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 Extras de New Moon (6): Se Jacob não quebrasse as regras

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Sally Owens
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MensagemAssunto: Extras de New Moon (6): Se Jacob não quebrasse as regras   Seg 21 Jul 2008, 10:43

SE JACOB NÃO QUEBRASSE AS REGRAS (inclui o epílogo original)


A maior diferença (e é uma diferença enorme) entre o primeiro rascunho de New Moon e a cópia final é essa: originalmente, Bella nunca descobriu o que havia de errado com Jacob. Naquela época era um livro mais curto, que deixava de fora as setenta páginas cruciais nas quais Jacob e Bella dividem todos os seus segredos e fortalecem sua relação em uma coisa que transcende a amizade.
(Antes que você continue lendo, não deixe que esta versão te confunda. Não foi assim que -realmente aconteceu-. Enquanto o meu conhecimento do personagem de Jacob crescia, essa versão original parecia mais e mais inaceitável. (É claro que Jacob ia quebrar as regras ? ele é Jacob!) Isso é um esqueleto -, só ossos, nada de carne).

Tente imaginar isso: Bella vai até a casa de Jacob pra exigir a verdade sobre o -culto-. Jacob aparece com Sam e os outros, e aí concorda em conversar privadamente com Bella. Ele dispensa ela (na falta de uma palavra melhor pra descrever) e ela fica com o coração partido pela segunda vez no livro. Ok, isso tudo parece familiar. Mas aí naquela noite... nada acontece. Jacob não quebra as regras e entra pela janela dela pra conversar com ela. Jacob não dá nenhuma pista a ela, tentando ajuda-la descobrir o que ela já sabe. Bella ainda está isolada, sozinha. Ela não tem idéia de que Victoria está por aí, caçando ela, ou que os lobisomens estão por lá, protegendo ela.
Bella, no entanto, é persistente demais pra receber um não como resposta de Jacob. Ela não tem os mesmos problemas de auto-merecimento que interferiram em seu relacionamento com Edward de New Moon pra impedi-la aqui. Não, Jacob DEVE a ela mais que isso, droga, e ela vai cobrar o que lhe é devido.
Ela, porém, não consegue encontrar ele, e eventualmente a procura dela a leva até o topo dos penhascos. Ela se lembra de observar - a gangue- mergulhar em direção à plenitude ? vocês sabem como ela fica boba com suas alucinações. Mergulhar de penhascos é a inspiração dela nessa versão. Quando Jacob salva a vida dela dessa vez, a interação entre eles sofre uma virada de 180 graus da versão final...


-Como nós vamos sair daqui?- Eu tossi e botei as palavras pra fora. Eu estava com tanto frio agora que não conseguia sentir muito mais além do calor do corpo dele enquanto lê me segurava cuidadosamente acima das ondas, e as dores nas minhas costas. Parecia que a corrente estava puxando as minhas pernas, sem querer desistir, mas elas estavam dormentes e eu podia estar só imaginando.
-Eu vou te rebocar até a praia. Você vai ficar imóvel como se estivesse inconsciente e não vai lutar. Isso vai facilitar as coisas-.
-Jake-, eu disse ansiosamente. -A água é forte demais. Você provavelmente não va conseguir nem sozinho, quanto mais me levando-.
-Eu te pesquei, não foi?- Ele estava me segurando com força demais pra que eu údesse ver seu rosto, mas a voz dele estava presumida.
-Você pescou-, eu disse duvidosamente. -Como você fez isso? A corrente...- -Eu sou mais forte do que você-
Eu teria discutido, mas bem nessa hora a água resolveu sair do meu estômago.
-Tudo bem-, ele disse, quando eu terminei de vomitar. -Eu preciso te tirar daqui. Lembre-se, fique parada-.
Eu estava fraca demais pra discutir, mas eu estava morrendo de medo de abandonar a segurança das rochas e deixas as ondas me pegarem de novo. Reconciliada como eu estava com a idéia de que eu estava me afogando há dois minutos atrás, agora eu estava com medo. Eu não queria voltar para a escuridão. Eu não queria que a água cobrisse meu rosto novamente.
Eu pude sentir quando Jacob pulou da rocha. Eu estava de costas e ele estava me segurando por baixo dos braços enquanto se impulsionava para a costa. A água agitada nos alcançou, e eu entrei em pânico e comecei a chutar.
-Pare com isso-, ele disparou.
Eu lutei pra ficar imóvel, e era mais difícil do que eu havia imaginado, mesmo apesar dos meus membros exaustos, doloridos não quererem nada além de ficar imóveis. Foi incrível ? nós passamos através da água como se uma linha estivesse nos guiando até a costa. Jacob era o nadador mais forte que eu já havia visto. Os empurrões e apertos da corrente pareciam inúteis pra romper a forte rota que ele havia cortado através das ondas. E ele era rápido. Recorde mundial de velocidade.
Aí eu senti areia arranhando os meus joelhos.
-Tudo bem, você pode se levantar, Bella-.
Assim que ele me largou, eu caí de cara nas primeiras ondas que tinham a altura do meu joelho.
Ele me puxou pra fora antes que eu pudesse botar mais água pra dentro, me jogando com facilidade por cima de seu ombro e marchando pela areia. Ele não disse nada, mas a respiração dele parecia irritada.
-Bem ali-, ele murmurou pra si mesmo, e mudou de direção. Eu só pude ver, enquanto oscilava no ombro dele, seu pé descalço deixando pegadas enormes na areia molhada. Ele me colocou numa trilha de areia que realmente parecia seca. Estava escuro aqui ? eu me dei conta de que estávamos em uma caverna superficial que a maré havia separado das rochas. A chuva não podia me alcançar diretamente, mas pequenos salpicos de chuvisco chicoteavam na areia lá fora e batiam em mim.
Eu estava tremendo com tanta força que os meus dentes estavam se batendo ? o som parecia com o de castanholas em alto volume.
-Venha aqui-, Jacob disse, mas eu não tive que me mexer. Ele passou seus braços ao meu redor e me segurou com força em seu peito nu. Eu estremecia, mas ele estava imóvel. A pele dele estava quente demais ? como se a febre tivesse voltado.
-Você não está congelando?-, eu gaguejei.
-Não-
Eu me senti envergonhada. Não apenas ele tinha sido exponencialmente melhor que eu na água, mas agora ele tinha que me fazer parecer ainda mais fraca.
-Eu sou uma fracassada-, eu murmurei.
-Não, você é normal- A amargura estava lá na voz dele. Ele mudou de assunto rapidamente, sem me dar a chance de perguntar o que ele estava querendo dizer. -Será que você se importa em me dizer o que diabos você pensou que estava fazendo?- Ele quis saber. -Mergulhando do penhasco. Recreação-. Inacreditável, mas ainda havia água no meu estômago. Ela escolheu esse momento pra reaparecer.
Ele esperou até que eu pudesse respirar de novo. -Parece que você se divertiu-.
-Eu me diverti, até atingir a água. Será que não devíamos procurar alguma ajuda ou coisa assim?- Meus dentes ainda estavam se chocando, mas ele entendeu o que eu disse.
-Eles estão vindo-.
-Quem está vindo?- Eu perguntei, suspeitando, e surpresa.
-Sam e os outros-.
Eu fiz uma careta. -Como eles vão saber que precisamos de ajuda?- Meu tom estava cético. Ele bufou. -Porque eles me viram correr e me jogar no penhasco atrás de você-.
-Você estava me observando?- Eu acusei com fraco ultraje.
-Não, eu te ouvi gritar. Se eu tivesse te visto eu teria te parado. Aquilo foi muito estúpido, sabe-.
-Seus amigos fazem isso-.
-Eles são mais fortes que você-.
-Eu sou uma boa nadadora-. Eu protestei, apesar das provas em contrário.
-Em uma piscina de plástico-, ele discutiu. -Bella, tem um furação se formando aqui. Você não considerou isso nem um pouco?-
-Não-, eu admiti.
-Estúpida-, ele repetiu.
-É-. Eu concordei com um suspiro. Eu estava com muito frio e muito cansada.
-Fique acordada-, Jacob me sacudiu com força.
-Corta essa-, eu insisti. -Eu não vou dormir.-
-Então abra seus olhos-.
Verdadeiramente, eu não percebi que eles estavam fechados. Eu não disse isso a ele. Eu simplesmente os abri e disse. -Tá bom-.
-Jacob?- O chamado soou claramente apesar do barulho do vento e das ondas. A voz era muito profunda.
Jacob se inclinou pra longe pra não gritar no meu ouvido. -Na caverna, Sam!-
Eu não ouvi eles se aproximando. Abruptamente, a pequena caverna estava lotada de pernas marrom-escuras. Eu olhei pra cima, sabendo que meus olhos estavam cheios de desconfiança e raiva, consciente da proximidade de Jacob. Seus braços me protegiam, mas de repente eu senti eu era a protetora.
O rosto calmo de Sam foi a primeira coisa que eu vi. Uma confusa sensação de déjà vu me dominou. A caverna escura não era muito diferente da floresta à noite, e, de novo, eu estava fraca e desamparada a seus pés. Ele estava me salvando de novo. Eu encarei ele, incomodada.
-Ela está bem?- ele perguntou a Jacob com a voz segura do único adulto entre as crianças.
-Eu estou bem-, eu murmurei.
Ninguém me ouviu.
-Nós precisamos aquecê-la ? ela está ficando sonolenta- Jacob respondeu pra ele.
-Embry?- Sam chamou, e um dos garotos deu um passo à frente pra entregar uma pilha de cobertores a Jacob. O tom de comando na voz de Sam me irritou imensamente.
Era como se nenhum deles pudesse fazer alguma coisa até que ele desse permissão. Eu o encarei ferozmente enquanto Jacob enrolava os cobertores grossos ao meu redor.
-Vamos tirar ela daqui-, Sam instruiu calmamente. Ele se inclinou na minha direção com as mãos pra fora, mas parou quando eu me afastei dele.
-Eu levo ela, Sam-, Jacob disse, colocando seus braços embaixo de mim e me levantando fluidamente enquanto ficava de pé.
-Eu posso andar-, eu protestei.
-Tá bom-, Jacob me colocou de pé e esperou.
Meus joelhos fraquejaram. Sam me segurou enquanto eu caía; instintivamente, eu lutei contra as mãos dele.
Jacob me agarrou de novo, me puxando pra longe de Sam e me jogando em seus braços. Ele era ridiculamente forte pra sua idade. Eu fiz uma careta furiosa quando Sam apertou os cobertores ao meu redor.
-Paul, você está com aquela capa de chuva?-
Outro garoto deu um passo à frente sem dizer uma palavra e adicionou uma camada de plástico pra cobrir os cobertores.
Foi nesse ponto, embrulhada em camadas de proteção, que eu me dei cota de que Sam e os outros não estavam mais vestidos do que Jacob. Eu tinha presumido que Jacob havia tirado a maioria de suas roupas antes de pular atrás de mim, mas eles estavam todos de pés descalços e com os peitos nus, cada um deles usando apenas shorts ou um par de jeans cortados, pingando de tão molhados pela chuva. A chuva pingava de seus cabelos e deslizava em curvas pelo marrom suave dos seus peitos; eles não pareciam notar. Embaixo da minha pilha de cobertores, eu tremia incontrolavelmente e me sentia como um bebê ridículo.
-Vamos-, Sam ordenou, e eles saíram da caverna.
Havia uma trilha que seguia praia acima. Eles se moviam agilmente pelo caminho íngreme, Jacob tão rapidamente como o resto. Ninguém se ofereceu para ajuda-lo, e ele nunca pediu ajuda. Jacob não parecia estar incomodado por suas mãos não estarem livres. Ele nunca vacilou.
Sam e os outros três iam na nossa frente, e, enquanto eu observava subirem com facilidade pela montanha, eu fiquei surpreendida de ver o quanto eles combinavam bem o caminho natural. Eles se camuflavam harmoniosamente com as cores das rochas e das árvores, o movimento do vento; eles pertenciam a esse lugar.
Eu olhei pra Jacob, e ele combinava também. As nuvens e a tempestade e a floresta emolduravam seu novo rosto perfeitamente. Ele parecia até mais natural, mais em casa, do que o meu Jacob feliz já havia parecido em sua garagem caseira, o seu próprio reino. Isso era perturbador.
Nós havíamos chegado mais longe na estrada do que eu havia imaginado. Eu podia ver um vago caroço, com uma cor ruiva à Sul, e eu adivinhei que ele fosse minha caminhonete. Eu queria tentar caminhar de novo, mas Jacob ignorou meus rogos murmurados. Eles ficaram na extremidade da floresta, como se eles pudessem se mover com mais velocidade entre as árvores do que na estrada. E eles estavam se movendo rapidamente; a minha caminhonete estava se aproximando mais rapidamente do que devia.
-Onde estão as suas chaves?- Jacob perguntou enquanto nos aproximávamos. A respiração dele ainda estava uniforme e regular.
-No meu bolso-, eu respondi automaticamente antes de me dar conta do que ele estava sugerindo.
-Dê elas pra mim-.
Eu encarei ele, mas o rosto dele estava calmo e determinado. Solenemente, eu forcei minha mão a entrar no meu jeans molhado e procurei minha chave. Eu afastei os cobertores até que minha mão estava livre. Eu a levantei.
-Pra você ou pra Sam?- eu perguntei amargamente.
Ele revirou os olhos. -Eu vou dirigir-.
Em um movimento súbito, rápido, ele inclinou a cabeça na minha direção e arrancou a chave da minha mão com os dentes.
-Hey!- eu me opus, assustada, enquanto pulava nos braços dele.
Ele sorriu maliciosamente através da chave.

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MensagemAssunto: Re: Extras de New Moon (6): Se Jacob não quebrasse as regras   Seg 21 Jul 2008, 17:29

Muito legal. Se não me engano ela retirou partes daqui e colocou na caida do penhasco que foi para o livro, e acrescentou mais algumas coisas como o vulto da Victoria. Tirou outras muitas também. Nesta cena, acho que como está no livro ficou melhor. entendi o ponto de vista dela. E acho que o Jake quebrando as regras é mais interessante, é mais Jake.

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MensagemAssunto: Re: Extras de New Moon (6): Se Jacob não quebrasse as regras   Seg 04 Ago 2008, 15:37

Sabe, ela podia ter feito o Jake conversar com ela depois dessa cena. Eu adorei a parte dele carregando ela hihihi.

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MensagemAssunto: Re: Extras de New Moon (6): Se Jacob não quebrasse as regras   Sex 06 Fev 2009, 18:55

Taí!
Finalmente um extra que eu não gostei!

Esse, definitivamente, não é Jacob!
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MensagemAssunto: SE JACOB NÃO TIVESSE QUEBRADO AS REGRAS ... continuação ...   Ter 03 Mar 2009, 09:52

Estávamos junto à picape agora; Sam abriu a porta do passageiro e Jacob me colocou dentro do carro. Jacob deu a volta para o lado do motorista enquanto o resto deles subiu na caçamba. Jacob ligou o motor e o aquecedor no máximo, mudando a posição deles para que ficassem só pra mim. Eu olhei culpada para a janela de trás, para seus amigos sentados sem se perturbarem, seminus na chuva que caía.

- Mas então o que você estava fazendo por aqui? - eu perguntei ao Jacob. - Vocês iam nadar com o furacão também?

- Estávamos correndo - ele cortou.

- Na chuva?

-Sim, sorte sua.

Eu calei a boca e olhei para a janela.

Nós não viramos na 110 como eu esperei, mas ao invés disso pegamos o caminho que levava a casa do Billy.

- Por que você está me levando para a sua casa?

- Eu vou pegar a minha moto e colocar na caçamba para a viagem de volta - a não ser que você queria que eu fique com a sua picape.

- Ah.

- Além do mais, eu quero que o Billy dê uma olhada em você. Eu não quero que o Charlie saiba disso até que eu tenha certeza de que você bem. Ele provavelmente vai me prender por tentativa de homicídio, ou algo assim - ele acrescentou amargamente.

- Não seja burra - eu retruquei.

- Ok - ele concordou. - Já tem mais que estupidez necessária… pular de um penhasco!

Eu corei e olhei pra frente.

Jacob me carregou para dentro da casa. O resto deles nos seguiu silenciosamente. O rosto de Billy estava sem expressão.

- O que aconteceu? - ele perguntou, direcionando a pergunta ao Sam ao invés que a seu próprio filho. Olhei pra ele.

- Eu estava pulando do penhasco - eu disse rapidamente, antes que Sam pudesse responder.

Billy só ergueu uma sobrancelha e manteve os olhos no Sam.

- Ela está com frio, mas acho que ficará bem em algumas roupas secas - Sam disse.

Jacob me colocou no sofá pequeno, e rapidamente o empurrou para perto do aquecedor. As pernas do sofá se arrastaram, barulhentas, pelo chão de madeira. Então ele desapareceu até o armário no quartinho.

Billy não disse nada sobre a condição de seu filho, que pingava pela casa toda, nem sobre a de ninguém. Ninguém parecia preocupado com hipotermia a não ser no meu caso.

Me senti mal sobre encharcar o sofá, mas eu não conseguia levantar a cabeça para salvar o tecido seco do meu cabelo molhado. Estava cansada demais. Mesmo as figuras altas e agourentas que enchiam a sala, encostadas nas paredes sem se mexerem, conseguiam manter meus olhos abertos. Eu finalmente estava quente perto do aquecedor que zumbia, e meus pulmões se moviam de um jeito que me empurrava até a inconsciência ao invés de me deixar acordada.

- Devo acordá-la para se trocar? - eu ouvi o Jacob sussurrar. Perguntando para o Sam, sem dúvida.

- Como está a pele dela? - a voz grave de Sam respondeu. Eu queria mandar pra ele outro olhar de raiva, mas meus olhos não abriam.

Os dedos do Jacob tocaram levemente minha bochecha.

- Quente.

- Acho melhor deixá-la dormir, então.

Eu fiquei feliz que eles iam me deixar em paz.

- Charlie? - Jacob perguntou.

Billy respondeu dessa vez. - Ele viria pra cá num piscar de olhos. Vamos esperar até que a tempestade passe para chamá-lo.

Boa resposta, eu pensei. Aqui eu estava, cercada por homens estranhos dos quais eu tinha começado a sentir medo, mas me senti estranhamente segura e quente aqui.

Alguém falou alguma coisa, uma voz que eu não reconhecia. - Você quer que nós três voltemos pra lá?

Houve uma pausa. - Acho que sim - Sam finalmente disse. - A tempestade é o disfarce perfeito, não vamos ser pegos desprevenidos.

- Três é suficiente? - Billy perguntou, parecendo preocupado.

Alguém deu uma risada gutural. - Nenhum risco.

- Se tiver um só - Sam emedeu, severo. Ninguém respondeu, mas eu escutei uma porta se abrindo.

- Controle, meus irmãos - Sam disse de novo, no tom de alguém se despedindo de um parente. - Rapidez e segurança para vocês.

Fiquei ligeiramente incomodada com essas palavras, mas mantive minha voz equilibrada.

- Irmãos - os outros repetiram em uníssono. Eu escutei a voz do Jacob se unir a dos outros.

A porta se fechou silenciosamente. Não houve som por um bom tempo, e a temperatura quente me levou até a inconsciência outra vez. Eu estava quase dormindo quando o Sam falou calmamente.

- Você não quis deixá-la.

- Se ela acordar, eu acho que ela teria medo de você - Jacob parecia na defensiva.

- Você não pode fazer isso, Jacob. Foi certo salvar a vida dela hoje, claro. Mas você não pode mantê-la perto de você.

Eu tive que morder a língua para segurar a resposta acida que eu queria dar pra ele. Era mais importante escutar agora.

- Sam… eu… eu acho que consigo. Acho que seria seguro.

- Um momento de raiva, só isso. Quão perto você chegou na tarde passada?

Jacob não respondeu.

- Eu sei que é muito difícil.

- Eu sei que você sabe - Jacob disse, complacente. Não, eu quis dizer a ele. Não se entregue assim!

- Seja paciente - Sam aconselhou. - Em um ano mais ou menos…

- Ela terá ido embora - Jacob concluiu amargamente.

- Ela não é pra você - Sam disse gentilmente.

Jacob não respondeu, e eu fiquei magoada. Eu odiava ter que concordar com o Sam em qualquer coisa. E eu não via como esse fato estragava a nossa amizade.

Estava quente demais para eu me concentrar, e no silencia que se seguiu a esse dialogo eu perdi a luta contra minha mente cansada. Em algum lugar perto, eu escutei uma voz delicada murmurando uma canção de ninar familiar, e eu soube que já estava adormecida.
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MensagemAssunto: SE JACOB NÃO TIVESSE QUEBRADO AS REGRAS ... parte 2 ...   Ter 03 Mar 2009, 10:03

A parte a seguir me parecia uma boa introdução para o epílogo original do Lua Nova. Conforme continuamos com esse universo alternativo, lembrem-se que, mesmo a Bella sabendo que tem algo errado com o Jacob, ela não tem idéia que ele é um lobisomem. No epilogo, ela e Edward estão juntos em Forks outra vez, e as coisas voltaram ao normal…

Era uma daqueles raros dias de sol, o tipo de dia que eu menos gostava.
Mas Edward não podia manter sua promessa a cada minuto. Ele também tinha suas necessidades.
- Alice pode ficar de novo - ele ofereceu na sexta-feira à noite. Eu conseguia ver a ansiedade por trás de seus olhos - o medo de que iria surtar no minuto que ele me deixasse sozinha e fazer algo maluco. Como pegar a minha moto de La Push, ou brincar de roleta russa com a pistola do Charlie.
- Eu vou ficar bem - eu disse com uma confiança fingida. Tantos meses de esforço para manter as aparências tinham afiado minhas habilidades para mentir. - Você tem que se alimentar também. E é melhor nós voltarmos à rotina.
A maioria das coisas tinha voltado à rotina, em menos tempo que eu acreditaria ser possível. O hospital tinha recebido Carlisle de volta de braços abertos e ávidos, sem nem se preocupar em esconder a felicidade com o fato de que Esme não tinha gostado da vida em Los Angeles. Graças à prova de cálculo que eu tinha perdido, Alice e Edward estavam em melhores condições de se formar do que eu no momento. Charlie não estava contente comigo - ou falando com o Edward - mas pelo menos Edward podia entrar em casa de novo. Eu só não podia sair dela.
- Eu tenho umas redações para fazer, de qualquer jeito - eu suspirei, acenando em direção a pilha de inscrições para faculdades - Edward tinha surrupiado um de cada faculdade cujo prazo de entrega ainda estava aberto - na minha mesa. - Eu não preciso de nenhuma distração.
- Isso é verdade - ele disse com uma severidade zombeteira. - Você terá muita coisa pra deixá-la ocupada. E eu estarei de volta quando anoitecer.
- Não se apresse - eu disse a ele superficialmente, e fechei meus olhos como se estivesse cansada.
Eu estava tentando convencê-lo que eu confiava nele, o que era verdade. Ele não precisava saber dos pesadelos de zumbi. Eles não eram sobre a falta de confiança nele - era de mim mesma que eu ainda não podia depender.
Charlie ficou em casa, o que não era normal para um sábado. Eu trabalhei nas inscrições na mesa da cozinha para que ele pudesse ficar de olho em mim com mais facilidade. Mas eu era um tédio de se observar, e ele raramente tirava os olhos da televisão para checar se eu ainda estava lá.
Eu tentei me concentrar nos formulários e perguntas, mas era difícil. Hora ou outra eu me sentia solitária; minha respiração ficava mais dura e eu tinha que lutar para me acalmar. Eu me sentia como aquele motorzinho que podia - toda a hora eu tinha que me lembrar, você pode fazer isso, você pode fazer isso, você pode fazer isso.
Então, quando a campainha tocou, a distração foi mais que bem recebida. Eu não tinha idéia de quem poderia ser, mas eu nem me importava.
- Eu atendo! - eu gritei, e levantei da mesa como um raio.
- Ok - Charlie disse desinteressado. Eu corri para a sala de estar, pronta para receber um vendedor porta a porta ou alguma testemunha de Jeová.
- Oi, Bella - Jacob Black sorriu, cínico, quando a porta se abriu.
- Ah, Jacob, oi - eu murmurei, surpresa. Eu não tinha tido noticias deles desde que nós tínhamos voltado sãos e salvos da Itália. Eu tinha considerado a ultima despedida dele como final. Doía quando eu pensava sobre isso, mas para ser perfeitamente honesta, minha mente tinha ficado bem ocupada com outras coisas para sentir a falta dele como eu deveria.
- Está livre? - ele perguntou. O tom amargo não tinha desaparecido de sua voz, e ele disse essas palavras com um ressentimento especial.
- Depende - Minha voz estava ácida, combinando com a dele. - Não estou tão ocupada, mas eu estou sob custodia. Então não estou livre, não.
- Mas você está sozinha, não? - ele explicou, sarcasticamente.
- O Charlie está aqui.
Ele mordeu os lábios. - Eu queria falar com você a sós… se você puder.
Eu levantei as mãos, sem defesa. - Você pode pedir ao Charlie - eu disse, com um triunfo escondido. Charlie nunca me deixava sair de casa.
- Não foi isso que eu quis dizer - Os olhos escuros dele de repente ficaram mais sérios. - Não era a permissão do Charlie que eu estava pedindo.
Eu o encarei sombriamente. - Meu pai é o único que me diz o que eu posso e o que eu não posso fazer.
- Se você diz - ele deu de ombros. - Ei, Charlie! - ele gritou por cima do meu ombro.
- É você, Jake?
- Sim. A Bella pode dar uma volta comigo?
- Claro - Charlie disse casualmente, e meu sorriso esperançoso, o que esperava pela negação, se tornou uma careta.
Jacob levantou uma sobrancelha em desafio.
O olhar provocador que estava nos olhos dele fez me mover mais rápido do que eu teria me movido. Eu estava fora de casa em um segundo, fechando a porta atrás de mim.
- Aonde você quer ir? - eu perguntei, com uma animação falsa.
Pela primeira vez, ele pareceu inseguro. - Sério? - ele perguntou. - Você ficaria sozinha comigo, de verdade?
- É lógico - eu franzi a testa. - Por que não?
Ele não respondeu. Ele me encarou por um longo minuto com os olhos suspeitos e confusos.
- O quê? - eu exigi.
- Nada - ele resmungou. Ele começou a andar para a floresta.
- Vamos por esse lado - eu sugeri, acenando em direção a rua do lado oeste. Eu já tinha tido experiências suficientes para uma vida toda naquela parte da floresta.
Ele olhou para mim rapidamente, suspeito de novo. Então deu de ombros outra vez e passou na calçada para a rua.
Essa era a caminhada dele, então eu mantive minha boca fechada, embora eu estivesse ficando mais curiosa a cada segundo.
- Tenho que admitir, estou surpreso - ele finalmente falou quando nós estávamos quase na esquina. - A sugadorazinha de sangue não te contou tudo?
- Eu girei e comecei a andar para a casa de novo.
- Que foi? - ele perguntou, confuso, igualando meu passo irritado.
Eu parei e olhei para ele. - Eu não vou falar com você se começar a insultar os outros.
- Insultar? - ele piscou, surpreso.
- Você pode se referir aos meus amigos usando os nomes deles.
- Ah - Ele ainda parecia um pouco surpreso que eu tinha achado a palavra ofensiva. - Alice então, né? Não acredito que ela ficou de boca fechada - Ele começou a andar para a esquina outra dez, e eu o segui, relutante.
- Não sei do que você está falando.
- Você não cansa de se fazer de burra?
- Não estou me fazendo de burra - eu disse, azeda. - Aparentemente, eu sou burra.
Ele me olhou cuidadosamente. - Hm - ele resmungou.
- Que é? - eu exigi.
- Ela não falou mesmo de mim?
- De você? O que tem você?
Os olhos deles examinaram o meu rosto novamente. Então ele sacudiu a cabeça em resignação e mudou de assunto.
- Eles já te fizeram escolher?
Eu soube imediatamente o que ele quis dizer.
- Eu disse pra você que eles não iam fazer isso. Você é o único obcecado em escolher lados.
Ele sorriu, um sorriso duro, e seus olhos se estreitaram. - Veremos sobre isso.
Abruptamente, ele se inclinou e me pegou em um abraço de urso tão apertado e entusiasmado que me tirou do chão.
- Me solta! - eu lutei inutilmente. Eles era forte demais.
- Por quê? - ele riu.
- Porque eu não consigo respirar!
Ele me largou, dando um passo para trás com um sorriso malicioso no rosto.
- Você está drogado - eu acusei, olhando para baixo envergonhada, fingindo arrumar a minha camiseta.
- Só lembre-se que eu te avisei - ele sorriu, se inclinando de novo - não tão longe - para pegar meu rosto entre suas mãos enormes.
- Hm, Jacob… - eu protestei, minha voz subindo uma oitava, uma mão se mexendo rapidamente para cobrir a minha boca.
Ele me ignorou, inclinando a cabeça para pressionar seus lábios firmemente na minha testa por um segundo prolongado. O beijo pareceu começar como uma piada, mas seu rosto estava nervoso quando ele se endireitou.
- Você deveria me deixar beijá-la, Bella - ele disse quando deu um passo para trás, deixando as mãos caírem. - Você pode gostar. Algo quente pra variar.
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Shayera
Conhecendo Edward
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MensagemAssunto: ...   Ter 03 Mar 2009, 10:04

- Eu te disse desde o começo, Jacob.
- Eu sei, eu sei - ele suspirou. - Culpa minha. Fui eu que soltei a granada.
Eu olhei pra baixo, mordendo o lábio.
- Eu ainda sinto a sua falta, Bella - ele disse. - Muito. E então, bem na hora que nós talvez voltássemos a ser amigos de novo, ele volta.
Fiz cara feia pra ele. - Se não fosse pelo Sam, nós seriamos amigos de qualquer jeito.
- Você acha? - Jacob de repente sorriu, e o sorriso era arrogante. - Ok, deixarei nas mãos dele então - era obvio que o pronome que ele disse não se referia ao Sam.
- O que você quer dizer?
- Eu serei seu amigo - se ele não tiver problema com isso - Jacob ofereceu, e depois começou a rir com algo que lembrava um divertimento verdadeiro.
Eu fiz uma careta, mas não ia deixar passar a oportunidade inesperada. - Ótimo - eu estiquei minha mão à minha frente. - Amigos.
Ele apertou minha mão com um sorriso. - A parte irônica é que - se ele deixar que você seja minha amiga - ele bufou de escárnio. - ia dar certo. Sou melhor que isto do que o resto deles. Sam diz que é da minha natureza - ele fez uma cara revoltada.
- Da sua natureza em quê? - eu perguntei, confusa.
- Vou deixar que o sanguessuga te conte isso - quando ele te explicar porque você não pode ser minha amiga - Jacob riu de novo.
Eu me virei automaticamente, mas ele agarrou meu ombro.
- Desculpa. Escapou. Eu quis dizer… Edward, é claro.
- É claro. Só se lembre que você fez um trato - eu o lembrei sombriamente.
- Eu vou manter a minha parte da barganha, não se preocupe com isso - ele riu.
- Não entendo a piada - eu reclamei.
- Você vai entender - ele continuou a rir. - Mas eu não posso garantir que você vai achar engraçado.
Ele começou a voltar para a casa, então eu achei que ele já tinha dito tudo o que planejava dizer.
- Como está o Sam? - eu perguntei em um tom neutro.
- Não está feliz, como você deve imaginar - ele disse, atestando a verdade. - Você não pode esperar que a gente esteja super feliz que os vampiros voltaram pra cá.
Eu o encarei, meu rosto congelado de choque.
- Ah, fala sério, Bella - ele resmungou, revirando os olhos.
Eu franzi a testa e olhei para longe, enquanto ele ria de novo. Meu temperamento se incendiou.
- Como está o Quil? - eu o provoquei.
A expressão dele imediatamente virou uma careta. - Não o vejo muito mais - ele reclamou.
- Bom.
- É só uma questão de tempo - ele disse numa voz doentia e nervosa. - Agora.
- Agora o quê?
- Agora que seus amigos estão de volta.
Nós nos encaramos por um momento.
- Não posso falar com você quando fica desse jeito - eu decidi eventualmente.
Eu não esperava que ele desse pra trás, mas ele deu.
- Você tem razão. Não estou sendo muito amigável, né? Não deveria desperdiçar o momento - essa provavelmente é a ultima conversa que nós teremos.
- Vou gostar bastante de provar que você está errado - eu murmurei.
- Isso é engraçado. Eu não acho que vou gostar nenhum um pouco de provar que vocês está errada.
Nós tínhamos chegado a casa. Jacob me acompanhou até a varanda, mas nós paramos ali.
- Você espera que ele volte logo? - Jacob perguntou casualmente.
- Edward, você quer dizer?
- Sim… Edward - parecia difícil para ele dizer o nome. Ele tinha menos problema com ‘Alice’.
- Mais tarde - eu disse num tom vago.
Jacob piscou para o sol, que aparecia através das nuvens estranhamente finas.
- Ah - ele disse, claramente entendendo perfeitamente. - Diga a ele que eu disse ‘oi’.
Ele soltou outra risada.
- Claro - eu murmurei.
- Eu nem consigo te dizer o quanto queria que você ganhasse essa - ele disse quando terminou de rir, seu sorriso desaparecendo. - La Push é tão sem graça sem você.
Tão rapidamente que a minha respiração parou de choque, Jacob atirou os braços ao me redor outra vez.
- Tchau, Bella - ele sussurrou, sua respiração quente no meu cabelo.
Antes que eu pudesse me recuperar e responder, Jacob se virou e correu pela rua, suas mãos enfiadas nos bolsos da calça. Foi só nessa hora que eu me perguntei como ele tinha chegado até aqui. Não tinha nenhum carro à vista. Mas as pernas compridas dele o levavam tão rápido que eu teria que gritar para perguntar. E eu tinha certeza que ele ia se encontrar com o Sam em algum lugar por perto.
Parecia que tudo o que eu fazia com o Jacob era dizer adeus. Eu suspirei.
Charlie não olhou pra cima quando eu passei por ele.
- Que conversa curta - ele notou.
- Jacob foi birrento - eu disse a ele.
Ele riu brevemente, olhos na TV.
Levei meus trabalhos para o meu quarto, então, determinada a me concentrar melhor. Eu sabia que se eu ficasse na cozinha eu não iria tirar meus olhos do relógio em cima do forno por nada. No meu quarto, consegui simplesmente tirar o despertador da tomada para resolver o problema. Eu já tinha preenchido cinco formulários de inscrição, que estavam prontos para serem enviados, quando o som da chuva tirou a minha concentração. Eu olhei para a janela. Aparentemente, o tempo bom tinha acabado. Eu sorri por um momento, e olhei para a próxima pergunta. Ainda tinha horas à minha frente.
Algo rígido me pegou pela cintura com força e me tirou da cama. Antes que eu pudesse inspirar para gritar, minhas costas estavam contra a parede mais distante. Eu estava presa ali por algo firme e frio - e familiar. Um rosnado baixo, alarmado saia por entre seus dentes.
- Edward, que foi? Quem está aqui? - eu sussurrei em terror. Tinham tantas respostas más para aquela pergunta. Era tarde demais. Eu nunca devia ter dado ouvidos a eles, eu devia ter feito a Alice me mudar na hora. Eu comecei a hiperventilar de medo.
E então Edward disse - Hmmm - em uma voz que não parecia nenhum pouco preocupada. - Alarme falso.
Eu respirei fundo, acalmando o ritmo. - Ok.
Ele se virou, se afastando devagar para me dar espaço. Ele colocou as mãos nos meus ombros, mas não me puxou para perto. Seus olhos examinaram meu rosto, meu nariz perfeito se torcendo um pouco.
- Desculpe por isso - ele sorriu pesarosamente. - Exagerei.
- Em quê? - eu perguntei.
- Em um minuto - ele prometeu. Ele deu um passo para trás e me olhou com uma expressão estranha que eu não consegui decifrar. - Primeiro, por que você não me diz o que fez hoje?
- Fui boazinha - eu disse sem fôlego. - Já estou na metade.
- Só na metade? Não que eu esteja reclamando. - Agora que eu estava começando a me recompor do momento de pânico, eu podia sentir uma onda de felicidade surgindo dentro de mim. Ele tinha voltado.
- Você fez mais alguma coisa? - ele continuou, esperançoso.
Eu dei de ombros. - Jacob Black passou aqui.
Ele acenou, sem surpresa. - Ele escolheu bem o momento. Suponho que ele estivesse esperando eu ir embora.
- Provavelmente - eu admiti e ele de repente ficou tenso. - Porque, Edward, ele… bem, parece saber de tudo. Eu não sei se ele começou a acreditar no Billy agora -
- Eu sei - ele murmurou.
- O quê? - eu perguntei, pega desprevenida outra vez.
Mas Edward tinha andado para longe, seu rosto distante e pensativo.
Eu comecei a ficar brava. - Isso é irritante. Você vai me contar o que está acontecendo?
- Talvez - mas ele hesitou. - Posso pedir um favor antes?
Eu gemi. - Certo - eu fui sentar na cama, tentando juntar os papeis espalhados. - O que você quer? - Ele devia saber que não havia muita coisa que eu não faria por ele. Perguntar era quase supérfluo.
- Eu gostaria muito se você me prometesse ficar longe do Jacob Black. Só para minha paz de espírito.
Meu queixo caiu. Eu olhei para ele em um a descrença horrenda. - Você esta brincando - eu disse sem acreditar.
- Não, não estou - ele me olhou com olhos sombrios. - Você quase me fez ter um ataque do coração - e não é a coisa mais fácil de fazer.
Eu não entendia o que ele queria dizer com aquilo, só que ele estava fazendo exatamente o que eu tinha tanta certeza que ele não faria. - Você não pode estar falando sério. Você não pode estar pedido de verdade que eu escolha lados.
- Escolha lados? - ele perguntou, franzindo a testa.
- Jacob disse que eu teria que escolher, que você não me deixaria ser amiga dele - e eu disse que isso era ridículo - eu olhei para ele com olhos suplicantes - suplicantes para ele levar a sério.
Os olhos dele se estreitaram um pouco. - Mesmo eu odiando fazer com que o Jacob Black esteja certo… - ele começou.
- Não! - eu lamentei. - Não acredito nisso! - Eu chutei o ar, petulante, e uma pilha de inscrições voaram para o chão.
Os olhos dele ficaram frios. - Você pode escolher o outro lado - ele me lembrou.
- Não seja idiota! - eu resmunguei.
- Eu não tinha percebido que ele era tão importante para você - Edward disse numa voz melancólica. Os olhos dele ficaram duros outra vez.
- Você não está com ciúmes - eu gemi sem acreditar.
Ele fungou uma vez, e torceu o nariz de novo. - Bem, o cheiro é como se ele tivesse chegado bem perto de você hoje à tarde.
- Não foi idéia minha - Mas eu corei.
Ele notou isso. Levantou uma sobrancelha.
- Não tem absolutamente motivo algum para você ficar com ciúme de ninguém nem de qualquer coisa, nunca. Como você não sabe disso? Mas o Jacob é importante pra mim. Ele é o melhor amigo humano que eu tenho. Ele é da família. Se não fosse por ele… - eu parei, sacudindo a cabeça. Morta não era a pior coisa que eu poderia estar sem o Jacob.
- Seu melhor amigo humano - Edward repetiu em voz baixa, encarando sem ver a janela por um segundo antes de se voltar para mim. Ele veio sentar do meu lado na cama, mas deixou um espaço entre nós, o que me surpreendeu. - Eu tenho que admitir, eu devo um a ele - pelo menos uma - por salvar você do túmulo aquático. Mesmo assim, eu… preferiria que você mantivesse distancia. Porque eu estar com ciúmes ou não vem ao caso. Você já deve ter percebido a essa altura que a única coisa que me deixa preocupado é a sua segurança.
Eu pisquei, surpresa. - Segurança? O que diabos você quer dizer?
Ele suspirou, fazendo uma careta. - Não é meu segredo para contar. Por que você não perguntou ao Jacob o que está acontecendo.
- Eu perguntei.
Ele colocou os dedos nos lábios, me lembrando de falar baixo.
- Eu acabei de perguntar, de novo - eu continuei nervosa, porem mais silenciosamente. - E o Jacob disse “eu vou deixar o sanguessuga te contar essa, quando ele explicar porque você não pode ser minha amiga”.
Ele revirou os olhos, então eu continuei.
- Ele também disse para te falar “oi” - eu acrescentei, usando o mesmo tom de provocação que o Jacob tinha usado.
Ele sacudiu a cabeça, e então sorriu triste. Ele colocou as mãos nos meus ombros, me segurando um pouco longe, como se fosse para ter uma visão melhor da minha expressão. - Ótimo, então - ele disse. - Eu vou te contar tudo. Na verdade, eu vou explicar cada mínimo detalhe e responder cada pergunta que você tiver. Só que você pode fazer uma coisa para mim antes? Ele ergueu as sobrancelhas, quase se desculpando, e torceu o nariz de novo. - Se importa de lavar o seu cabelo? Você absolutamente fede a lobisomem.
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MensagemAssunto: Re: Extras de New Moon (6): Se Jacob não quebrasse as regras   Ter 03 Mar 2009, 10:06

NÃO QUE EU GOSTE DOS EXTRAS, MAS A POSSIBILIDADE DE JACOB NÃO CONTAR NADA A BELLA E TAL NÃO ME ATRAI, ELE FICA MUITO FRIO.

E EDWARD, TODAS AS PARTES QUE ELE XINGA JACOB E VICE-VERSA SÃO ENGRAÇADAS: - Se importa de lavar o seu cabelo? Você absolutamente fede a lobisomem.
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MensagemAssunto: Re: Extras de New Moon (6): Se Jacob não quebrasse as regras   

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Extras de New Moon (6): Se Jacob não quebrasse as regras
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