e impossível, seria cômico... Se não estivesse acontecendo comigo e ameaçando me mandar pelos ares em mil pedacinhos.

Alguns segundos. Talvez menos ainda do que isso. Minha infância tinha sido repleta de TV, seriados americanos explosivos e escapadas cinematográficas. Poderia não ser muito real, mas de uma coisa eu sabia desse negócio de gasolina e fogo – quando os dois se juntam, espalham-se, e rápido.

Virei-me para Bella no mesmo segundo que as cinzas tocaram o chão. Segurei o braço dela e, enquanto o chão se iluminava com a explosão inicial do encontro das cinzas e da gasolina, desaparatei com a moça.

Okay, tudo muito heróico, mas estou vendo que terei que explicar de novo, não? Foi o desaparatar que confundiu, não foi? Certo. Olhem, bruxos tem vários meios para viajar. O mais glamoroso é a “Aparatação”. Nós podemos “desaparecer” em um lugar e re-aparecer em outro. Igual a chave de portal, só que sem o objeto enfeitiçado. É difícil e perigoso, temos que nos lembrar de todos os pedacinhos de nosso corpo. É pior ainda quando levamos outra pessoa conosco.

E eu tinha que fazer isso em milésimos de segundos.

Um “crack” deve ter ressoado ao nosso arredor, onde nós tínhamos estado, quando desaparecemos. Mas o barulho da explosão o deve ter abafado. Não tive muito tempo para pensar para onde iríamos (isso também é essencial), então, reaparecemos na Floresta – o único lugar afastado o bastante da explosão e dos olhares dos “trouxas”.

É incrível a quantidade de coisas com as quais uma bruxa tem que pensar quando está prestes a virar cinzas...
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Belzinha
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Seg 21 Jul 2008, 21:39

- Capítulo 2 -
O vampiro.


A garota desabou sobre mim, trêmula com a experiência. Pobrezinha, até os bruxos mais poderosos se sentem mal na primeira aparatação... Mas ela estava realmente verde. Ela caiu sobre mim e, quando vimos, estávamos no chão.

Ainda segurando o estômago, a moça arregalou os olhos, e me lançou um compreensível olhar confuso, assustado e incrédulo – tudo ao mesmo tempo.

Eu estava pronta para explicar, ainda que brevemente – eu planejava lançar um “obliviate”, um feitiço que apaga a memória depois mesmo –, só para acalmá-la, quando Bella me perguntou a última coisa que eu esperaria:

- Você é uma vampira também?

O “também” me escapou porque foi a minha vez de arregalar os olhos, enquanto fechava a minha boca, uma frase contida antes mesmo de se formar na garganta. Só que no meu olhar, era a indignação que acompanhava a surpresa:

- É claro que não! Eu sou...

Algo me interrompeu. Um borrão passou por meus olhos, não muito antes de um vento repentino levantar poeira do chão da floresta. Pisquei para limpar a minha visão da poeira que tinha invadido os meus olhos e o que vi fez meu sangue gelar.

Ele era lindo, e a coisa mais perigosa que eu já tinha visto na minha vida. Tinha a forma humana, mas ao mesmo tempo não parecia, não podia ser humano. E o que me arrepiou até os ossos, o que fez meu ser recuar, minha garganta secar, e meus músculos virarem geléia: os olhos dele.

Era o olhar mais escuro que eu tinha visto.

- Se afaste dela! – Ele me ordenou no mesmo instante.

Meu instinto de preservação mandava que meus reflexos de bruxa agissem. Saquei minha varinha e a apontei para ele, enquanto a minha outra mão ia para trás, a fim de colocar Bella protetoramente atrás de mim.

Engraçado. Ela não estava mais lá. Estava bem atrás dele, e era ele quem a mantinha lá, em posição de defesa. E eu nem sequer tinha visto quando ela tinha saído de trás de mim. Como ela foi parar lá?

- Se afaste você... – Comecei a rebater bobamente, completamente confusa.

Eu ainda estava assimilando o fato daquela criatura estar protegendo a garota. E começava a ter outros pensamentos, como por exemplo, torcer que eu não precisasse me defender, porque minha mão estava tremendo tanto que a varinha poderia saltar dela a qualquer momento. Fazer feitiço? A-há, que piada. Eu teria sorte se conseguisse balbuciar algum antes que aquela coisa viesse para cima de mim.

Tomara mesmo que a garota estivesse segura com ele, porque eu nem sabia se poderia “me” defender.

A expressão da criatura (eu não sabia como chamá-lo) foi ficando mais suave nos dois segundos em que todos esses pensamentos passaram pela minha mente aterrorizada. E eu não sabia se isso era bom, porque ele ficou ainda mais lindo – o que quer dizer que eu não conseguia pensar direito, deslumbrada com a visão à minha frente.

Ele era alto, magro, mas forte. Os cabelos eram cor de cobre e a pele era branquíssima, de uma forma sobrenatural. Destacando-se no rosto de traços perfeitos, os olhos, antes negros como a noite, agora estavam dourados, serenos.

Impossivelmente lindo.

- Eu não vou machucar Bella. – Ele declarou com uma voz suave agora. – E nem você. – Sorriu gentilmente, uma surpresa intrigada brilhando em nos seus olhos.

Oh, pelas fontes da magia! Eu tinha certeza que meu coração tinha falhado uma batida com esse sorriso. Fechei meus olhos, tonta demais para ter certeza de que não iria morrer. Isso não era normal, essa criatura deveria estar lançando algum tipo de feitiço em mim. Quem sabe se eu fechasse os olhos, o feitiço se quebrasse?

- Você fez de novo. – Ouvi a voz da moça e, surpreendentemente, percebi um claro tom de censura. Mesmo com os olhos fechados eu percebi a aproximação dela, que se abaixou (eu ainda estava caída no chão) e tocou o meu ombro.

- Fiz o quê? – Escutei-o perguntar no mesmo instante que eu, ainda de olhos fechados, fazia um gesto de pare com as mãos, pedindo tempo para me recuperar. Não sabia se eles iriam me entender – ou me atender – mas eu estava confusa demais no momento.

- Deslumbrou-a. – Bella respondeu.

Eu quase ri. Deslumbrar era uma palavra muito fraca para o que ele tinha feito comigo. Eu estava incapacitada.

Hoje eu me dou conta o quanto foi incrível que Edward tenha permitido que Bella se reaproximasse de mim. Naquele momento ele já devia sentir – ou melhor, saber – que eu não ofereceria risco nenhum à garota, do contrário ele já teria a levado para longe dali. E depois voltado para fazer picadinho de mim, só para ter certeza, é claro.

- Eu pensei que ela era uma vampira, mas agora me dou conta que isso é impossível. Ela é quente demais. – Escutei Bella dizer para a criatura.

Isso era muito insultante, e funcionou como um balde d´água nos meus sentidos entorpecidos. Um vampiro! Aquelas criaturas débeis que eu tinha visto na Inglaterra! Não eram mais do que uns bicinhos de estimação para muitas famílias bruxas e... Não muito bonitos, para dizer o mínimo.

Eu não sou tão bela quanto aquela criatura deslumbrante era, mas eu realmente me ofendi quando a moça me comparou com um vampiro. Abri meus olhos e, sentindo o fogo em minhas faces, estava pronta para responder quando...

- A criatura tem nome. – Ele declarou, e sua voz soava muito divertida dessa vez. – Sou Edward Cullen, e “sou” um vampiro.

“O quê? Onde? Quando? Por quê? COMO ASSIM???”, pensei.

- Essa é minha noiva, Bella Swan. – Ele acrescentou com um olhar doce e possessivo para a noiva. – E você, se entendi direito, é uma... Bruxa. – A voz dele estava surpresa agora.

Por um momento, eu pensei em Alice no País das Maravilhas. Estaria eu no País das Maravilhas. Você sabe, aquela sensação de tontura, nada fazendo sentido... Veja bem, eu nem tinha formulado a pergunta em voz alta, e a criatura maravilhosa que declarara ser um vampiro tinha dito exatamente o que eu estava pensando!

Vocês têm que me perdoar por eu ter demorado tanto a entender. Coloquem-se em meu lugar. Eu nem tinha me recuperado do choque que foi encontrar esses dois (o tal vampiro, especificamente). Nem olhava diretamente para ele, com medo de ser apanhada na mesma sensação de abobamento. Agora a criatura falava todas aquelas coisas que simplesmente não batiam com nada que eu conhecesse. E, cá entre nós, eu sou uma bruxa. Já vi muita coisa esquisita na minha vida.

Mas a coruja finalmente entregou o pergaminho. Ou, como diriam os trouxas, a ficha caiu. Eu nunca o chamei em voz alta de “criatura”. Nunca tinha expressado meu desgosto pela comparação com um vampiro, ou que idéia tinha da aparência deles – e que esse cara na minha frente não poderia ser um deles.

O deus grego estava lendo minha mente!!!

- Eu não... – Quando finalmente eu achei voz para falar, ela saiu trêmula. – Nunca... Não tinha... Como você OUSA invadir meus pensamentos?

A última frase saiu com uma indignação própria de uma dama vitoriana. Eu teria rido de mim mesma se tivesse serenidade para parar e escutar o que havia dito.

Não tinha ainda assimilado aquela “coisa” do vampiro. Por isso, ainda que incerta, e instintivamente falando, tentei me defender da idéia incômoda da bela criatura lendo os meus pensamentos. Especialmente porque a garota, Bella (a noiva), estava ali... Era muito constrangedor porque...

Porque eu não conseguia parar de pensar em como ele era bonito.

Hoje, eu me envergonho menos disso porque sei que é a reação natural das pessoas aos Cullen. Ou melhor, a todos os vampiros. O Dr. Carlisle – vou falar sobre ele mais adiante – explicou-me que aparentemente era um recurso que a natureza tinha dado aos vampiros para atrair as suas presas (nós, os humanos, é claro). Algo como as cores vistosas de uma planta carnívora, para os insetos.

Mas eu não sabia disso naquela época, e me defendi como pude. Como eu sabia.

- Ai! – Ele exclamou, franzindo o cenho e levando uma mão à testa, como se tivesse sentido uma fisgada ali.

- O que foi? – Bella voltou-se para ele, preocupada.

Encostei-me a uma árvore, satisfeita. Estava recuperando um pouco do controle, afinal. Sabem, nós, os bruxos, também temos nossos recursos no que se refere à mente. Neste caso em específico, eu tinha tentado uma coisa chamada “Oclumência” – a arte de fechar a mente para o inimigo. E tinha funcionado. Edward Cullen parecia intrigado.

Ou era o que eu tinha pensado.

- Sim, eu sou uma bruxa. – Confirmei pedantemente, estimulada pela minha vitória momentânea. – Não mexa comigo ou com a minha cabeça.

A moça ficou irritada.

- Alguém se importaria me dizer o que está acontecendo? Só para constar, “eu” não tenho nenhum poder especial, sou só a Bella Swan, a pobre coitada que tem que ser protegida!

Eu não sabia se ria ou me compadecia da garota. Ou nenhuma das duas coisas, já que Bella não parecia mais tão indefesa quando estava furiosa. É claro que, agora que me sentia mais segura, comecei a pensar e analisar as coisas mais racionalmente. Como eu costumava fazer, antes desse estranho casal aparecer na minha vida.

Perguntei-me se Bella também era vampira. Ela me parecia bem comum. Ou ao menos, não tinha aquela beleza sobrenatural de Edward (finalmente eu já estava pensando nele pelo nome, e não como “a criatura”) – se é que a aparência não-humana era indicativo de algo.

- Parece que a Samantha Stevens aqui me deu o que corresponde a um tapa mental, Bella. – O vampiro respondeu. Eu me senti extremamente satisfeita comigo mesma, até que ouvi a frase seguinte: - E não, Bella não é vampira, ela é humana. Eu não posso mais ouvir seus pensamentos, mas ainda consigo ver algumas imagens.

Emiti um gemido de surpreso desapontamento, do tipo “Ai, não!”. E depois... Ri. Ri muito, descontroladamente. No final das contas, era muito engraçado.

Edward me acompanhou na risada primeiro. Claro, ele podia ver o que estava na minha mente, então viu tudo sob a minha perspectiva. Bella demorou um pouco mais, olhando a nós dois com uma expressão preocupada, solene. Mais tarde, conhecendo a maturidade de Isabella Swan como conheço agora, entenderia melhor aqueles instantes antes que ela também se rendesse à hilaridade da situação.

Tomando fôlego, estendi a mão e me apresentei:

- Isabel Placido. Bruxa, Ordem de Merlin, Terceira Classe.
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Seg 21 Jul 2008, 22:28

Belzinha....

Amei a junção das nossas paixões... Sou péssima pra nomes, mas pensarei em um...

Adorei mesmo, ficou muito engraçado....

Beijinhos
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Seg 21 Jul 2008, 22:32

Ahhh, Belzinha, disponha! Surtar por essa fic foi um prazer inenarrável... hihihi
Tá ficando mto fofa!
Bjs, momosa!

Pronto, meninas, agora já pode contar... não é mais segredo! rsrsrs
Leiam e deliciem-se...
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Kelly**
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Ter 22 Jul 2008, 14:31

Ah Bel, Very Happy

Adorei, muito engraçado tbm.

E como viciada que sou, preciso perguntar: Quando tem mais?

Fico aguardando.

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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Ter 22 Jul 2008, 14:41

Oh querida, estamos aí para o que precisar. Wink
A história está muito divertida, suave e gostosa de ler. Já estou aguardando os próximos rascunhos.
Grande Bju. Wink

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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Qua 23 Jul 2008, 14:15

Obrigadas pelo apoio, queridas! sunny
Prometo que o próximo capítulo não vai demorar muito.
Espero que estejam se divertindo!
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Naty Stackhouse
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Qui 24 Jul 2008, 11:37

Eu soh ñ li pq... Bem, ainda ñ li até o terceiro livro. Rolling Eyes


Mas assim q eu ler eu passo aqui! Wink Adoro seu jeito de escrever.


Beijos.
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Sab 26 Jul 2008, 20:39

Naty: tudo bem, querida, eu espero! Wink

Acredito que amanhã ou segunda feira tenha o capítulo 3 (vai depender das minhas betas disserem - ou pelo menos uma delas - disserem que está tudo bem com o capítulo 3 Wink ).


E...


Que tal começarmos à pensar em um nome?

Primeira sugestão (dada pela Darla):

"Amanhecer da Magia".
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Sab 26 Jul 2008, 21:09

OBA!!!! Cap. novoooooooooooooooo....

Eu curti a sugestão da Darla.... Mas não tenho sugestão, só péssima pra Títulos, Sorry!
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Dom 27 Jul 2008, 11:54

Não se preocupe, Bruna!
Se não conseguir sugerir um título, ainda poderá votar nos sugeridos! Wink

Bem...
Lá vai o capítulo 3, devidamente liberado pela Lica...


- Capítulo 3 -
Elucidação.



Isso está virando um hábito. Mas, antes de mais nada, devo, novamente, dar mais explicações. Três explicações, para ser mais exata.

A primeira é sobre como nós nos safamos de ter que esclarecer nosso sumiço depois da explosão. Vocês devem entender que, tanto para mim quanto para o meu mais novo amigo vampiro, manter o segredo sobre nossas condições “incomuns” era essencial.

No entanto, não precisei formular nem uma palavra para que Edward me dissesse que ninguém prestara a atenção em onde nós estávamos no momento da explosão e, quando não acharam corpos dilacerados e carbonizados, logo acreditaram que tínhamos nos afastado antes da tragédia.

Eu franzi meu cenho, com uma pontada de irritação por ele ter lido meus pensamentos de novo. Teria reclamado, mas eu tinha várias dúvidas. Os adolescentes...

- Minha chegada desviou a atenção deles para mim. Eles conheciam o meu carro há mais tempo, mas minha “raça” chama mais atenção, eles não puderam evitar.

Desta vez eu trinquei os dentes e caprichei na Oclumência. Um leve piscar de olhos indicou que Edward tinha sentido. Mas o cara era durão. Continuou a explicar – e até mesmo parecia divertido! – que, quando ele voltou, acalmou a multidão super-excitada dizendo que estávamos no banheiro no momento e, quando nos encontrou, Bella estava quase desmaiando de susto e pediu que eu a levasse o mais rápido possível para casa.

O carro de Bella? Aquele verdadeiro tanque de guerra em forma de um carro “estiloso” saíra inteirinho, com apenas alguns chamuscados.

- Sabem, aquele carro me pareceu bem seguro. – Eu comentei. – Mas você precisa estar dentro dele, é claro. – Ironizei.

Edward apertou firmemente o maxilar. Bella voltou o rosto para a janela - nós estávamos no carro de Edward-, mas não antes de eu ver seus lábios comprimidos na clara tentativa de reprimir um sorriso. Eu não alcancei o significado real daquelas reações na hora, porque eu só viria a saber que o carro tinha sido um presente de Edward presente de Edward (uma das muitas ocasiões em que ele tentou proteger Bella de sua própria propensão a acidentes) algum tempo depois.

- Mas os trouxas não vão querer uma reparação financeira? – Perguntei, passando para o próximo item das minhas preocupações.

Claro, quando me dei conta do que eu disse, expliquei (se bem que tinha a impressão que só Bella precisava de uma):

– Quero dizer: as pessoas comuns. Não levem à mal, é só uma expressão que os bruxos usam. Pegou, não é ofensiva. – Pequena pausa. – Não mais...

- A reparação dos danos não é problema. – Edward declarou simplesmente.

Eu levantei uma das minhas sobrancelhas e me voltei para Bella, lançando um olhar interrogativo para ela.

- É, eu sei. – Ela revirou os olhos. – Edward parece não se dar conta que viver como um Rockfeller não é normal.

Nem precisaria ser uma grande Legilimens (se o oclumente “fecha” a sua mente, o legilimens é a razão pela qual os bruxos estudam oclumência; já que a Legilimência é o oposto, a arte de ler mentes). Não, eu entendi a situação financeira dos Cullens sem artifícios mágicos. Carros caros e chamativos. “Okay”, pensei comigo mesma. Talvez se eu tivesse alguns séculos para acumular fortuna, também chegaria algum dia à lista dos “podremente ricos”.

Não que fosse uma meta louvável. Além disso, o conserto das coisas que nós, os bruxos, quebramos – ou da maioria delas -, pode ser feito com um simples movimento de varinha. Mas ainda restariam as memórias dos trouxas a serem apagadas, é claro...

Não. Não pensaria nisso. Com alguma sorte, ninguém teria percebido que quebrei outra coisa: as regras.

Teve um momento nessa coisa toda do salvamento (hollywoodiano, não?) e da aparição de um noivo-vampiro (gente, isso foi... surreal. E olha que eu sou uma bruxa!!!) que eu não entendi. Como, em nome de Merlin, Edward nos achou?

Aquilo estava me pondo uma pulga atrás da orelha. Sabem aquelas cenas de filmes, aquelas quando você se pergunta se tudo não é uma armação para fazer os mocinhos confiarem nos bandidos? Pois é, eu estava tendo um momento desses.

Evidentemente, eu perguntei. Duvido que alguém me faça calar a boca depois que eu a abro – é um defeito, eu sei. Mas eu precisava perguntar, ou ficaria louca (provavelmente mais de medo que de curiosidade). E a resposta me deixou mais surpresa do que se Edward tivesse me dito que, na realidade, eu estava sendo levada para ser o lanchinho dele. Ele sentiu o cheiro dela. Oh, pela varinha de Circe! O cheiro!

Aquilo era tão... Selvagem! Não, essa não seria a palavra adequada para descrever o que eu pensei sobre aquilo. Aliás, nem naquela hora eu conseguia achar um vocábulo que se enquadrasse perfeitamente, e continuo sem conseguir. O cheio de Bella... Era... Erótico, eu acho. Mas ao mesmo tempo, tão romântico! Acho que nunca imaginei uma relação assim.

Claro, como eu tenho a tendência a pensar nas coisas mais inusitadas, por alguns segundos eu senti a necessidade de verificar se eu ainda estava com o cheiro fresquinho do banho que tinha tomado antes de pegar a chave de portal. Se ele podia sentir o cheiro de Bella de tão longe, imagine um mau cheiro a um metro?

De qualquer forma, esclarecido o ponto sobre o tremendo estrago no Posto de Gasolina – Bella estava particularmente preocupada com o fato de isso seria a sensação de Forks por semanas, meses e talvez até anos – passarei para a explicação número dois: a dupla sentada nos bancos da frente do carro, já que foi neles que minha mente se concentrou depois da historio do cheiro.

Esse casal, Edward e Bella - eu os tinha conhecido há o quê, meia hora? – eram tão sincronizados que, quando eu me dei conta, já estava pensando neles como uma entidade só: Edward-e-Bella. Bella-e-Edward. Enfim, eram a personificação do mito das duas metades que se encontram. Almas gêmeas.

Lindo, né? Agora podem deixar seus queixos caírem, estarrecidos: eles dificilmente chegavam aos vinte anos!

Ou melhor, eu podia apostar o meu estoque do ano inteiro de pó-de-Flu que eles tinham menos de vinte. Oh, esqueçam o pó-de-Flu, ou terei mais explicações para dar. Simplesmente saibam que eu iria ganhar a aposta.

Parcialmente, ao menos. Bella tinha dezoito anos, como Edward me explicou enquanto estávamos indo para a casa dos Cullen – é, eu devo ser maluca por ir me meter em uma casa cheia de vampiros. Nem preciso dizer que Edward leu minha mente. Isso estava me tirando do sério, mas, como ele estava me entretendo com os detalhes da vida deles, fiquei bem quietinha, escutando.

Bella era humana, e tinha dezoito anos, como eu disse. Por alguma razão que não sabiam explicar, a garota era imune a certos “dons” que alguns vampiros – não todos – apresentavam. Edward podia ler mentes. Alice, sua irmã, podia ver o futuro. E Jasper, outro irmão, tinha o poder de acalmar ou agitar as pessoas.

Isso esclareceu muitas coisas para mim, porque eu já estava começando a me perguntar como Bella conseguia agüentar um namorado que sempre sabia o que ela estava pensando. “Bonitinho, mais irritante”, fiz questão de pensar, sabendo que o vampirinho me “ouviria”.

No entanto, voltando à questão de idades, eu perderia a aposta em relação ao Edward. Ele tinha mais de cem anos. E apenas dezessete destes anos tinham sido vividos como humano.

Vampiros não nascem vampiros, sabem? Ao menos essa parte do mito era verdade: as pessoas são mordidas e se transformam. Achei engraçado quando Bella resmungou algo sobre nunca se poder confiar totalmente que um mito é só um mito. Não tive dúvidas que ter conhecido uma bruxa só tenha agravado essa convicção de Bella sobre os mitos.

E a conclusão disso tudo? Uma garota de dezoito anos e um vampiro centenário se apaixonaram e iriam se casar. Guardei para mim a pergunta que queimava na minha língua: como resolver o problema da imortalidade e juventude eternas de Edward. Desta vez, se o rapaz escutou o que estava intrigando minha mente, preferiu não responder.

Estranho. Naquela hora nem me passou pela cabeça o problema de Bella, como todo humano, parecer-se muito com um lanchinho de vampiro. E olha que na época eu nem sabia do detalhe que Bella cheirava melhor do que qualquer outro humano para Edward.

Acho que a idéia do “porque casar” também ocupava um espaço significativo na minha mente. Vejam bem. Eu posso ser uma bruxa, mas sou uma pessoa do século XXI. Se tempo não era problema (para Edward, pelo menos), então, para quê a pressa? Se Edward tivesse se dignado a me responder, em vez de fingir que não estava lendo a minha mente, talvez eu tivesse entendido que ele era, afinal de contas, um garoto do início do século XX. Que para ele casar era importante.

E, é claro, eu não teria voltado a ter dúvidas sobre ter concordado em conhecer os outros Cullen.

Vejam bem... Eu fui aluna de Rubeo Hagrid. O que quer dizer que eu tive um forte ensinamento de nunca prejulgar criaturas mágicas. Okay, vampiros, pelo que eu estava novamente constando e em um nível novo para mim, eram seres e não criaturas. Mas o princípio era o mesmo. Ainda assim – e exatamente por ter tido aulas com Hagrid – eu também havia aprendido que às vezes é bem saudável certa dose de preconceito (eu ainda me lembro como queimaduras de explosivins doem).

Então, o que me pareceu tão inofensivo no começo, de repente gerou muitas dúvidas em mim. Tinha essa humana que iria se casar com um vampiro. Eles me confirmaram que os vampiros como eles, não os que eu conheci – os “Ghoul” - bebem sangue e matam pessoas para sobreviver. Mas tudo bem, porque eles não faziam isso. Chamavam a si mesmos de “vegetarianos”, porque se alimentavam de animais.

Uma pessoa com um pouco mais de bom senso teria se perguntado antes se não era mentira. Não eu. E agora, um pouco tarde mais, pensando sobre os motivos de uma humana estar com um vampiro (além de ele ser lindo “de morrer”), eu comecei a ter surtos com imagens de um covil de vampiros maquiavélicos e depravados comandando a mente de uma jovem inocente para que ela atraísse suas vítimas até o castelo...

Certo. Nem sempre as imagens eram estas. Às vezes a jovem não era inocente, e sim tão malvada e deturpada quanto os vampiros, disposta a fazer de tudo em troca de uma “mordida da eternidade”. Um pacto sangrento.

Há-há. É. Eu tenho uma mente fértil.

Mas admitamos: eu podia estar certa! As pessoas poderiam achar que sim, que era tudo isso que eu estava pensando, até darem uma olhada para o rosto de Bella. Ela não parecia catatônica, sob a influência de mentes alheias. E, por Merlin, muito menos maquiavélica!

Talvez eu não possa colocar toda a culpa da minha tortura mental em Edward, no fim das contas. Desde que o primeiro pensamento de dúvida despontou em minha cabeça, sendo acionado pela idéia intrigante do casamento, eu caprichei na Oclumência. Eu admito: não acreditava nas chances que eu tinha se resolvesse fugir naquele momento, então, achei que quanto menos Edward soubesse das minhas suspeitas, melhor para mim. Sou uma covarde.

Então... Eis o motivo de eu ter ido parar na casa dos Cullen. Isso e o fato de que, quando dei por mim, já estávamos lá. Depois de responder às minhas perguntas, os dois tinham começado a me questionar sobre minha vida e coisas do Mundo Bruxo. Eu respondia de forma quase automática. Daí, alguém disse: “chegamos” e eu olhei espantada para a grande casa branca, prendendo a respiração: “Mas já?”.

O que nem Edward nem eu desconfiamos, é que Bella também estava cheia de dúvidas. Como eu vim a saber mais tarde, o meu novo amigo vampiro não costumava levar pessoas para conhecerem sua família. Primeiro, porque era melhor deixar os humanos o mais longe possível. Depois porque Edward tinha passado os últimos noventa anos no mais completo tédio imortal, e não era muito sociável – coisa que Bella felizmente veio a alterar. E até com Bella Edward hesitou em levar até o restante dos Cullen.

Eis a dúvida dela então – por que era mais fácil para ele contar tantos detalhes sobre a família dele a mim, expondo-os a estranha, logo ele, que era tão protetor com aqueles a quem amava? Por que ele me levara imediatamente à casa dele?

Hoje eu responderia, sem precisar pensar muito, que com certeza a idéia de que sua família pudesse pular em cima de mim, sedentos como se eu fosse o último cantil de água no deserto, não o preocupava tanto quanto se a coisa fosse com Bella. Nem um milésimo de centésimo da preocupação com ela, aliás. Além disso, Edward provavelmente já havia percebido que eu não representava perigo, não desejava fazer mal a eles. Não quero me gabar, mas eu tenho a filosofia de nunca dar informações que possam prejudicar inocentes – meio budista mesmo, aquele negócio de conspiração do universo. E mesmo que quisesse fazer algum mal... Nem teria chance contra um bando de vampiros juntos. A-há. Viraria “patê de Belzinha ao curry”.

Mas não era só isso. Edward tinha outros motivos para me apresentar – e porque não dizer, “me comprometer” à sua família. E, ainda que a lógica da coisa seja meio complicada de explicar agora, o fato é que Bella não iria gostar desse motivo. Não que ele não fosse nobre (dificilmente você vai ver Edward fazendo algo que não seja nobre), mas porque Bella queria que, naquele assunto em específico, a nobreza de Edward fosse às favas.

Eu não posso deixar de dar razão. Aos dois.

Pois bem. Lá estávamos nós três, tendo esses pensamentos sombrios e sem saber o que os outros estavam pensando. E foi assim, às escuras e silenciosos que nos dirigimos à entrada da casa dos Cullen.


Última edição por Belzinha em Sab 02 Ago 2008, 18:40, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Dom 27 Jul 2008, 16:26

Belzinha, vc é má....

Isso é momento de acabar o capítulo????? affraid affraid

Tirando isso a estória está demais....

Beijos
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Seg 28 Jul 2008, 16:40

Valeu Belzinha!!!
Tá muito bom!!

E você me deixou com vontade de escrever!!! Cool
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Seg 28 Jul 2008, 22:57

NÃO ACREDITO!!!!!!! Shocked Shocked Shocked VOCÊ FEZ UMA FIC E EU AINDA NÃO TINHA VISTO???????????????? affraid affraid affraid COMO PODE?????? Suspect Suspect Suspect

Bem, não vou começar a ler agora, porque já é tarde. Sleep Mas amanhã é outro dia... sunny Me aguarde!!! Twisted Evil Twisted Evil Twisted Evil

Beijão Bel e obrigada por esse "presente" Wink



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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Qua 30 Jul 2008, 10:01

Mais, Bel!!! Shocked

Eu já li os três capítulos duas vezes!!!!

Preciso de mais!!! DEMAIS!!!!!!! bounce bounce bounce

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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Qua 30 Jul 2008, 17:48

Citação :
Belzinha, vc é má....

Isso é momento de acabar o capítulo????? affraid affraid

Sou obrigada a concordar com a Bruna!!! Mad

E Bel, amei viu???? Dei muita risada e fiquei imaginando a cara de vocês três naquele primeiro encontro!!! Agora, por sua culpa, o meu lado leitora foi ativado, então, vê se não demora prá postar mais!!! bounce bounce bounce bounce bounce bounce

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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Dom 17 Ago 2008, 15:30

Citação :
pensando sobre os motivos de uma humana estar com um vampiro (além de ele ser lindo “de morrer”), eu comecei a ter surtos com imagens de um covil de vampiros maquiavélicos e depravados comandando a mente de uma jovem inocente para que ela atraísse suas vítimas até o castelo...

Certo. Nem sempre as imagens eram estas. Às vezes a jovem não era inocente, e sim tão malvada e deturpada quanto os vampiros, disposta a fazer de tudo em troca de uma “mordida da eternidade”. Um pacto sangrento.

Há-há. É. Eu tenho uma mente fértil.
[quote]

HAHAHAHA
impagável belzinha!
agrada qualquer fã de ambas as séries.
não demora a postar o 4 menina... study
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Qui 04 Set 2008, 19:00

OK...respira...inspira...muito bem...isso...calma...

QUE CALMA NADA!

Belzinha, a tua fica tá um Edward Cullen!!!!!!!!!!!!

ou seja, perfeita!!!!!!!!! (Edward Cullem=lindo, maravilhoso, inacreditável, fofo, incrível, inteligente, romantico, enfim, perfeito)

Como eu não vim aqui antes? COMO?

Eu, como aficcionada por Crepúsculo e Harry Potter já devia ter vindo aqui!

DEMAIS DEMAIS DEMAIS!

Continua!!!!!!!!! cheers cheers cheers
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Qui 04 Set 2008, 21:19

Guta Swan Cullen escreveu:


DEMAIS DEMAIS DEMAIS!

Continua!!!!!!!!! cheers cheers cheers


É isso mesmo, Guta!
Ouviu, Belzinhaaaaaaaaa????
Continua... continua... continua.....!!!!
cheers cheers cheers
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Seg 15 Set 2008, 20:19

Belzinha...pelo amor de tudo que é mais sagrado.....CONTINUA FILHA DE MERLIN!!!!!


Muita maldade de sua parte....muita mesmo!
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Qua 17 Set 2008, 22:35

Ah, gente, obrigada pelo apoio e pelos pedidos de atualização!

Sei que ando sumida ultimamente - essa vida de adulto é um saco, sabiam? - mas pelo menos terminar este capítulo (que eu já havia rascunhado) e publicar, eu posso fazer.

Então... (Desculpem betas, isso não passou por vocês, deve estar cheio de erros), aí vai:


4. Os Cullens.

Mal tinha dado o primeiro passo, quando a porta se abriu e, através dela, algo muito parecido ao que os trouxas chamam de “fada” veio saltitando até nós.

A garota era pequena, mesmo para uma adolescente. Tinha cabelos curtos, castanhos e espetados para todos os lados, em um corte moderno. Ainda assim, as feições delicadas exibiam a mesma palidez sobrenatural e os olhos dourados de Edward.

Em dois segundos, a fadinha estava ao meu lado, mais rápido do que os meus reflexos de bruxa podiam reagir. “Espero que essa fada não seja mordente”, pensei, imediatamente percebendo pelas semelhanças com o outro Cullen que ela também era uma vampira. A custo, reprimi o impulso de cobrir o meu pescoço com as mãos.

Dêem-me um desconto. Já eram dois vampiros presentes, e eu ainda não tinha saído correndo. Até que eu estava sendo bem durona.

- Eu sabia que você viria! – A garota exclamou, sem se preocupar em se apresentar.

Pisquei algumas vezes, não pela falta de apresentação, mas para me situar na nova dinâmica das conversações.

- Você... Deve ser Alice. – Conclui.

- Isso mesmo! – Ela sorriu, erguendo os braços efusivamente. E então, disse para os outros dois: - Ela é esperta.

- Eu gosto de pensar que sim. – Respondi, agora incerta sobre a minha própria inteligência, já que estava para entrar na casa de criaturas de natureza praticamente desconhecida para mim.

- Vamos entrar. - Edward sugeriu já se adiantando com Bella. - Eles estão impacientes.

Eles. Juro, aquilo me arrepiou até a alma.

Alice passou os braços em volta de mim e também me guiou para dentro:

- Estou tão feliz que tenha vindo! – Ela me confidenciou, aparentemente alheia ao meu nervosismo.

Em um misto de pânico e humor, tentando não trair o meu medo – e falhando tristemente – abri muito os meus olhos e disse, enrijecendo pelo toque frio de Alice:

- É mesmo? Que bom. Porque eu ainda não formei uma opinião sobre o assunto...

Alice soltou uma risadinha, enquanto me dava conta que as palavras saíram automaticamente da minha boca, como se o medo em mim fosse veritasserum – uma poção da verdade - sendo injetado diretamente nas minhas veias.

Todos os meus sentidos gritavam “perigo, perigo, perigo!”, e a idéia de desaparatar dali começou a ficar cada vez mais atraente. Edward deve ter lido meus pensamentos - terrificada do jeito que eu estava, a oclumência foi para o espaço -, porque ele se voltou para mim com o rosto preocupado e, após lançar uma súplica muda para Bella, a garota trocou de lugar com Alice, acompanhando-me.

A vampirinha pareceu um pouco ofendida com o meu medo, quando o gesto do casal a fez percebê-lo; mas, após uma rápida troca de olhares com Edward, ela deu de ombros e entrou na casa, seguida do rapaz.

Passei por aquela porta seguramente sentindo falta de ar, mas a sensação de pânico que a proximidade com Alice me causava passou.

Ao dar mais alguns passos em direção ao interior da casa, percebi cinco pessoas sentadas em sofás de uma ampla e moderna sala de estar, às quais Edward e Alice se juntaram. Pensando agora sobre isso, acredito que os Cullens tenham querido me dar espaço antes que eu topasse com eles, e, se foi isso, sou imensamente grata.

O impacto de ver todos eles juntos não pode ser traduzido em palavras. Juro. Não estou sendo melodramática. Os Cullens causam um misto de fascínio e terror nos humanos. Bem, creio que todos os vampiros causam esse efeito, embora eu duvide que existam muitos deles por aí que dêem tempo para um humano refletir sobre essas reações quando os encontram.

Uma vez – tempos depois deste dia que agora estou narrando – Bella me contou que uma das primeiras coisas que percebeu nos Cullens foi que eram muito semelhantes em suas diferenças. Melhor explicando: apesar de não terem as feições parecidas, como uma família biológica, era evidente que eles eram iguais: as peles mais pálidas que alguém já pudesse ter visto, beleza estarrecedora e olhos dourados.

Sim, esta devia ser a minha impressão também, se eu pudesse racionalizar o que a primeira visão daquela família me causou. Possivelmente – ainda que em um nível muito inconsciente – eu tenha pensado nisso. E a razão dessa semelhança, como vocês bem podem imaginar, não é os laços de parentesco. Não. Os Cullens não eram parentes de sangue.

Parentes de sangue. A-Há! Realmente, eu ando me superando com os duplo-sentidos nesta minha narrativa.

O primeiro da família Cullen a “nascer” para esta vida vampírica, há uns trezentos anos atrás, foi Carlisle. Ele foi também o criador deste estilo de vida... Hum... Agora me surgiu a dúvida sobre o uso da palavra “vida” aqui. Bem, talvez eu devesse usar “existência”, como meus amigos parecem preferir. Então, o Dr. Carlisle (ele era médico) foi o primeiro a optar por uma alimentação “vegetariana”. Nós, os humanos, agradecemos, obrigada!

No início do século XX, veio Edward. Ele estava morrendo no hospital onde o Dr. Cullen trabalhava, vítima da Gripe Espanhola. Carlisle, depois de uma intensa batalha moral consigo mesmo, resolveu transformá-lo. Carlisle nunca tinha feito isso ninguém antes.

Então, pouco depois veio Esme, esposa de Carlisle. A simpática matriarca dos Cullens é a personificação da feminilidade suave e maternal. Ironicamente, foi a maternidade que a levou a tentar o suicídio: depois de perder o filho, ela se jogou de um despenhadeiro. Suas intenções de ter sua existência findada não tiveram êxito graças também ao bom Dr. Cullen.

Ah, peço licença para fazer uma pequena pausa aqui. Preciso suspirar sonhadoramente. Afinal, é impossível não fazê-lo ao imaginar como deve ter sido romântico abrir os olhos e dar de cara com o rosto angelicalmente perfeito de Carlisle e descobrir que, longe das coisas terem terminado para você, estavam apenas começando!

Em seguida, veio Rosalie, uma loira exuberante, altiva e com cara de poucos amigos. Disseram-me que foi uma história igualmente trágica, mas ninguém se viu disposto – ou cômodo – a contá-la para mim. Aparentemente, é algo que, se Rosalie quiser que eu saiba, ela mesma é quem tem que contar para mim. No entanto, duvido que algum dia a “fria senhorita dos anos 30” o faça.

Emmet, o consorte de Rose, é o oposto da loira. Grande a ponto dos outros compará-lo a um urso. No entanto, não era preciso muito tempo para logo perceber que ele era amigável como um ursinho de pelúcia (não confundam “amigável” com “inofensivo”!). Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que é o mais bem-humorado do grupo.

Alice (a fada) teve sua transformação nos anos vinte, e pouco se lembrava de sua vida humana. O companheiro dela, Jasper – nome sonoro, não? – é o mais “velho” deles depois de Carlisle, ao menos no sentido temporal, tendo sido este loiro de ombros largos transformado na época da Guerra Civil Americana. Pena que eu não descobri isso antes de ter feito uma piadinha, tempos depois, sobre ele me dar impressão de que a qualquer momento ele apareceria trajando um uniforme e uma estrela de xerife, pronto para salvar donzelas indefesas. Teria me poupado de engasgar com o chá que a senhora Esme gentilmente tinha me servido, quando Alice me revelou que idade tinha seu amor.

Desculpem por este desvio do assunto. Evidentemente, descobri tudo isso depois, pouco a pouco, durante a minha estada em Forks.

Voltando ao ponto onde eu “congelei” a minha narrativa – considerem o tempo que levaram para ler sobre os Cullens como um reflexo do meu próprio congelamento naquele instante – em algum momento, eu comecei a sentir os meus músculos relaxarem e lentamente fui me sentindo mais confortável.

O responsável por isso foi Jasper, claro. Como eu já mencionei, ele tem o poder de acalmar ou agitar as pessoas, embora eu nunca o tenha visto fazer uso dele para causar abalo (no passado, sim, ele o usou, mas Jasper não gosta de falar nisso).

Não negando a minha natureza precipitada, tão logo vi que minha língua tinha destravado – mas antes de estar totalmente calma – acabei despejando de um fôlego só:

- Oi, sou Isabel. Sou uma bruxa. Por favor, não me mordam.

Todos prenderam a respiração depois dessa minha “brilhante” frase introdutória. Fiquei confusa (oh, sério?), pois, apesar de me sentir mortificada (porque não consigo deixar de lado as palavras cuja raiz seja “morte”?), ao final de tudo, achei que tinha todo o direito de sentir medo de ser mordida. Então, porque todo aquele empertigamento? Não era para eles estarem tão ofendidos, por mais orgulhosos que se sentissem do tal estilo de vida vegetariano.

- Uma bruxa? – Carlisle voltou-se para Edward, que confirmou com um movimento de cabeça, sério e grave. Carlisle voltou-se para Alice: - Então foi isso que foi viu? Uma bruxa vai nos ajudar com os Volturi?

Oh, certo. As expressões de antes não eram pela parte do “não me mordam”, mas pela parte do “bruxa”. O que não deixava de ser irônico, porque eu era uma bruxa, sim, mas eles eram vampiros então... “Espera aí” – a linha dos meus pensamentos foi cortada novamente por outra lacuna no meu entendimento:

- Volturi?!? – Perguntei a todos e a ninguém ao mesmo tempo, confusa.

- Eu não sabia que era isso. – Alice respondeu à Carlisle, e parecia que ninguém tinha se inteirado da MINHA pergunta. – Mas ela claramente estava nas minhas visões, e fazia coisas incríveis...

- Mas quem são os...

- Por que não me disse nada sobre isso? – Foi a vez de Bella me interromper, dirigindo-se ao Edward, com o cenho franzido. Novamente, ninguém fez caso por eu estar tendo aquela sensação “Alice-no-País-das-Maravilhas”. – Eu deixei bem claro que não deixaria as coisas chegarem a este ponto por minha causa. Se os Volturi puserem as vidas de vocês em perigo, eu quero ser trans... – Ela soprou o ar de uma vez só, da forma típica de quem se dá conta de algo. – Você vai lutar com eles, por em risco a todos, só para não ter que me morder? – Era impossível não ver a irritação na voz de Bella.

O clima ficou evidentemente tenso. Até eu, que geralmente não seguro a minha língua, senti que devia deixar para mais tarde as explicações.

- Bella, não é bem isso, entenda...

- Ah, eu entendo perfeitamente! Toda aquela bobagem sobre viver mais um pouco, ter experiências das quais eu vou me arrepender de não ter vivido antes, enfim, tudo isto que eu cansei de lhe dizer que não tinha problema nenhum em renunciar! Edward, quando vai me ouvir e entender que eu sei muito bem o que quero? Ah, como eu gostaria que você pudesse ler meus pensamentos!

Enquanto eu via Edward contrair um músculo do maxilar em um misto de culpa e determinação, comecei a processar os fragmentos de informação. Ela queria ser transformada em vampira, por amor a ele, e tinha declarado que sua escolha era consciente, bem pensada. Apesar disso, Edward relutava em transformá-la e tirar dela todas aquelas coisas que ele mesmo tinha perdido.

Renúncia por amor, dos dois lados. Entenderam porque eu disse, no capítulo anterior, que dava razão a ambos?

- Mas porque esses Volturi iriam forçá-la a se transformar?

Finalmente eles resolveram prestar atenção em mim. Cheguei a dar um passo para trás, com a intensidade com que todos me encararam.

Ainda assim, o que realmente me fez empalidecer foi a criatura que naquele momento entrou voando por uma das enormes janelas envidraçadas da casa. Não por ser horrenda ou desconhecida. Não. Ela me encheu de terror porque uma coruja carregando um envelope com o selo do Ministério da Magia sempre aterroriza um bruxo.

Eu estava em apuros. Grandes apuros, como tinha temido desde o começo. Um palavrão se insinuou pela minha boca:

- Ai, que... Merlin! – Exclamei no lugar. “Merlin” não era a palavra com “m” que eu ia dizer, se é que me entendem...

Mas a carta tomou a forma de um berrador oficial, a magia fazendo com que o envelope “falasse” com a voz de quem o enviou:

- “Prezada Srta. Placido: [meus novos amigos soltaram uma exclamação uníssona de espanto] Nossos feitiços de controle indicaram que a senhorita realizou o procedimento de aparatação em frente a trouxas hoje, às quinze horas e quarenta e três minutos, em Forks, no Estado de Washington, o que é uma infração contra o Decreto de Sigilo. Uma vez que tal decreto é uma lei internacional bruxa, sua condição de diplomata não lhe dá imunidade. Solicitamos que fique onde está, até que um membro do Ministério da Magia vá buscá-la, para que sofra as penalidades cabíveis. [A voz ficou artificialmente mais jovial]: Atenciosamente, Stewart Pidd, Departamento de Controle das Atividades Mágicas".*

Então, a carta se rasgou em mil pedacinhos.

----

* Stewart (Stu) Pidd = stupid (estúpido, em inglês).
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Qui 18 Set 2008, 16:17

muito muito muito bom!!!!! cheers cheers

A sua narrativa é extremamente divertida e envolvente!!!!!!!

Ta MUITOOOOO legal!

Mesmo!!!!!!

Continua, né? bounce Very Happy
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Qui 18 Set 2008, 17:39

- Oi, sou Isabel. Sou uma bruxa. Por favor, não me mordam.
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Muito boa Bel!!

Continuo adorando e esperado por mais.

Espero tbm que sua "vida de adulta" se acalme um pouco.

Bjks.

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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Qui 18 Set 2008, 21:06

Ah, Belzinha Placidoooo! Tá muuuiiitttooo fofa e engraçada! Tive acessos de risos. Fiquei até com medo que meu marido resolvesse me internar para "ter certeza"... sabe como é, né? Acho q ele não pensou que eu conseguiria seguir respirando....

hihihi

Amada, tá tudibom! Adorei o trocadilho com o nome e, como já disse pra Sally Mary, digo pra vc tbm:
- se precisar, alimento suas caraminholas.... adubo-as.... Stand by me!!!!!
Very Happy Very Happy Very Happy

lol! lol!
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Sex 19 Set 2008, 19:11

É a cara do Ministério mesmo se meter nessas coisas!!! Afff...

huahauhauahuah

aLÉM DOS vOLTURI CONTROLANDO TODO MUNDO, AINDA TEM O mINISTÉRIO... mERLIN!!!

(Ai, eu sei que escrevi tudocom o caps ligado, mas me perdoem,....me deu uma preguiça de reescrever. :p)

Bel!!!! Tá tudo lindo demais! Parabéns! Pena que vai demorar mais um pouquinho, mas por favor, não desanima não.... A gente táadorando!

Beijocas!
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MensagemAssunto: Re: A-História-Que-Ainda-Não-Foi-Nomeada   Hoje à(s) 09:14

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