Doce Vampiro
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 Histórias que se repetem - CAPITULO 5 ATUALIZADO

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Diana
Conhecendo os Cullen
Conhecendo os Cullen


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Data de inscrição : 23/07/2008
Localização : Com um Cullen de cabelos cor de bronze, na floresta...

MensagemAssunto: Re: Histórias que se repetem - CAPITULO 5 ATUALIZADO   Seg 08 Dez 2008, 12:37

Vou começar pelo fim!

Spike tentou ajeitar a jaqueta de couro que lhe chegava aos pés. Usava calças pretas e botas pretas. Depois dos anos 80, ele resolveu sempre se vestir assim. Eu disse que a moda black de Nova Yorque era ultrapassada, mas ele adorava posar de Billy Idol. Apesar de que foi Billy Idol que imitou ele.

Peraí, eu acabei de conhecer a inspiração de Billy Idol? Ele ainda é loiro, alto e cínico? Ai, eu não resisto!

- Viajando nas trevas sem você. – ele soltou. Spíke sempre foi assim. Quando o conheci, ele tinha textos e poemas publicados. Era um escritor de futuro, diziam. – E você? Continua vivendo sem mim?

aaaah! Ele foi poeta! E 'viajar nas trevas' nunca foi tão literal!

Oh não! Obviamente que terei que explicar estes detalhes pra ela. Mas pensando bem, minha vida é bem movimentada e cheia de aventuras. Acho que ela vai adorar. Parece que a vidinha dela é meio monótona. Algo me diz que a vida dela se resume a ir para a escola e ficar aos beijos com seu namorado vampiro. Exato. Algo me diz que sexo é algo que eles não fazem.

Definitivamente o par perfeito para o Spike. Céus, ela ultrapassa o nível de cinismo aceitável. Ainda bem que ela é quem narra, ou nenhum de nós saberia realmente quem é essa mulher. E, para além disso, ela faz os Cullen parecerem coelhinhos brancos, frágeis e inocentes. A idade realmente a fez diferente, como ela não cansa de dizer!

Ouch. Acho que peguei pesado.

- Porque quero que você compreenda que vai chegar um ponto que você vai odiar isso. Odiar o mundo. Odiar todos a sua volta. Odiar Edward. Todos ao seu redor vão morrer, e você não pode fazer nada pra impedir. O mundo que você conhece vai deixar de existir, todas as suas raízes se perderão. E você vai ser uma eterna espectadora.

Ela baixou a cabeça, e fechou os olhos. Acho que ela entendeu meu ponto.

- Desculpe dizer isso. Não sei o que a família Cullen te disse. Eu no lugar deles não deixaria você ser transformada em um de nós. Anne Rice está certa: somos amaldiçoados. Amaldiçoados numa existência... – tentei achar a palavra correta a encaixar aqui. -... que não se parece em nada com o que é mostrado em livros e filmes. Absolutamente tudo: glamour, sangue, poder, força, seja lá o poder que você tenha... Enjoa a ponto de você desejar... morrer.


Não que eu ache que o grude do casal Edward e Bella dure para sempre, mas confesso que a achei meio amarga aí. Talvez lhe falte um bom motivo para viver.

E descobri que monstro também é um termo relativo.
Aquilo era monstruosidade. Jogar bombas atômicas em cidades pacíficas era monstruosidade. Eu era uma minhoquinha em relação a Hitler.


Isso foi bonito. Céus, foi lindo! Quem são vampiros, vítimas de seus próprios instintos perto de um assassino em massa de sua própria espécie? Nada! Monstro é um termo relativo, vou dizer essa pro Edward.

Bella e Edward trocaram um olhar, e ambos sorriram pra mim.
Oh meu Deus! Estou vendo a mesma historia se repetir.
Ah, se eles soubessem...


Será que ela vai fazer a boa ação de contar como é essa história? E falar sobre o Eric também, pelo menos vagamente?

Como eu disse hoje tudo é diferente. Como vampira, o que eu tinha que fazer, eu fiz. Agora eu vivo na paz. Só vivendo. Quero deixar meu passado de atrocidades pra trás. Quero viver tranqüilamente.
Isso não é bem arrependimento. Não o tenho. Não sou nobre ou heróica. Nunca fui.
É que estou velha demais pra isso.


Tem horas em que eu quase vejo sinceridade nela. Quase! Mas a crueldade e a simplicidade com que Penny trata sua própria realidade é fascinante!

Enfim, Lygia, sua fic tem bons motivos para estar entre as melhores. Estou ansiosa por mais e muito, muito p!@# com a Bella por ela não me contar sobre o bom gosto para decorações da Esme a fundo. Qual é, nem todo mundo usa designers tão poderosos com delicadeza e sem ostentar assim.

_________________
Migueeeeel!
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Ligya Ford
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MensagemAssunto: Re: Histórias que se repetem - CAPITULO 5 ATUALIZADO   Qua 25 Mar 2009, 14:00

HISTÓRIAS QUE SE REPETEM
A Twilight multi-chapter fanfic
By Ligya Ford

CAPÍTULO 4 - Calmaria

Poderia ser pior
Eu poderia estar sozinho
Poderia estar trancado aqui sozinho
Eu poderia estar perdido
Ou eu poderia ser salvo
Poderia ser pior
Poderia ser mordido pelas mandíbulas da derrota
Você quer afundar quando você sabe que podia nadar
Você quer parar antes de começar

(Crests of Waves – Coldplay)


Spike estava ao pé da escada que dava acesso a varanda da mansão dos Cullen, com uma expressão de intenso nojo no rosto. Confesso que só vejo essa expressão, ou quando ele fala sobre lobisomens, ou quando ele fala sobre falta de elegância.

É, eu sei. Com o passar dos séculos essa “frescura” só piorou.

- Lobisomens? – o garoto loiro perguntou. Como é mesmo o nome dele? É um nome britânico... Jim, James, Jeffrey, Joshua, Jasper! Jasper! É isso! Será que ele nunca tinha ouvido falar em lobisomens?

- Bem... – Edward trocou olhares com os outros. Ahá. Tinha algo a esconder. -... há um pequeno grupo a uns quilômetros daqui.

- Oh meu Deus! – Spike resmungou.

- Nem sabia que existiam lobisomens nessa parte do continente. – eu soltei. – Fora que... achei que tivessem sido todos... dizimados.

- O último bando de que ouvi falar foi o do México. E... – Spike se virou pra mim. -... você acha que sobrou algum membro...?

- Não sei.

- Vocês já encontraram lobisomens? – perguntou Bella.

Troquei um olhar com Spike.

- Encontramos um bando... há um tempo atrás. – eu disse. Será que teria que contar a história? Não sei se aquela é uma conversa a ser contada para ela. Para todos eles, na verdade. Não é uma historia bonita.

Mas é algo a ser contado de qualquer maneira. Afinal, não é algo que eles podem ler sobre nos arquivos de alguma biblioteca pública. Ou mesmo em livros em alguma estante na casa de algum vampiro.

- Na região de Puebla, acho que em... 1902. – continuei. Edward arqueou as sobrancelhas, reconhecendo a época. – Nós estávamos em dez... certo? – olhei para Spike.

- Eu acho. – ele balançou a cabeça. Pareceu contar. - Você, eu, Johann, Lucien, Pete...

- Os irmãos Wilson...

- Sete. A Baby Ling também, certo? – ele me perguntou, e eu concordei. Baby Ling era uma chinesa de um metro e meio de altura. Ela era praticamente muda. Só falava o necessário. -... Pam e aquele ? do Eric.
- Então, foram dez mesmo. – eu confirmei, tentando mandar um sinal pelos olhos para meu querido Spike calar a boca. Não é bom você falar em alto e bom som sobre suas fraquezas. E Eric é a fraqueza de Spike. O problema nem é ele. Sou eu. O ciúme de Spike em relação ao Eric é mais que doentio. É um espetáculo. Continuei:

- Nós fomos enviados pra uma caçada de sangue. E o bando... acabou.

- Acabou? Do tipo, morreram? – perguntou Alice.
Confirmei com a cabeça.

- Quantos eram? – Bella perguntou. Ela tinha uma expressão triste no rosto. Como se aquilo fosse muito mais do que só uma historia lhe sendo contada.

- Uns 200 membros. – eu disse.

- Espere aí... – Bella desceu as escadas pra poder me olhar nos olhos. -... Vocês mataram 200 lobisomens?

- Machos, fêmeas e filhotes. – disse Spike sorrindo. – Vocês que gostam de histórias lendárias... É isso. O Massacre do México. Perguntem ao doutor.

- Spike... – murmurei, e balancei a cabeça lhe pedindo para parar. O que eles ouviram já foi o suficiente. Eram só meninos. As idades deles somadas não davam metade da minha.

- Vocês mataram crianças? – a loira, Rosalie, que estava muda até agora, entrou no assunto. O rosto dela, pálido, estava transparente. Eu podia sentir a indignação dela correndo nas minhas veias.

Eu sei. E ainda é difícil explicar. E como se o horror dela misturado com medo fosse algo que eu pudesse exalar. E eu confirmei com a cabeça novamente.

- Todo e qualquer membro. – disse em seguida. – Não podia haver descendências.

- Mas sobrou pelo jeito. – disse Spike e em seguida, levantou o queixo pra mim. – Você quer avisar Marcus?

Percebi o olhar de Bella logo a minha frente. Agora era um olhar de profundo pânico. Não precisava ser um telepata para perceber. Ela tinha algo pessoal com o bando de cachorros.

- Não. – eu disse sem saber o motivo porque neguei. Seria só um gosto a mais denunciar um bando de lobisomens, e provar o sabor daquele sangue ardente. – Pra quê? O máximo que vou fazer é dar a eles um estoque de Chanel número 5.

Spike gargalhou e esticou a mão para mim.

- Duquesa... – e ele fez uma reverência com afetação. Parece que foi ontem que eu o conheci. A memória de um vampiro é pior que a de um elefante. Eu me lembro o que almocei no dia que conheci Henrique VIII. Não só pelo fato ser de extrema importância. Pra mim, é claro, mas porque poderia ser algo que pudesse ter sido esquecido há tempos.

Afinal, quem se importa com quem eu almocei, conversei ou dormi?

E outra, eu não sabia muito bem fingir comer comida humana, mas acho que me sai bem. Ao menos, ele acreditou. Mas obviamente ele interessado em outras habilidades minhas. Não hábitos alimentares.

Eu me levantei e dei boa noite aos meninos. Esme Cullen havia arrumado um lugar mais... cômodo para mim e Spike. Um lugar próximo a casa, mas não próximo o suficiente para sermos ouvidos. Apesar de que o ouvido de um vampiro é de longe melhor que o de um cachorro.


Última edição por Ligya Ford em Sab 05 Dez 2009, 06:16, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Histórias que se repetem - CAPITULO 5 ATUALIZADO   Qua 25 Mar 2009, 14:01

Eu tinha um mês de saudade para matar. E para dois vampiros que gostam muito de sexo, acho que um mês é muito tempo sem. E ao contrário dos Cullen, eu e Spike dormimos. E a mansão deles tem mais janelas que a pirâmide do Louvre. E uma cabana na orla da floresta é suficiente para algumas sessões de sexo ardente seguida de um sono de doze horas.

Os meninos nos deram boa noite e caminhamos até a cabana.

Ela era até maior do que eu pensava. E para o espanto de Spike, luxuosa como a mansão. Ainda tenho que parabenizar Esme. O gosto dela era impecável.

Não vou alongar aqui parágrafos e parágrafos de descrições de posições sexuais, sensações, gemidos e orgasmos. Só posso dizer que paramos somente quando o sol nasceu. E tenho absoluta certeza que fomos ouvidos. Mas que se dane! Sou uma mulher casada com o mesmo cara há exatos 491 anos. Nós nos amamos e gostamos de sexo. Se isso atrapalhou de certa forma nossos anfitriões, o máximo que podia fazer era baixar o volume.
XxLFNxX

Como as coisas são engraçadas. Acordei ouvindo passarinhos. Passarinhos e o vento nas árvores. É um som que não dá para se enjoar.

Tentei me mexer mais o braço de Spike estava em cima de mim. Mais pesado impossível. Eu o chamei e nada. Maldito sono pesado. Para alguém que já foi Arconte, e que teve caçadores atrás de si, isso é péssimo.

E pensando bem, infelizmente, isso é o que me assusta. Esta “calmaria”. É como se nós vivêssemos sob uma falsa impressão de segurança.

Não ouço sobre McCussic há muito tempo.

Conhece aquela frase “a calmaria antes da tempestade”? Pois é, eu a pressinto. McCussic não era humano. Ele deve estar em algum lugar armando o bote.

Não sei onde, não sei quando. Meus poderes sensoriais estão meio afetados ultimamente. Deve ser fome.

Me levantei e percebi algo que não tinha notado. Agora que a luxúria tinha passado, eu vi que aquela era a cama mais linda que eu já tinha visto. A cabeceira e os pés da cama eram cobertos por um tecido branco e fitas pretas. Tudo ornava com a roupa de cama também monocromática e um edredom gigantesco também preto e branco.

Era espetacular.

Era como um teste de resistência deixar de olhar para aquela coisa belíssima. Infelizmente, um vampiro nu não combinava com a cama.

Suspirei e andei até o closet. E vi que Esme Cullen tinha feito um trabalho de gerente de hotel. Todas as minhas coisas e de Spike estavam penduradas em cabides e dobradas com perfeição, em guarda-roupas numa madeira negra que combinava com o criado-mudo ao lado da cama.

Andei até o banheiro e me mirei no espelho. Precisava de um banho e de um O negativo urgente. Ao me virar para o banheiro gigantesco, vi uma banheira que mais parecia uma piscina. Cabiam umas duas pessoas lá dentro. E ao redor dela, haviam vidros e mais vidros de essências e sais para banho.

Sorri. Esme Cullen era praticamente profissional.

Andei pela cabana que não parecia em nada com uma cabana. Parecia mais um flat em algum edifício residencial luxuoso na 5ª avenida em Manhattan.

A sala também era monocromática. O sofá era de veludo branco e não era quadrado. Era em curva. Os pés eram de prata e as almofadas pretas. Nas janelas, um enorme painel negro escondia as janelas. Os mesmos painéis que haviam no banheiro e nos quartos.

Estava encantada com aquele lugar. Esme era um gênio para decoração.

Entrei no que seria uma cozinha. E nela, o tom monocromático continuava. Armários brancos com detalhes pretos. Um freezer preto e um microondas preto. Adorei.

Do freezer tirei uma bolsa de O negativo e coloquei no microondas. Do armário tirei uma taça de cristal e em segundos fazia meu caminho até a banheira, me sentindo uma mortal com um copo de vinho preparando seu banho de beleza.

Fiz exatamente o que vemos nos filmes. Bebi da minha taça tendo uma espessa espuma branca a minha volta. Puro glamour.

- Olhe para isso! – ouvi Spike parado a porta.

- Vai querer entrar? – perguntei.

- Ainda não. Vou dar um tiros primeiro.

Tiros. Por acaso isso é a primeira coisa que se faz ao acordar?

Fechei os olhos e fiquei marinando naquela água quente, enquanto deixava o sangue fortalecer meu multissecular corpinho inglês.

Foi quando ouvi os tiros. Balancei a cabeça tentando imaginar uma maneira de dissuadir aquele insano. Ele era impossível. Fazia tudo o que lhe dava na cabeça. E quando ouvia um não, ele girava o pulso e arrancava uma cabeça, com uma espada ou sem ela.

Mantive os olhos fechados e pude ouvir murmurinhos. Não podia compreender o que falavam. Eram varias pessoas ao mesmo tempo. Mas podia ouvir vozes num tom indignado e até mesmo autoritário. Só podiam ser meus anfitriões reclamando do meu digníssimo marido.

O que um vampiro não tem que fazer para se divertir?

Senti novamente aquele cheiro nojento. Como essa família podia agüentar isso?

E podia também ver imagens não muito claras. Imagens misturadas a sensações. Podia sentir coragem e um alto teor de adrenalina. Podia ver Spike, Johann, Lucian e Pete. Podia ver a familia Cullen, mas também podia ver...

... Eric.

Não. Isso não era uma premonição. Não com a família Cullen e Eric ao mesmo tempo no mesmo lugar. Era impossível. Eu sequer sei onde Eric está.

Será...?

Calmaria antes da tempestade.

Não. Absolutamente não.

Me levantei da banheira, e me meti em um roupão fofo branco. Aqueci outra bolsa de O negativo e me apoiei na varanda vendo Spike dar tiros de uma espingarda de pressão em pratos arremessados por um geringonça que ele armava e desarmava quando queria.

E ainda por cima ele cantava:

- “Somewhere over the rainbow/ Way up high/ There's a land that I heard of/ Once in a lullaby”.

Ele estava apenas com uma calça preta pisando descalço no gramado. Ele batia o pé na maquina, que soltava o prato, olhava a mira com aqueles olhos azuis que tem, acompanhando o prato no céu, até atirar, acertando em cheio.

Conseguia enxergar um prato em velocidade num céu negro. Uma visão que ajudava em capturas.

E ele continuava naquele ritual, acompanhando o prato e atirando. Acompanhando o prato e atirando. Nem sei porque ele fazia aquilo. Ele acertava todos os pratos. Que graça tinha?

- “Somewhere over the rainbow/ Skies are blue…” - ele continuou, e se voltou se virando para mim e apontou o dedo indicador na minha direção. – “And the dreams that you dare to dream/ Really do come true.

Isso é o que eu chamo de bom humor... E sorri para ele.

O safado me sorriu de volta, e somente perguntou como se eu fosse uma empregada que dorme com o patrão:

- E ai? Vai me deixar de boca seca? - e manteve o sorriso malicioso nos lábios.

Folgado.
XxTO BE CONTINUED...xX


N/A: Sei que foi um capitulo sem muita interação Bella/Cullens/Spike/Penny, mas logo terá. Prometo. Ainda tem muita historia pela frente. Logo terá lobisomens e uma maior explicação sobre os poderes de Penny e Spike, e porque eles são tão diferentes dos Cullen.

Ah, se alguém tiver curiosidade de saber como é o Eric - o terrivel mestre e criador de Penny - é só olhar minha assinatura. (Ele é tão grande que nem cabe na banheira. Hhuahuahuaha.)

AGRADECIMENTOS:
Doce Vampiro
Belzinha – Quanto ao “estoicamente puros”, darei uma explicação mais pra frente. Há um motivo para Spike e Penny preferirem se adaptar. Essa é uma tecla que estou batendo desde o capitulo um: o tempo.

Lica – Pois é, todos olham essa futura transformação de Bella em vampira apenas com o coração. Com um “ó, que lindo, ficaram juntos pra sempre”. Mas só quem sabe o que é uma existência imortal e a vida ao lado de alguém por tanto tempo, pode dar conselho certos e imparciais. Não posso dizer que os Cullen não podem dar. Afinal, família é família. Ninguém vai colocar o dedo em riste na cara de Edward e dizer como se ele fosse um filhote de labrador: “NÃO PODE!”

Diana – Sua rewiew foi tão gigante, que meu comentário vai ser gigante. E, ao contrário de você, vou começar do começo. Você focou um ponto importante: sinceridade. Assim como qualquer pessoa, a Penny passa por momentos que ela enxerga tudo em preto e branco, como às vezes ela enxerga uma viagem de LSD. E sim, ela trata toda sua trajetória com certa amargura. Como alguém que se cansou a tal ponto de chutar o balde totalmente. E quanto ao motivo para viver, ela acredita que isso não existe. Acredita que esse motivo se apaga com o tempo. Ela “vive” empurrando sua vida, Spike, suas roupas caras, suas ideologias, seu mundo, com a barriga. Ela não se importa mais, e se choca ao se importar. Você viu neste capitulo, que ela nem sabe porque ela se compadeceu pelo olhar de Bella quando Spike falou em denunciar os lobisomens aos Volturi. Mas o fez. Por que? Porque ela não se importa se isso é bom para Bella, ou bom para os Volturi. Ela se importa e ao mesmo tempo não. Ela faz as próprias leis.

Fanfiction.net
Noelle – A reação do Spike quanto aos lobisomens foi mais de nojo do que de ódio. Mas não sei como seria a reação dele quanto a uma visita de Jacob. Me diz o que você acha que ele faria.

Ale – Meu xuxu, sumida! Yes, o Eric vai dar as caras mas mais pra frente. Ele vai chegar deixando Spike se corroendo de fúria, e deixando Penny, se corroendo em sentimentos contraditórios. Eu pergunto: até onde vai essa relação de criador/criatura deles? Mesmo depois de 500 anos?

Luisa – Hhuhauuhahuahau. Por que a Drusilla é maluca? Não lembro da 3ª temporada. Só assisti a partir da 5ª, quando o Spike já tinha o chip, e começou a se apaixonar pela Buffy. Ah, outra coisa: como você imagina o Spike? Queria muito saber. Ele é mais parecido com quem? Me dê um rosto.

Mione03 – Okay, montes de perguntas. Vou numerar: 1) A Penny se acha? E como ela se acha! 2) Quanto ao encher a bola, Spike mencionou uma palavra que deixou Bella achando que seria um elogio e tanto. E não foi. 3) Os poderes de Penny serão explicados mais à frente. 4) E o propósito da vinda também. (Você não achou realmente que eu diria, né?) 5) O cheiro está no ar. O faro deles é grandioso, como qualquer poder sensorial. E obrigada pela rewiew!

Mmmbenavides – Sim, o Spike é irresistível. E sim, pretendo postar com mais freqüência. A questão é conseguir. Obrigada pela rewiew!

Grace (Grazi ou Grá) – E você acha mesmo que vou deixar alguma brecha? Eu? Euzinha? Nunquinha da Silva. Vou deixar vocês se corroendo em dúvidas. Quero ver todos meus leitores completamente ávidos para saberem o que está acontecendo e o que vai acontecer. Quero deixar vocês tremendo que nem viciados ao ver o alert de atualização nos seus emails. (Exatamente como eu fico ao ver os alerts de The Mentalist. Só me falta um ataque de pânico.) Beijim pra ti. Te encontro nos msns da vida.

Só mais alguns agradecimentos às pessoas que favoritaram mas não deixaram comentários (tá vendo? Se você deixar, seu nome vai estar ali em cima!): Anis (má, você é má!), Lis (pessoa má 2), Natalia, Tatyperry, Cat/Dan, Katyna, Lily Souma, e o Oscar (de fics twilight, né? Ia ser fantástico ter um leitor chamado Oscar. Hhuauhahuahuahua).

Notas:
- “Crests of Waves” do Coldplay – a banda da minha vida, dos meus sonhos.

- Puebla – é uma cidade do México. Tem cerca de 2.1 milhões de habitantes e foi fundada em 1531 pelos espanhóis. Tem centros históricos que são patrimônios da humanidade da Unesco.

- Chanel nº 5 – é um perfume que um ícone da elegância e status. Foi criado em 1921 por Ernest Beaux a pedido da estilista Coco Chanel, que sugeriu: "Um perfume de mulher com cheiro de mulher". O frasco art déco é uma marca registrada. Nunca mudou e nunca vai mudar. Foi incorporado à coleção permanente do Museu de Arte Moderna de Nova York em 1959.

- A pirâmide do Louvre - é um projeto do arquiteto sino-americano Ming Pei. Inaugurada em 1988 ela está situada na praça central do museu, a Cour Napoléon, e funciona como entrada principal. A construção deste edifício provocou um grande debate. O argumento da turma do contra era que esta forma futurista, com um estilo internacional, estava fora do contexto clássico do museu. A turma a favor considerava que o choque entre o contemporâneo e o clássico era interessante. A grande pirâmide é uma estrutura de vidro e metal, medindo 20,6 m de altura sobre uma base quadrada de 35 metros cada lado. Ela possui 603 losangos e 70 triângulos de vidro. Um mito diz que o número de placas de vidro da pirâmide é exatamente 666, número associado a satã. Este mito reapareceu quando Dan Brown confirmou esta informação em O Código Da Vinci.Na realidade a pirâmide possui 673 placas, de acordo com informações oficiais do museu.

- Manhattan – Manhattan é um dos 62 condados do estado de Nova York. É uma cidade que é mais que uma cidade. É uma marca cultural, centro financeiro e famosa por ser “a cidade que nunca dorme”. A 5ª avenida é considerada a 2ª avenida mais luxuosa do mundo. A 1ª é uma tal Rua Serrano, em Madri. (Nunca ouvi falar). E acredite, Champs-Élisées ficou em 3º!!!

- A canção que Spike canta é “Over the Rainbow” . Uma das canções mais famosas de todos os tempos. Muitos dizem que esta canção personifica as esperanças e sonhos de juventude sobre um mundo ideal de amor e alegria. Foi especialmente escrita para mostrar os talentos de Judy Garland no filme “O Mágico de Oz”, de 1939. Ganhou o Oscar de Melhor Canção Original em 1940.
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MensagemAssunto: Re: Histórias que se repetem - CAPITULO 5 ATUALIZADO   Dom 29 Mar 2009, 19:22

Tuuudo bem, eu sou má, sou má mesmo.
Desculpa não ter comentado ultimamente, mas to tentando me manter em dia com tudo, e não tá muuuito fácil.

Passando ao que realmente importa, a fic.
Como disse a Grazy, você não deixa nenhuuuma brecha. É crueeel.
Pra variar, eu devorei o capítulo...
Adoreeeei a cabana. Visualizei cada mínimo detalhe.
E to com a Penny, o Spike é insano. Heheheheheh.
Ri horrores com ele cantando 'Somewhere over the Rainbow' e atirando em pratos.
Praaa variar, nos deixou (ok, ME deixou) doidinha pelo próximo.
Desculpa mais uma vez pela demora em comentar, e por quando comentar ser algo tão xoxo assim.
Mas estarei sempre aqui lendo, porque a senhorita, Ligya Ford-Northman, é óóóótima no que faz.
Parabéns pelo trabalho!
Beijos saudosos.
Anis*

ps: Ainda te 'esbarro' no Skype pra tagarelar
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MensagemAssunto: Re: Histórias que se repetem - CAPITULO 5 ATUALIZADO   Sex 04 Dez 2009, 14:12

HISTÓRIAS QUE SE REPETEM
A Twilight multi-chapter fanfic
By Ligya Ford-Northman


CAPÍTULO 5 – Nostalgia

Dia após dia, o amor esmorece
Como a pele de um homem morrendo
Noite após noite, nós fingimos que está tudo bem
Mas eu envelheci e
Você ficou mais frio e
Nada mais é mais tão divertido.
E eu posso sentir uma de minhas crises chegando.
Eu me sinto frio como uma lâmina de barbear
Apertado como um torniquete
Seco como um tambor fúnebre
(One of my Turns – Pink Floyd)


Caminhei até a mansão respirando aquele ar gelado das árvores que rodeavam o terreno dos Cullen. Eu curtia muito esse tipo de coisa. Lembrava-me minha casa. Lembrava-me Bedford. Lembrava-me minha infância. Lembrava-me os verões com meus irmãos nos parques de Castle Ashby. Ou brincando nos castelos normandos em Leicestershire.
Incrível como eu consigo lembrar cada detalhe. Cada sentimento de prazer, carinho, união, entre meus irmãos, meus pais, meus primos. Os rostos deles continuam jovens e lindos e imutáveis. Sempre evitei esse tipo de pensamento. Dói-me lembrar que já se passaram séculos que eles se foram. Nenhuma vida eterna, nenhum amor duradouro, vai tirar essa dor de mim.
Suspirei e bati na porta da frente da mansão. Os pés vieram rápidos e dei de cara com Alice Cullen. O sorriso dela era contagiante. Coloquei meus planos em ação imediatamente.
- E ai? São oito horas da noite. Que tal dar uma volta só nós mulheres? – perguntei.
Ela arregalou os olhos.
- E fazer compras? – ela perguntou. Sorri de volta. Como é fácil convencer as pessoas.
- Com certeza. – afirmei. – Vamos rodar e gastar.
Ela se virou entrando na casa e eu a segui.
- Penélope! – Dr. Cullen exclamou.
Oh Deus, o que eu faço para me chamarem de Penny?
- Dr. Cullen. – eu disse, esticando a mão.
- Olá, Penélope. – disse Esme. Não podia deixar passar.
- Oh, Sra. Cullen. Tenho que elogiá-la. Aquela cabana é um espetáculo de decoração. Seu gosto é fantástico. Os móveis, as combinações de cores. Aquela cama! É maravilhosa. Onde a comprou?
- Foi pela Internet.
Tinha que ser. Duvido que ela teria pegado um avião e ido até a Neyman Marcus em Nova York.
- É linda. – elogiei novamente.
- Estamos prontas. – ouvi Alice dizer ao lado de Bella.
- Onde vocês vão? – apareceu Edward atrás delas.
- Dar uma volta. Fazer umas compras. Mostrar a cidade para Penny. – disse Alice. – Não vai proibir, vai?
Edward levantou as sobrancelhas. Os olhos dele pousaram em Bella, em Alice e por fim, em mim.
Levantei as sobrancelhas e segurei o olhar. Ele esta tentando ler minha mente de novo.
- Não consegue ler minha mente, não é? – eu perguntei, e as sobrancelhas dele quase chegaram ao seu coro cabeludo.
- Não, Sra. Brooks, não consigo. Nem você ou seu marido. Como fazem isso? Como conseguem bloquear? – ele dobrou os braços sobre o peito, como se aquilo fosse uma espécie de desafio.
- Especificamente não saberia explicar. – como explicar uma coisa dessas? – Mas eu consigo. Eu aprendi. E ensinei Spike.
E consegui também ler a mente dele. Ele estava preocupado com Bella. Mas com Bella do que com Alice. E o problema não era a cidade, o carro, as ruas, dar uma volta. Era eu.
Suspirei.
- Não se preocupe, Edward Cullen. Nada vai acontecer com sua preciosa... namorada. Eu não sou um bicho papão. Não precisa ter medo de mim.
- Então você consegue ler a minha mente?
- Fácil, fácil. Não se preocupe. Pode ir conosco. – convidei.
- Não, não! – exclamou Alice. – Só mulheres! Esme? Me ajude aqui.
- Relaxe, Edward. Deixe as meninas se divertirem. Estou até pensando em ir junto. O que acham? Vou chamar Rosalie.
Sorri, e encarei Edward. Mandei uma mensagem para a mente. Algo que ele pudesse “ler”.
Se eu quisesse fazer algo com Bella, ninguém me impediria. Nem você.
E ri diante do olhar chocado dele.
Tolinho.
XxLFNxX


Gostei de Port Angeles. É parecida com uma metrópole, mas é menor que uma cidade grande, como as várias que já passei. Está aí algo que posso escrever sobre: cidades. Poderia escrever um livro sobre a evolução das cidades no mundo todo. Poderia colocar um titulo bem pomposo até: As modificações metropolitanas desde o século XVI.
Você compraria?
Freei em um farol, e senti Bella, sentada ao meu lado, respirar fundo. Ela me encarou com os olhos arregalados:
- Qual é o problema de vampiros e velocidade?
Gargalhei.
- Bem, acho que é devido ao fato, de que a maioria andou em marcha lenta.
- Mas acontece que se você bater esse carro, quem vai virar patê sou eu, não vocês.
Olhei pelo retrovisor e encarei Alice e Rosalie. Apenas Alice tinha achado aquilo divertido. Rosalie ainda me encarava como se eu fosse um ser desprezível.
- Entre nessa rua agora. – Bella ordenou.
- Direita? – perguntei.
- Direita. – ela repetiu. – Vocês planejam comprar o quê especificamente? – perguntou olhando pra mim.
Olhei para Alice pelo retrovisor e vi no olhar dela um brilho que só as viciadas em compras possuem.
- Coisas bonitas, Bella. – soltou ela olhando pra mim, pedindo confirmação.
- Exato. O que tiver de bonito pra comprar.
- Okay. Então, se tiver um... sei lá... um lindo filhote de girafa pra comprar, você compraria? - perguntou.
Ri. Adoro ironias.
- Teria que comprar uma gaiola pra ela, e... o que girafas comem mesmo?
- Elas são vegetarianas, eu acho. – soltou Alice.
Ri de novo. Alice era pior que eu.
Bella segurou uma gargalhada. Ela não parece alguém que curte compras, mas parece curtir o passeio. Agora aquela loura nojenta... Se ela empinar aquele nariz mais um pouquinho, eu pago um táxi pra ela se mandar da minha frente.
Não entendo o que eu fiz pra ela. Será que é a minha cara? É engraçada ou quê? Será que sou só eu ou ela é azeda assim com todo mundo? Dá vontade de... Olha, eu sei que prometi parar de usar poderes nos outros, mas dá vontade de fazer ela lamber o chão onde eu piso.
Melhor mudar de assunto.
- Alice, você que me parece ser uma garota entendida do assunto. O que tem de grifes nesse shopping que nós vamos? – perguntei.
- Nenhuma.
- Nenhuma? – o que podia esperar também?
- Nenhuma. – repetiu. – Seattle tem, mas a única em Port Angeles é a K-Mart.
- K-Mart não é grife.
- Exato!
- Ah não! – até perdi a vontade de fazer compras. Olhei as meninas e vi que Alice ainda não tinha perdido o bom humor. Bella estava serena ao meu lado, confiante que ao menos riria muito conosco. Agora Rosalie... bom, acho melhor eu ignorá-la. Pensando bem, melhor continuar com o passeio. - Bom, vamos gastar de qualquer jeito. Deve ter algo legal em algum lugar. Preciso de botas novas. E uma capa de chuva.
- Eu preciso de... hummm... – Alice parecia pensar.
- Hummm... – fez Bella e eu a segui.
- Dá pra parar? Preciso de... coisas da Clinique.
- Gel pra banho, loções, velas?
- E coisas assim. Jasper gosta de bons cheiros.
- Estou vendo. – tive que rir, avistando o estacionamento do shopping. Manobrei na cancela e em segundos já estávamos saindo do carro.
- Tem que ser Clinique? – perguntei. Existem melhores. – Não pode ser Cherry Blossom, ou Victoria’s Secrets?
- Não tem Cherry Blossom ou Victoria’s Secrets aqui. Só em Seattle. – ela continuou caminhando conosco na direção dos elevadores, quando de repente, girou o corpo e nos encarou. – Amanhã vai chover o dia todo.
- E? – perguntou Rosalie. Primeira vez que a vejo abrir a boca a noite toda.
- E que tal irmos até Seattle? – perguntou as sobrancelhas arqueadas para mim. – Há uma loja com peças de Roberto Cavalli e Zac Posen.
Deixei meu queixo cair.
- Zac Posen? Eu tenho um Zac Posen. – eu disse. – Vermelho.
- Quero comprar um Roberto Cavalli para Bella. E encomendar um vestido de noiva.
- Vestido de noiva? – fiquei chocada de novo. - Quem vai casar?
- Eu. – soltou Bella. – Talvez.
- Diga esse talvez para Edward pra você ver. – disse Alice.
- Tá falando sério? – perguntei. Ela estava sim. Estava chocada. Uma humana casar com um vampiro? Isso é... acho que nunca vi isso.
- Não me olhe assim. – Bella pediu.
- Assim como?
- Como se eu tivesse um problema mental.
Mas deve ter.
- Tá certo. Não vou olhar. – e apertei o botão para chamar o elevador.
- Talvez um Vera Wang, ou...
- Pare Alice! – pediu Bella.
- Vera Wang é modinha. Todo mundo casa de Vera Wang. – tive que dar minha opinião, apesar de achar que Bella tinha realmente perdido a noção do que era ou não era loucura. As portas do elevador se abriram e nós entramos. – Se você vai mesmo gastar uma pequena fortuna com um vestido de noiva tem que gastar com um... Balenciaga, ou um Chrystian Lacroix.
Alice me encarou pensativa.
Rosalie bufou.
- Dior! – eu exclamei. – Eu consigo um Dior maravilhoso pra você se quiser.
Bella balançou a cabeça.
- Vocês são loucas. – ela disse.
- Acho um modelo vintage a sua cara.
- Seria lindo. – disse Alice, quando paramos no primeiro andar. – De alças finas, corpo justo e saia solta.
- Ficaria lindo.
- Bella gosta dos clássicos. Nada de modelos diferentes. – continuou Alice, andando ao meu lado. – Sem confetes, detalhes ou babados.
- Então Vera Wang tá absolutamente fora de questão.
- Parem de falar como se eu não se estivesse aqui! – Bella pediu. – Depois eu penso nisso.
Encarei Alice e ela levantou os ombros, desistindo.
- Okay! – exclamei, enquanto andávamos pelos corredores cheios.
XxLFNxX


Damos algumas voltas pelo shopping e compramos tudo o que pudemos carregar. Bella suspirava a ponto de me irritar. Ela não curtia o que nós curtíamos. Ela deve sofrer de complexo de inferioridade, só pode ser.
Ao voltarmos ao carro, Bella soltou que queria ir embora, fazendo Alice e eu resmungar.
- Ah não, não são nove horas. – eu soltei. Esqueci que ela é humana e tem 17 anos. Ela deve ir pra escola amanhã cedo.
- Edward deve estar querendo que eu volte logo.
- Que se dane o Edward. – Alice berrou. – Vamos dançar!
- Adorei! – exclamei. Até senti um consentimento da parte da loura nojenta.
Alice guiou o caminho e chegamos a um bar country. Bella não teve jeito a não ser ficar quieta e ir junto.
O bar estava cheio, mas não lotado. Gostei do ambiente. Cheio de jovens trabalhadores que devem ter ido encher a cara depois de trabalhar o dia todo. Cheiro de cerveja, suor e trabalho. Uma mistura explosiva.
Sentei no bar e um rapaz louro com aparelhos no dentes sorriu pra mim.
- Tequila. Enfileire três copos bem aqui. – e apontei um ponto a minha frente no balcão sem tirar os olhos dele e um sorriso dos lábios.
- Imediatamente. – ele devolveu.
A arte da sedução é a coisa mais fácil do mundo. Não sei o que todo mundo reclama.
Alice, Bella e Rosalie apareceram atrás de mim. Alice estava superanimada. Rosalie parecia indiferente, apesar de pegar seus quadris se balançando ao ritmo da musica. E Bella parecia achar que alguém ia aparecer e pular no seu pescoço em segundos.
- Relaxa, Bella . Você tem três vampiras aqui pra defender seu pescocinho. – tive que rir com o que eu lembrei. – Apesar de que alguns vampiros preferem outros prontos mais... suculentos.
Alice riu e então gritou:
- Vamos dançar! Eu amo essa música!
E então ela começou a cantar:
- “There's a new wind blowin' like I've never known./ I'm breathin' deeper than I've ever done./ And it sure feels good, to finally feel the way I do./ I wanna love somebody,/ Love somebody like you.”
Senti uma movimentação e vi que o garçom tinha colocado os copos de tequila no balcão, exatamente como eu queria.
- E ai? Alguém bebe comigo? – o bom de um bar cheio é que ninguém te ouve. Levei um copo diante dos meus olhos, e as três olharam pra mim como se eu fosse um ET.
Entornei o copo numa única virada, e senti o líquido amargo descer pela minha garganta. Vantagem em ser uma toreadora. Posso fingir ser uma humana e me beneficiar disso. Não só meu organismo vampírico me deixa engolir a bebida sem vomitar, como meu cérebro me deixa usufruir do álcool.
- Esqueci que vocês não bebem. – eu ri.
- Algo mais, senhorita? – me virei no meu banco giratório e encarei o lourinho sorrindo pra mim.
- De onde você é? Sinto um leve sotaque sulista. – perguntei.
- Louisiana. – ele disse. Que coincidência. Eric vive numa cidade da Louisiana. – Você também tem sotaque.
- Britânico. – voltei a sorrir, jogando meu poder de dominação e sedução nele. E ele era humano, homem e de QI baixo. Fácil como dar tapa em bêbado.
- Tive uma idéia. – e sorri. – O que acha de dançar conosco?
Alice e as outras se entreolharam. Mantive o contato visual, o necessário para fazê-lo me obedecer e ele sorriu.
- Claro! – e ele deu a volta no balcão e foi até mim. Engoli mais um copo de tequila e andei com ele na direção da pista de dança.
A música de Keith Urban continuava, e segui o grupo de chapéu e bota que faziam passos sincronizados nas tabuas de madeira corrida. O passo era fácil e eu e o garçom – que nem lembrei de perguntar o nome – os seguimos.
Olhei para a garota do meu lado e ela me entregou seu chapéu. Moleza!
Segui os passos, e vi à minha frente Alice, Bella e até Rosalie batendo palmas no ritmo da música.
- Vem Alice! - exclamei.
Ela correu na minha direção, e começou a dançar com entusiasmo. Mais entusiasmo que eu, ela cantava a música a plenos pulmões. Metaforicamente, é claro.
Um homem musculoso se aproximou todo sorridente e tentou dançar próximo a nós. Já tinha entendido, meu poder de presença ás vezes, se espalha demais. Riscos da profissão.
Era só ele não ficar como cachorros em cima de uma cadela no cio. Senão, sabem não é? Sai briga.
A música acabou e todos bateram palmas. Entrou Rascall Flats nos auto-falantes e gritei por Bella. Ela me olhou como se eu estivesse a chamando para fazer strip-tease.
- Venha, Bella. É só uma dança. – ela balançava a cabeça negando com força. – E no seu casamento hein? Não vai haver a dança dos noivos?
Alice riu, deixando Bella mais chateada.
Sorri para o garçom que voltou a sorrir e se aproximou de mim. Conhecia aquele movimento. Mas também, depois de toda bola que eu dei pra ele, se ele não se aproximasse eu o acharia que o QI dele não era baixo, era inexistente.
O puxei pra mais perto, e ele me enlaçou pela cintura. E ele me guiou na música, me fazendo rodopiar no salão.
Quem diria? Um grande dançarino de country.
Senti um arrepio quase como se soubesse que fosse acontecer. Mas Alice foi mais rápida que eu.
- Vamos embora! - ela exclamou no meu ouvido, eu ainda nos braços do loirinho.
- Por que? – perguntei, apesar de ter sentido algo errado. Mas ultimamente meus sentidos sensoriais tão um tanto confusos, talvez eu tenha os confundido com outra coisa.
- Isso não vai dar certo. – ela tentou novamente.
Foi quando houve o que ela tinha previsto.
O loirinho caiu no chão depois de nós dois sentirmos a avalanche caindo sobre nós. Era o cara musculoso que veio pra cima do garçom. Eu sabia que podia acontecer. Já tinha acontecido antes. Quando eu comparo homens com cachorros, é porque sei do que estou falando.
O cara, vermelho como um sache de catchup, gritou e então com as duas mãos puxou uma mesa de madeira que ficava ao redor da pista de dança. Ele derrubou tudo o que havia sobre ela: copos, garrafas de cerveja, comida, objetos pessoais, para total choque e fúria dos clientes que estavam sentados nela.
Ele levantou a mesa, e veio na nossa direção. Foi o tempo de eu esticar a mão e pará-la no ar. O homem olhou para mim chocado.
- Coloque a mesa no chão. – eu disse a ele. Não falei, era uma ordem.
Eu a abaixou levemente, sem piscar.
- Peça desculpas a ele.
- Desculpe, Chris.
- Agora pague sua conta e vá embora. – o homem virou as costas e saiu dali. – Não se esqueça da gorjeta do garçom!
Me virei para o rapaz e lhe estiquei minha mão.
- Você está bem?
- Estou. Só um pouco zonzo.
- Você está machucado. Eu vou lhe ajudar a se limpar. – me virei para Bella, Alice e Rosalie que nos olhavam chocadas. - Meninas paguem a conta, que eu as encontro no carro.
Segui Chris até o banheiro dos funcionários e ele tentou sorrir para mim.
Foi fácil fazer o que eu fiz, até conveniente. Dentro do banheiro havia um sofá, mandei ele se sentar e peguei um pedaço de papel higiênico e o molhei.
- Obrigado!
- Não há de quê. Fui eu que provoquei isso. – eu disse.
Ele sorriu pra mim.
- Parece que sim.
Me sentei ao seu lado, e limpei a ferida na sua cabeça. Admirei sua pele clara e seus olhos verdes. Podia sentir sua pulsação, seu medo exalando por todos seus poros. A sensação de nostalgia me preencheu. Sangue com medo, com terror. Aquilo estalou na minha língua.
Levei meu nariz até a curva do seu pescoço. Chris se esticou pra eu ter mais acesso. Ele realmente achava que eu estava a fim dele. Beijei o nervo pulsante e ele gemeu. Passei a língua pela sua pele quente, e senti aquele gosto salgado e provocante.
Minhas presas saíram e o mordi. Ele tremeu sob mim, e o mantive firme. Engoli todo aquele sangue quente e senti meu coração se agitar, bombeando mais rapidamente com o medo que ainda restava nas veias dele.
Suguei até ele perder a consciência, e antes que o coração parasse. Essa era a estratégia. Nunca deixar o coração parar.
Lambi a ferida, e vi a marca dos furos começarem a cicatrizar. Trabalho completo.
O mantive no sofá, ele tinha um sorriso no rosto. O prazer de uma mordida vampírica é gigantesco. Só quem já foi mordido é quem sabe. Não há maneiras de se explicar sem experimentar. É quase orgástico.
Sai dali, batendo a porta. E um dos garçons me pegou limpando a boca com as mãos.
O máximo que podem achar, com aquele gesto, é que eu fiz sexo oral no cara. Não deixei marcas, nem cicatrizes. O cara nem vai lembrar direito de mim amanhã. Os colegas dele irão apenas lhe dizer sobre uma inglesa pálida limpando a boca.
Mais que isso ele não irá lembrar.
Encontrei as meninas aguardando do lado do meu carro.
- Ele vai ficar bem? – perguntou Bella.
- Vai, vai sim. – respondi.
- Vamos indo? – Rosalie se manifestou.
- Claro. – declarei.
Em poucos minutos estávamos a caminhos de Forks. Estava alimentada e estranhamente feliz. Spike estava certo. Nenhum sangue de saquinho vai me deixar satisfeita como aquele bebido na matriz.
Era impossível substituir o prazer de sentir a pulsação e a vida contida em um corpo vivo. Mas, dei de ombros, podia ter os dois.
Xx TO BE CONTINUED... xX


N/A: Sei que foi um capitulo sem muitos “oh my god”, talvez só por vocês terem visto uma alimentação verdadeira. Não num urso (ou seja lá o animal que apeteça os gostos da família Cullen) ou uma bolsa de sangue de O negativo. Adorei escrever essa cena. Modo Penny nostálgica on.

Notas:
- Bedford é um condado a leste da Inglaterra. A casa de Penny, Bedford Hall é ficticia.
- Castle Ashby é uma casa nobre em Northamptonshire, no norte da Inglaterra. Foi construído em 1306.
- Leicestershire é um condado no centro da Inglaterra. Nele fica o Donnington Park, onde tem um circuito de automobilismo, e onde tem o festival de rock também.
- Neyman Marcus – loja de variedades. Roupas de designers, jóias, sapatos, bolsas, móveis. Existem lojas em vários lugares, mas a mais famosa é a de Nova York.
- K-Mart – também uma loja de departamentos. Só que bem mais barata.
- Clinique, Cherry Blossom - marca de cosméticos, maquiagem, e cuidados de pele e cabelo.
- Victoria's Secrets – marca de lingerie mais famosa do mundo – e a mais cara. Também possui uma linhas de cosméticos e produtos de beleza.
- Roberto Cavalli, Zac Posen, Vera Wang, Balenciaga, Chrystian Lacroix, Dior – designers de roupas, bolsas e sapatos. Os grandes nomes da alta costura mundial.
- Louisiana – estado no sul dos Estados Unidos. A maior cidade do estado é New Orleans, conhecida como a Meca dos Vampiros.
- Keith Urban – cantor neozelandês de musica country. Ele é casado com Nicole Kidman.
- Rascall Flats – banda pop/country americana. Ficaram famosos com o tema do filme de animação Carros.

Agradecimentos:
- Anis – Que bom que você tá curtindo a história. Pois é, Spike é fora do comum mesmo. Mas a felicidade dele vaia ser abalada pela chegada de um terceiro forasteiro. O que será que esse indivíduo fará com a cabecinha do Spike e Penny?
- Grá – Fico feliz de você gostar da Penny. Ela é meio difícil de engolir. Ainda mais com tudo o que virá. Mas eu confio na integridade dela. Afinal, nem preciso dizer você já sabe. Você antes de todo mundo sabe como vou levar a historia. Só que eu jogo essa pergunta no ar: Qual historia – de acordo com o título da fic – irá se repetir?
- Lari – minha flor de Beta. Ó hein! Já estou fazendo os planos aqui. Todos os roteiros de passeios. Quero tu, Poli e Nayla aqui em Sampa no Carnaval. “esse Eric é do mal e ele vai aprontar”: será mesmo? Será que ele vai deixar Forks de perna pro ar. Assim como Maryann Forrester fez? Façam suas apostas.
- Dani – meu xuxu, é, tu demorou mais leu. Até que enfim, não agüentava não poder não conversar sobre True Blood com você. Você pediu pra te mandar mensagem no celular, mas pra variar nunca tenho crédito. E eu respondo: poder, pode. Mas eu não faço isso. Jane é Jane, e não consigo dissociar a imagem dele com o nosso “mentalista” nunca mais. Nem consigo assistir filmes com ele. Não consigo. Mas se você consegue, faça.

Pra quem assiste e ama True Blood, aqui vai nosso fórum: http://true-blood.forumeiros.com/
Ele está em hiatus, passando para um reformulação, mas será reaberto em breve, com todas as notícias da 3ª temporada.

Ah, não esqueça! True Blood, temporada 3, junho na HBO.
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Histórias que se repetem - CAPITULO 5 ATUALIZADO
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