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 Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.

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Yasmim L
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Seg 05 Mar 2012, 19:44

"Meniiiina que arranca rabo dos dois foi esse hein???!!"




karl de maduro nada tem, ele fika perdidin quando se trata da elle.,,
sabe neim como se amarra um cadarço coitado...
ui karl abri espaço pra concorrencia?
do jeito q tá a elle é capaz de começar a cogitar a ideia

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saracullen
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qui 08 Mar 2012, 09:14

logo logo eu comento ta gatinha!!!!!!!!
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Yasmim L
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Sex 09 Mar 2012, 13:54

Chapter III

Acordei no dia seguinte, eu havia chorado tanto a noite passada, que meus olhos não queriam abrir hoje. Eu estava vestida com uma camisa de flanela dele, que estava comigo á alguns dias.

- Ele não saiu da porta da casa a noite inteira, se serve de prova que ele te ama Elle. – Nez disse, pendurada na janela. Ela já estava normal, com uma caneca de café na mão, outro ponto sobre mestiços, não temos ressaca.

- Eu sei que ele me ama, ele só não confia em mim. – Fui para o banheiro, escovei os dentes, lavei o rosto, tudo em gestos robóticos.

- Eu acho que você devia ir lá falar com ele. Você não sabe o motivo pra ele não te contar essas coisas Elle. Ele pode estar te protegendo. – Eu sabia que isso podia ser verdade, mas não iria dar o braço a torcer e iria falar com ele, ele devia fazer isso. Se ele realmente me ama, ele faria isso.

- Acho que você não irá precisar ir falar com ele. Ele já está vindo fazer isso. – Nez disse sem tirar os olhos da janela.

- O que? – Meu queixo caiu.

- Se eu fosse você descia e abria a porta garota, antes que Dan faça isso. Você viu como ele ficou ontem quando você chegou naquele estado. – Ela explicou.

- Eu vou. – Disse antes de descer as escadas correndo e parar de frente para a porta.

Três batidas, foi tudo o que eu precisava ouvir antes de abrir a porta. Eu precisava vê-lo novamente. Precisava olhar dentro daqueles olhos vermelhos, mesmo que depois eu tivesse que ignorá-lo completamente.

- Electra. – Ele suspirou com alívio. Ele disse meu nome completo, ele quase nunca fazia isso, só quando o momento realmente pedia.

- E você, quem é de verdade? – Joguei as palavras em cima dele. O que ele fez em seguida me surpreendeu por completo.

- Desculpe o mal habito milady. Karl Wherlocke a seu dispor. – Ele se apresentou ao modo antigo, depositando um beijo nas costas da minha mão esquerda.

- Wherlocke? – Não contive o sorriso que tomou meu rosto. – E dá aonde vem o forasteiro? – Perguntei entrando em seu jogo.

- Inglaterra, mas precisamente a Inglaterra georgiana, fim do século XVII. – Ele sorriu de lado. O meu sorriso favorito. Ele devia ter uns 300 anos, mas ainda sim era o meu Karl.

- Cidade? – Quis ser mais detalhista.

- Rivington. – Ele disse revirando os olhos.

- Um dia eu irei conhecer essa cidade? – Perguntei curiosa, é claro que eu amaria passear pelas ruas que ele andou enquanto era criança.

- Mais é claro, Sra. Wherlock. – Electra Wherlock. Ficava lindo. Corei assim que ele estampou seu sorriso torto em seu rosto.

- Seus olhos? – Eu queria tanto saber aquilo, os olhos dele eram as únicas mudanças realmente drásticas em seu físico. Eu merecia saber isso.

- Castanhos, mas minha mãe costumava dizer que eram castanho mel. Nunca achei que tivesse um pingo de mel neles, mas as mulheres são mais detalhistas, não? – Ele semicerrou os olhos.

- Mãe? - Uau. Eu nunca havia pensado que se eu fosse da idade de Karl eu, provavelmente, teria tido uma sogra. - Como ela era?

- Se chamava Beatrice. Tinha cabelos ruivos alaranjados, olhos verdes e algumas sardas no rosto e sempre achava que eu não usava toda a minha capacidade mental. - Ele mordeu o lábio inferior. Sai para a varanda e me sentei nas escadas.

- Pai? - Eu realmente queria saber tudo sobre ele, cada detalhe me fascinava mais.

- Lorde Julian Wherlocke. - Ele fingiu se arrepiar ao pronunciar o nome. - Eu sou a cópia dele, tirando o fato que a idade o venceu. - Ele riu nervoso. - Ele não me considerava um bom filho. Me chamava de incompetente sempre que tinha a oportunidade.

- Sinto muito. - Ele havia se sentado ao meu lado. - Irmãos?

- Uma Irmã. Chloe. Quando fui transformado ela ainda tinha 14 anos e relutava o fato de ter sido prometida ao filho dos vizinhos. – Ela falou triste, triste demais, devia realmente sentir muita falta dela. - Era muito parecida com minha mãe na aparência, na personalidade, me lembra Nez. - Ele se perdeu em sua mente, isso explicava a forte amizade que havia surgido entre os dois.

- Você disse que ela tinha 14 anos e já era noiva, você tinha 20, tinha uma noiva ou... Era casado? - Perguntei com cautela. Eu disse que não me importaria com suas antigas namoradas, mas se ele tivesse se apaixonado enquanto humano, as coisas mudavam. Se ela fosse loira, era aí que mudavam mesmo.

- É realmente necessário? – Ele me olhou como se eu estivesse fazendo algum tipo de brincadeira. Mantive o olhar sério. – Eu tinha uma noiva, mas fiz questão de atrasar o casamento indo estudar em Londres. Eu não queria me casar com Julie Anne. Ela era normal demais, se isso acontecesse, eu teria uma família normal, filhos normais, uma vida normal, não era isso que eu desejava para meu futuro. – Ele pareceu estar perdido em suas memórias.

- Sua transformação. Onde? Quando? Como? Quem? – Agora que eu já sabia detalhes da sua vida humana, poderia prosseguir para sua transição.

- Eu estava sozinho, voltando tarde da noite de um cabaré. – Ele riu com a declaração. – Indo para o campus do centro de estudos científicos. Eu estudava física quântica. Acredita? – Ele revirou os olhos. – Eu não sei quem foi, ele me abandonou lá, no meio de uma plantação de trigo, talvez só estivesse se testando, ver se era capaz de transformar alguém. Na verdade eu só estava no lugar errado, á hora errada, ou no lugar certo, na hora certa. Assim pude continuar existindo para você.

- E depois? O que você fez? – Me senti mal por lhe fazer essa pergunta, ele estava tão triste, pareceu ficar mais ainda assim que terminei de fazer a pergunta.

- Eu gritei, pedi para morrer, até cansar, ninguém escutou, quando acabou, eu me sentia perdido, desnorteado, segui inconscientemente para as terras da minha família, admirando cada novo detalhe que meus olhos conseguiam captar, cada novo perfume, apreciando o que havia me tornado... E foi quando eu a senti, seu perfume, tão quente, tão molhado, jurava aplacar aquela dor na minha garganta, eu não pensei, eu simplesmente ataquei, quando me dei por mim, quando consegui enxergar, ver quem estava inerte em meus braços, não havia mais volta, eu matei minha irmã, eu matei Chloe. – Então era isso? Era isso que ele não queria remexer? Nez tinha razão, talvez fosse melhor não ter mexido nisso, porque agora ele estava triste e ainda era meu aniversário, não era para ninguém estar triste hoje.

- Você não fez por que quis. – Tentei reconfortá-lo.

- Isso justifica Elle? Eu acabei com a vida da minha irmã, ela só tinha 14 e ia conseguir o que queria, ia conseguir ser livre, eu sei, e eu acabei com tudo, com seus sonhos, nada pode justificar isso. – Ele estava desnorteado, escondia seus olhos de mim.

- Você sabe o porque do seu passado ser tão importante? – Perguntei, ele continuou olhando para a outra direção. – Porque eles foram uma série de acontecimentos que te trouxeram para mim. – Repeti o que ele havia dito e segurei sua mão. – Nada disso faz muita diferença, não muda quem você é pra mim, como você é pra mim. É como se eu estivesse preenchendo uma lacuna na minha vida, entende? Eu não sei da onde venho, por isso queria tanto saber sobre você, eu não queria que você fosse só mais um mistério. Desculpa, eu sou uma egoísta por te forçar a ficar remexendo isso, essa minha curiosidade, eu sei que ela é chata...

- Hey Elle, não havia sido eu a te magoar? Porque então você está se desculpando?- Ele me cortou, sua voz, parecia estar se controlando loucamente, parecia que me ver pedindo desculpas por ser egoísta havia o deixado ainda mais triste. Ele estava realmente estranho.

- É meu aniversário, Alice parece já estar arrumando a casa, por favor, vamos engolir essa tristeza, eu só queria um aniversário que fosse plenamente feliz e eu mesma cacei problemas. Mas se bem que você foi muito altruísta tocando nesse assunto mesmo sabendo que ia doer. Não precisava ter feito isso. – Segurei sua mão, acariciei seu rosto, o forçando a olhar dentro de meus olhos, culpa, eu odiava esse olhar carregado de culpa. – Me beija?

- Você ainda pede? – Ele sorriu, meu sorriso torto, era meu Karl novamente. Ele me beijou, ternamente, docemente, como se eu fosse me desmanchar em suas mãos. Talvez isso já tivesse acontecido, talvez eu já tivesse me desmanchado em suas mãos, seus lábios, seu corpo. – Feliz aniversário!

O dia foi se arrastando, como uma sentença de morte. Passamos o dia trancados no quarto de Nez, Alice ordenou Karl ficar comigo, porque só ele seria capaz de me ocupar o suficiente para a minha curiosidade não acabar me vencendo. Ela estava certa. Estavamos deitados no tapete branco e felpudo assistindo a maratona de O Senhor dos Aneís. Quer dizer, a maratona estava nos assistindo.

- Elle o que você acha de usar meu nome? – Ele me perguntou inocentemente, no pé do meu ouvido, enquanto eu beijava seu ombro.

- Wherlock? – Ele assentiu. – Como se fossemos casados?

- Não faz muito sentido eu continuar usando o Volturi agora que você já sabe meu nome, até Alec e Jane voltaram a usar o Zampier e Dan usa o Cavallieri. Seu nome completo é Electra Cavallieri Volturi, uma italiana legitima, quem diria? – Ele acabou devaneando, mas era verdade, Cavallieri era realmente um nome bonito. – Mas se eu usasse o Wherlock você seria a única a usar o Volturi... É, como se fossemos casados. – Eu sempre seria uma Volturi, estava no meu sangue, mas, Electra Wherlock era tão lindo. – Você não precisa se não quiser, é só uma coisa que surgiu na minha mente...

- É lindo, como se fossemos casados sem precisar ser. Perfeito. – Ele riu deliciado. – Mas se bem que eu sempre quis usar o vestido branco, claro que eu não posso, você fez questão de me impedir, azul bebê é bonito, Dan poderia me levar até o altar... – Ele estava chocado com as palavras que saiam da minha boca.

- Achei que já haviamos concluido que somos praticamente casados. – Ele me parou, colocando a mão sobre minha boca.

- Mas você ia ficar tão lindo de smoking. Você sabe que eu amo quando você usa black tie. – Eu amava brincar com ele, ele ficava desesperado.

- Isso é sério Elle? – Ele caiu do meu lado, respirando descordenadamente, com a mão sobre seus olhos.

- Não seu bobo, eu, casando de véu e grinalda? Fala sério, neim daqui a mil séculos. – Me deitei sobre ele e beijei seu queixo, a mão que estava sobre seus olhos me puxou mais para cima, para mais um de nossos beijos insandecidos... Esse nosso desejo reprimido ia acabar nos matando.

- A festa acabou. – Alice já estava dentro do quarto, tudo bem que o quarto não era meu, mas isso era abuso demais. Continuei o beijando, Karl não era do tipo que recusava um beijo, não importa em qual situação estivessimos, se eu o beijasse, ele iria jogar tudo pro alto. – Sério, você precisa se arrumar Elle.

- Tá legal. – Me sentei em seu colo, contrariada, porque ele tinha que ficar rindo da minha cara?

- Essa é a sua deixa Karl. – Agora era Rosalie que estava ali, Com uma caixa negra envolta em um laço de seda verda nas mãos. Presentes? Ah, não. Karl percebeu meu desespero pela caixa preta e riu ainda mais.

- Obrigado garotas, isso é impágavel. – Ele me levantou e me levou até a frente de Rose que sorria, seu sorriso faiscante e desnorteante. Não é que eu não goste de presentes, é só que eu não era acostumada a ganhar coisas grandes. Eu sempre pedia a Alec, de preferencia alguma lembrancinha do parque de diversões, nada de mais. Mas aquela caixa era enorme. Não havia maneiras de eu retribuir todos os presentes que tenho certeza que todos eles me dariam essa noite, eu estava perdida.

- Vai me dizer que você é como Bella? Naõ é nada demais é só uma coisa para você usar hoje. – Ela me deu a caixa na mão, e eu perdi as contas de quantas vezes fiquei dizendo "Obrigada, mas não precisava...".

- Karl é sério, desce, você não pode ver o presente. – Alice ordenou.

- Já estou indo. Alice você é muito pequena para ser tão irritante. – Ela riu para ele. Karl me lançou um beijo e saiu, agora eu só o veria na "festa".

- Vai, abri! – Alice começou a pedir histérica ao meu lado. Era um vestido, lindo, perfeito, branco com detalhes de borda pretos, era realmente muito "eu". Falei obrigada mais umas cem vezes, Rose já estava ficando entediada com essa minha educação exagerada.

- Que bom, vai combinar perfeitamente com os sapatos que Nessie te comprou. – Alice bateu palminhas e tirou o vestido das minhas mãos.

- Isso é muito feio, agora não vai ser mais surpresa. – Rose a advertiu, mas eu já não podia falar nada, Alice estava "trabalhando" em mim.

Ela fez literamente tudo, maquiagem, unhas, até me ajudou a vestir o vestido, me senti uma boneca de papel, daquelas que você fica trocando as roupinhas toda hora. Rose pediu para fazer meu cabelo, era elegante mais ao mesmo tempo simples, eu estava enfeitada demais para uma simples "festinha" como Alice prometeu. O que será que me esperava lá embaixo?

- Wow, Elle você está linda! – Nez estava ao meu lado, enquanto eu me olhava no espelho, na pequena folga que Alice me deu enquanto a própria se arrumava.

- Está exagerado não? – Perguntei sem graça, não queria que pensassem que eu era mal agradecida.

- Não, está perfeito, é o seu dia lembra? – Ela me deu uma caixa branca, os sapatos. Eram realmente lindos, brancos, com um pequeno laço, combinavam de longe com o vestido.

- Obrigada Nez. – Agradeci enquanto os calçava.

- Alice ficou jogando piadinhas essas ultimas semanas inteiras para eu compra-los, agora entendo o porque. – Ela comentou enquanto olhava o conjunto completo.

- Não é por isso, isso também, mas obrigada por tudo. Você me deixou entrar na sua familia, ficar por aqui, ter um pouco do que você teve. Sério, não ha presente melhor do que esses dias que passei aqui. Obrigada. – A abraçei fortemente. – Você é a melhor amiga que alguém pode ter.

- Hey já está bom, Nessie você vai estragar minha obra-prima. – Alice nos separou. A abraçei derrepente também, a agradecendo pelo que havia e estava fazendo por mim.

- Edward estava certo. Eu acabei te agradecendo por tudo. – Constatei o fato.

- Eu sei que é chato, mas ele quase nunca erra. – Rose entrou no quarto, todas elas já estavam arrumadas. Nessie em um vestido creme com uma faixa azul, Rose em um vestido roxo de paete, sério era poucas pessoas que podiam usa-lo, mais nela ficava perfeito, e Alice vestia uma rosa bebê, cheio de babados, Bella não estava ali, ela realmente não devia gostar dessas coisas.

- Acho que é hora do show. – Choraminguei. Foi como se Alice se tocasse que estava atrasada, saiu me puxando corredor abaixo, a musica do andar inferior vinha de um piano, Edward devia estar tocando, criando seu proprio universo. Descemos todas juntas. Meu queixo caiu quando eu vi a decoração. Eles fizeram tudo isso em um dia? Impossivel. Havia flores, lavandas, por toda a sala, nas mesas, em vasos de canto, em tudo, ela deve ter feito uma pesquisa intensa para saber de qual flor eu gostava. Um bolo enorme, acho que era por isso que os lobos estavam ali, alguém precisava comer tudo aquilo, tinha meu nome escrito nele, e a minha voz havia sumido, porque todo mundo estava me desejando feliz aniversário e eu só ficava lá, com o queixo caido.

Meu aniversário estava sim feliz, estava perfeito. Tão perfeito. Dan estava lá, finalmente, era a primeira vez que eu o via em meu proprio aniversário, Jane ao seu lado, novidade. Estava começando a aceitar o fato que eles deviam estar namorando. Estranho. Mas fazer o que? Ela estava sendo bem legal ultimamente, confesso, e era uma mulher bonita, inegável, todos somos. Andava mais humana, cabelos soltos, que eram lindos, calças jeans e blusas mais ousadas. Era dificil alguém não ceder aos seus encantos.

- Elle esse ano seu aniversário é coisa grande! Feliz? – Alec me perguntou, em meio a uma abraço apertado.

- Eu quero sorvete. – Imitei minha voz de quando era pequeninha, a primeira vez que ele me tirou de dentro daquele castelo em meu aniversário, ele me perguntou o que eu queria fazer e eu disse essas mesmas palavras. Ele riu encantado com a minha lembrança.

- Olha eu sei que você não gosta de coisa grande, mas eu sei que você vai adorar isso. – Ele me deu uma caixa de tamanho médio. – Vai abri logo. – Era uma coletânia, os melhores filmes de zumbi de todos os tempos. Zumbi Branco, Zombie 2, Fome Animal, A Noite dos Mortos-Vivos e A Volta dos Mortos-Vivos. Ele só podia estar de brincadeira. Eu amava aqueles filmes idiotas.

Dan me deu um livro, Poemas e Ensaios por Edgar Allan Poe. Me disse que era o livro de cabeceira de nossa mãe, assim talvez eu podesse conhece-la um pouco melhor, como ela pensava. Karl não me deixou muito tempo com ele, fala sério, eu queria passar um tempo com meu irmão no meu aniversário, acabei deixando a história de lado quando Emmet e Jasper me deram uma caixa e me mandaram abrir, havia alguma coisa errada em seus olhos, estavam tramando alguma coisa. No fundo da enorme caixa havia somente uma guitarra de brinquedo, acho que era uma guitarra daquele jogo, Guitar Hero. O que eles queriam que eu fizesse com aquilo?

- O resto do jogo está montado em outro lugar, loirinha. – Emmet esbarrou em meu ombro e me contou como se eu fosse burra o suficiente para achar que a guitarra era de verdade.

- Que outro lugar? – Perguntei curiosa.

- Não está mais aqui quem abriu a boca. – Emmet saiu andando para longe de mim, me deixando sozinha com aquela pergunta.

O resto da noite passou mais rapido do que eu esperava, em um piscar de olhos, eles já haviam cantado os parabéns, me abraçado novamente, o bolo já havia sumido da mesa e eu estava sentada no sofá ao lado de Dan bebendo uma taça de vinho enquanto ele me contava algumas memórias bobas. A noite estava chegando ao fim, já era quase meia noite.

- Gostou da noite? – Karl sussurrou em meu ouvido, vindo por trás do sofá.

- Foi bem divertido. – Comentei honestamente.

- Não sentiu falta de nada? – Ele me puxou pela mão até eu estar em seus braços.

- Senti falta de um beijo seu, aquele que eu pedi de aniversário. – O lembrei.

- Você realmente achou que eu ia te dar só isso? – Ele ponderou. Assenti levemente, meus lábios caçando os seus. – Estava errada. Sabia que eu também sou mágico? – Ele puxou uma coisa de trás da minha orelha, era uma chave prata, com um laço azul petroléo.

- É a chave de um baú? Onde está preso seu coração de pedra? – Ironizei. Ele riu.

- Boba. É a chave do lugar onde está meu presente. – Ele me confidenciou. Eu ia abrir a boca para perguntar que lugar era esse, mas ele me pediu silencio e foi me guiando para a porta da frente da casa, me despedi de todos, agradecendo, sem saber direito o que viria a seguir.

Entramos em seu Bentley e seguimos a estradinha da casa dos Cullen, depois de algum tempo entramos em uma outra estradinha, subia uma colina, derrepente ele me mandou fechar os olhos, atendi sem pestanejar.

O mistério me envolveu. Eu só conseguia pensar no que veria a seguir. Ele havia feito alguma surpresa para mim? Ou era mesmo o baú com seu coração?


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pronto galera...agora vcs já sabem a vida do karl...
gostaram do cap? esperando os coméntarios... e sara agora vc tem dois caps pra ler =D
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Sex 09 Mar 2012, 14:58

Ahhhhhhh Karl sempre me surpreende, acho que sou meio como a Elle, sempre esperando o pior das pessoas...kkkkkkkkkk....no fim, era apenas um trauma de sua transformação...

Mas nosssaaaa.....que aniversário hein!!! Adorei o cap. Mym, pude viasualizar as cenas nitidamente, gostei demais!!!

To louca pelo próximo cap. ROENDO as unhas como sempre...e esperando pacientemente....que meu caramelo entre em cena....sua cena final....kkkkkkkkkkkk....

Fico aki no aguardo!!!

Bjos da vovó Eme
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Sab 10 Mar 2012, 13:15

A história do Karl é tão triste...
Deve ser horrível viver com isso, ainda bem que ele encontrou a Elle !
Mas qual a história dela ????
Estou morrendo de curiosidade, e ela também é mestiça igual a Nez ?? UAU
E ela era uma Vulturi . Mas por que ela saiu ??? E onde esta Bella ??
Meu deus estou esperando ansiosamente pelo próximo capitulo.
Beijos da Mary !!
. study

>}
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Yasmim L
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Sab 10 Mar 2012, 19:07

a elle sempre espera o pior das pessoas... /fato fatidico kkkkkkk

marina... vc não leu blizzard certo?
tudo bem vo te resumir, tentar..
a elle é uma mestiça filha do caius com uma humana qualquer, aro queria te-lá simplesmete pq ele não conseguiu ter renesmee,,,, ela foi criada sozinha... caius não se importa com ela ... ela é só uma bastarda
mais alec começa uma amizade com ela enquanto ela ainda é uma criança... e alec era tudo q ela tinha até karl aparece na vida dela... qr dizer praticamente perseguir ela...
ele era o conquistador.... tinha qm ele quisesse na hora q ele quisesse mais ele só não tinha elle e foi isso q espertou esse desejoo..
q ela acabou aplacando quando desistiu e se entregou pra ele de uma vez... e eles foram ficando juntos... karl fez questão de deixar claro q ela era só uma diversão mais ela não ligou ela gostava de ficar perto dele.. até q um dia ele sumiu... 8 meses se passaram e nada...
do msm jeito q sumiu ele voltou.. mas voltou com renesmee .... oq a matou de ciumes..
ela tentou bancar a forte rejeita-lo mais quando ele contou o pq de ter sumido... q ele foi convencer renesmee a vir para volterra pq aro disse q iria machuca-la se ele não fizesse isso.... ela desistiu denovo, como sempre....
alec começou a gostar de renesmee e vice-versa... mas havia um probelma ela não estava feliz em volterra.. e fora isso q levou elle a desertar o clã com renesmee e traze-la para seattle.... karl e alec desertam e fogem atrás delas.... nisso renesmee fala com jake q não gosta dele da forma como ele queria... q ela ama alec... e ele não aceita o fato mais derrepente ele e leah tbm começam a se envolver... ele eprcebe q pode ver outras... q renesmee não é seud estino.. é claro q magia continua lá mas eles resistem pq renesmee só qr jake como um amigo e é isso q ele será;;

nisso os volturis vem para settle... todos os desertados emrecem morrer... mas como vencer os cullen ainda mas eles com alec elle e karl? mas aro tinha uma carta na manga... dan.. com seu talento de controlar o corpo das pessoas... dan ve o colar no colo de elle e reconehce como da mãe dele ela teima e diz q é da mãe dela não demora muito para eles juntarem os fatos.. eles são irmãos... os cullens vencem a batalha mas aro caius marcus e mais alguns conseguem fugir... e aro deixa para edward uma memoria... uma mulher loira q dan reconehce como sua mãe... karl decidi não contar para elle ... pq segundo ele: ela precisa ser feliz ao menos alguma vez na vida ela precisa ser feliz.. e é nisso q terminou blizzard.. nessa falsa felicidade q a elle anda vivendo..

/espero ter resumido legal.. sou a escritora mais não consegui definir oq realmente é importante... eme sara se tiver faltando alguma coisa diz ai pra marina okey?


/em breve o proximo cap... oq será q o karl irá dar para a elle?
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Sab 10 Mar 2012, 19:35

Ahhhh, obrigada por me situar Yasmin, vc foi um amor, linda.
Mas coitada da Elle mesmo assim, ainda bem q o Karl foi sincero com ela...
Vc resumiu mtoooo bem, adorei.
>}
Esperando os próximos capítulos .... study (Leitora assídua)
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Yasmim L
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Dom 11 Mar 2012, 17:46

" study (Leitora assídua) "


q bom q deu pra matar suas duvidas ... continue lendo msm...
tem tanta mas tanta coisa pra rolar q to até ficando tonta kkkk
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Yasmim L
Conhecendo a história de Jasper
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qui 15 Mar 2012, 19:08

Chapter IV


O carro parou, meus olhos coçavam para abrir, o senti saíndo do carro, fechando a porta e abrindo a minha. Segurou minha mão e com a outra tampou meus olhos, agora não havia maneiras sequer de espiar.

- Tome cuidado com o degrau. – Ele me advertiu, me levantando pela cintura e me subindo um degrau, depois outro e mais outro. Envolveu minha cintura com seu braço. – 1... 2... 3... Surpresa. – Ele sussurrou em meu ouvido, sua respiração gelada contra minha pele. Sua mão já não tampava meus olhos, demorou cerca de um quarto de um segundo para minha curiosidade me vencer e meus olhos se abrirem. E o que eu vi?

Uma casa. Uma trilha de pedras levava até mais quatro degraus, os degraus levavam a porta. Suas paredes eram de pedra, suas janelas eram enormes e de vidro. Não sei dizer o motivo de minha mente insana ter a conectado a Volterra, talvez fosse as paredes, mas os vidros eram tão Cullen que doia. Design moderno, mas ao mesmo tempo rustico. Dois andares. O ceu resolveu mostrar sua belas estrelas naquele momento, uma conspiração do universo.

- Abri logo essa porta. – Karl sussurrou novamente, me retirando de meu transe. – Vamos, a casa é sua.

- Seu presente é uma casa? – Me engasguei com as palavras. Isso sim era um presente grande.

- Não boba, eu disse que essa era a chave do lugar onde está meu presente, não a chave do meu presente. Ele está lá dentro. A casa foi uma coisa conjunta, eu a comprei, Esme e Alice a decoraram, reformamos todos os quartos para serem a prova de som, Alice nos deu um... – Ele foi me contando enquanto me guiava até a porta. Degraus, derrepente estavamos de pé em frente a propría. Ele pegou minha mão e encaixou a chave na maçaneta, a abrimos juntos, eu nervosa, ele deliciado. – Pé direito. – Lembrou, e foi o que fizemos, entramos de pé direito dentro daquela casa, nossa casa.

E que casa, Esme deve ter feito algum curso de decoradora, era tão nós. Tudo era neutro, geralmente branco, preto, cinza, e outros tons medianos. Segui andando, descobrindo, minha curiosidade me guiando. Sala de estar, tinha um belo piano de cauda, Karl me disse que esse era o presente de Edward e Bella, Edward estava tentando me ensinar a tocar, com ele ali eu podia treinar, uma biblioteca, mas precisamente era uma cópia daquele meu canto na biblioteca de Volterra, cheguei a me emocionar com tais lembranças, voltando um pouco, uma cozinha, sala de jantar, subindo as escadas, abri a porta de um quarto.

- Quarto do Alec, você gosta de ter ele por perto. – Karl justificou. Então Alec moraria ali conosco, isso era perfeito. – Será que me precipitei colocando uma cama? – Brincou, não contive o riso. Abri a porta de outro quarto.

- Quarto do Dan.- Dan também moraria ali. Essa casa estava ficando cada vez melhor. Eu não precisaria ficar para trás se eles quisessem morar em outro lugar, porque ali também seria a casa deles.

- Porque uma cama? – Arqueei uma sombracelha. Ele riu maliciosamente.

- Se seu irmão tiver o mesmo apetite sexual que você, irá precisar de uma. – Fechei a porta com o choque da pequena frase.

- Ele e a Jane estão namorando, não estão? – Eu estava fazendo um esforço monumental para não deixar minha mente cair na imagem deles se beijando ou, fazendo algo muito mais trágico.

- Seria tão ruim assim se fosse verdade? – Ele ponderou. Segurando minha mão, me guiando pelo corredor, seguindo para o ultimo quarto.

- É estranho, você já teve um caso com a Jane, Alec é irmão da Jane, eu brigava com ela como se fossemos cão e gato, tudo bem que ela parece estar menos sádica, mas mesmo assim, Jane minha cunhada? Acabei pagando a lingua por tirar sarro da Nez pelo mesmo motivo. – Constatei o fato. Já estavamos parados de frente a porta.

- Isso que dá não conseguir controlar a lingua. Um dia você acaba tendo que paga-la. – Ele disse enquanto contornava meus lábios com a ponta de seu dedo, fechei meus olhos por instinto. – Eu ainda não tive a oportunidade de dizer o quão bela você está essa noite. Você está linda. – Sorri timidamente com seu elogio. Eu queria beijá-lo, eu queria beijá-lo nesse exato momento, mas quando fui em sua direção ele se distanciou, um sorriso brincalhão e inocente em sua boca. – Esqueceu do meu presente? – Ele apontou com a cabeça a porta do quarto, nosso quarto.

Me virei e abri a porta sem cerimônias, era uma bela suite, uma cama king size reinava imperiosamente no centro do quarto, o banheiro era enorme, incluindo uma bela banheira, em dias de sol podiamos fingir que era nossa piscina particular, o closed era um pouco maior que o quarto, pilhas e mais pilhas de roupas, Alice deve ter se divertido muito fazendo compras.

- Gostou? Você pode mudar a decoração se quiser... – Ele argumentou, um pouco preocupado.

- Eu gostei, de verdade, de tudo, da noite, da casa, do quarto, das roupas, e principalmente da banheira. E sim, eu estou feliz. – Disse de uma vez antes que ele me refizesse aquela pergunta, seus lábios formaram um sorriso sincero enquanto me observava enconstado a parede. Então eu paralisei, um breve momento de insight me tomou. Eu passei as ultimas semana dizendo que tinha que ser especial, isso tudo era especial, estavamos na nossa casa, em meu aniversário, completamente sozinhos, com uma suite presidencial, a nossa disposição. Um assunto pendente voltou a minha mente, ele se resolveria essa noite.

- Seu presente? – Questionei, não o via em canto algum. Em um rapido movimento uma pequena caixa branca surgiu em sua mão, okey, ele realmente era magico. Pegou minhas mãos e passou a pequena caixa para mim, estavamos muito perto, mergulhando dentro dos olhos do outro. Me atrapalhei ao abri-la, porque eu não olhava para a caixa, mas sim para o vampiro que estáva parado a minha frente. A tampa caiu no chão, e o brilho ostentoso do coração vermelho que estava guardado dentro da caixa me hipnotizou. Quando eu o puxei para mim uma corrente de prata surgiu, era um colar. – Ele é... – Eu literalmente não encontrei a palavra certa para completar a frase.

- Posso colocar em você? – Ele me perguntou gentilmente, sua mão acariciando meu rosto. Assenti ainda sendo hipnotizada pelo brilho do rubi que estava em minhas mãos. Ele o pegou e foi para as minhas costas, segurei meu cabelo para ajudá-lo, derrepente o colar pendia em meu colo. Era maior que o da minha mãe, se escondia facilmente dentro de qualquer blusa, eu podia usar os dois, sempre.

- Como você faz isso? Você está ainda mais linda nesse exato momento. – Ele disse se afastando de mim, se sentando em uma poltrona, olhando para todos os lados, menos para mim. O olhei de lado, ele era tão perfeito para ser meu, com todo esse seu jeito sedutor e bobo, intenso e brincalhão, canalha e decente.

Começei a tirar os grampos de meu cabelo, o penteado se desfez e ele caiu pesadamente até minha cintura. Minha pulseira caiu no chão, em seguida meus brincos. O barulho o fez me olhar, tirei meus saltos, em seguida começei a descer o zipper do vestido, ele deslizou por meu corpo. Agora eu estava somente de lingerie, ele sequer piscava. Eu pisquei, e acabei perdendo o fato que ele se levantou e parou na minha frente, sua mão em minha cintura, nossos lábios quase se tocando, eu não me aguentei, precisei beijá-lo, meu beijo de aniversário.

- Eu não consigo mais jogar seus jogos. Eu não suporto mais não ter você. Eu quero você. – Ele sussurrou as palavras, era tão honesto que me fez estremecer.

- Ninguém nesse quarto irá te impedir se você possuir o que é seu essa noite. – Sentenciei. Nossos rostos se tocando, nossos olhos tomados pela intensidade do desejo que nos corroia.

Nosso beijo transbordava a luxuria do momento, eu o desejava com cada fibra do meu ser, eu o queria em cada canto do meu corpo, eu queria que ele me fizesse esquecer o país que estavamos, o planeta, a constelação. Pouco me importa se ele não estava contendo toda sua força ao me envolver em seus braços, eu não estava sentindo nada a não ser seu gosto, me anestesiando, me envolvendo, me derretendo, me dissipando, eu já não era mais a Elle, eu era a Elle dele. Uma parte indivisivel de seu ser.

Eu estava em seu colo, minhas pernas passadas ao redor de seu tronco, minhas mãos já haviam rasgado sua camisa, só restava fiapos no chão. Não falavamos, só saiam arfos de ar por nossos lábios, minhas mãos inquietas e curiosas. Curiosas? O que em Karl eu já naõ conhecia? E porque isso parecia fazer a menor diferença para mim? Derepente uma coisa boba escapou por meus lábios.

- Eu mudei? – Ele já não me tocava havia tanto tempo, já não me via assim, como eu estava agora, completamente nua, a muito. Mas eu já havia atingido a maturidade completa, não iria mais crescer. Este era meu corpo para a eternidade.

- Você está mais mulher agora do que nunca, não me sinto um pedófilo, mas você ainda mantém esse rosto de anjo, como consegue? Esse rosto de anjo, mas seu corpo, um verdadeiro demônio, pura e cristalina tentação. – Ele disse isso tudo com um esforço tremendo, alternando entre algumas silábas e mais um beijo fervoroso. Ele havia me chamado de demônio e no fundo gostei disso, havia outra definição? Eramos o demônio do outro, a tentação que o outro temia, a única coisa que nos salvava era o amor, nosso amor.

Mais uma vez minha mente se perguntou como pude ser tão forte. Negá-lo de ter aquilo que era dele por tantas vezes. Eu mesma não sabia, as vezes minha teimosia era imcompreensivel, até mesmo por mim, mas eu já havia dado para trás inumeras vezes, mas por alguma pegadinha do destino, então era ele a brincar comigo.

Seus lábios abandonaram os meus e eu praticamente asfixiei, eu precisava dele. Ele estava concentrado em meu corpo, o reconhecendo acho, eu não devia ter mudado nada mesmo, ele só devia ter se esquecido de como eu era e desejou me mapear de novo, conferir cada centimetro quadrado de pele, ver se tudo, tudo ainda estava ali.

Aquilo me deixou nervosa, eu queria seus lábios sobre os meus, mas eles estavam percorrendo meu corpo, não que a sensação fosse ruim, era ótima, era boa demais, e foi isso que me faz acabar mordendo meus lábios com muita força. Soltei um pequeno gemido de dor, ele levantou seus olhos para mim, hipnotizados, sangue, havia sangue em minha boca, meus lábios, estava escorrendo para meu queixo. Ele nunca havia visto meu sangue.

Tive quase o reflexo de lambe-lo, limpá-lo, a ferida já estava mesmo curada, mais algo mais morbido me moveu, me levou em direção a ele. Pressionei meus lábios sujos sobre o seu, ele estava congelado, mas assim que sentiu o gosto de meu sangue ele me segurou pelos ombros e ficou olhando para baixo.

- É ruim? – perguntei curiosa, para mim meu sangue era meu sangue, o mesmo que lamber os dedos, era meu gosto, não era nada extraordinario, mas para ele seria diferente? Será que sangue de mestiça é azedo? Instantaneamente odiei o que havia feito.

- É diferente. Menos doce, mas refrescante, como tomar um bom banho em um dia de verão, insano não? – Ele sorriu, meu sorriso e me beijou de novo. Imagino como aquilo devia estar sendo para ele. Se antes eu era um demônio agora eu era seu proprio paraiso. Ele me beijou sem folga até não sobrar mais vestigios de meu sangue em minha boca, ele tinha um bom auto controle, bebeu meu sangue e sequer me pediu por mais. Eu podia fazer isso mais vezes? Dar prazer completo para ele? Cuidar de seu corpo enquanto meu sangue cuidava da sua garganta, não era uma ideia ruim, dependendo de quanto sangue estaria envolvido.

Como eu senti falta daquela louca sensação que era o sentir dentro de mim, fisicamente um só. Minha sanidade já havia se esvaido, eu estava louca, louca por ele.

Como alguns aindam acreditavam que não possuiam alma, sendo que aqui, nesse momento, eu estava onipresente em cada canto da alma dele? Cada constelação intrincada, cada frivolá galáxias existente dentro de seu ser. Ele era meu. Da forma mais egoista possivel, ele era meu. Nos deixamos apreciar a veracidade do momento.

E então nos amamos novamente, eu sabia que esse desejo acabaria nos matando, ao menos a mim. Depois de mais algum tempo minhas palbepras já não se aguentavam, eu nunca em toda minha vida me senti tão cansada, como se o dia tivesse sido realmente longo, mas ainda eu estava relaxada, feliz, completa, saciada? Acho que não, mas controlada, sim.

Cai pesada ao seu lado, meu peito desforme subindo e descendo incontrolávelmente, reparei que estava suada, eu já era tão quente, dificil suar, mas agora eu estava coberta de suor até os pés, não sei se Karl estava me observando e leu minha mente, como fazia, ou se simplesmente a idéia surgiu, mas derrepente eu estava em seu colo, ele me levava para o enorme banheiro. Olhei desejosa para a banheira, assim que ele começou a abri a ducha do boxe que ficava na outra extremidade, ele reparou.

- Se eu te colocar em uma banheira agora, você vai acabar dormindo, e você está só precisando de um banho gelado, está tão quente, nunca te vi assim, parece uma supernova... – Ele falava sozinho, preocupado, mas no fundo senti que ele estava como eu, completo, feliz. Como uma casa muda a realidade drásticamente não? Eu sequer havia mero imaginado esse momento nas minha definições de especial, na verdade o especial para mim seria o momento que acabassemos tendo que nos mudar e ficassemos am algum hotel, para eu passar a noite, seria bem mais privativo que a casa dos Cullen e sua dezena de vampiros atentos.

A aguá gelada correu pela minha cabeça, fechei os olhos e e fiquei ali, em pé, pendurada em Karl, até que a aguá tirou aquele momento supernova de meu corpo e eu pude levantar meu rosto, olhá-lo. Ele estava sorrindo, não era o meu sorriso, mas era de fato um sorriso lindo, inocente, puro. Não havia como dizer que cada parte de seu corpo estava feliz, e esse fato me fez desejá-lo ainda mais.

- Karl... Você vai me chamar de maluca, mas eu quero mais. – Ele me olhou incrédulo, estava acostumado a eu ter que deixá-lo a sós consigo mesmo, ter que dormir. Ele me cansava de mais, me egotava muito rapido, mas eu o queria ali com aquele sorriso inocente e ingenuo nos lábios, o sorriso mais genuino que vi.

- Você está caindo de sono, depois que estiver descansada. – Ele ponderou, como se fosse uma coisa impágavel.

- Não eu quero você aqui, agora, com aquele sorriso, aquele sorriso lindo que você estava exibindo segundos atrás, por favor. – Praticamente choraminguei, ele não ousou segurar o riso.

- Mia Elle. – Ele tirou umas mechas molhadas de meu cabelo do meu rosto e me tomou em um beijo terno, doce, cauteloso, o primeiro da noite, mas ainda assim o melhor de longe. Eu amava quando ele me tratava assim, docemente, eu sabia que era um lado só meu dele, era o meu Karl, me amando ali, em seu colo, enconstado na parede do confortável boxe de nosso banheiro, o banheiro do nosso quarto, na nossa casa.

O resto da noite, os poucos minutos que sobrara antes do sol nascer, eu passei deitada sobre seu peito, presa entre o subconciente e minha mente alarmante, ele estava me cantando uma música, sua voz era tão linda, um pouco rouca, aquele tipo de voz que te passa segurança. O sono veio e eu sonhei em estar acordando, acordando e seu rosto sorrindo sendo a primeira imagem captada por meus olhos, eu passaria minha mão por seu rosto e ficaria o olhando até ele ficar entediado e me levantasse a força, me chamando de preguiçosa

Eu o forçaria a olhar para mim novamente e diria calmamente o quanto o amava, ele me beijaria, como sempre, não precisava dizer as palavras. Eu já as sentia cravadas no lado interno da minha pele. Inegável. Indiscutivél. Irrevogável. Ele me ama.


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oin *----* SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!SEX!




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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qui 15 Mar 2012, 22:13

ahhhhhhhhhhhhhhh Mym

QUE CAPÍTULO PERFEITO!!!!!!!!!!!

Que coisa mais linda, foi esse momento dos dois, que presente mais incrível Karl e os Cullens deram p/ Elle de presente, que coisa mais cuti!!!

Abismada aki flor!!!!!! INCRÍVEL!!!

Cada dia mais fod.astica hein!!! Amei Mym, parabens!!!
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Sex 16 Mar 2012, 18:57

>} to meio por fora dos dois ultimos caps que não demorarão muito
pra mim devorar.
mais ja sentir que tem trauma no meio devido os comentarios!!!
adoro um suspense, fiquei meio triste em ver que a elle ainda estar em greve de sexo
" adoro as partes descritivas da mym""

vou ficar atualizada ligeirinho meninas e prometo que vou voltar a
ser a viviada do doce....

saudades e uma grande beijjso a todas...
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Ter 20 Mar 2012, 16:42

Que lindooooooo.
Ela também ganhou uma casa, com um piano !!!
Sem falar no presente de aniversario dela .
Será que uma mestiça também pode ter filhos mestiços ??. scratch
Nossa já estou pensando em filhos, deixa a Elle curtir um pouco o Karl.
ADOREI, vc é muito boa, continue escrevendo. Leitora assídua esperando e morrendo de curiosidade !!!


lol!
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Yasmim L
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qui 22 Mar 2012, 16:05

Chapter V
Alec POV

- O sol. Aqui é tão dificil vê-lo. - Jane deixou as palavras escaparem por seus lábios enquanto sentia o sol sobre sua pele de diamante, brilhando, como sempre deveria estar.

- Tão raro quanto ver você sorrindo. - Rebati.

- Idiota.

- Chata.

- Deus, ainda bem que Elle não é implicante. – Dan apareceu ali, no topo da montanha, se enfiando entre nós dois.

- Bem, ela seria, se vocês agissem como irmãos. - Expliquei, uma expressão culpada tomou seu rosto automaticamente.

- Não é minha culpa, Karl não me deixa ficar mais de cinco minutos perto dela. - Ele explicou. Dan era um cara legal, diferente de tudo que se espera por quem é criado por Aro, talvez tenha sido a humana ou os poucos anos com sua mãe, que o salvaram.

- Você conta ou conto eu? - Jane perguntou para Dan, ele a encarou chocado.

- Contar? - Ecoei a pergunta.

- Eu conto. Karl Não quer me deixar ficar perto dela com medo de que eu dê com a língua nos dentes. – Dan explodiu, falando de uma vez.

- Lingua nos dentes? O que não estou sabendo? - Aquilo me deixou meio chocado, que conspiração estava acontecendo por debaixo dos olhos de todos?

- Edward nos disse que minha mãe continua viva... – Ele Fez uma pausa, como se as próximas palavras fossem me abalar. -... Como vampira.

- Como assim "Edward nos disse"? Por acaso ele a viu? Ele sabe onde ela está? - Disparei as perguntas para cima dos dois, mais o que me surpreendeu foi o olhar de culpa se agravar.

- Não, ele só viu que ela está viva, mas nenhuma pista além de um lugar escuro, - Ele disse cabisbaixo. - Mas Alec, eu sei que ela é sua amiga, mas você não pode contar para Elle ainda.

- Porque? - Praticamente gritei. - Ela tem o direito de saber.

- Ela tem, eu sei! Mas ela também tem o direito de ser feliz, a vida dela já uma bagunça e tanto sem saber disso, Karl me pediu para esperar até o aniversário dela passar e agora que ele já passou, não vai demorar muito. – Ele contava com isso.

- É, ela está feliz, mas ele não sabe o que vai acontecer quando ela descobrir? Ela não tolera mentiras, a vida dela já foi uma mentira enorme... Ele mentir pra ela, é a ultima coisa que ela espera. - Na verdade, ele devia saber, mas mesmo assim preferiu por em risco tudo que eles eram simplesmente para mantê-la em um conto de fadas. Será que ela vai conseguir ver isso?

- Eu não menti para ela! Eu só não contei tudo o que eu sabia, é diferente, na verdade quem disse que ela estava morta para mim foi ela, não o contrário. Eu realmente não tenho culpa, Karl não deixou eu contar. Eu quis contar para ela no momento em que eu soube. Depois, nem se eu quisesse eu poderia, sempre que eu converso com ela ele está por perto, Karl me mataria antes de eu conseguir terminar a frase "Elle preciso te contar uma coisa.". – Não era mentira, Karl estava mesmo agindo dessa maneira ultimamente, uma atitude estranha, mas que comparado a felicidade que Elle sentia se diminuía.

- Isso não está certo, desde quando vocês estão sabendo disso? - Acusei ambos sem sentido, a questão era Karl.

- Desde que aro fugiu, antes de pular ele mostrou a imagem da minha mãe para Edward. – Dan explicou.

- Aro? Aro de novo? - Meus punhos se fecharam, dessa ele não ia passar, já aguentei muito vindo daquele louco. - E é por isso que vocês tem sumido tanto? Estão procurando por ela? - Encarei jane, ela ficou sem graça, envergonhada.

- Na maioria das vezes. – Ela declarou olhando para o chão, foi a vez de Dan ficar completamente sem graç os dois, um pouco abalado com a informação segregada na pequena frase.

- Okey, o que vocês conseguiram descobrir? - Trocar de assunto, melhor maneira de limpar a mente.

- Marcus entrou em contato conosco e nos disse que não era apenas um truque de Aro, e que ele a mantinha no castelo, em uma área com acesso muito restrito, um lugar que ele disse que nenhum de vocês já pensou que existia, como o lugar em que ele me mantia. Ele disse que ela é obrigada a ficar lá, como se tivesse uma dívida com Aro, por tudo que ele fez por ela e pelos seus filhos. – Ele me contou culpado, se sentia culpado por sua mãe estar nessa situação agora. - Marcus também nos contou que agora que não estamos mais lá, ele pretende exibi-lá, como se fosse dele, para provocar a fúria de Caius. - Meu queixo caiu.

- Aro está doido. - Sentenciei. - Então se é para provocar a fúria de Caius, Caius se importa com ela, por que ele nunca se importou com Elle? - Aquilo praticamente gritou em minha mente, sequer me toquei que estava falando em voz alta.

- Eu não sei, eu juro que aqueles Vampiros estão caducando. - Jane desabafou, cansada, confusa. Ela gostava de enigmas, problemas, não importava quem estivesse envolvido, ela sempre iria querer resolve-lo.

- Como essas coisa aconteciam debaixo de nossos narizes e nós sequer desconfiavamos Jane? Isso porque eramos considerados temíveis. – Devaneei.

- Isso tudo é uma loucura, você não acha? Uma realidade paralela, nós com os Cullen, você, aliás, namorando com uma deles e adotando a dieta "vegetariana". A mãe daquela mest... – Jane se segurou e trocou a palavra que ia usar, ela costumava chamar Elle de mestiça. -... de Electra viva, ela com um irmão, Aro e Caius brigando como dois adolescentes. É muita coisa, parece que o mundo todo virou de cabeça para baixo.

- Você desertando o clã, andando com Cullen, e namorando o irmão da Elle.. Sim, outra realidade. - Literalmente outro universo.

- Alec, quando seus olhos ficarem dourados, vai ser muito estranho, acho que assim você vai cortar seu último laço com os Volturi. – Ela devaneou.

- Porque você não tenta? Vai ficar bonito com seu tom de cabelo, como Rose. - Eu ter decidido virar vegetariano fora uma coisa simples. Eu faria qualquer coisa que me desse mais um ponto com a familia de Nez, mas convencê-los a fazer o mesmo, estava sendo um desafio e tanto.

- Alec deixa de ser careta, eu posso, se isso fizer você se sentir melhor só me alimentar de "malvados", mas nada de bêbados ou drogados, eles tem um gosto muito amargo. Eu sei que você fez isso por ela, é uma coisa legal da sua parte, mas não funcionaria comigo. – Ela rebateu, desesperada para apagar essa idéia de minha mente.

- Eu bem que poderia tentar, sabe experimentar não deve ser tão ruim assim, Carlisle nunca matou ninguém, não é? Ele só bebe sangue de animal desde sempre. – Dan começou a ponderar a idéia com Jane.

Me levantei rindo do nojo estampado em Jane e da curiosidade evidente em Dan. Nez queria conversar comigo essa noite e o sol já estava caindo. Assim que me levantei, Jane se aconchegou mais em Dan, quando Elle descobrir isso ela provavelmente iria ficar um pouco enjoada. Jane e Karl já tiveram uma "coisa" e agora o irmão dela... Complicado.

Me despedi deles e regressei a casa dos Cullen, Bella estava na varanda com Alice e Rose. As cumprimentei e entrei na casa, já era considerado um membro da familia. Eles eram pessoas tão boas.

- Alec, perdeu todo o jogo... Mas que bela partida... - Jasper gritou para mim do sofá assim que me viu, estava assistindo os Knicks na tv com Emmet e Edward.

- Alec! - Nez veio da cozinha, seu rosto iluminado pelo mais belo sorriso. Ela quis me abraçar, mas então pareceu ter se lembrado que estava com as mãos sujas. - Eu estou cozinhando, sorte sua não precisar provar da minha comida. - Ela voltou para a cozinha, a segui, a observando. Estava vestindo um vestido azul bebe florido e uma bota de camurça, estava tão linda que não contive o sorriso em meus lábios.

- Estou assim tão engraçada toda suja de farinha?- Ela me perguntou inocente enquanto acabava de levar os biscoitos ao forno.

- Você está linda. - Ela parou de lavar as mãos ao ouvir as palavras e eu não precisava ser magico para saber que ela estava corando.

- Olha quem diz. - Ela jogou o pano de prato na minha cara e começou a rir de mim, mas que riso encantador ela tinha. Eu queria prendê-la ali, entre meu corpo e a pia, e beijá-la naquele momento. O pai dela provavelmente estava me vendo imaginar aquilo, e era por isso que eu não podia fazer... Estranho de mais. Eu precisava tirá-la dali. Ela parecia estar com a mente no mesmo lugar, seu rosto estava ligeiramente corado, encarava o chão.

- Floresta? - Ela disse como se fosse uma escápatoria, nosso pequeno paraiso.

- Floresta. - Concordei e ela saiu guiando o caminho para a porta dos fundos, passei meu braço pela sua cintura e me deixei levar. Assim que chegamos a uma distância segura da casa a agarrei em meu colo e lhe deu o devido beijo que merecia, aquele beijo profundo, doce, aquele nosso beijo.

- Porque meu pai tinha que ler mentes? - Ela choramingou, sua mão em meu pescoço.

- Porque eu não posso ter tudo que quero sem sofrer alguma consequencia. - Respondi, obviamente. Ela me olhou de lado, já livre de meus braços.

- Mas veja o lado positivo, temos uma desculpa perfeita para fugir por um longo periodo de tempo. – Verdade. Ela se sentou no chão de qualquer jeito, seu vestido subiu, sua perna completamente de nua. - O que você está olhando Alec Zampier?

- Você. - A palavra escapou.

- Porque? - Indagou. Eu me deitei sobre ela e a beijei, um beijo diferente, mais malicioso. Ela precisou respirar, recuperar o folêgo para me beijar de novo, puxou minhas mãos por sua perna subindo até seu quadril, ela não podia brincar comigo dessa maneira, meu autocontrole não é o dos mais fortes. A soltei gentilmente, ela se frustrou, é claro.

- Você ainda não me disse o que queria dizer. - A lembrei. Ela pareceu ter que procurar bem fundo em sua mente qual era o assunto pendente.

- Você se lembra de meu avô Charlie? Ele me ligou esses dias, disse estar com saudades e que já fazia muito tempo que não ia a Forks. - Ela sorriu para as lembranças em sua mente. - Eu estava pensando em irmos juntos, só nós. Meus pais não vão ligar se eu disser que vamos ficar na casa de Charlie. As regras deles são bem severas, se bem que segundo minha mãe, ela mesmo já quebrou várias com meu próprio pai. Assim vamos ter um tempo longe dele e seu talento, você vai poder me ter sem consequencias. - Mais que belo argumento.

- Quando vamos? – Rebati, arqueando uma sombracelha, ela riu, seu doce sorriso.

- Amanhã, eu acho... E Elle? sabe já faz dois dias, ela sequer veio pegar comida... Ela sabe cozinhar? Deve estar vivendo de biscoitos. Espero que Karl não a tenha deixado definhar de fome. - Ela começou a falar rapido, uma mania que compartilhava com sua mãe

- Eles estão bem. Deixa eles aproveitarem a casa. Elle deve estar muito feliz, como ele tanto quer. - Porque eu não controlava essa minha boca quando estava perto dela? Segredos de estado, viravam detalhes sobre o tempo quando eu me dirigia a ela.

- "Como ele tanto quer", o que você quis dizer com isso? - Ela não perdia sequer uma virgula.

- Longa história. - Ela continuou me encarando. - Seu pai viu a mãe da Elle na mente de Aro aquele dia, ela está viva, quer dizer, ela é uma vampira.

- A Elle vai ficar tão feliz... Ela também vai ter uma mãe... Tudo está se ajeitando para ela. - Ela praticamente cantarolou.

- Não acho que ela vá ficar assim tão feliz. Você vê o que Aro fez com ela? Brincou com toda sua vida, a deixou sozinha enquanto ela tinha tudo, a fez se sentir culpada por matar uma mãe que está viva em algum lugar. Dan disse que Aro agora a está exibindo como se fosse dele, Sulpicia morreu aquele dia, ele tem Stella como esposa agora. Isso é tão doentio. - Agora o leite estava derramado de vez.

- Não posso negar que é doentio, mas você disse Dan? Porque ela ainda não sabe disso? - Ela perguntou consternada.

- Karl... Ele quer ela feliz, ela está feliz, você a viu no aniversário? – A lembrança de seu rosto preencheu minha mente, ela estava tão feliz, era como se brilhasse. - Ela estava maravilhada, não posso negar que ele está fazendo um bom trabalho, mas uma hora ela vai acabar descobrindo...

- E vai pirar concerteza. Ele pode ter mentido para protegê-la, mas mentiu do mesmo jeito. – Ela disse preocupada, empenhava seu papel de amiga com dedicação.

- Mas vamos deixar isso de lado? Você também estava feliz há dois minutos. Ocasionalmente Dan irá contar para ela e todos vão entrar numa fria novamente, é claro, mas por agora... Vamos pensar em Forks. Você vai visitar o cach... Jacob? - Jacob. Tudo pra deixá-la feliz.

- Não sei, você se importa? Faz tanto tempo que não vou à reserva. Eu posso falar com Jake, talvez ele permita você ir junto. - O sorriso já estava em seu rosto de volta, tão radiante.

- Nez eu acho melhor eu não ir, a outra matilha, também é territorio deles, não quero criar proplemas com os amigos da sua familia. - Na verdade, eu não queria era me impregnar com aquele fedor de cachorro molhado que eles tinham. - Mas eu posso confiar, não é? Ele não vai aproveitar a oportunidade ou vai?

- Nao sei. - As pequenas duas palavras abalaram meu mundo. - Você não vai estar lá, eu vou estar em um lugar tão dele, quem sabe o que nossas celulas humanas podem fazer nesse pequeno pedaço de tempo entediante? - Se eu encontrasse minha voz eu estaria rosnando e dizendo que ela não iria a canto algum, mas eu simplesmente paralisei, estado completo de choque. Esse era um dos meus maiores medos, que seu lado humano dependente dele tivesse mais força que seu lado vampiro, o lado que me pertencia. Ela se virou para mim segurando meu rosto, seus olhos preocupados.

- Alec, o que foi? - Eu sabia que se eu abrise a boca eu iria rosnar, mas rosnar para ela? Era tão errado. – Alec? Não me diga que você acreditou no que eu estava dizendo? Assim fica dificil brincar com você. É claro que eu não vou cair em tentação, eu nunca cai, porque agora? Ele está com Leah, nunca faria algo que a magoasse e eu te amo, eu te amo tanto. Minha mente nunca deixa você, não há maneiras de eu sequer ficar sozinha com ele, você sempre estará lá, dentro de mim. – Meus lábios beberam os dela com uma sede insana, ela não pode ficar me dizendo essas coisas, desperta um lado de mim tão humano, eu não consigo controlá-lo.

Aquela pele dela, porque era tão sedosa? Seus cabelos, ruivos agora, enrolados ainda, tão macios... Seus olhos chocolates, que olhos. Eu me submergia neles tão rapidamente , tão intensamente. Ela só podia ter sido feita para mim, existia outra explicação? Mas como eu precisava de uma conseqüência ela não podia ser inteiramente minha, eu tinha que dividi-la com aquele cachorro, mas ela me amava. Eu sei disso, porque ali, agora, ela estava colocando em minha mente essas palavras, me dando certeza. Tão minha. Ângelo mio.


----------------------------------------------

gente mais eu amo esse cap, eu amo esse alec dels... como faz?
eme vlw pelos elogios Embarassed q bom q todas vcs gostaram da casa king
e sara assimq tiver tempo se atualiza menina.... tá perdendo muito cap bom
ahh bem marina no meu ponto de vista sim, pq ainda vai ser a msm mistura de dna, vampiro e humano
só não tenho ideia do q sairia de uma mestiça e um lobo.... um cachorro q bebe sangue humano? aí me deu enjoo....
tinha q ser a titia steph kkkkkkkkk
eme não atrasa com esse final de sdmd
sara, qro ler mais a história da emy
e marina vc q é uma ótima autora, estou esperando pela postagem do proximo cap de parede de sangue eimmm
mas então, gostaram do cap tanto quando eu?
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Sab 24 Mar 2012, 14:52

Você ainda pergunta ???
É claro que eu amei o cap !!!! O Alec é lindo e sensível !!!!
Será que a Bella vai aparecer mais ???. Depois de ler 4 livros com ela acabei gostando dela . Embarassed
Sei que a Elle esta super feliz com o Karl, mas ele é superprotetor demais . Ela merece saber sobre a própria mãe !!
Simplesmente ADOREI !!!!!
Não pare de escrever, leitora assídua roendoa s unhas enquantoespera origino cap !!!!
study
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Seg 26 Mar 2012, 08:49

só mais um cap e eu ja to por dentro de tudo
adorei ver os dois em sintonia total, foi lindo , magico, encantador
enfim não tenho palavras para descrever o momento.

to muito feliz pelo dois, mais ja to sentindo o clima
pessar coma nova noticia da mão de dan..
surpresa par mim, par amanhã...


muito bom mym o cap estão ficando perfeitos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

vc estra de parabens.....

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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Ter 27 Mar 2012, 20:19

"- Nez eu acho melhor eu não ir, a outra matilha, também é territorio deles, não quero criar proplemas com os amigos da sua familia. - Na verdade, eu não queria era me impregnar com aquele fedor de cachorro molhado que eles tinham. - Mas eu posso confiar, não é? Ele não vai aproveitar a oportunidade ou vai?".......................Que isso Alec, eu gostava de vc!!! tsc tsc tsc...sua sorte é que a autora da fic é a Mym e ela te ama...

Mas no geral, adorei o capítulo...sério...ri muito com Alec, Dan e Jane falando sobre a alimentação deles...kkkkkkkkkkkkkkkkk....

Nuss, tadinha da Elle, ser a ultima a saber??? Isso vai dar merrda!!!

Alec e Nez tão um fogo só...coitado do Charlie...faz como p/ segurar a neta em casa????...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk..
bjo netinha do mal!!! Esperando proximo cap.!!

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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qui 29 Mar 2012, 20:34

Chapter VI
Renesmee POV
- Mais que chuva chata! – Resmunguei alto. Estava chovendo muito forte, tinha que chover logo no dia que eu ia levar Alec para a casa de meu avô Charlie?

- Nós precisamos sair dessa chuva Nez! – Alec pegou na minha mão e toda minha raiva se esvaiu.

- Okey... Vamos encontrar a antiga casa da família. – Saimos correndo da bela clareira em que nos encontrávamos em direção a floresta densa.

Corremos rumo a grande casa de vidro, a casa em que todos moravam até uns 3 anos atrás, quando fomos forçados a sair de Forks. Carlisle já estava muito velho para aparentar ser tão novo. Mais fui forçada a parar assim que vi o chalé dos meus pais. Ele era tão perfeito.

- Alec, vamos para aquele chalé, ele é dos meus pais. – Informei antes de puxa-lo até a porta. Procurei pela chave reserva que ficava escondida bem o suficiente para que ninguém a achasse a não ser que soubesse onde procurar. Assim que o abri me senti em casa, me senti segura e acolhida.

- Uau! – Ele estava estupefato com a decoração, ora medieval, ora moderna.

- Esme. – Disse o nome de minha vó como uma explicação. - Eu vou pegar umas roupas secas para você. – O deixei na sala de estar enquanto, em um pulo, cheguei ao quarto dos meus pais para procurar umas roupas que podiam servir nele. Entre as várias gavetas que revirei, encontrei uma lotada de lingerie francesa que ainda estavam com as etiquetas. Alice deu essas peças para minha mãe, algumas ela até usou, outras ela deixou jogadas aqui para a eternidade.

- Aqui Alec. Eu vou tomar um banho quente, rápido prometo, e já volto. – Selei seus lábios com os meus rapidamente antes de tomar o banho mais rápido da minha vida.

Fui para o meu quarto ver se tinha alguma roupa que ainda cabia em mim quando tive um dejávu. A chuva batia contra o vidro da minha larga janela, projetando a sombra da água escorrendo sobre a cama, que estava forrada em um tom vinho escuro, quase terra. As paredes eram em um leve tom creme, sóbrio. O barulho da chuva dava uma trilha sonora para todo o conjunto. Era isso, eu planejei inconsciente que o momento perfeito seria esse, e era mesmo. Estavamos sozinhos aqui, nada poderia nos impedir. A não ser, o próprio Alec.

Okey Nez, falta velas aqui e eu não posso aparecer vestida como ele sempre me viu lá embaixo. Corri para o quarto dos meus pais novamente, eu já havia visto velas perfumadas por lá uma vez. Encontrei seis, iam servir. Despedacei umas rosas do pequeno jardim de inverno e joguei por cima da cama e um pouco pelo chão também. E agora o que eu ia vestir? Alice. Corri para a gaveta esquecida da minha mãe e simplesmente me apaixonei por uma lingerie azul bebê, não mostrava tudo, mas também não deixava muito para a imaginação. Acendi as velas e constatei que tinha feito tudo isso em 30 minutos. Será que eu exagerei muito? Ele pediu coisas grandes. Agora vinha a parte que fazia meu estomago ser invadido por borboletas perdidas.

Desci o corredor devagar, como se estivesse indo para um funeral ou algo do tipo. Assim que cheguei na sala de estar o encontrei de costas para mim, admirando uma pintura na parede. Tão perfeito. Eu posso fazer isso, não é como se eu nunca tivesse tentado. Mas aquele dia foi instinto, hoje era tudo premeditado. Isso só fazia as borboletas ficaram mais perdidas dentro de mim.

- É uma bela pintura, uma bela decoração, parece que tudo aqui fugiu... – Ele comentou seus devaneios antes de virar seus olhos para mim e perder a fala. Seus olhos desceram por meu corpo involuntariamente, aquela faísca de desejo brilhando ao canto de seus olhos. Corei, como sempre.

- Presumo que você pretende passar a noite inteira por aqui. – Sua voz saiu grave, eu literalmente estava brincando com ele.

- Tempestades em Forks não acabam tão rápido. – Justifiquei com um sorriso doce nos lábios. – Mas isso não me chateia. Nós estamos literalmente sozinhos. Por que não aproveitamos o momento? – Entrei na sua frente, encostando minhas costas na parede. Minha mão subiu devagar pelo seu peito até a gola da sua camisa, o puxei para mim e selei meus lábios nos seus com um beijo que eu nunca havia dado antes. Era intenso, mas não fervoroso, ele era apreciativo, como se eu quisesse fazer o momento durar para sempre.

- Nez, eu não posso ficar me controlando dessa maneira. – Ele sussurrou, seus lábios tocando nos meus.

- Então não se controle. – Minha voz soou mais segura do que eu realmente me sentia. Peguei suas mãos e coloquei na minha cintura, a renda atrapalhando seu toque frio de entrar em contato com minha pele escaldante. Aquele brilho tomou conta de seu olhar e seus lábios beberam os meus com uma sede incontrolável. Precisei parar para respirar, nesse meio tempo, seu olhar caiu para o meu decote e demorou um pouco para ele controlar o "magnetismo" que o sugava, gostei disso.

Tirei sua camisa e não consegui conter o sorriso malicioso que se desenhou em meus lábios assim que ele me pressionou contra a parede. Sua mão subiu para o alto das minhas costas, pela cintura, e a outra desceu para a minha perna, bastante curiosa. Minhas mãos também estavam curiosas, de uma maneira que mantinha minhas bochechas coradas.

Ele me fazia perder a noção do certo e do errado, eu o queria tanto, aquilo não bastava, aquilo não me saciava. Me virei rápido e dessa vez era ele quem estava pressionado contra a parede. Meus lábios desceram para seu pescoço e minhas mãos brincaram com todo seu peito, costas, sentindo cada músculo, cada pequeno pedaço de pele. Logo meus dedos encontraram o primeiro grande desafio, o zipper da sua calça. No calor do momento eu simplesmente o abri, sem grandes anunciamentos, ele instantaneamente segurou minha mão e levantou meu rosto. Deja vu?

- Eu não vou te impedir Nez... – Ele falou baixo, seus olhos submersos nos meus. – Eu só quero que você tenha certeza do que quer.

- Minha única certeza é você. – Minha voz soou tão segura quanto eu. Seus olhos faiscaram com a minha resposta, ele beijou minha boca como se isso fosse a única coisa que ele devesse fazer na Terra e me levou para o sofá em um só movimento. Suas mãos estavam em todos os lugares. Ele estava em todos os lugares.

- Alec. – Gemi seu nome em seu ouvido e automaticamente corei pelo fato de sequer ter tentado conte-lo. Seus lábios desceram pelo meu decote, rasgando aquela maldita renda para permitir seus lábios passearam por meu abdômen. Me sentei em seu colo e senti a pressão contra a parte interior da minha coxa, aquilo me trouxe de volta a Terra. Eu tinha que levá-lo para meu quarto, não?

- Alec... Eu... Vamos para o meu quarto. – Tentei encontrar ar para falar entre seus beijos em meu pescoço, colo, boca, tudo. Ele me olhou curioso, um pouco contrariado por eu ter o atrapalhado, mas mesmo assim, perfeito. Era tão estranho ele ser tão meu.

- Eu quero que você veja uma coisa. – Tentei imitar um dos sorrisos diabólicos da Elle, eles funcionavam muito bem com o Karl, mas descobri que não nasci para isso. O maximo que eu consegui foi um sorriso malicioso que ele retribuiu, antes de me deitar em seu colo e ir me carregando pela casa, se guiando por meu perfume. Seus olhos não abandonavam os meus.

Alec encontrou meu quarto sem muito esforço e abriu a porta sem cerimônias, não havia mais tempo para o resto, era só eu e ele. Me soltei de seu colo e fui andando na sua frente em direção a minha cama, eu estava tão seminua que não pude deixar de corar. Me sentei na cama e olhei ao redor. O quarto parecia ter fugido de um filme antigo, eu gostei de tudo, mas ele parecia estar chocado.

- Exagerei? – Perguntei sem jeito.

- Não, é que... Está tão perfeito, tão você. - Sorri timidamente com a sua resposta. Ele veio andando confiantemente para mim, rapidamente um pensamento tomou minha cabeça. Ele já havia feito isso antes, muitas vezes com certeza, e eu, eu não tinha a mínima idéia do que fazer. E se ele não gostasse?

Ele tentou me beijar, mas eu não conseguia responder ao seu toque, eu só conseguia sentir vergonha por acreditar que já estava pronta para isso, eu nunca estaria, como se preparar para o desconhecido?

- Qual o problema anjo? – Ele tirou um cacho vermelho de meu rosto e colocou atrás da minha orelha. Seu olhar estava tão atencioso, tão doce.

- E se você não gostar de mim? – Minha voz soou tão infantil que eu mesma senti raiva de mim por estar agindo de maneira tão boba.

Ele se levantou e estendeu a mão para mim, não entendi o porque disso, mas coloquei minha mão sobre a sua. Ele me puxou levemente e me conduziu até meu espelho, que refletia meu corpo inteiro, somente vestindo aquela linda langerie turquesa com a renda toda rasgada. Seu olhar refletido no espelho era tão deliciado, que me fazia corar furiosamente.

- Como não gostar de você? Você a realização de minha mais intima fantasia. Um anjo que caiu para virar minha cabeça e tornar tudo que era errado, correto. Você é tão perfeita.– Ele deixou sua mão acariciar minha bochecha corada, tremi com a sensação. - Tão minha. – Ele sussurrou em meu ouvido, aquela frase correu por meu corpo, me impulsionando contra ele. Me virei no ato e o empurrei para a cama, fui engatinhando sobre ele até achar seus lábios. O beijei intensamente, fervorosamente.

Voltamos para aquele jogo de mãos, de apertos, de mordidas, ja tão conhecido. Eu precisava ter mais dele, eu já estava cansada de pré-liminares. Foi como se ele adivinhasse meus pensamentos. Ele me virou e suas mãos deslizaram apressadas para o Fecho do meu sutiã, o abrindo com experiência. Eu estava tão envolvida, tão mergulhada nele que sequer senti vergonha, eu só queria que ele me tocasse, que ele me descobrisse.

Seus lábios desceram para meu colo, seios, corpo, minha mente congelou, tudo se tratava dos sentidos. Visão. Audição. Olfato. Paladar. Tato.

- Eu quero ser sua Alec. – Falei inconscientemente, perturbada pela veracidade das palavras. Ele tratou de se livrar do resto das roupas, minhas e dele, de uma vez. Eu estava completamente entregue em suas mãos, eu sabia que meus olhos eram o reflexo do brilho de desejo dos seus e eu sabia que ele me queria tanto quanto eu o queria.

- Faça-me sua. – Completei com total confiança em minhas palavras.

Então eu o senti dentro de mim, nossos corpos conectados, finalmente um só. Dor? Minha mãe já havia comentado algo do tipo comigo, mas eu não tinha idéia que seria tão angustiante como a que me bateu agora. Um gemido dolorido subiu pela minha garganta, mas foi impedido de se libertar pelos lábios de Alec que não abandonaram os meus por sequer um segundo. Seus lábios. Suas mãos. Seu corpo. Eu era sua, completamente sua, não havia uma célula do meu corpo que não o pertencia. Dor? Que dor? Eu só conseguia sentir prazer. Eu estava completamente anestesiada por seu amor. Em minhas veias só corriam desejo. O desejo que eu sentia por ele. Eu o queria tanto. Podíamos ficar ali se amando por toda a eternidade, para mim não seria um problema.

- Somos um só, para sempre. – Ele sussurrou levemente em meio ouvido. Eu pensava que nada poderia ser melhor que essa sensação que me dominava até algo muito mais forte subir por meu corpo até minha cabeça, meu cérebro parecia ter parado enquanto meu coração parecia ter entrado na velocidade da luz. Abri meus olhos e me afoguei no pequeno oceano de sangue que eram seus olhos. Minha pele queimava como se cada terminação nervosa fossem fogos de artifícios. Tudo em mim o sentia como se essa fosse a única função do meu corpo. Luz.

...

Minha respiração parecia ter perdido o compasso para sempre. Meu coração batia fora do ritmo e era como se ele nunca mais fosse ser o mesmo. Eu amei e fui amada. Ele me fez mulher. Sua mulher.

Virei meu rosto para ele, seu rosto estava sereno enquanto me observava, um doce sorriso brincando em seus lábios. Toquei seu rosto e meu talento fluiu incontrolavelmente. Tudo o que aconteceu desde o instante que eu o conheci em Volterra passou pela minha mente, sua mente, pela minha perspectiva. Ele pode ver tudo o que acontecia dentro de mim toda vez que me olhava, toda vez que me tocava, toda vez que me beijava. Ele viu tudo de olhos fechados, sua mão acariciando a minha.

- Eu te amo. – Sussurrei assim que consegui controlar meu talento e deixa-lo a sós com seus pensamentos. Ele me puxou para cima de seu peito, nossos corpos nus se tocando sem receio, agora somos um só. De repente foi como se todo o cansaço do dia batesse sobre minhas costas, eu podia descansar ali, eu podia dormir em seus braços todos os dias, porque ali era meu lugar, era ali que eu pertencia.

- Não tanto quanto eu te amo, anjo. – Ele rebateu sutilmente em quanto brincava com um cacho vermelho do meu cabelo. Beijei carinhosamente seu peito e fechei meus olhos com um sorriso sereno nos lábios.

Amor. Essa sempre foi uma palavra bonita, mas depois dessa noite ela tomou tantos outros significados, tantos outros sinônimos. Eu podia dizer que o toque de Alec na minha nuca, era o amor. Eu podia dizer que a minha mão acariciando seu peito, era o amor. Eu podia dizer que nós dois aqui deitados em minha cama, era a perfeita descrição do amor. Porque era isso que acontecia entre nós, cada célula do nosso corpo estava conectada pelo amor, nada além do amor. Nosso amor.


--------------------------------------------------------------

poxa marina sosltice tá super focado na elle, tipo demais msm, só o inicio que tá tendo uma quebra de ambiente, pov alec, pov nez agora, pra relaxar antes do rolo começar de vez.... mais espero q vcss gostem

sara eles são tão perfeitos juntos néah ? *amo eles ><
a mãe do dan e da elle, ainda vai dar muita historia pra render.... ce neim imagina

eme eme como sempre sacando a situação antes de rolar, kkkk o alec e nez,,, fogo só é poko....
e dá uma quebra pro alec, centenas de anos sendo volturi é dificil esquecer os costumes...

e meninas obrigada pelos elogios, sério tô tão feliz de ver esses comentarios *---* vcs me fazem ter vontade de escrver uma coletania kkkkkkkk
sério to cogitando a ideia de escrever uma original ... completamente original...
mas por enquanto tô só pensando... ainda tenho q terminar solstice e estou já escrevendo mais uma fanfic nova reneslec....
/é gente já tenho fic completamente nova e fresquinha saindo.... to no cap 7 já.. pra vcs verem como a história ta fluindo...
então quando acabar solstice vcs ainda vão ter q me aturar kkkkkkkkkkkkkkkkkkk


MAS, e aí? gostaram do cap?
Alec e Nez finalmente consumindo o amor deles.... tão fofos, amo esse cap... /cara eu falo isso toda vez q posto cap kkk
e vcs?
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qui 29 Mar 2012, 22:05


Meninas do meu coração!!!!
Por favor assistam aí o trailer de solstice =D por favor porfavor porfavor... é curtin =D

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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Dom 01 Abr 2012, 15:09

Muito lindoooo !!!!!!
Viva as cenas de sex entre vampiros e mestiços !!
Adorei a parte da Nez tomar coragem e pedir para o Alec não se controlar !
Amei o video também ! yasmim vc esta se superando !! Cap muito perfeito e mal posso esparadrapo pelo próximo.

Agora quando é q vc vai postar essa fic nova ??? Já estou ansiosa para ler..
Leitora Assídua roendo unhas !! study
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Ter 03 Abr 2012, 12:34

Meniiina que cap. lindooo!!

Ainda bem que eu consigo falar isso numa boa, pois não vejo a Nessie do Jake aí...
Vejo apenas Nez do Alec, que em minha concepção é uma Renesmee diferente, feita sob medida para ele!!!

VIVA PARA OS POMBINHOSSS!!!!!...


"- Faça-me sua. – Completei com total confiança em minhas palavras." - Nuss....Nez super decidida...isso aí garota!!!

Cap incrível Mym, parabéns!!!
bjobjoooo

Vovó Eme
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Ter 03 Abr 2012, 13:48

oin amo vcs
abraço apertado do karl na bella pra vcs =D

vcs gostaram do video =D

marina a fic nova? ahh to pensando em postar só depois q solstice acabar.... pq por enquanto eu to fazendo do meu jeito... quando sobra tempo escrevo ela e tals..
mais se eu começar a postar vou ter q aceitar a responsabilidade... e confesso.. eu rebolo muito pra postar cap toda semana e nunca gerar atraso...
então assim q acabar solstice concerteza começo a postar a nova fic oks?

e eme... acho muito legal vc gostar de reneslec na minah fic, sério *----*
ao menos isso néah, vc não o tipo de team jake preconceituosa vc sabe dividir =D teamo

gostaram da nez decidida caliente e poderosa? q bom pq ela ainda tem muito mas para mostrar
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Sex 06 Abr 2012, 00:00

Chapter VII
Renesmee POV
- Vovô, você não se importa se eu passar a tarde na reserva, se importa? Vamos ficar aqui até o fim de semana e se eu não passar por lá, Seth vai me matar. – Charlie estava assistindo o jogo de beisebol em sua tela plana fingindo não se importar que eu passasse o tempo que era dele na reserva ou então com Alec, como estava sendo.

Já havia sido um desafio mentir para ele quando chegamos aqui um dia depois do combinado, me pergunto se podia ficar mais corada do que fiquei quando ele me perguntou porque chegamos tão atrasados, Alec me salvou, inventou que como viemos dirigindo achou melhor parar em um motel de beira de estrada para descansarmos, dirigir com sono não é um ato recoméndavel, com isso ele ganhou Charlie, é claro.

- Alec vai com você? – Alec sorriu, estava usando umas lentes de contato castanhos escuro, disfarçavam melhor o leve tom violeta que ficava por baixo, seu original tom de olhos era azul, eu queria tanto poder te-lo visto azuis, mas agora estava caminhando para o meu dourado familiar.

- Se assim for melhor, vou sim. – Ele concordou se levantando do sofá e vindo para o meu lado, eu queria que ele fosse, eu queria mesmo.

- Bem assim está melhor então, aqueles meninos não tem um pingo de responsabilidade, uma vez sua mãe voltou de lá montada numa moto, outra pulou de um penhasco e derrepente apareceu aqui na porta com a mão quebrada, isso acontecia porque Edward não ia com ela... – Ele começou a falar um monte, eu ria, minha mãe me contou que ele não costumava gostar tanto assim de meu pai, mas parece que quando o segredo "acabou" ele passou a confiar mais em meu pai que nunca, mundo estranho.

Despedimos-nos de Charlie e entramos na Mercedes de Alec, que chamava uma atenção ostentosa pelas ruas de Forks.

- Ele vai te esperar na fronteira, ou eu vou ter que te entregar na porta da casa? – Ele me perguntou, desconfortável.

- Eu não sei, vou ligar para ele. - Peguei o pequeno celular em meu bolso e disquei os números já tão decorados.

Seth me atendeu, eu estava indo visitar Seth não Jacob, deixei isso bem claro para Alec, mas ele continuava desconfortável com a situação.

- Hey Seth, hum.. Alec está me levando de carro.. Você me espera na fronteira, ou ele pode me levar até aí? - Esperei o veredicto do outro lado da linha, mais apreensiva que o necessário.

- Ness, por mim ele poderia passar o dia aqui, acho que Jake entenderá você quer que eu fale com ele? - Seth ponderou do seu jeito inocente, jeito que ele parecia nunca perder.

- Espera só um segundo... - Tampei o celular com a mão. - Alec você não quer mesmo ficar comigo? - Não sei se foi minha cara de bebê ou a pergunta tão direta, mas ele me olhou chocado.

- Nez, eu quero ficar com você. Você não está pensando que eu estou fugindo de você, está? Minha tarde vai ser a mais tediosa da história, vou ficar dentro do carro esperando sua ligação, contando os segundos para você estar em meus braços novamente, mas entenda, eu posso suportá-los por você, mas não sou obrigado a amá-los, ou sou? - Ele me olhou, desviando sua atenção a estrada para mim.

- Não, você não precisa amá-los, perdoe minha ingenuidade. - Peguei o celular e levei ao meu rosto novamente. - Seth me encontra na fronteira, okey? Já estamos quase chegando.

- Okey Ness, em um segundo estou aí. - Consegui ouvir o motor de sua moto se aquecendo com a partida antes do telefone ficar mudo.

Depois de algum tempo o perfume amadeirado dos lobos invadiu a estrada, Alec pareceu entender que essa era a tal fronteira, diminuio a velocidade e encostou o carro na beira da estrada. Abri a porta e sai, fiquei encostada na porta, esperando Seth. Alec saiu, contornou o carro e ficou me encarando. Eu nada disse.

- Você está brava comigo? - Eu estava brava com ele? Nunca, mas devia estar, não? Eles são meus amigos e o modo como ele falou deles, como se eles fossem seres inferiores, por um instante minha mente retrocedeu e viu o Alec, o guarda volturi, que todos temiam.

- Eu não estou com raiva, só não fale mais deles assim."Suportar", eles não são más pessoas. - Choraminguei, ainda encarando o chão.

- Desculpa, eu falei sem pensar, eles não são más pessoas. Eu sei, mas são nossos enimigos naturais, é complicado. Sou novo nisso tudo, quem sabe o tempo não me amolece em relação a eles? - Ele veio em minha direção, sua fala mansa, sua mão acariciando meu rosto, do que estavamos mesmo falando? – Desculpado?

- Depende. - O puxei para mim, seu corpo me pressionando contra o carro. Eu só queria estar em um lugar sozinha com ele novamente, talvez se eu abrisse a porta de trás do carro, quem sabe?

- Depende do que? - Sua mão subiu pela minha cintura, por dentro do meu sueter, nossos narizes se tocando. Ele tinha noção do efeito que causava em mim?

- Se você vai demorar mais um segundo para me beijar. - Sussurrei. Ele sorriu seu sorriso, meu sorriso, antes de me beijar.

- E agora? Desculpado?- Ele me perguntou seus lábios ainda tocando os meus.

- desculpando do que? Você não fez nada. - Seu sorriso se abriu, o som de sua risada ecoando pela estrada deserta, quer dizer, não tão deserta assim, o som do motor já era audível, mais uma curva provavelmente e Seth estaria aqui. Ele também sentiu isso e me beijou novamente, um beijo de despedida.

- Esse parece ser meu único talento, Desculpa atrapalhar. – Seth já havia estacionado a moto, nos cortando no meio do beijo com o ronco do seu motor.

- Sem problemas. – Alec respondeu encostando suas costas ao meu lado, no fundo ele estava um pouco frustrado.

- Renesmee Carlie Cullen, nunca mais passe tanto tempo sem vir aqui, Billy está pirando. – Seth veio disparando suas palavras, me levantando pela cintura e me rodando no ar. Eu senti falta desse lugar. Despedi-me de Alec em seguida, com um beijo singelo, doce.

Não é a toá que eu preferi ter uma moto a um carro, eu cresci andando na moto desses meninos, sentindo o vento no rosto e adrenalina, melhor do que correr. Em 15 minutos já estávamos na casa de Billy, a moto de Jake estacionada, não pude deixar de sorrir.

Mas ao contrário do esperado, o dia passou e eu não o vi, era como se ele não quisesse me ver, La Push é um lugar pequeno, ele sabia que eu estava ali, ele só podia estar fugindo de mim. Não pude deixar de me sentir culpada, mas Seth pareceu perceber o fato e me ocupou todo o dia, eu vi todos os lobos, exatamente todos, cada rosto familiar, reparando a sutil mudança em suas faces.

A praia, a brisa, aquele gosto salgado no ar, como eu senti falta dessa pequena parcela de paraíso, só agora que eu estava ali eu podia ver como cada raiz de salgueiro fazia parte de meu ser, eu pertencia a aquele lugar, talvez mais que qualquer lobo, por mais irônico que pareça.

- Ness, acho melhor você procurar por ele, ter uma conversa... Esses últimos dias tem sido difíceis, eu não quero que mais alguém magoe minha irmã. – Seth confessou em quanto caminhávamos pela beira da praia acompanhando Quil e Claire, ela já tinha 16 anos, eles estavam oficialmente namorando, por mais pedofilo que isso ainda parecesse.

- Mas Seth, eu não posso fazer nada, você sabe. – Me desculpei inutilmente.

- Só, não sei... Ele está muito na dele, é estranho. – Preocupação estampava sua voz, Eu me sentiria um lixo se Leah se magoasse novamente e dessa vez por minha culpa. Prometi a Seth que podia tentar.

Entrei na casa dos Black insegura, pela primeira vez na vida, insegura. Cada passo dado medido milimetricamente e ainda cometendo erros de margem. Eu podia ouvi-lo em seu quarto, Leah também estava lá. Ele estava fugindo de mim, estava estranho, na dele, arrependido? Bati levemente três vezes na porta, para minha surpresa fora Leah que abriu, seu rosto era de poucos amigos.

- Hey Leah! Que bom que pude vê-lá antes de ir embora, não sei quando irei voltar agora... – Disparei a falar nervosa, mas que situação.

- Nessie! – Jacob abriu a porta de uma vez. Seu sorriso iluminando o quarto, era possível não retribuí-lo? Leah talvez acredita-se que sim, era como se ela não agüentasse assistir a cena, ela simplesmente saiu bufando, indo embora.

- Eu não queria atrapalhar. – É claro que eu não devia ter sorrido.

- Leah já estava indo embora, entra... Eu senti tua falta. – Ele foi me puxando para sua cama.

- Não devia. Eu estou com Alec, você está com Leah... Você não devia sentir minha falta dessa maneira. Seth me disse que você está estranho, por favor, não quero ser o motivo de uma briga entre vocês dois. – Disse tudo de uma vez, sem rodeios, sem me dar tempo de me perder em seu sorriso quente, radioso.

- Mas eu não consigo Nessie, eu estou tentando, mas você... Você ainda vive em meus sonhos. – Ele foi sincero.

- E como podemos tentar amenizar isso? – Isso não podia continuar acontecendo, era errado.

- Você tem certeza desse Alec? Você realmente o ama? – Ele me repetiu aquelas perguntas já tão gastas em minha memória.

- Absoluta certeza Jake, eu o amo. – O assegurei. Minha mente vagando para aquela noite inconscientemente, seu toque, seus lábios, ele, é claro que eu o amo.

- Então me deixe ter certeza sobre Leah. – Não entendi o que ele quis dizer com isso. O encarei confusa. – Me deixe ter certeza de que nós não pode dar certo. – Eu ainda não havia entendido uma virgula, mas já não havia mas tempo para eu conseguir entender, Jake estava ali, perto demais, seus lábios contra os meus. Ele estava me roubando um beijo? Mordi seus lábios e o empurrei o mais rápido que pude.

- Jake você está louco? Alec... Ele... Ele vai vir aqui e vai te matar. – Praticamente gritei, passando a mão por meus lábios, tentando apagar qualquer vestígio, qualquer rastro do acorrido.

- Para de ser dramática. Você sentiu? – Fala sério.

- Raiva? É, eu senti. – Me levantei preparada para sair por aquela porta sem olhar para trás.

- Não, você sentiu? Nada? Porque foi o que eu senti. – Ele me puxou pelo braço.

- Nada? Eu senti nada. – A revelação me chocou por completo.

- Então é isso? O encanto se perdeu? – Agora era ele a estar confuso.

- Eu nunca fui sua, você só tinha que aceitar isso. – Minha mão estava na maçaneta, não que eu não agüentasse ficar perto, era só, que depois de um beijo roubado seria errado.

- Obrigado, por me fazer ver isso... Acho que agora eu posso seguir em frente de verdade... Leah não está mais se transformando. – Ele sorriu. Leah não estava mais se transformando estava virando humana, Leah humana poderia ter filhos, era essa a teoria, eles poderiam ser uma família. Seguindo em frente. – Se Alec aparecer aqui, eu prometo não deixar os outros se intrometer okey? – Ele me soltou, meu Jake de novo, meu amigo, meu melhor amigo. Envolveu-me em seu abraço tão familiar e beijou o topo da minha cabeça.

- Se Alec aparecer aqui você não vai levantar um dedo na direção dele... Você não tem o direito de defesa. – O adverti antes de me despedir e sair pela porta de sua casa, eu já havia me despedido de Seth então simplesmente cai na floresta e corri. Sei que devia ligar para Alec, mas eu queria pega-lo de surpresa.

Não demorei muito para chegar nos limites da reserva, eu já podia ver o contorno do BMW através das arvores, seu perfume já intoxicava o ambiente.

- Você devia ligar para mim certo? – Ele perguntou confuso quando eu me encostei no carro, um pouco ofegante.

- Devia. Alec, por favor, escute o que eu tenho para falar primeiro okey? – Sua confusão triplicou, era perceptível através de seu rosto. – Há exatos 30 minutos atrás... Jake... Ele... Me roubou um beijou. Mas. Não aconteceu nada, nada. Eu senti nada. Ele entendeu agora, nós dois não existe, nunca existiu e nunca existirá... Ele vai ser feliz com Leah. – Esperei ele ter seu acesso de fúria, sair correndo na direção da reserva e tentar matar Jake, era o esperado não? Mas não foi o que aconteceu, ele simplesmente encarou o chão por algum tempo e então me encarou e sorriu, meu sorriso. – Você não está com raiva? Aconteceu o que você menos queria.

- Raiva? Você está aqui, eu não posso sentir raiva. Se você está aqui trinta minutos depois do ocorrido é porque você não achou certo, você não gostou, e não há nada mais confortador nesse momento do que saber que você sentiu nada enquanto beijava a sua "alma gêmea". Não a nada melhor que isso. – Aquilo me pegou completamente desprevenida, ele realmente me entendeu. Ele realmente viu o que aconteceu, não imaginou algo errado?

- Nada melhor que isso? – Perguntei abrindo a porta de trás do carro e entrando, ele me encarou curioso, mas fez o mesmo do outro lado. – Têm certeza disso?

- Eu já não tenho certeza de mais nada, exceto você. – Sua voz séria, seus olhos faiscando, me deitei sobre ele no espaço pequeno e o beijei fervorosamente.

Se com Jake eu senti nada, com Alec eu sentia tudo, exatamente tudo, misturado, chacoalhado, remexido, subindo e descendo dentro de mim. Tirei sua camisa numa pressa desnecessária e tentei tirar meu suter, tentei, porque o tecido agarrou em meu brinco e não quis sair assim tão facilmente, quando consegui estava uma bagunça, meu cabelo todo desarrumado.

- Nada sexy. – Comentei, corando abruptamente, ele sorriu.

- Discordo plenamente. – Tirou uns fios de cabelo de meu rosto com a ponta de seus dedos, sorrindo genuinamente e me hipnotizando com aqueles olhos, com aquele sorriso. Nos beijamos novamente, mais calmamente dessa vez, nos apreciando. Porque eu era dele e ele era meu. Para sempre, sem a menor sombra de duvidas.


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cap novo pra vcs.... esse pra eme pq tem o jake ><
espero os coments
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Sab 07 Abr 2012, 22:47

Ahhhhh Mym do céu, por um momento eu achei que o Jake fosse agarrar a Nez a força...poutz, na hora fiquei mega triste pela atitude dele...Mas logo em seguida eu entendi, ele precisava ter certeza de que não sentia nada por ela...e sim o que sentia por Leah que era o mais forte!!!

Ownnnnn.....adorei que no fim ele era apenas o Jake que a Nez adorava, seu amigo!!! Ahhh flor...vc bem que podia deixar ele aparecer na sua fic de vez em qdo...mesmo sabendo que essa é a ultima aparição dele,eu não perco as esperanças...kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.....

Amei mto o cap. flor...e obrigadaaaaa por dedicá-lo a mim!!!!!

bjobjoooo
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Seg 09 Abr 2012, 13:17


Que lindo !!!!
Como o Alec é sensível e não mais um maníaco Vulturi !
Ele entende verdadeiramente a Nez , isso é a prova do verdadeiro amor!
Sem segredos, sem duvidas, sem problemas, sem inibição !!!
A coisa mais pura e simples do mundo! Mas as vezes tão complicada para alguns...
Simplesmente amei o cap.
 E a participação do Jake ? Extraordinária .  Sempre sincero e nada convencional. Kkkkk

Esperando e sempre morrendo de curiosidade !!    Bjs. study
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Qui 12 Abr 2012, 22:57

Chapter VIII
Danton POV


- Dan, você quer chegar a casa da Electra ainda hoje? – Jane me perguntou com aquele seu tom sarcástico.

- O que você quer dizer com isso? – Disse eu, em um tom inocente.

- Ah para! A minha avó dirigi mais rápido que você e na época dela nem carros existiam. – Ela rebateu.

- Mas eu já ultrapassei o limite de velocidade.- Sarcasmo predominou minha voz em resposta.

- Você ultrapassou 10 km, isto sequer pode ser considerado um crime. – Ela estava ficando nervosa.

- Deixa disso, você fala como se estivesse louca para ver a Elle de novo. Isso tudo é saudade da sua cunhadinha? Eu sempre soube que lá no fundo você gostava dela. – Com essa eu soltei uma gargalhada enquanto ela me lançava um olhar mortal, não usando seu talento... Ainda, mas eu sabia quando parar.

- Haha! Muito engraçado. - Ela começou a olhar para a janela com uma cara emburrada.

- Bom, você se ofereceu para vir comigo, o que você quer que eu pense além de que você está com saudades da Elle? Também pode ser do Karl.- Ok, eu realmente não sabia quando parar.

- Você acha que existe alguém que gostaria de ficar longe de Elle mais que eu? Mas eu não vou ficar no meio dos Cullen sozinha, eu realmente penso que qualquer um deles me mataria se tivesse a chance. – Ela explicou.

- Você está ficando muito paranóica. Não vou dizer que eles gostem de você, você não os ajuda muito a mudarem de opinião se quer saber, mas eles nunca fariam nada para magoar Alec. Mesmo que isso signifique ter que ser legal com você. – Essa era a verdade de toda aquela situação.

- O que você quer dizer com isso? – Ela arqueou uma sobrancelha para mim, repetindo o que eu havia dito a ela, seus olhos faiscaram em tom de desafio, me desafiando a dizer uma coisa que depois me faria pagar.

- Nada, você sabe que eu nunca quero dizer nada. – Dei de ombros.

Ela continuou olhando para mim, esperando que eu dissesse mais alguma coisa, como eu não disse nada, ela voltou a observar a estrada, perdida em seus pensamentos. Vinte minutos depois nós estávamos na frente da casa com um visual ora moderno, ora medieval, não havia um único sinal de que tinha alguém em casa, será que eles estavam ocupados... Balancei a cabeça para afastar o pensamento. Se eu ainda fosse humano isso teria me dado enjôo, mas eu não conseguia fazer com que essa ponta de raiva e ciúmes aparecesse sempre que eu pensava em Elle e Karl juntos, desse jeito, porque mesmo que eu a conheça à pouco tempo Elle já é a minha irmãzinha e eu não consigo fazer esse instinto que eu tenho de protegê-la de homens com segundas intenções desaparecer. Não que eu não goste de Karl, eu gosto, ele é bom para ela, mas ainda sim, é a minha irmã mais nova, não consigo evitar.

- Eu acho que não tem ninguém em casa. - A voz de Jane me tirou de meus pensamentos.

- Não podemos ter certeza até entrarmos. – Ponderei.

Descemos do carro e entramos na casa, Jane entrando na minha frente. A porta da sala estava destrancada, sei que eles não precisam se preocupar com ladrões sendo vampiros, por isso não dei muita importância a esse fato.

- Viu, talvez se você tivesse me deixado dirigir, ainda pegassemos os dois em casa. - Jane disse, se virando para mim com um olhar de deboche

- Como se eu quisesse ter que explicar para Edward porque o Volvo prata dele não existe mais. Eu dirijo devagar porque foi uma coisa que eu herdei da minha mãe, ela odiava carros sabia? Ela sempre foi uma andarilha nata, dizia que era mais saudável e ajudava a manter a forma, mas acho que isso devia ter alguma coisa a ver com o fato de que moravamos bem perto do centro da cidade. – Disso ela riu, o som era tão bonito, ela parecia uma adolescente apaixonada quando ria e eu amava isso.

Permaneci olhando para ela por segundos, minutos, talvez horas. Eu não sabia dizer, só percebi que a encarava quando ela me chamou.

- Dan? Estamos sozinhos nessa casa enorme... Provavelmente eles não vão voltar tão cedo e Alec me disse que você tem um quarto aqui... – Tão rápido que eu nem ao menos sei se pensei no movimento ou foi instintivo, em um momento ela me olhava com aquele rosto de boneca e desejo nos olhos e no outro ela estava em meus braços com meus lábios cobrindo os dela, não de uma modo terno, mas com uma paixão incontrolável. Antes que eu me desse conta já havíamos subido as escadas e estávamos parados diante de portas, não me dei o trabalho de contá-las, no momento simplesmente não era importante.

– Qual delas ? – Jane quebrou o beijo para perguntar.

Eu já havia estado lá antes de Karl comprá-la para Elle, ele levou Alec e eu para vermos a casa e perguntar o que achávamos, depois que Esme e Alice redecoraram a casa Karl nos disse onde seriam nossos quartos e eu a levava para aquele que ele havia apontado como meu.

Empurramos a porta sem ao menos nos preocuparmos com a possibilidade de a quebrarmos, estávamos tão concentrados no que estava acontecendo entre nós, nas faíscas que soltávamos, no calor que parecia aumentar cada vez mais, que simplesmente não nos importávamos com mais nada. Aquela não seria minha primeira vez, ela sabia disso, muito menos a dela, eu também sabia disso, mas eu sabia que seria diferente. Antes que tivéssemos tempo de chegarmos à cama estávamos no sofá, em um momento sentados e no outro ela estava deitada sobre mim. Meus pensamentos estavam tão incoerentes que demorei para perceber que ela começava a hesitar e a se afastar.

- O que aconteceu? - Perguntei confuso com sua hesitação.

- Nada, é só... Eu não sei... Eu não quero que isso aconteça... Agora. – Ela parecia estar em conflito com seus próprios sentimentos

- Mas a ideia foi sua. – Eu ainda estava confuso.

- Eu sei, mas esse não é o momento certo, nós apenas começamos a namorar. Eu quero que isso vá devagar, eu quero que isso de certo, mas eu também quero você... Eu só estou muito confusa, você se importa de esperar? - Ela estava confusa, isso eu podia ver, eu sabia que também era importante para ela e ela precisava de tempo.

- Você pode ter o tempo que quiser. – Disse acariciando seu rosto enquanto ela fechava os olhos e se inclinava em direção a minha mão, um sorriso brincando em seus lábios – Nós temos a eternidade certo?

Ela suspirou e se deitou sobre meu peito com um sorriso nos lábios. Ficamos assim por um tempo, até que eu sugerir que fôssemos assistir um filme, colocamos um de terror, aparentemente Elle só tinha esse tipo de filme. Os créditos mal começaram a passar e ouvimos um carro entrando na garagem e Elle já passava pela porta nos lançando um olhar de repulsa, contida, mas ainda sim estava lá, pelo modo como estávamos aninhados nos braços um do outro no sofá, e um pouco de choque.

- Já estamos assim? Sentados, assistindo filme no sofá? Seria bom... Não sei... Vocês ao menos me falaram "Hey Elle, sabe, estamos namorando. Está tudo bem não?" Mas okey, quem sou eu pra falar alguma coisa? Dan eu fui até a casa dos Cullen atrás de você, mas parece que nos desencontramos. Teria voltado antes, mas eu precisava agradecer Esme... Nez e Alec? Você sabe onde eles andam? - Elle entrou e disparou a falar andando por dentro da casa, cozinha, sala, subiu as escadas e desceu... Finalmente sentou no banco do piano com um pacote de Cheetos e descalça.

- Alec e Nez foram visitar o avô dela em Forks. - Eu disse quase que automaticamente. Estava um pouco em choque por minha irmã não ter "pirado totalmente" com o nosso namoro como Jane e Alec haviam dito que ela faria, mas o modo como ela reagiu foi quase engraçado - Elle você não tem nenhum filme descente nessa casa? - Resolvi implicar com ela, para acabar com o clima estranho e também, como quase não nos víamos, eu precisava que recuper o tempo perdido - Será que eu vou ter que cuidar de tudo por aqui?

- Cuidar de tudo por aqui? Você mora aqui, mas a casa é minha. – Ela disse com um olhar decidido e mordendo um Cheetos.

- Está se achando gente grande? Olha aqui, o irmão mais velho sou eu e na falta de nossa mãe, como você não está nem perto dos dezoito anos, quem manda em você sou eu. E porque você está comendo essa porcaria? Se você está com fome, você precisa comer comida saudável, como uma fruta, não ficar comendo besteiras. Assim você não come direito. Karl você não sabe cuidar da minha irmã não? – Ela me encarava boquiaberta e eu aproveitei seu devaneio para tirar o pacote da mão dela, implicar com ela era tão divertido. Me peguei imaginando como seria se tivéssemos crescidos juntos.

- Dan você pode me considerar casada, não sou responsabilidade sua, sou do Karl. – ela sibilou enquanto tentava agarrar o pacote da minha mão, mas eu era mais alto que ela e aproveitei que estava sem sapatos para subir no sofá para ficar ainda mais alto.

- Como assim casada moçinha? Você não pode se casar sem o consentimento do seu guardião legal, que nesse caso sou eu, e como seu suposto marido não te alimenta direito e eu sequer fui convidado para o casamento, acho que não vou dar esse consentimento. – Agora eu tinha um sorriso diabólico nos lábios.

- Unf... Karl! Você vai deixar ele roubar meu pacote de Cheetos? Ele sequer come! –Ela estava à beira de um ataque de nervos, mais do que nunca ela parecia minha irmã caçula.

- Eu não tenho nada haver com isso. – Karl disse levantando as mãos como se declarasse inocência.

Eu estava rindo tanto que não percebi o olhar de cumplicidade que Jane lançou a Elle, que na mesma hora captou e devolveu com um sorriso. Antes que eu pudesse registra a cena, Jane puxou minhas pernas e eu cai sentado no sofá, em um piscar de olhos Elle arrancou o pacote de Cheetos da minha mão e correu para ficar atrás de Karl, para se proteger de mim enquanto ela e Jane riam da minha cara de traição.

- Jane! Você era para supostamente ser minha namorada, não amiga da minha irmã. – Ela me deu um selinho brincalhão enquanto ria.

- Eu também tenho um irmão e sei como vocês podem ser chatos eu precisava ajudá-la. – Ela se explicou.

- Então tá, já que vocês duas vão fazer um complô contra mim alguém tem que ficar do meu lado, você fica Karl? – Ponderei.

- Eu até ficaria... – Elle olhou para ele com um ar de surpresa. - Se minha namorada não fosse sua irmã. - Ele deu de ombros enquanto abraçava minha irmã. Ela se aninhou nos braços dele e começou a me encarar enquanto comia o Cheetos, seus olhos diziam "Olha, eu estou comendo e você não pode fazer nada".

- Tudo bem, já que ninguém vai ficar do meu lado, não é Jane? – Ela me lançou um olhar divertido. – Pode comer maninha, mas quando você ficar gorda como um dirigível eu vou rir por último. Eu queria que o Alec estivesse aqui, ele iria ficar do meu lado. – Eu fiz a minha melhor cara de "cachorro-que-caiu-do-caminhão-de-mudança" para Jane, o que eu já havia descoberto que funcionava sempre, ela não agüentou, passou seus braços ao meu redor, beijou meu pescoço e eu deitei em seu colo enquanto ela acariciava meu cabelo. Mostrei minha língua para Elle, eu sabia que era infantil e imaturo, mas eu não resisti.

- Gorda igual a um dirigível? – O queixo dela caiu enquanto ela jogava o pacote de Cheetos em cima do piano e começou a se avaliar para ter certeza de que nada havia mudado. - Eu não sou gorda.. Seu... Seu... – Ela vinha em minha direção, seus olhos querendo sangue, levantei-me e estava prestes a sair correndo quando Karl a agarrou pela cintura e a colocou ao seu lado.

- Você não é gorda. - Disse Karl em um tom calmo, claramente reconfortado-a. Depois olhou para mim. – Dan, controle sua boca, depois quem paga o prejuízo sou eu. - Ele disse irritado. Essas pessoas sem senso de humor, eu dei de ombros e deitei no colo de Jane de novo para vermos o tal filme enquanto Karl tirava Elle da sala. Em poucos minutos já eramos só nós na sala.

- Sabe Danton... – Eu fiz uma careta, eu não gostava muito que as pessoas me chamassem assim, Dan era bem mais fácil, fluía. Jane só dizia meu nome por três motivos ou ela estava com raiva, ou queria uma conversa séria ou ,o que ela usava com mais frequencia, queria me irritar - Eu poderia até gostar da Electra.

– Por quê? - Me virei para ela e confuso perguntei. Essa me pegou de surpresa.

- O irmão dela é uma gracinha. - Ela me deu o sorriso mais lindo que eu já tinha visto, talvez empatasse com o da minha mãe, mas ainda sim era lindo, e eu não consegui, eu tinha que beijá-la e assim ficamos nos esquecendo completamente do filme.
[b]


----------------------
esse cap foi a tekka q escreveu gente ... orgulho da minha miguxxa *----*
e saudads tbm, ela ainda tá sem net em casa... q coisa triste...

eme... gosto da aparição do jake néah? é isso msm ele tinah q ter certeza do sentimento pela leah...
pq não tem como apagar o sentimento dele pela nez.. mas ele tem q seguir enfrente

marina.... oin linda gosto do alec sensivo e fofo..... e o amor deles é tão lindo /inveja
a partcipação do jake arrasou eim,,, todas gostaram =D

bem aki está o cap novo.... e é só uma provinha para vc verem q a reviravolta tá chegando perto..
espero q gostem desse novo casalzin *---* a tekka me fez amar eles nesse cap

e meninas, uma leitora deu um nome pro shipper karl+elle...... ela chamou eles de kelle e eu amei esse nome *---*
tipo perfeito.... lindooo
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MensagemAssunto: Re: Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.   Hoje à(s) 09:18

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Solstice, the sequence of Blizzard | Por mais escura que tenha sido á noite, o sol sempre vem pela manhã.
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