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 Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.

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AutorMensagem
Marina cullen
Na clareira com Edward e Bella
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Sex 13 Abr 2012, 22:31

Simplesmente lindo !!!
A implicância entre irmãos nao podia faltar.
A tekka escreve muito bem, de os meus parabéns para ela !!!
Como vc consegue postar um cap novo a cada semana ???
Minha criatividade acabou e acabei empacando em Parede de Sangue. *cry.
Seus caps estão ficando cada vez melhores !!!!!
Beijão ! E esperando mais caps ótimos :study
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Yasmim L
Conhecendo a história de Jasper
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qui 19 Abr 2012, 15:35

Chapter IX
- Que tipo de pessoa se alimenta quatro vezes ao dia? - Karl perguntou, fingindo estar chateado, enquanto lavava a louça... Obrigado.

- Um tipo de pessoa completamente saudável e feliz? - Tentei subindo em cima da bancada e pegando uma maça, meu café da manhã. Desde que Dan ficou me dizendo que eu iria acabar ficando gorda, eu estava tentando maneirar nas besteiras.

- Ou uma pessoa que adora escravizar seu namorado. - Ele rebateu, rindo deliciosamente. Ele estava de costas para mim, sem camisa, não pude deixar de me perder nos musculos de suas costas, seus braços... Desisti de tentar comer a maça educadamente, joguei a faca para o lado e a mordi de uma vez.

- Pare de reclamar, não tem quase nada aí. - Me esforçei para conseguir falar as palavras, eu estava literalmente babando nele. Ele se virou e espirrou agua em meu rosto, seu sorriso. A maça escapou de minhas mãos e rolou no chão. - Você ainda não me beijou hoje. - O lembrei.

- Como pude? - Ele fingiu estar terrivelmente chocado. - Está muito tarde para ainda ser considerado um beijo de bom dia?

- Acho que irá depender de sua performance. - Eu já estava o entrelaçando em minhas pernas, o puxando para mim. Ele não precisou de muito mais para tomar meus lábios aos seus.

- Que pouca de verrgonha é essa no meio da cozinha? E à essa hora da manhã, vocês não tem nada melhor para fazer não? Ou um lugar melhor pelo menos?- Dan invadiu a cozinha. Mais que belo timing.

- A mesma pouca vergonha que você e a Jane estavam fazendo no sofá da sala esses dias. - Disse ainda tentando continuar o beijo, mas Karl pareceu levar um susto, seus lábios abandonaram os meus e ele se enconstou na pia. – Dan, por Deus, some daqui.

- Por quê? Sou uma compania tão agradável. – Mais que falsa modéstia. - Eu também moro aqui e eu queria poder ficar mais tempo com a minha irmã. Ela mal me conhece, coitada, aposto que nem a minha cor favorita ela sabe, eu não posso continuar privando-a do privilégio de me conhecer.

- Outra hora Dan, eu estou meio ocupada agora. - Desci da bancada e segui na direção de Karl.

- Ele está certo, vocês deviam passar mais tempo juntos. - Karl disse me pegando completamente de surpresa.

Não era ele quem sempre me ocupava demais para eu acabar não passando muito tempo com Dan? Era como se ele tivesse ciúmes dele e agora, ele disse aquilo olhando para Dan não para mim, e em seus olhos, eu não consegui definir o olhar que fora transmitido entre os dois, era muito forte para ser entendido por leigos... Isso sim era uma situação estranha.

- Elle, por favor, nós não tivemos nem ao menos 5 minutos sozinhos desde o dia em que nos conhecemos, eu queria poder passar o dia com você. E se a fossemos ao centro? Só nós dois, poderíamos fazer todo o tipo de coisa divertida. – Dan começou a choramingar, com aquela sua carinha de "cachorro-perdido".

- É uma boa idéia, eu sequer sei sua data de aniversário Dan. - Respondi rindo. - Mas Karl, você vai ficar aqui sozinho? - A sensação que eu tive, foi como se ele quisesse se livrar de mim por hoje.

- Jane vai caçar hoje, acho que vou com ela. Quem sabe não conseguimos trazer Alec para o lado negro da força novamente. – Bem, ele iria estar com Alec, não podia ser nada de ruim.

- Então Dan, quando saímos? - Cantarolei, já indo a sua direção.

- Que tal ás 11?- Ele ponderou.

- Perfeito, eu vou subir para tomar um banho... Daqui a pouco volto já pronta, okey? - Disse depois de bagunçar seu cabelo, fui seguindo para as escadas. Seguindo para meu quarto.

O tempo estava meio frio, então seria estranho se eu saísse de shorts e camiseta, procurei uma calça, botas de couro e uma jaqueta de frio e fui para o banheiro. Tomei uma ducha demorada, sentindo cada gota de água em meu corpo, decidi lavar meu cabelo, daria tempo de secá-lo.

Eu já havia me vestido e estava acabando de secar meu cabelo com o secador quando a porta do quarto se abriu. Era Karl. Sai do banheiro e fui para o nosso quarto, ele estava encarando a paisagem da janela.

- Como estou? - Será que eu exagerei? Podia estar não tão frio assim quanto calculei.

- Você está linda. - Ele se virou e sentenciou, seus olhos sérios, no fundo eu podia dizer um pouco amedrontado.

- Obrigada, mas eu só queria saber se não está muito calor lá fora para essas roupas. - Expliquei indo em sua direção, tentando saber o porquê dele estar assim. - Qual o problema Karl? O que está acontecendo? - Perguntei de uma vez, todas as últimas semanas de duvidas tingindo meu tom.

- Nada Elle, nada está acontecendo. - Ele respondeu automaticamente. - Você está começando a ficar paranóica. - Talvez fosse isso, era estranho não ter nenhum problema em nosso caminho.

Sem sequer pensar muito na ação eu o abracei e tudo foi embora, as dúvidas, os medos, todos voltaram para o fundo de meu subconsciente, seu perfume apagava qualquer receio.

- Você me ama não é Elle? - Sua voz doce e inocente me pegou se surpresa.

- Claro que eu te amo. - Assegurei com o rosto afundado em seu peito.

- Isso… Esse sentimento… Ele um dia pode morrer? Alguma coisa poderia destruir tudo isso, tudo o que vivemos? - Ele continuou. Devia estar adquirindo minha pior qualidade, a curiosidade mórbida.

- Nada poderia matar ou mudar o amor que eu sinto por você. Isso somos nós. - Levantei meu rosto e encarei seus olhos, o medo já não podia mais ser controlado em sua íris.

- Eu te amo. Nunca, jamais se esqueça disso Electra Cavallieri Volturi Wherlocke, jamais. - A segurança em sua voz provocou um tremor em minha espinha.

Eu odiava quando ele fazia isso, dizia tão sinceramente que me amava, por que uma força gravitacional me jogava em rota de colisão a ele. E eu amava essa sensação, esse desejo, essa paixão que sempre renascia entre nós, esse amor que nos tornava tão fortes. Ele precisou me afastar de seus lábios, ele precisou me lembrar como era respirar.

- Dan está te esperando lá embaixo. - Ele me lembrou. Descemos as escadas e encontramos Dan na sala, assistindo tv, folgado.

- Caramba maninha, eu disse 11 e você chegou aqui às 11h01min eu podia jurar que eu iria ter que assistir a esse programa até o final antes de você chegar. – Ele comentou já desligando a tv.

- Eu disse que desceria pronta. - Dei de ombros. - Vamos no meu Jeep?

- Só se for eu a dirigir. – Ele advertiu.

- O carro é meu, se você quer dirigir um, compre um para você. - Bati o pé.

- Então nós vamos com o carro do Alec, eu já pedi para e ele deixou. – Mais como ele um chato de galochas.

- Você é muito chato, o que você ganha implicando comigo? - Estorei jogando uma almofada na cara dele.

- Uma sensação maravilhosa, eu amo ver a expressão no seu rosto quando você fica brava, você parece ter 10 anos, é muito engraçado. E também, eu sou seu irmão mais velho, é isso o que eu faço. – Ele deu de ombros, o meu sorriso diabólico em seu rosto, ele era assim tão prepotente mesmo, ou era só impressão minha?

- Tecnicamente, eu tenho 11. - Cruzei os braços e dei as costas para ele. Beijei rapidamente Karl, um leve beijo de despedida, mas ele me prendeu em seus braços e prolongou o beijo, eu corei, Dan estava assistindo aquilo. Ele finalizou depositando um beijo em minha testa. Me despedi um pouco envergonhada. – Dan, vamos logo antes que eu desista.

- Tá bom, tá bom, eu estou indo. Mas fique sabendo, que mesmo com 11 você ainda parece ter 10. – Aff, como ele era chato. Entramos no carro, o carro do Alec, e em poucos minutos já estávamos na auto-estrada.

-Elle você está esperando uma tempestade de neve por acaso? – Fechei a cara, agora ele iria implicar com a minha roupa.

- não, imagina, só estou esperando o sol congelar. - Respondi mal humorada. Ele fechou os olhos e se encolheu todo, como se tivesse levado um tiro no estômago. Virei meu rosto para a janela.

- Eu mereci essa. Elle que tal se eu te prometesse que, só por hoje, eu vou ser legal e não vou implicar com você? – Ele pediu inocentemente.

- Dan, eu não vou comprar um carro para você. - Sentenciei semicerrando os olhos, ele devia estar querendo dinheiro emprestado.

- Nossa, assim você me ofende. Eu não quero um carro, não vejo graça, nós somos vampiros não somos? Então por que eu vou querer um carro? Para poluir o ar que eu não respiro, mas você sim? Não obrigado. - Mas que dramático. - Mas voltando à minha proposta, eu quero que hoje seja legal, é nosso primeiro dia de verdade, como irmãos e eu não quero implicar com você. Eu quero conhecer você e quero que você me conheça, quero poder falar da nossa mãe com você.

- Não sabia que você era tão politicamente correto, mas tudo bem, eu aceito a proposta. O que você quer saber sobre mim? Eu não sou assim tão interessante. - Dei de ombros. – Se bem que… Na verdade sou sim.

- Nota mental "Humildade é uma benção". – Ele me advertiu com sua voz sarcástica. - Quando você era um bebê, quem cuidava de você?

- Era a Cecília, ela cuidou de mim até eu ter três anos, mas Aro não a deixou ficar comigo por mais tempo, ela sumiu. Pensei que tinha sido demitida na época, mas agora acredito que acabou matando a sede de alguém da guarda. - Cecília, eu gostava dela, gostava de verdade, mas um dia ela simplesmente nunca mais voltou, eu já aparentava ter uns 11 anos, depois disso era só eu.

- Sua cor favorita?- Ele prosseguiu.

- Você me vê usando muitas cores Dan? Eu cresci na sociedade Volturi, é claro que tenho tendência para o preto. - Respondi rindo, ele riu comigo.

- Sua música favorita? No mundo inteiro, de todas as que você já escutou, qual é a que você mais gosta?- Continuou.

- Minha música preferida? Eu me lembro de uma... Uma que minha mãe cantava para mim, uma musica de ninar, a voz dela ainda está gravada aqui, dentro de mim. Era uma musica linda. Você... Ela já cantou para você? "Safe and sound". - Meus olhos estavam fechados enquanto me lembrava de sua voz, me acalentando enquanto eu sequer havia aberto meus olhos pela primeira vez. Obrigada memória de vampiro, é a mais linda lembrança que tenho dela.

- Cantou sim, mas eu não me lembro muito, foi uma memória humana e eu era pequeno – Ele disse tristonho. - Mas eu sei que essa música foi à música que a mãe dela, nossa avó, cantava para ela. As duas quem compuseram.

- Eu sei como tocá-la no piano, eu posso te ajudar a lembrar se você quiser. - Me ofereci, eu sabia o quanto isso de memórias perdidas era chato, quer dizer, Alec me reclamava muito sobre isso. - Talvez se eu cantar para você, você se lembre melhor.

- Eu gostaria muito que você fizesse isso. – Ele me respondeu, seus olhos brilhando. Eu podia entender porque Jane estava com ele, ele era lindo.

O dia passou da forma mais leve e divertida possível. Ele me levou para um fliperama no centro, ele era muito bom em corrida de Kart, me derrotou três vezes, mas eu era boa no Guitar Hero, não era a toá que Emmet e Jasper me deram um. Tivemos que parar em uma lanchonete para eu poder comer um sanduiche, até eu havia me esquecido que comia. Quando acabamos passando em frente a um cinema eu pedi sem graça para que assistíssemos alguma coisa, eu nunca tinha ido ao cinema, não tinha nenhum em Volterra para Alec me levar.

- Se você me prometer que não vamos ver nenhum filme de zumbi. - Ele deu um sorriso enorme, reparando meu embaraço, mas deixando passar.

Eu sorri feito uma boba para ele... A família Addams estava em cartaz na matinê, cerca de dois terços da sala de cinema era composta por crianças, mas o filme era ótimo... Pipoca jogada para cima, sermão por rir alto demais e momentos de total hipnotismo pelo grande telão branco, resumindo cinema era uma delicia. Era realmente uma pena eu nunca poder ter ido antes.

- Eu posso usar umas técnicas da Wandinha... - Já estávamos subindo a colina da nossa casa, eu ainda estava bebendo a garrafa de coca.

- Por quê? Você já não é diabólica o suficiente sozinha? - Ele riu. - Tá bom eu prometi, mas eu não vejo no que você poderia usar as técnicas dela.

- Em você "Feioso". - Eu ri comigo mesma.

- Os truques dela não funcionam com um irmão mais velho vampiro. – Ele rebateu.

- Mais que infortúnio. - O carro parou na garagem. Abri a porta e desci rápido demais, quase fiquei tonta. - Dan a nossa mãe, você acha que ela se daria bem comigo? - Minha curiosidade dominou minha boca e disse por própria vontade. - Ou seriamos aquele tipo de mãe e filha que trocam farpas todo o tempo? - Um pouco de medo escapou por meus lábios, essa era uma boa pergunta. Se meu próprio pai não me quis devia ter um bom motivo.

- Claro que ela iria se dar bem com você, vocês seriam melhores amigas, eu vejo muito dela em você. Posso dizer que vocês seriam mais próximas que a Nez e a Bella. - Ele me respondeu sinceramente.

- Você acha? - Eu fiquei automaticamente triste com a resposta, porque eu nunca saberia de verdade como seriamos, porque nós nunca poderíamos ser próximas, nós nunca poderíamos nos falar, se ela está morta.

- Elle tem uma coisa que eu queria te contar a muito tempo.

- Bem, conta... É o que? Você não vai muito com a cara do Karl não é? - Só podia ser esse o problema dos dois.

- Não é isso, eu gosto dele, é só que eu... Ele me proibiu de te contar isso, Elle a nossa mãe... Ela não morreu dando a luz à você, ela está viva... Como uma vampira. – Ele disse com um esforço tremendo, seus olhos cautelosos.

- Dan isso não é coisa para se brincar. - Fechei meu rosto, ele não podia brincar com ela, não com ela.

- Elle eu não estou brincando, isso é verdade! Jane e eu investigamos e descobrimos que ela está viva e está em Volterra. Eu só não te contei isso no momento em que descobri porque Karl me proibiu. Ele queria te proteger, deixar que você fosse feliz pelo menos uma vez. – Ele disse, vergonha estampada em sua face.

- Karl não me esconderia isso. - Sussurrei. Isso não podia ser verdade, era demais, era pesado. - Ele não me esconderia isso. - O rosto de Dan continuou com a mesma expressão. Era verdade.

Eu senti aquela agonia subindo pela minha garganta, esquentando meu peito, meus lábios se comprimiram e o choro já estava ali. Minha mãe estava viva, vampira. Dan me abraçou rapidamente, tentando em consolar, acariciando meu cabelo.

- Ele fez isso porque ele te ama, você sabe disso, ele queria que você fosse feliz, não queria te dar falsas esperanças, o que ele havia mostrado a Edward podia ser só mais um truque. Nós precisávamos ter certeza. – Dan começou a dizer tudo em forma de desculpa, mas meu cérebro captou uma informação.

- Edward? Quem mostrou a Edward, Dan? – Então foi assim que eles ficaram sabendo?

- Aro.

- Aro? Então desde aquele dia você sabe disso? - Era como se eu tivesse levado uma facada no estômago, minhas pernas perderam as forças, se ele não estivesse me abraçando eu já teria ido ao chão. - Quem mais além de você, Jane, Edward e Karl sabe disso?

- Acredito que a Bella, o Alec e a Nez. – Ele me respondeu ainda afagando meu cabelo.

Eu não consegui abrir a boca para dizer mais nada, todos sabiam, menos eu. Tudo isso por Karl. Aquilo era tão grande, era como se os pólos magnéticos de meu mundo tivessem se invertido... Como se um cometa tivesse o tirado de sua rota gravitacional... E o jogado para longe... Para o frio do universo exterior. Respirar doía ali, era como farpas perfurando meu pulmão, mas eu não podia ficar ali, me desmanchando nos braços de meu irmão, isso não era eu, eu precisava agir.

- O que Aro mostrou exatamente Dan? - Disse me soltando de seus braços e dando as costas para ele, seu rosto expressava culpa, dor, remorso, eu não podia chorar mais na frente dele, não era sua culpa.

- Edward disse que apenas nossa mãe, em um lugar escuro, um lugar que ninguém sabe onde é, como o lugar no castelo em que ele me mantinha. Mas nós investigamos Elle e o que descobrimos... É repugnante. – Ele fingiu se estremecer.

Me virei e segurei seu olhar... Bem, o que podia ser pior que descobrir que sua mãe, que você pensava ter matado no parto está viva, vampira, em algum buraco de Volterra e que seu próprio namorado providenciou para que você não descobrisse esse fato?

- Aro a tomou como sua... Nova esposa. - Dan suspirou e resolveu falar. Meu estômago revirou automaticamente, aquilo era realmente repugnante... Aro... Nova esposa... Os dois, juntos.

- Porque ela aceitaria isso? Ela não pode amá-lo, ele nos machucou, brincou com nós dois... Ela não pode desejá-lo. - Só de pensar na situação em pude sentir o gosto da bile subindo em minha garganta, precisei encostar no carro e me controlar para não acabar vomitando.

- Elle, não pense que ela fez isso pela própria vontade, Aro a obrigou, ele disse que ela tinha uma dívida com ele, afinal ele criou os dois filhos dela. – Dan explicou passando a mão pelas minhas costas, me dando o suporte que eu precisava para agüentar o baque daquela novidade.

De uma maneira torta e distorcida aquilo era nossa culpa, de nós dois. Encarei o chão, ela estava passando Deus sabe o que, presa todos esses anos e tinha que se sentir agradecida a Aro pelo péssimo trabalho que ele fez?

- Nós precisamos ir. – Sentenciei, me levantando do capô do carro e prendendo meu cabelo em um rabo de cavalo. - Nós precisamos ir agora.

Me virei e entrei na casa, meus passos decididos. Eu tinha uma meta, um objetivo, estar em movimento era muito mais reconfortante do que ficar chorando pelo leite derramado. Se ela estava fazendo isso por nós, nós precisávamos tirá-la dessa, nós precisávamos salva-lá... Não é isso que família significa?

Eu iria ao inferno se fosse necessário. Minha mãe está viva. Não pude deixar de ficar feliz com o fato... Mas o resto da trama esmagava ... Engolia toda minha felicidade... E ela parecia nada comparado a essa necessidade de ajudá-la.

Nós precisávamos ir, de volta para o nosso pequeno inferno na terra. Volterra.


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cap novo pra vcs... *---* espero q gostem

e como assi mmarina? enpacou? poxa qro saber a historia da allyson.. vc não pode abandonar
eme.... esperando vc aki em


Última edição por Yasmim L em Ter 24 Abr 2012, 14:48, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Sab 21 Abr 2012, 10:59

Meu deus !! Coitad da Elle !!
Depois de um dia perfeito... Mas acho que o Dan fez a coisa certa, mesmo que o Karl queira protege-lá ela merece saber que a mãe dela esta viva (ou quase)
E agora ???? O que a Elle vai fazer ??? Querida posta mais logooooo.
To morrendo de curiosidade !!!!!!
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qua 25 Abr 2012, 10:06

ahhhhhhhhhhhhhh.....apareci!!!...kkkkkkkkkkkkkkk...

AMEI O CAP. DA TEKKA!!!!!!!! FOI TÃO DIVERTIDO E ESPONTÂNEO!!

"ela parecia uma adolescente apaixonada quando ria e eu amava isso." - Ownnn...Dan é tão fofuxo!!! Tô adorando esse personagem, ele me lembra um pouco do Emmett no livro, por ser brincalhão e gostar de provocar...kkkkkkkkkkkk...AMO personagens assim!!!

e quanto ao outro cap...

UAU!!!....Agora o bicho vai pegar seriamente!!!

Tadinha da Elle se sentiu tipo, muito mega traída...eu entendo ela e concordo..Karl não poderia ter escondido isso...nuss....uqer dizer então que eles vão p/ Volterra??? Mas quem vai...Dan? Jane vai junto?? e o Alec??...caramba...curiosa aqui!!!
bjo amoreeee
Amei netinha do mal.
Eme
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qua 25 Abr 2012, 14:48

oin lindasssss
q triseteza néah... esse cap partiu meu coração

oin vou dizer pra tekka q gostaram do cap dela =D
humm... é néah.. mas veja pelo lado bom.. agora a história vai começar a se desinrrolar de verdade
o lado ruim? bem karl e elle separados de novo....
não guento mais eles separados... alguém me manda parar de faze isso por favor!!!!!!!!!
eme proximo cap, amanhã, tudo fika claro oks???
esperando vcs akiiii
até manhãaa
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qui 26 Abr 2012, 21:51

Chapter X
Danton P.O.V.


Elle passou por mim com um olhar decidido, ela parecia ter envelhecido 10 anos no último minuto, não parecia mais minha irmãzinha de 11 anos, agora ela era uma mulher de no mínimo 20 anos.

- Elle, você quer dizer Volterra? Mas só nós? Você não prefere esperar os outros? – Tentei, a seguindo.

- Isso não é problema deles Dan, se você não quiser ir, tudo bem. – Ela começou a frase decidida e a terminou cautelosa. Era como se ela tivesse acabado de tomar consciência que eu podia não querer ir com ela para a toca do leão.

- É claro que eu quero ir, ela também é minha mãe! - Como ela pôde pensar que eu a deixaria enfrentar tudo aquilo sozinha? - Mas eu pensei que você iria querer esperar os outros.

- Eu não quero... Ver Ele... Agora. - Ela confessou, encarando o chão. Sequer conseguiu dizer o nome de Karl, derrepente ele só era "Ele".

- É melhor você reservar nossas passagem para o próximo voo para Roma. - Eu entendi e respeitei essa sua decisão, por isso mudei de assunto.

- Eu vou ligar para o aeroporto lá de cima... Eu vou pegar umas roupas, documentos, umas lentes de contato para você... - Ela disse enquanto já subia as escadas para o segundo andar.

Segui para o meu quarto, eu precisava deixar Jane sabendo disso, sabendo de mim, para onde eu havia ido. Resolvi lhe escrever um bilhete.

"Jane contei para Elle sobre nossa mãe, fomos para Volterra, por favor não conte nada a Karl. Com amor Dan."

- O próximo voo sai daqui a uma hora e meia... – Elle disse já entrando no quarto. - Essa noite chegaremos por lá. Aqui está sete pares de lentes, acho que é o suficiente. – Ela colocou as caixinhas sobre a mesa mais próxima. Precisei utilizar toda minha habilidade para esconder o bilhete de seus olhos, mas eles estavam tão frios, não sei se conseguiam ver muita coisa.

- Então é melhor nos apressarmos, vou pegar algumas roupas e te encontro lá em baixo. – Ela assentiu, puxando as alças da mochila.

- Okey, mas nós vamos no meu Jeep. – Ela tentou sorrir, uma tragédia, o Maximo que ela me deu fora um meio sorriso extremamente forçado.

Retribui seu sorriso, ao menos ela estava tentando sorrir. Ela me deu às costas e deixou o quarto. Fui até meu criado mudo dobrei o bilhete e escrevi o nome de Jane. Em cinco segundos tinha feito minha mala e pegado meu passaporte, precisei tirar um quando investiguei a situação em que se encontrava minha mãe. Assim que cheguei na sala me deparei com Elle encarando o nada, seus pensamentos pareciam longe, mas eu sabia onde estavam. Em Karl.

- Vamos?- A retirei de seu pequeno transe.

- Vamos. - Ela se levantou, mas se demorou um pouco mais. Olhando para os cantos da sala, se despedindo do cômodo, se despedindo da casa. Se virou e foi andando para a cozinha, saiu pela porta da garagem

- Toma as chaves. – Elle me jogou as chaves do Jeep e foi para o outro lado do carro.

- Você tem certeza? Eu podia cair da ponte com seu amado carro sabia? – Ironia pingou em meus lábios.

- Eu não estou muito bem para dirigir. E você nunca jogaria meu Jeep da ponte, você dirigi como um velho. – Ela me respondeu na ponta da língua, podia estar triste, podia estar quebrada, mas ainda era minha irmãzinha.

- Eu não dirijo como um velho coisíssima nenhuma. Eu sou cuidadoso, é muito diferente. – Entrei no carro, fingindo estar magoado, ela entrou em seguida, o mesmo meio sorriso forçado no rosto.

Elle passou toda a viagem olhando pela janela, se portanto como um vampiro mas do que nunca, completamente paralisada se não fosse sua respiração e seu coração. Eu não sabia se podia lidar com isso, Alec parecia ser mais experiente, ele me disse que ficou com ela em um momento triste da vida dela, quando Karl sumiu. Alec saberia o que fazer.

Chegamos ao aeroporto e fomos direto fazer o check-in. Não pude deixar de repara na atendente, ela me encarava boquiaberta, deslumbrada, humanas.

- No que posso te ajudar hoje? - Ela me pergunta um belo sorriso no rosto, o duplo sentido claro na frase.

- Eu e minha namorada temos duas passagens reservadas para Roma. – A cortei logo, ela não era Jane, não tinha seus cabelos loiros ou seus olhos intensos e vibrantes.A garota ficou completamente desapontada e derrepente a Elle estava passando o braço pelo meu e a encarando possessivamente.

- Nomes? – Ela nos perguntou seca.

- Danton Cavallieri e Electra Volturi. – Respondi no mesmo tom profissional. A garota sequer tentou esconder a risada que nossos nomes a provocou. De canto de olho vi o olhar assassino, de caçadora, que Elle a direcionou. A prendi com mais força em meu braço.

- Aqui está, seu voo é dentro de 30 minutos. Vocês podem esperar na área reservada. – Peguei as entradas de primeira classe da mão da garota e abri minha passagem para confirmar os dados, me deparo com um número de telefone escrito em um papel amassado e reviro meus olhos, humanas . Amassei o papel e o joguei fora, fui esperar o voo com minha irmã.

- Dan não precisava ter jogado o papel fora, eu não vou contar para Jane. - Elle disse derrepente, seu tom de voz confidente.

- Eu sei que você não vai, mas aquela humana era sem graça. – Fiz uma careta, ela quase riu.

- Você a ama? - Elle perguntou me encarando, séria demais. Fiquei sem graça na hora, se pudesse coraria. Não respondi, eu sequer havia dito isso para Jane ainda, eu sequer havia dito isso em voz alta ainda.

- Como você acha que ela vai reagir? Quero dizer ela não me vê faz tanto tempo e nunca viu você.- Mudei de assunto rapidamente.

- Eu não sei, se ela não for como Caius, já é um ínicio para mim. E você, ela te ama Dan. - Ela me assegurou com um tom de certeza que me lembrava minha mãe quando ela dizia que tudo ia ficar bem.

- Ell não precisa se preocupar, ela definitivamente não é como o Caius, e eu tenho certeza que ela ama você também.– A garanti.

- Você acha que Aro a ama? Ou é só para enfurecer Caius? Mas se for isso Caius ama minha mãe e não me ama. O que eu fiz de errado? Não entendo... Estou confusa. - Ela colocou o rosto sobre os joelhos e os abraçou, se fechando em uma bola. Eu abraçei seus ombros e comecei a cariciar seu braço, para reconfortá-la

- Acho queAro não é capaz da amar nada além do poder e se Caius amasse mesmo nossa mãe acho que te trataria diferente, ou talvez ele a ame de um jeito torto, quem sabe até ele fingia não gostar de você por causa de Aro.São tantas possibilidades que eu não consigo pensar direito. Pela segunda vez nessa nova vida me sinto confuso.– Ela me escutou atentamente e concordou comigo. Confuso. Tudo estava confuso demais.

Ouvimos o chamado de nosso avião e seguimos para o portão 8, mais algumas horas, e estariamos tão perto dela como jamais estivemos nos ultimos 12 anos. A viagem se passou silenciosa, Elle ficou encarando a janela até cair no sono, eu me retirei para dentro de minhas próprias memórias repassando cada momento com ela. Minha mãe.

Eu já estou indo para você, só mais um pouquinho.


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aí lindas cap novo pra vcsss..... as falas do dan escritas pelas tekka =D
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Sex 27 Abr 2012, 13:57

oieee....meninaaa que a Elle ficou furiosa, mas mas do que isso, ficou totalmente magoada...
tadinha, mas ainda bem que o Dan vai com ela, eu ficaria mto mega preocupada se ela fosse sozinha...

"ou talvez ele a ame de um jeito torto, quem sabe até ele fingia não gostar de você por causa de Aro.São tantas possibilidades que eu não consigo pensar direito"
....Nuss, muito confuso mesmo e cheio de possibilidades...
Amei o cap. netinhaaaa e manda um bjo p/ Tekka, diz q as falas do Dan estão incríveis!!!
bjobjoooo

Eme
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qui 03 Maio 2012, 22:53

Chapter XI
Karl P.O.V.


O dia se passou. Eu assisti o sol cair e a lua surgir como se esse fosse o alvará do fim da minha existência. Eu já sabia que tudo iria acabar hoje, Dan fez questão de me deixar saber.

- Eu não consigo mais esconder isso dela. Você disse até o aniversário. E ele já se foi. – Dan disse ao tempo que Elle alcançou nosso quarto. Ela já não poderia escutar mais nada do que se passasse aqui em baixo.

- Eu não vou pedir para você continuar com essa... História. Acho que ela já foi longe demais. – Disse a contragosto, ela ainda não havia ido longe demais, ainda não. – Que você faça isso, eu nunca vou ter coragem.

- Ela tem sorte de ter te encontrado. – Sua voz parecia estar me agradecendo. Eu não disse mais nada depois disso, eu sabia que já havia acabado.

Só me restava preparar minha mente para o que viria a seguir. Meu corpo me guiou para o andar de cima, ela ainda estava no banheiro, o som do secador de cabelo ligado. Meus olhos cairam sobre a cama ainda bagunçada, sua camisa do Oasis jogada em cima da poltrona, eu iria sentir falta disso. Me virei para a janela, a neve cobrindo as montanhas mais proximas, seria um belo inverno.

- Como estou? - Sua voz irrompeu pelo quarto inocentemente.

- Você está linda. – Minha voz saiu mais sério que o necessário, mas era a verdade. Ela era linda.

- Obrigada, mas eu só queria saber se não está muito calor lá fora para essas roupas. – Ela veio andando em minha direção, o perfume que vinha de seus cabelos dourados era de morango. - Qual o problema Karl? O que está acontecendo? – Confusão, duvida, sua voz transpassava tudo isso. Ela não podia se sentir triste, agora não.

- Nada Elle, nada está acontecendo. – Meus lábios moldaram as palavras sem sequer pensar. - Você está começando a ficar paranóica. – Ela relaxou e me abraçou, um abraço tão forte, era como se ela estivesse procurando em mim segurança, paz... Era uma pena que até o fim do dia essas seriam as ultimas coisas que ela encontraria em mim.

- Você me ama não é Elle?- Perguntei sem pensar, ela se surpreendeu com a pergunta.

- Claro que eu te amo. – Sua voz soou tão segura... Talvez ela me entendesse afinal, talvez... Quem sabe?

- Isso… Esse sentimento… Ele um dia pode morrer? Alguma coisa poderia destruir tudo isso, tudo o que vivemos? – Continuei, tentando encontrar em suas respostas forças para me manter em pé.

- Nada poderia matar ou mudar o amor que eu sinto por você. Isso somos nós. – Ela levantou seu rosto para mim, aqueles olhos, malditos olhos verdes... Eu não podia perdê-los, ela não poderia tirar eles de mim.

- Eu te amo. Nunca, jamais se esqueça disso Electra Cavallieri Volturi Wherlocke, jamais. – Minha voz assegurou, em meus braços eu senti quando um arrepio desceu pela sua espinha.

Seus lábios encontraram os meus com uma certa necessidade gritante. Era como se ela soubesse que esse dia iria acabar bem diferente da forma que começou, era como se ela soubesse e estivesse me dando aquilo que eu precisava. Um beijo. Me agarrei a ele com todas as minhas forças, a beijei como se esse fosse nosso ultimo. Ela não estava respirando direito, seu pulmão não estava mais subindo e descendo como sempre... Só mesmo assim para eu desgarrar seus lábios dos meus. Só mesmo assim.

- Não é completamente ruim Jane, entende isso, só é diferente. – Alec ainda estava discutindo com Jane a respeito do sangue de animal que tivemos que vê-lo caçar hoje a tarde.

- Diferente? Acredito. Ele fede Alec. – Eu precisava concordar com a garota. Eu admirava a coragem e força de vontade dos Cullen, mas não era capaz de segui-los... Somente o sangue seria capaz de me manter existindo daqui a algum tempo.

- Desisto Jane, continue matando inocentes... Ao menos posso dizer que tentei. – Alec deu de ombros, já estavamos na porta da casa. Ele a abriu sem muitas cerimonias, a casa também era dele.

- Dan ainda não voltou? – Jane perguntou para ninguém em especial, vasculhando a casa, sumindo de meu campo de visão.

- Calado Karl. – Alec ponderou antes de se sentar no sofá. – Você não disse nada praticamente o dia inteiro.

- Não há muito o que se dizer. – Minha voz saiu estranha, forçada, pesada, era como se eu tivesse acabado de encontra-la.

- O Jeep não está na garagem. – Jane informou entediada, se sentando no sofá ao lado de Alec.

- O Jeep? Dan disse que sairia com a minha BMW. – Alec disse confuso.

Eu sabia o que isso significava. Eles já voltaram. Eles já se foram.

- E eles sairam com ela. – Conclui em voz alta, encarando o chão. Não, ela não tinha me entendido, ela sequer havia tentado.

- Mas então... Onde estão eles? – Jane ainda não havia entendido a gravidade da ação.

- Karl o que está acontecendo? – Alec me interrogou já sabendo qual seria a resposta.

- Dan contou para ela... Eles se foram. – Minha voz ainda estava fria, pesada, como uma tumba.

- Como você sabe que Dan contou para ela? – Alec começou a me encher com perguntas.

- Você quer dizer Volterra? Eles foram para Volterra? – Jane disse ao mesmo tempo.

- Ele me disse que não aguentava mais esconder tal fato dela, eu sabia que não passaria de hoje... Por isso tão calado Alec... Acho que sim, seria a primeira coisa que Elle... Que ela faria. – Me doeu dizer o nome dela. Me doeu como se houvesse sete estacas sendo enfiadas em meu peito. Doeu.

- Porque ela não nos esperou? Elle deve ter nos julgado todos mentirosos. – Mentiroso. Era assim que ela havia me julgado no momento que Dan lhe contou a verdade. Seu rosto, ela deve ter chorado, seu belo rosto deve ter se afundado em lagrimas, e eu não estava por perto, ela não me queria por perto.

- Aro não está desprotegido em Volterra, Marcus nos informou que Aro pirou, está criando um exercito de recém-nascidos, o maior já visto... Tudo bem organizado, caçam dissipadamente pelo continente, são informados antes da transformação, preparados... – Jane começou a jogar a enxurrada de informações em cima de nós dois... Ela estava mantendo contado com Marcus? Alec parecia saber desse fato, eu não. Ela subiu as escadas e desapareceu por poucos segundos, voltou com um celular na mão e um pedaço de papel amassado.

- Eu sabia que ele simplesmente não partiria sem me dizer nada. – Ela sacudia o papel sorrindo triunfante... Mas ela fez isso comigo, sem sequer me deixar um pedaço de papel. - " Jane contei para Elle sobre nossa mãe, fomos para Volterra, por favor não conte nada a Karl. Com amor Dan." – Ela terminou de ler completamente sem graça, o bilhete dizia claramente " por favor não conte nada a Karl.", mas ela havia lido na minha frente, obviamente desafrontando o pedido.

- Deve ter sido um pedido dela, ele sabe que eu pensaria na hipotese deles terem ido para Volterra primeiro que todos, ele sabia que eu já esperava por isso no final do dia. – Um pedido dela. Cai sentado no sofá como se tivesse sido atingido seguidamente por mil tiros de espingarda. Ela não me queria em Volterra.

- Sinto muito. – Alec disse para mim, ele sabia que tudo o que eu estava pensando era verdade. Ele a conhecia.

- É bom estar em movimento novamente. – Jane disse se sentando novamente ao lado de Alec, ela guardou o bilhete de Dan em seu bolso da calça. – Vocês sabem que dia é amanhã? O baile de São Firmino. A ocasião perfeita para entrarmos nesse covil de recém-nascidos. – Ela teve um insight.

- O baile de São Firmino. Só precisamos chegar lá antes da noite de amanhã. – Alec estava no mesmo lugar que ela.

Eu não estava. Eu estava a exatamente um ano atrás, não exatamente, amanha faria um ano, um ano que ela havia me deixado beijá-la, um ano que ela havia me deixado entrar em seu universo secreto, um ano que ela havia sido minha pela primeira vez. Um ano havia se passado, só um ano. Tantas coisas acontecerem nesse um ano, tirando os oito meses que nos foram roubados. Dentro desse um ano eu amei, pela primeira vez, uma garota irritante e imprudente, de olhos verdes e envolventes, nem humana, nem vampira, mestiça. Eu amei, e isso havia me trasformado por completo em outro homem, um homem que era capaz de cometer loucuras por essa garota, que era capaz de mentir, roubar, matar, morrer. Ela me ensinou o que era viver de verdade, e eu a perdi para meu egoismo, para essa minha mania de tentar não magoa-la, essa minha mania torta que sempre me trai e acaba fazendo o pior, acaba sempre magoando nos dois. Eu a perdi.

- Chegar antes da noite de amanhã a onde? – Nez já estava dentro da sala, acredito que não fui o único a não ouvi-la se aproximando, ninguém estava ali naquela sala.

- Volterra. – Jane respondeu timidamente.

- Volterra? – Ela pareceu estar surpresa com a resposta, mas ela já sabia de tudo, Alec já havia contado a ela. – Elle foi sem nos esperar?

- Deve estar com raiva de nós. Nós mentimos. – Alec deu de ombros. Jane estava discando um número no aparelho celular.

- Nós não mentimos, nós somente omitimos. Ela é inteligente o suficiente para ver a diferença... Elle deve ter tido seus motivos para partir na frente. – Ela pensou rápido, seus olhos caíram sobre mim.

- Por favor, eu gostaria de reservar... – Jane parou de falar ao telefone e olhou para Nez, ela assentiu. – Quatro passagens de primeira classe no próximo voo para Roma.

- Você não vai. – Alec bateu o pé. – Você não vai voltar para Volterra.

- O que pode acontecer de mal? Também sou um membro desertado do clã, como todos vocês. Se vocês ficarão bem, eu também ficarei. – Ela rebateu.

- Seu pai? – Alec ponderou.

- Eu ligo para a minha família assim que tiver colocado os pés em Roma. –

- Um avião acabou de partir com o mesmo destino? O próximo só daqui a três horas? Sem problemas... – Aposto que dentro desse avião estava ela e Dan. Me levantei. Todos, exatamente todos me acompanharam com os olhos.

Como disse Jane, era bom estar em movimento, se eu ficasse parado tempo demais, tavez nunca mais conseguisse me mover de novo. Meus pés me guiaram para o andar de cima, para onde o perfume dela me intoxicava, eu só podia ser um masoquista, procurar por traços dela agora?

Pé ante pé fui entrando no nosso quarto, talvez agora ela preferisse dizer quarto dela, ou então meu quarto, se ela nunca mais voltar aqui, ele seria meu quarto. Se ela nunca mais voltar aqui. Eu estava chorando? Essa agonia subindo pela minha garganta mais quente que o comum fervor, era um choro? Meu rosto se contorceu invonluntariamente, sim eu estava chorando. Cai sentado na cama e me deixei ser anestesiado pelo seu perfume, se eu fechasse os olhos talvez pudesse imagina-la aqui.

Foi quando meus olhos cairam sobre o criado mudo, havia um papel ali, um papel que não estava ali mais cedo. Meu peito se encheu de esperança, agarrei o papel com uma força desnecessaria. Ela havia me deixado alguma coisa?

Nada. Não havia nada no papel, além de uma caneta preta no meio, que rolou ao chão assim que o desdobrei. Nada. Eu tenho nada. Eu sou nada.

Ao menos alguma parte dela quis me dizer alguma coisa. Alguma infima parte dela quis me reconfortar, me informar, no minimo me lembrar. Ela podia ter desejado escrever "Eu te amo." Mas seu orgulho a ganhou, como sempre.

Seria a aquela parte que eu iria me agarrar, seria a aquela pequena parte que eu iria me agarrar para sobreviver pelos proximos dias, meses, talvez quem sabe anos? Eu me agarraria a essa infima parte dela que me ama pelo tempo que ela demorasse para me entender, para me perdoar, se ela fosse fazer aquilo algum dia.

Amanhã faria um ano. Aquele baile. Aqueles olhos. Será que eu os veria por lá?

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a visão do karl sempre me faz chorar... FATO
mensagem pra tekka passada eme...
proximo cap o rolo fika ainda mais complicado... esperando os coments aki
néah marina?
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Seg 07 Maio 2012, 17:20

Desculpa !!!! Mil desculpas Yasmim
Adorei os dois caps novos !! Estão simplesmente perfeitos, fala pra Tekka que ela merece os parabéns
Da onde vc tira tanta coisa interessante ?? Seus caps são cada vez mais envolventes e mais apaixonantes !!
Vc é uma escritora nata !! Não pare NUNCA de escrever !!!!!!
Leitora assídua esperando mais caps para devorar !!! Bjs. study
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qua 09 Maio 2012, 13:12

oin marina q bom q vc veio colocar a leitura em dia *----------*

gente vim aki hoje pra visar q não sei se vai dar pra eu postar cap amanhã... to mal...
doente... infecção urinária... e das brabas.. passei o dia de ontem inteirinho no hospital...
das 6 e 40 da mnhã até as 5 e 30 da tarde... uns três saquinhos de soro na veia... una quatro exames...
e agora to fazendo tratamento em casa... tá dificil...
mas olha o cap tá escrito oks... só não sei se posto amnhã...

antes de ir deixo um conselho: BEBAM PELO AMOR DE DEUS 2 LITROS DE AGUA POR DIA SE NÃO VÃO ACABAR IGUAL A MIM E NÃO DESEJO ISSO A NINGUÉM

bjoss lindas... adoro vccsss... saudadsss disso tudo aki
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qua 09 Maio 2012, 20:20

OMG, melhoras Yasmim !!!!!
Minha tia também teve isso e disse que é a pior coisa do mundo !!
Não se preocupa com o cap e sim em ficar boa logo !!!!!
Beijão
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qui 10 Maio 2012, 13:03

Chapter XII
Mais um grampo, pronto, meu penteado estava feito, não difícil, não estava com animo para muito, somente prendi minha franja para trás, tomando cuidado para deixar um pouco de volume, as ondas em meus cabelos estavam naturais, normais, eu não faria mais. Maquiagem, kajal, máscara e delineador, batom?

Meus gestos estavam tão robóticos, sequer parecia eu, eu amava me arrumar, mas hoje, eu sequer queria sair, eu sequer queria estar lá. Mãe. A palavra voltou para minha mente me lembrando o motivo de tudo isso, não se tratava de um simples baile, de uma festa, era mais, era ela.

Senti a seda do vestido vermelho satin deslizando pelo meu corpo, era curto, era bonito, como se eu fosse uma gota de sangue. Tirei o colar de minha mãe do meu pescoço pela primeira vez desde que o colocara ali, não combinaria com o vestido, ainda mas porque o coração de rubi reinava impiedosamente em meu colo, decidi o enrrolar em meu pulso como se fosse uma pulseira, a estrela ficou para o lado interno. Calcei os saltos, também vermelho, cravejado de pedrarias, e estava pronta, avaliei a obra completa, Alice mudaria muitas coisas.

- Dan estou pronta. – Minha voz ainda tinha aquele tom morto, como se não pertencesse a meu corpo.

- Pensei que éramos para passarmos despercebidos irmãzinha. - Dan perguntou um pouco surpreso.

- Desculpa. – Eu não tinha outro vestido, só tive tempo para comprar esse.

- Ao menos poderei dizer que tenho a dama mais bela do baile como acompanhante. – Isso foi um discreto elogio, uma coisa de irmão, eu precisava sorrir para ele enquanto seu braço cruzava com o meu, eu precisava sorrir. Péssima ideia, o maximo que consegui fora um meio sorriso, um sorriso forçado.

Saímos noite a fora, iríamos passar por uma entrada que Alec me ensinou quando fiz meus seis anos, era distante, pela floresta, caia nos calabouços da ala leste, eu nunca a usei. A ala leste era um tabu, reza a lenda que ali descansava os últimos filhos da lua existentes no mundo. Na verdade era Dan que se escondia ali. Na ala leste. A ala que Alec me ensinou a entrar, a ala que eu nunca entrei. Mas quanta ironia.

Retiramos os troncos, galhos e folhagens, um túnel se revelou a nossa frente, um humano não veria dois palmos a sua frente, mas nós conseguíamos ver tudo, cada pequena seiva de todas as raízes expostas, tudo refletindo em um inexorável tom púrpuro.

Deixamos nossas mochilas do lado de dentro, escondido em uma cela dos calabouços. Comecei a me sentir menor, aquela sensação que habitava dentro de mim sempre que passava por essas paredes de pedra. Como se eu fosse parte de algo maior, como se eu pertencesse à outra pessoa, pertencesse a Aro.

Estávamos subindo, mais dois andares e provavelmente chegaríamos ao andar comum, nosso "térreo", foi quando Dan parou. Precisei voltar dois passos, ele estava encarando uma porta.

- Era aqui. Esse era meu quarto. – Sua voz pareceu distante, perdida no seu passado tão sombrio quanto o meu, talvez mais.

- Tão perto. – Sussurrei.

- Tão longe. – Ele completou, também mantendo seu tom de voz em um sussurro. Nossos olhos se encontrarão e eu pude sentir o fardo que ele estava carregando, nossa mãe. Tão longe, tão perto.

Fomos subindo as escadas, mais um andar provavelmente, já podíamos ouvir a música tocando, os passos se arrastando, dançando. Finalmente chegamos, meus pés morreram.

Eu nunca fora uma covarde. Nunca, mas ali, naquele momento, tudo que eu mais queria era voltar para Seattle, para um lugar onde eu realmente fora feliz, sem pesos. Só feliz. Seattle.

- Elle? – Dan chamou por mim. Ele já estava quatro passos a minha frente.

- Por favor, não me solta. – O agarrei pelo braço, um ato tão infantil que me fez corar. Não era medo afinal, era apreensão, nervosismo, curiosidade, raiva e ódio, tudo isso junto e misturado, subindo e descendo, indo para todos os lados dentro de mim.

- Nunca. – Ele me assegurou tão firmemente que senti sua firmeza e coragem sendo transpassada para mim, fluindo pelo meu corpo. Eu posso fazer isso. O puxei em direção ao salão de baile.

Nós entramos, nos guiando para os arredores, fugindo do centro. O salão estava completamente cheio, tantos olhos vermelhos, uns escuros e leitosos, outros vivos e enchamecentes, é claro que os mais próximos de mim me encaravam curiosos, recém-nascidos, como Dan me disse, tantos. Só espero que eu não cause tão furor que traga Aro para nós antes do necessário. Primeiro porque queria vê-lá antes que ela me visse, segundo porque não sabia se teria paciência o suficiente para lidar com Aro.

Tantos rostos novos, me deixavam tonta, comecei a encarar o chão. Dan me puxou para uma dança.

- Eles vão nos delatar, meu perfume de mestiça. – Sussurrei para Dan, me desculpando por não ser uma vampira.

- Eles não estão te olhando por isso, eles sequer devem conseguir sentir a diferença em seu perfume. – O encarei confusa. – Eu te disse que eu teria a dama mais bela do baile. – Dan me explicou rindo de orelha a orelha. Ele estava dizendo que os recém-nascidos sequer estavam me olhando pela minha essência estranha? Era só porque eu estava bonita? Bobagem. Ele só queria me fazer rir.

Continuamos dançando, já havia se passado quase uma hora, reconheci alguns rostos, o clã russo, o clã alemão, o clã húngaro, o clã grego, o clã belga e muitos, muitos rostos novos, desconhecidos.

Aro estava forte, ele tinha os números a seu favor, talentos viriam depois, ele sabia disso, se ele tivesse sorte um recém-nascido poderia ser talentoso. Mas isso não importava, com tantos o defendendo, como alguém poderia ousar entrar naquela cova dos leões?

Já estava começando a me cansar, não havíamos sequer avistado Aro, ele não era um dos primeiros a chegar, mas nunca demorava tanto, vimos Marcus, ele pareceu um pouco surpreso a nos ver, mas ele já sabia o porquê de estarmos ali, não era nenhuma novidade.

Dan me rodou no salão, minha mão escapou da sua por dois milésimos de segundo e, por mais louco que pareça não fora a mão de Dan que me raptou no ar novamente, era outra mão, uma mão que eu conhecia muito bem e que também me conhecia, melhor que qualquer um outro.

Ele me puxou para mais perto de seu corpo, estávamos perto demais, meu rosto sequer conseguia transpassar qualquer emoção, eu estava surpresa demais. Nossos narizes encostando um no outro, nossas respirações pesadas, forçadas, seus olhos, de um carmim tão intenso, tão profundo que doía, era como se ele estivesse jogando tudo o que vivemos na minha cara. O coração de rubi em meu colo derrepente pesava o triplo de seu real volume, funcionava como uma ancora, me submergindo no seu mar de sangue.

- Por que você continua fugindo de mim? – As palavras se formaram em seus lábios e eu senti tudo indo a abaixo.

- Porque você mentiu para mim? – A melhor defesa é o ataque.

- Você estava feliz, você sabe que estava, não tente negar para si mesma. – Ele rebateu, sequer estávamos mais dançando.

- Isso não justifica nada. Você mentiu. – Minha voz subiu dois tons. Ele parecia estar tão perdido, meu coração quebrou.

- Me perdoa. – Ele pediu tão solenemente, tão verdadeiramente, que eu senti as trincas sendo formada em meu coração, eu não podia perdoá-lo, não havia desculpas para o que ele fez.

- Perdoar? Porque? Que garantia eu vou ter que você não irá encontrar outro caminho para cometer o mesmo erro? – Eu já estava procurando por Dan, mas não o via em lugar algum, Karl não soltava meu braço, meus ossos já estavam doendo.

- Você me ama. – Ele me puxou novamente para ele, alguns curiosos já estavam assistindo a cena.

- Como eu queria não amar. – Mentira. Ela escapou pela minha boca sozinha, dançando vingativamente em direção a Karl. Ele não tinha mais o que dizer, ele sequer tinha mais o que fazer, seu corpo congelou, seus olhos tremeram. O que eu estava fazendo com nós dois? – Me solta. – Ordenei veemente. Alto o suficiente para ecoar por todas as paredes de pedra.

Eu podia aguentar tantas surpresas? Um silêncio reinou nos segundos seguintes por todo o salão, quatro pares de passos vindo em nossa direção eram os únicos sons ecoando sobre o mármore polido.

- Ora, ora, veja só... Os filhos pródigos a casa tornam. – Essa voz, eu odiava seu dono. Aro sorria seu sorriso venenoso em nossa direção, derrepente já não era só eu e Karl, Jane, Dan, Nez e Alec surgiram ao nosso redor, eles também haviam vindo. Me senti uma ingrata, devia tê-los esperado.

Tudo, tudo fugiu de minha mente no instante em que a vi, ela estava ali, seus olhos vermelhos, sua pele pálida e lisa, vampira com absoluta certeza, esbanjava sua beleza em um vestido lápis-lazúli. Seu rosto, era quase como me ver em um espelho, se eu pudesse envelhecer mais alguns anos, concerteza seria sua cópia, tirando meus lábios, eles eram mais cheios. Seus olhos estavam presos entre mim e Dan, indo de um para o outro, não sabendo qual observar primeiro. – Mãe. – Sussurrei incontrolavelmente. Aro percebeu nosso pequeno mundo criado em poucos segundos, se virou e a encarou, depois seus olhos voltaram para nós.

- Vejo que já se reconheceram. – Ele disse como se estivesse cantando os parabéns de uma festa de aniversário. – Minha querida Stella, não precisa se conter, são seus filhos. – Falso.

- Eu gostaria de poder vê-los em um lugar mais... Reservado. – Ela pediu cautelosa, tomando cuidando com cada palavra, as escolhendo. Sua voz, minha memória não era falha, ela era linda.

- Entendo, devem ter tanto para conversar. – Eu não consegui me segurar, eu rosnei para Aro com toda a minha fúria, se havíamos tanto para conversar era porque ele nos tomou anos. Instantaneamente Felix e, Demmy? Ela havia voltado para o clã? Ela e Felix se armaram em posição de luta para mim. Dan entrou na minha frente, me protegendo, senti Karl rosnando nas minhas costas.

- Todos sabemos que Electra tem um temperamento forte, não? Mas ela não ousaria fazer nada, aqui, agora, ousaria? – Ele veio em minha direção, estava tão perto que pude sentir meu estomago revirar.

- Perdão. – As palavras saíram azedas de minha boca. Não era momento para ser a filha rebelde, eu devia ser uma boa menina para ele, só assim ele me daria aquilo que eu queria. Minha mãe.

- Minha doce Electra. Danton, eu entendi sua rebeldia na ultima batalha, afinal ela é sua irmã. Me perdoe por tê-la escondido de você. – Ele se desculpou, segurando a mão de Dan, entrando em sua mente, vendo tudo que ele já pensara em sua existência. Senti uma vontade de cuspir em seus sapatos feitos a mão. Mas me controlei. Uma boa menina

- Eu que lhe devo desculpas, eu já te devo tanto. – Dan entrou no mesmo jogo, mas para ele era mais difícil sua mente podia lhe delatar, mas se ele mantinha essa mascara mesmo sob o toque de Aro, ele devia mante-la muito bem.

- Alec, Jane, eu sabia que voltariam para mim. – Ele disse soltando a mão de Dan e indo em direção a Alec e Jane esbanjando seu sorriso falso. Era só eu e minha mãe novamente. Ela me avaliou por alguns segundos, seus olhos percorrendo meu corpo, me reconhecendo, quando voltou para meu rosto ela sorriu. Eu não consegui retribui-lo, eu estava chocada demais para isso, mas meus olhos me denunciaram, lacrimejaram. Ela voltou seus olhos para Dan e seu sorriso se abriu ainda mais. Ela era tão linda.

- Você sempre está certo Mestre. – Jane respondeu docemente, era a Jane de sempre novamente, a Jane que eu odiava, mas eu sabia que era um jogo, o amor muda todos, ela não podia ser imune a essa magia.

- Sempre. – Alec concordou com um tom que eu não escutava a muito tempo, ele era o temível Alec novamente, o Alec que nunca fora meu amigo.

- Renesmee, você eu não esperava ver novamente. – Ironia. Aro estava me dando nos nervos.

- Digo o mesmo, mas como diz Alice: o futuro é uma ciência inexata, tudo pode mudar de acordo com suas escolhas. – Nez respondeu um pouco mais amolecida do que o normal. Tentando manter uma conversa, não uma discussão.

Eu ainda segurava o olhar de minha mãe. Meu mundo era somente ela naquele momento. Só ela.

- Por favor, eu posso conversar a sós com meus filhos? – Meus filhos. Eu senti o alivio, a felicidade que ela disse tais palavras. Eu também as senti. Ela me reconhecia como filha, não seria como Caius. Naquele breve momento, naquelas breves palavras eu consegui encontrar a certeza do fato que ela me amava. Eu também era dela, como ela era minha.

- Stella, Electra deve estar cansada, talvez seja melhor que ela descanse agora, em seus aposentos, amanhã você poderá vê-los. – Ele disse inocentemente. Como se ele se preocupasse comigo. Ela pensou em abrir a boca para rebater, mas a fechou automaticamente.

- Eu estou mesmo cansada. É melhor me retirar. – Disse com um sorriso falso no rosto, o sorriso de Aro.

- Você. - Ele apontou com o queixo para um recém nascido que estava próximo a cena. – A acompanhe. – Eu senti que as palavras tinham mais sentido do que só me levar ao meu quarto, era mais um "A acompanhe para todo o lugar, sempre.". Fazia sentido. Eu era perigosa, ele não podia ler minha mente, mas se alguém sempre estivesse comigo, ele saberia o que eu estaria aprontando.

Todos me acompanharam, se retiraram comigo para os corredores frios do castelo. Ninguém dizia uma palavra. O silêncio reinava. Jane seguiu com Dan para seu quarto, Nez para o quarto de Alec, e Karl me seguiu.

- Elle? – Ele me chamou, meu coração se despedaçou de vez, sua voz, parecia um lamurio, um choro contido. Me virei para ele. O tal vampiro que devia me acompanhar se conteve na curva do corredor, apoiou suas costas na parede e encarou o outro lado. Nos deu o maximo de privacidade que me era permitida daqui por diante.

- É isso mesmo que quer? Não me amar mais? – Mais dor. Eu iria acabar chorando ali e então tudo estaria perdido.

- Algumas vezes o amor só nos envenena aos poucos, ficar com você sempre acaba me machucando. Eu não devia ter lhe pedido um beijo Karl, na biblioteca, eu não devia ter lhe pedido um beijo. – Disse tudo me arrependendo amargamente de cada silába.

- Você não pode desistir de mim, por favor, não desista de mim. – Ele chorou, sua mão contornando a minha face. Não consegui conter as lágrimas, elas rolaram como safiras por meu rosto.

- Você precisa me deixar ir. Daqui a uns meses, sequer lembrara de mim, encontra outra, uma menos complicada. Fuja daqui, você não me deve nada. Me deixe ir. – As palavras saíram engasgadas, minha boca não queria pronunciá-las. Sua mão caiu ao lado de seu corpo, pesada, morta.

- Se é isso que você quer. Só nunca se esqueça... Não se esqueça de mim... Não se esqueça de nós. – Foi seu ultimo pedido antes de se virar e descer o corredor andando mais lentamente que um humano.

O assisti sumir de vista, meu coração e alma partindo com ele. Ele sempre me machucava, eu não podia ficar permitindo isso acontecer. Não mais. Se a única alternativa era nos machucar ainda mais, eu precisava tomá-la.

O tempo cura tudo. Por favor que essa frase seja uma verdade, mas eu duvido que funcione para o tamanho do buraco que ficou em meu peito. Nada funcionaria, a não ser seu beijo, mas isso me era impossivel.

Ele já não é mais meu. E nunca mais será. Acabou.


------------------------
fiz um esforcinho extra para comparecer aki hoje... pq eu odeio quando as autoras das fics q eu leio atrasa.. então não qro cair no msm erro..
estou um pouquinho melhor já marina.. e obrigada lindaaa
esperando os seus coments aki.. cap tão triste esse ... eles estão tão triste q me doi o coração
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Seg 14 Maio 2012, 19:47

O que posso dizer ???? Lindíssimo e emocionante
Coitadinha da Elle !!! E como ela tem amigos que estão dispostos a se sacrificar por ela e pelo Dan ...
Mas e o AMOR ???? Onde foi parar o amor de Elle pelo Karl ?? Será que para ela ter a mãe terá de escolher entre o amor de Karl e sua própria mãe e orgulho ????
Entendo porque ele tomou a decisão de mater isso em segredo mas mesmo assim ...
Ele só queria a felicidade da Elle ...
Será que o orgulho dela não a deixa ver isso ????

Só tenho uma palavra para descrever esse capitulo: maravilhoso.
Vc esta melhorando cada vez mais, continue assim Yasmim !!!! Vc já esta melhor ??
Esperando mais caps. study Bjs
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Seg 14 Maio 2012, 22:40

orgulho é uma coisa realmente dificil não?
a elle é realmente muito orglhosa... mas não é só orgulho é tbm amor proprio sabe
chega uma hora q nossa alma se cansa de ser quebrada e pede por independencia
mas calma marina.... o amor deles é muito mais forte q qualquer orgulho... ciumes.. egoismo...

eles se amam.. ninguém pode negar

e to melhor sim... graças a deus... curada já =D
essa semana tem cap direitin como sempre... =D

e olha tem personagem novo 666'
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qui 17 Maio 2012, 15:28

Chapter XIII


Me encontrei vazia, um vácuo tomou conta de meu corpo, sequer conseguia encontrar o som do meu coração. Eu estava morta. Estava mais para um zumbi do que para uma vampira. Como pude encontrar coragem para desistir dele? Onde em mim eu a encontrei?

Chorei silenciosamente, como se fosse uma vampira por completo, se não fosse aquelas lagrimas escorrendo por meu rosto. O colar em meu colo. Fechei meus olhos, minhas mãos o envolveram e minha mente foi projetada para uma lembrança, alguns dias trás.

- Me dá o shampoo. – Ordenei já cansada. Estavamos dentro da banheira, Karl sentado de frente para mim, ele havia escondido o shampoo de minhas vistas e eu já estava a horas pedindo para ele devolver.

- Chega mais perto. – Ele pediu sedutoramente, seus olhos me derretendo. E eu fui, lentamente, parando em uma distancia saudável. – Mais. – Deslizei mais um pouco sobre seu corpo, nossos narizes se tocaram, meus lábios formaram um sorriso diabólico por vontade própria.

Em um rápido movimento ele me virou na banheira, derrepente eu estava por baixo de seu corpo, espuma caiu para todos os lados... E nós rimos, deliciosamente, nós rimos. Rimos até a graça do momento se dissipar, até a vontade de nos beijar nos ganhar.

- Cadê o shampoo? – Perguntei assim que ele me deu espaço para respirar. Ele voltou a rir.

- Você anda resistindo a mim com mais facilidade do que eu jamais conseguirei ter, la mia vita. – Ele comentou antes de me puxar para mais outro beijo. Mais um beijo insandecido, inconsequente.

- Não tenho tanta certeza desse fato. – Rebati mordendo seus lábios e cravando minhas unhas em suas costas.

Fui traga de volta a realidade por um movimento, o vampiro que me acompanhava se virou para mim. Rapidamente me virei para o outro lado. Eu não podia ficar a noite inteira ali, chorando. Eu precisava ir para algum lugar, mas meu quarto? Ir me deitar na cama onde tantas vezes eu havia compartilhado com ele? Eu não podia. Eu não conseguiria.

Comecei a correr involuntariamente, fui subindo, desesperada, soluços escapando por meus lábios. Quando parei me encontrei no jardim suspenso. O jardim suspenso. Fechei meus olhos e senti o vento contra minha pele. A lua, estava tão linda hoje, concerteza o universo estava brincando comigo.

Pela mesma força estranha que me fez correr, eu subi em cima da sacada e fiquei em pé do outro lado. Era quase como se eu estivesse livre, como se eu pudesse voar, o vento forte batendo em meus cabelos, eriçando minha pele.

Estrelas. Tantas estrelas. Queria que o mundo virasse de cabeça para baixo e eu caísse na imensidão do universo, quem sabe quantas estrelas eu poderia segurar. Uma? Duas? Três? Quem sabe quatro?

- Não faça isso. – Uma voz indistinta pediu perto demais. Ele estava achando que eu ia me jogar? – Não pule.

- As vezes escolher viver é só um escolha mais cumprida e torturante para a morte. – Não era minha ideia pular, mas a curiosidade me remoeu, se eu pulasse e ninguém me salvasse, se eu só ficasse lá, eu morreria?

- Se você se jogar, eu pulo atrás. – Ele disse firmemente. Fui surpreendida por completo, ele nunca havia me visto, ele devia me proteger tanto assim? A esse ponto?

Virei meu rosto para ele e aquele rosto, eu já havia o visto antes, não daquele jeito, os olhos, não eram vermelhos, eram... Azuis. Matteo. O susto me tomou e eu derrapei e se não fosse ele ter segurado meu braço, eu teria caído.

- Principessa, você realmente ia fazer isso? – Ele disse me puxando para cima, para o lado de dentro, "Principessa" eu não sou uma princesa. – Você o ama tanto assim? – Não respondi nada, já estava do lado de dentro, de frente para ele, entre seu corpo e a sacada. – Nós podemos amar?- Derrepente era como se eu estivesse fazendo aquela pergunta, a curiosidade, era um marco meu.

- Com o tempo, sim, mas você, um recem-nascido, só sente sede. – Respondi pesarosa, nunca senti tanta afeição por uma pessoa que mal conhecia.

-Não só sede... Agora, aqui... Com você... Eu estou sentindo desejo. – Eu o encarei, estavamos perto demais, não queria lhe dar essa ideia.

- Não sou a melhor pessoa para se envolver. – Disse, colocando a mão em seu peito, o afastando.

- Acho que já é tarde demais. Você me cativou. – Ele respondeu, como se isso fosse uma coisa extremamente surpreendente, como se isso nunca tivesse lhe acontecido.

- Você não se lembra de mim? - Me afastei de seu corpo e sai de sua frente, indo para longe, para a outra extremidade da sacada.

- Deveria? – Ele perguntou, um pouco perdido.

- Deveria, Matteo. – Eu disse seu nome sorrateira, misteriosa. Ele me encarou, confuso, curioso? Era dificil definir por debaixo de sua mascara sem emoção, Recem-nascidos. – Um ano atrás, naquela BookStore que você trabalhava, era verdade, eu tinha 10 anos.

- Grimm. – Ele disse finalmente, seus olhos ainda um pouco embaçados, se perdendo no passado. Seus lábios formaram um sorriso, um sorriso doce, ingenuo, inocente... Me senti hipnotizada por ele, não conseguia parar de encará-lo. Eu estava certa. Ela dava um belo vampiro. - Eu sabia que você não podia ser humana. A principio eu pensei que fosse Venus, mas não sei se ela teria fugido... Mestiça, sangue e veneno correndo em suas veias, muito mais provavel. Tentadora e perigosa. – Ele começou a devanear em seus pensamentos, recem-nascidos eram tão facilmente distraidos. – Mais que mistura curiosa. – Pela primeira vez, pela primeira vez desde que dei as costas para minha casa em Seattle, eu sorri, pura e ingenuamente, eu sorri, cheguei até a corar, meus olhos encarando o chão.

- Você não está cansada? Disse que queria descansar. – Ele se lembrou de um subito.

- Eu não sei onde dormir, não quero ir para o meu quarto. – Respondi sem graça. Abraçando meu tronco. Os olhos Dele tomaram minha mente. "Não esqueça de nós." Como ele achou que eu conseguiria? De onde ele tirou a ideia de que eu o esqueceria?

- Meu quarto está vazio mesmo, você sabe, eu não preciso dormir. – Ele ofereceu, cauteloso, com medo de ter ultrapassado algum limite.

- Eu posso aceitar sua oferta, se me dizer o porque de ter me chamado de principessa. – Rebati cruzando os braços e parecendo um pouco zangada com o apelido.

- Facil. Você é filha de Stella, que é a companheira de Aro, o Rei, o que a torna inevitavelmente a Rainha e você a princesa. – Ele explicou sua teoria, como se fosse mais esperto que eu, e me ofereceu seu braço.

- Eu não gosto desse apelido. – Disse enquanto aceitava seu braço.

- Não muda o fato de que você é uma princesa. – Ele deu de ombros enquanto me puxava corredor a dentro.

Ele foi me guiando, descendo para os andares mais inferiores, não cuzamos com o caminho de ninguém, tudo estava vazio. Todos ainda deviam estar lá em cima.

- Vocês caçam de quanto em quanto tempo? – Perguntei tentando manter um tom formal.

- Três em três dias. – Ele respondeu no mesmo tom. – É o maximo que podemos aguentar.

- Vão para outros paises certo? – Continuei, me pergunto se Aro vai achar esse interrogatorio suspeito, todos sabem que sou um poço de curiosidade.

- Dá ultima vez, eu e meu grupo caçamos na Eslovaquia. Em 12 horas estavamos de volta aqui. - 12 horas, isso que é ser rapido.

- Porque você foi transformado? – Perguntei um pouco sem graça, a transformação era um assunto que eles não gostavam de discutir.

- Foi a sete semanas atrás, Aro me trouxe aqui, não havia muito que me segurasse em minha vida humana acho... Me explicou oque eu me tornaria, como seria esses primeiros meses... E então me transformou. – Ele explicou dando de ombros.

- Sinto muito. – Escapou como um sussurro, ele parou e se virou de frente para mim.

- Porque você tomou a culpa de tal fato? Você sequer estava aqui. – Dois curiosos, isso não iria acabar bem.

- Acho que é o sono. – Falei forçando um bocejo.

- Que bom que já chegamos. – Ele apontou com o queixo para a porta que estava atrás de mim. Eu me virei e a abri semcerimonia alguma. Era um quarto bonito, todo em madeira rustica, um sofá de couro marrom no centro e um tapete felpudo e branco. Eu podia me deitar no tapete e dormir feito um anjo.

- O sofá não é tão largo. – Ele disse enquanto eu já entrava e ia retirando os saltos e os grampos de meu cabelo.

- Eu já durmi em lugares menores. – Comentei com um tom brincalhão. O Sono já batendo sobre meus olhos, minhas palpebras cansadas, se fechando. Me sentei no sofá, ele era tão confortavél. Quase me abraçava, me aninhava.

- Você sonha? – Ele perguntou curioso. Se sentando na poltrona do lado.

- Me diga você assim que eu acordar. – Respondi encontrando dificuldades em achar as palavras certas.

Derrepente eu já não enxergava mais nada, tudo havia se tornado negro e pesado, me acalmando, o negro começou lentamente a dar lugar ao vinho, do vinho ao vermelho, meu coração batia mais rapido de acordo com a mudança degrade das cores, o vermelho desconexo e intenso, começou a se tranformar em uma iris, olhos. Aquele olhos. Eu cai dentro deles, a sensação era como fogo invadindo minah garganta, me afogando em um mar de fogo, louco.

E então acabou, eu morri, me afoguei, asfixiei. Eu sabia que estava morta, porque eu estava sentindo seus dedos contornando a linha dos meus lábios, sua mão em minha cintura, tocando minha pele, seu halito tão perto, isso só podia ser o paraiso.

Paraiso.

Karl, Karl, Karl, Karl, fiquei repetindo seu nome zilhoes de vezes, Karl, Karl, Karl, Karl, até eu cansar, até minha mente parecer não funcionar mais, até ela parecer lerda, desconexa das imagens em minha cabeça, Karl, Karl, Karl, Karl.

Me sentei em um subito no sofa, meu peito arfava, oxigenio entrava pelas minhas narinas, e o ar doia, era como se eu tivesse usado minha garganta muito recentemente.

- É, você sonha. – Matteo estava ao meu lado, me envolvendo em seu abraço gelado, meu rosto em seu peito. – E também fala enquanto dorme. – Me senti corar furiosamente, ele havia me escutado chamando o nome Dele, tantas e tantas vezes.

Percebi um fato inacreditavel, eu estava nua, não nua, só de langerie e meias, eu me lembro muito bem de ter dormido de vestido. Por que eu estava seminua dessa maneira?

- Cadê meu vestido? – Perguntei seriamente, enrroscando meu corpo em um sobretudo que estava jogado sobre o sofá e terminando como uma bola, na outra extremidade do sofá.

- Eu te ajudei a tirá-lo, ele era bonito, mas acho que te incomodaria a dormir... Me desculpe, não tenho lençóis ou colchas a dispor por aqui, o máximo que consegui fora esse sobretudo. – Ele se explicou ingenuamente, como se não tivesse feito nada de mais, como se não tivesse ultrapassado nenhum limite.

- Você tirou meu vestido? – Estorei, ele não podia fazer isso e achar que era uma coisa futil, não era uma coisa futil, era meu corpo, e ele não o pertencia.

- Eu juro que não fiz nada de mais, sou capaz de tirar uma roupa de você sem tentar tirar proveito. Eu juro que não te toquei além do necessario. Por mais que eu quisesse. – Semicerrei meus olhos.

- Não repita isso, você não tem o direito. – O ameaçei. Acho que exagerei, ele parecia não ter onde esconder seu olhar. Bem, ele me fez um favor nos fins das contas. – Você trouxe meu café da manhã, obrigada. – Notei um pouco sem graça.

- Eu passei pela cozinha enquanto voltava do meu encontro com Aro. Achei que podia acordar logo, estava inquieta. – Ele respondeu no mesmo tom. Senti uma pontada de pena, todo dia Aro teria que entrar na mente dele, isso é uma experiencia que, por mais que eu nunca tenha vivido, não desejo para ninguém.

- Aro? Ele comentou algo sobre quando poderei ver minha mãe? – Perguntei esperançosa.

- Nada. – Ele deu de ombros. Decepção me tomou, Aro disse a ela que poderia nos ver hoje, ele quebraria a sua palavra dada a ela?

- Você pode me fazer um favor? Deixei uma mochila no quinto calabouço da parede direita, você poderia me trazer ela? Preciso tomar um banho. – Eu não pedi, eu quase ordenei, eu estava com raiva, mas não podia descontar nele. Ele se levantou e me olhou de novo, como se tivesse se tocado que podia ser uma armadilha, que eu podia estar só tentando me livrar dele para aprontar alguma coisa. – Eu não vou tentar fugir, pode levar meu vestido se quiser. – Ele riu.

- Não precisa tanto, eu confio em você. – Erro, terrivél erro.

Ele saiu, eu continuei lá, sentada, enrrolada feito uma bola em cima do sofá. Aquele sonho ainda rondava minha mente, seu toque em meus lábios, meu corpo, seu hálito gelado, se eu fechasse os olhos e me esforçasse um pouquinho eu ainda podia senti-lo ali, podia ouvi-lo. "Mia... Mia vita." Ele diria com a voz carregada, baixa, pesada, me afundando com ela, me derretendo por completa. "Mia Elle."

- Demorei muito? – Matteo já estava de volta. Me retirando mais uma vez de meus devaneios. Minha mochila estava em suas mãos. Me levantei e segui em sua direção, pegando a mochila de suas mãos.

Seus olhos cairam por toda a extensão do meu corpo, eu me levantei e deixei o sobretudo no sofá, eu estava só de langerie, de frente para ele, as mãos estendidas, puxando a mochila que ele ainda segurava. Seus lábios tremeram, eu nunca vi um recem nascidos ter reações tão humanas, seja o que for que Aro anda fazendo para controlá-los, está funcionando.

- Matteo? – O chamei de volta ao planeta terra. – Não há nada aqui que você não tenha visto enquanto tirava meu vestido. – Minha voz pingou sarcasmo. Ele já havia me visto mesmo, me tocado, tenho certeza, porque tanta surpresa? Finalmente ele largou a mochila, exibi um sorriso novo, um sorriso falso, uma cópia identica do de Aro, e segui para o banheiro sem muita delongas.

Foi bom sentir a aguá correndo por meu corpo, me lavando, era como se dizer adeus para ele tivesse sido um ato que entranhou em minha pele e me deixou suja, me deixou podre, me deixou morta, não sei se a aguá era capaz de tirar tudo aquilo, toda aquela sensação de ser mais um dos zumbis de meus filmes favoritos, mas ao menos eu sabia que me faria parecer mais viva, mais inteira do que eu realmente estava.

Vesti uma calça Skinny azul escura, uma blusa preta de renda e botas sem salto que iam até acima do meu joelho. Neim sabia que havia enfiado essas roupas dentro da mochila, simplesmente na hora enfiei tudo que estava jogado por cima do closet dentro do bolso, eu estava nervosa demais por estar cogitando a ideia de deixar um bilhete para ele, eu não podia, mas algo em mim teimou e quase conseguiu, quase venceu. Bem, eu podia não esta normal por dentro, mas ao menos por fora eu estaria.

Sai do banheiro e tomei meu café da manhã, Matteo parecia estar muito interessado no jogo que jogava em seu PSP, será que eu o traumatizei ou algo do tipo? Ele nunca havia visto uma mulher em pé e seminua na sua frente? Bem, isso provava que ele não tinha me olhado, me tocado neim nada. Será que ele era virgem? Quase me engasguei com a torrada que eu estava comendo, precisei beber um copo de suco para voltar a respirar direito.

- Eu quero ver meus amigos, meu irmão. – Disse assim que acabei de tomar meu café, soou como uma outra ordem. Ele levantou seus olhos vermelhos vidrantes para mim e colocou seu PSP de lado.

- Seu desejo é uma ordem principessa. – Ele se levantou e me disse com uma forçada referencia. Me levantei com raiva e segui para a porta, a abrindo com uma força desnecessária.

Ele era tão irritante, mas ao mesmo tempo tão adorável, tão doce, ingenuo, inocente, tão diferente de tudo que eu sou acostumada a conviver. Era uma grande ironia do universo que eu só tenha motivos para conviver com ele agora, ou talvez ele fosse uma luz, alguém que pudesse me manter na superficie, enquanto essa dor no meu peito, esse buraco me sugava. Talvez quem sabe, ele me distraisse? E Ele? Alguém já apareceu por seu quarto afin de "distrai-lo"? Pior, ele já havia ido embora e encontrado outra?

Meus passos se tornaram mais lentos enquanto subiam para o andar do quarto de Alec e Jane. Matteo andou ao meu lado, me acompanhando, seu braço passado ao redor dos meus ombros, seu sorriso, era um pouco encorajador ou era impressão minha?

Sim, pelo que parece ele é capaz de me manter na superficie. Isso já é mais do que eu mereço.


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tenho um chamego pelo matteo.. vcs nun tem noção..
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qui 17 Maio 2012, 20:45

Lindo !!!!!
Um recém crido, de onde vc resgatou esse personagem já esquecido ????
Sua imaginação da voltas Yasmim!!!!
E se eu disser que to quase acabando o capitulo perdido de parede de sangue ????
É vc nao vai mais me odiar por atrasar a fic Kkkkkkk
Mas muito lindo, e onde foi o Karl ?? É claro que nao desistiu da Elle mas ...
Roendo as unhas de curiosidade !!!!!!!! Bjs study
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Sex 18 Maio 2012, 23:54



gente fiz um videozin com a musica que decidi adotar como musica thema dessa fanfic... sério ela é perfeita para essa história
confiram só a tradução e dpois me digam se não abti direitin:

Eu procurava por um sopro de vida
Um toque de luz celestial
Mas os coros em minha cabeça cantavam não
Ter um sonho de vida de novo
Uma visão do começo no final
Mas os coros em minha cabeça cantavam não

E eu preciso de mais um toque,
Outro sabor, um ímpeto divino
E eu acredito, acredito que é;

De que lado eu estou?
De que lado estou?
De que lado eu estou?
De que lado estou?

E apesar de eu não estar enlouquecendo,
Era um refrão tão sublime
E o quarto está silencioso demais.

Eu procurava por um sopro de vida
Um toque de luz celestial
Mas os coros em minha cabeça cantavam não
(Eu acredito)
Ter um sonho de vida de novo
Uma visão do começo no final
Mas os coros em minha cabeça cantavam não


e vcs notaram alguma coisa nova no final? ><


marina... q bom q goostu do cap e do matteo
ele er aum personagem q deu uma aparecidinha no cpitulo bonus... o dia depois da elle ter passado a noite com o karl...
ela vai na cidade e quando encontra com matteo percebe q esta procurando o karl em seu rosto... ele ainda era humano

oin sério q vc está acabando um cap d eparede de sangue? *--------* qro ler qro ler

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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Dom 27 Maio 2012, 14:46

Chapter XIV

- Elle, onde você dormiu noite passada? Te procuramos em seu quarto, mas não te encontramos. - Alec me perguntou sériamente preocupado, me agarrando pelos ombros, me sacudindo. Meio como se fosse uma resposta, Matteo apareceu na porta, atrás de mim, agindo como um segurança profissional. Alec o viu pela primeira vez e piscou um pouco, como se quisesse ter certeza que ele estava ali.

- Não acredito que Aro lhe deu uma sombra. – Alec bufou de raiva me puxando para seus braços, e fechando a porta de seu quarto na cara de Matteo.

- Ele é legal, dormi no quarto dele noite passada. Não queria ir para o meu. – Expliquei um pouco sem graça. Ele me encarou ainda consternado, mas pareceu se lembrar que não devia ficar por aí bufando de raiva dos atos de Aro.

- Você e Karl? – Ele perguntou como quem pergunta pelo tempo.

- Não existe mais "eu e o Karl", agora é só "eu" e "o Karl". – Dizer o nome dele em voz alta foi como levar uma rajada de gelo na cara, queimava, mas não como o fogo, era um ardor frio, um ardor morto.

- Você deve ter certeza do que está fazendo, não posso questionar seus atos. – Ele continuou a conversa no mesmo tom desinteressado. Fiquei o encarando meio perdida em mim mesma, até ele vir me abraçar, me envolver em seus braços seguros e me fazer esquecer por alguns segundos que estavamos em Volterra. Abri meus olhos e eles cairam sobre uma cena que eu nunca havia imaginado antes.

Renesmee, deitada, de costas no sofá do Alec, coberta com um lençol, suas pernas descobertas até sua panturrilha, suas costas nua.

- Meu Deus. – Exclamei sem sequer me tocar que havia falado em voz alta.

- Ah você pode ficar com ela? Vou buscar o café da manhã. – Ele disse naturalmente, me deu um beijo na testa e saiu porta a fora, antes dando uma bela encarada em Matteo, que estava encostado na parede em frente.

Fiquei um pouco perdida, era obvio que ele e a Nez haviam passado a noite "juntos", literalmente. Não que eu nunca tivesse me posto em um a situação dessa, era só, familiar demais.

Eu queria meu Karl agora. Parece que perdi o medo de pensar no nome dele, ainda doi, daquela forma em gelo, mas é melhor doer, do que esquecer.

Nez começou a se mexer mais disformemente, sem ritmo, e como se estivesse despertando de um transe, abriu os olhos.

- Muito bem, pensei que eramos amigas, como você não me conta isso? - Cruzei os braços e sentei na poltrona. Ela se sentou e se enrrolou no lençol, vermelha da cabeça aos pés.

- Elle, não tivemos muitas oportunidades. – Ela disse sorrindo, um sorriso tão lindo, como ela amava Alec.

- Então pode começar me explicando tudo agora. – Continuei ainda séria.

- Foi quando estivemos em Forks, a oportunidade surgiu e foi... Tão perfeito. – Meu Deus, até a raiz de seus cabelos estava vermelha.

- Você deu uma coisa para Alec que ele nunca teve. Você o deu esperança. Obrigada. – Ela ficou sem saber o que me responder e então só sorriu levemente, se levantou, enrrolada no lençol e foi para o banheiro.

- Pronto, Nez seu café da manhã. – Alec anunciou enquanto entrava, Nez saiu do banheiro já vestida e lhe deu um leve beijo nos lábios.

- Podem entrar. – Alec chamou enquanto se sentava ao lado de Nez no sofá, Dan e Jane entraram no comodo, era como se eles tivessem vindo com Alec, mas ele os proibissem de entrar pensando que Nez ainda estava dormindo no sofá.

- Elle, você sumiu ontem e eu... Eu queria... Eu quase me enfiei numa briga com Karl quando ele disse que não sabia onde você estava. – Dan me encheu de palavras enquanto me puxava para um abraço apertado.

- Mas ele não sabia Dan. – Foi a única coisa que eu consegui dizer.

- Alec me disse que Aro lhe deu uma sombra. Seja legal com ele. – Jane disse, eu entendi a mensagem secreta, ganhe a confiança dele, mas isso eu já tinha, modéstia a parte.

- Elle, no meu encontro com Aro hoje, eu perguntei sobre nossa mãe e ele disse que poderiamos vê-la mais tarde, um membro da guarda nos levaria até ela. – Aquilo foi como um copo de aguá depois de três dias no deserto. Era tudo que eu precisava agora. Ver minha mãe. Dan também sentia a mesma coisa enquanto me dizia aquilo, eu sabia que ele sentia.

O resto das horas se passaram rapido, eu só conseguia pensar em Karl, ele não estava ali, excluido, e Matteo, lá na porta, sozinho. Eles falavam de coisas trivias, tentando encher o silencio com palavras, não podiam dizer o que realmente queriam sem ser considerado um forma de traição, então mantinhamos a aparencia de bons garotos 24 horas por dia.

- Electra, Danton. – Matteo chamou da porta, ele havia a aberto e colocado o rosto para dentro, Alec o encarou enfurecido. Quase tive medo que ele caisse gritando de dor pelo olhar que Jane o deu. Eu e Dan nos levantamos e fomos até a porta.

- Electra, Demmy veio até e me disse que Aro permitiu que vocês vissem sua mãe, eu posso levar você lá. – Ele disse só para mim, só para mim. Dan percebeu isso, ele viu isso, ele sabia que tinha alguma coisa escondida ali. Matteo pegou meu braço e foi me conduzindo pelos corredores, Dan nos seguindo.

Passamos em frente ao quarto de Karl, um suspiro escapou por meus lábios, pouco me importa tudo, eu queria que ele estivesse aqui comigo, eu queria que fosse ele a me segurar, eu queria ele, não Matteo. Eu queria Karl.

Matteo parou e eu abri meus olhos para a realidade, estavamos no andar dos quartos dos anciões, o andar do quarto de Aro, eu só estive ali uma vez, quando ganhei o colar dela de Caius, só naquele dia.

- Electra, espero que isso coloque um sorriso em seu rosto. - Matteo me disse enquanto abria a porta, ela abriu sozinha, pesada, lá dentro uma massa de cabelos loiros se virou e revelou um rosto, ela sorria.

Eu e Dan fomos entrando, nossos pés se movendo sozinhos, a porta se fechou com o peso, e só havia nós três, só nós três no mundo inteiro.

- Danton! Electra! - Ela disse nossos nomes com um alivio tão grande enquanto nos envolvia em seus braços, era como se ela estivesse vendo a luz pela primeira vez, ela estava radiante. Seu abraço não era forte, não era imperioso, era simples, era doce, era o melhor de todos os abraços no mundo.

- Vocês cresceram tanto, estou me sentindo uma péssima mãe. - Ela começou a falar, suas mãos contornando cada traço de nossos rostos. - A ultima vez que te vi Danton você batia na minha cintura e olhe só agora, uns 15 centimetros maior que eu. - Ela disse enquanto Dan a tomava em um abraço mais privativo, um abraço dele e dela, só dos dois.

- Mãe... Todos esses anos, eu sabia que você não podia ter simplesmente me abandonado, eu sabia que você nunca faria. - Ele declarou firmemente, sorri sozinha. Minha familia.

- Eu nunca abandonaria nenhum de vocês, mesmo distante eu sempre estive perto sempre. E você minha linda, minha bebê... Nos roubaram onze anos, mas ainda temos a eternidade Electra. - Eu a abracei e senti uma fortaleza sendo construida ao redor de nós, nada poderia nos atingir ali, estavamos juntos.

- Mãe. - Chamei pela primeira vez em voz alta o suficiente para ela poder ouvir.

- Filha. - Ela beijou uma lagrima que escorria pela minha bochecha, eu sequer senti que estava chorando, as lagrimas mais felizes de minha vida.

- Venham, sentem aqui, vocês tem muito o que me contar. - Ela foi nos puxando para o sofá, sentando um de nós a cada lado seu, suas mãos em nossos rostos.

- Okey então, por onde começo... Vocês cresceram juntos? Felizes? Vocês comeram verduras, certo? E amigos, vocês devem ter tantos sendo assim tão lindos? Namorada? Namorado? Estão felizes agora? Soube que fugiram de Aro, e que voltarão agora... - Ela nos encheu com um milhão de perguntas, ambos rimos deliciosamente. – O que? Estou falando sério. Comeram verduras?

- Nós não crescemos junto, infelizmente, nos encontramos faz pouco tempo, mas estamos cuidando para que seja como se nos conhecessimos sempre, a cozinha daqui segue uma dieta rigida então comemos verduras, só não sei Elle que ama uns salgadinhos, temos amigos, são poucos, mas são os melhores... E eu tenho uma garota, e quando ela sorri, é como se o sol parasse para observá-la. - Dan respondeu suas perguntas.

- Uma garota? Quantos anos ela tem? Familia? Anda me conte tudo menino. - Ela era muito engraçada, muito jovem para ser mãe de nós dois. Muito jovem para ser obrigada a viver com Aro, jovem demais para ele.

- Mãe, idade? Ela não diz, só sei que é pra lá dos quatrocentos. - Ele disse rindo. - E ela é uma Volturi, você a viu no baile, a loira do vestido preto, Jane. - Ela encarou a mesa e pareceu se lembrar de Jane.

- Ela é muito bonita. E você bebê, quantos pretendentes tem? - Ela me perguntou em tom confidente e eu senti o ar escapar de meus pulmões.

- Mãe como você mesma disse, ela é um bebê ainda, só tem dez anos, você acha que eu deixaria ela ter um pretendente? – Dan me salvou.

- Eu tenho onze Dan. - Rebati séria, mas o agradecendo com o olhar, não saberia dizer pra ela que até ontem tive um namorado que eu amo intensamente com cada fibra do ser e que agora meu "guarda costas" andava falando comigo como se eu fosse seu universo. Eu não saberia mesmo como dizer.

- Mas age como se tivesse dez. – Ele me mostrou a língua e meu reflexo de irmã implicante soou mais alta e eu voei para cima dele.

- Meu Deus, eu pensei que a esse ponto vocês já tivessem superado essa fase. - Ela disse rindo, separando nossa briga.

- Mãe eu queria lhe devolver uma coisa sua, Dan disse que ele havia dado para você, acho que deve permanecer com você. - Peguei o colar de estrela de meu pulso e dei em sua mão... Ela o olhou encantada.

- Caius lhe deu o colar. - Sussurrou mais para si mesma. - Acho que agora vocês devem estar querendo me fazer umas perguntas. - Ela disse séria, nos encarando... Nos mostrando um lado triste dela que ainda não conheciamos.

Sim, nos queriamos lhe fazer algumas perguntas.

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bem gente desculpa pelo atraso.. mas aki cap novo

espero q gostemmm da mãe da elle
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Hoje à(s) 09:17

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Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.
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