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 Parede de sangue

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Marina cullen
Na clareira com Edward e Bella
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MensagemAssunto: Parede de sangue   Ter 31 Jan 2012, 16:45

Parede de sangue .

Prólogo

Alguns dizem que a todo momento a vida esta por um fio e que a Morte sempre chega cedo demais. Mas no meu caso, apesar da Morte ter chegado cedo fui eu quem a recebeu de braços abertos.
Para alguns Morrer é a única maneira de ser feliz e eu posso dizer que encontrei a felicidade após a Morte, nos braços de quem me matou.


Capitulo 01 

Após folhear varias páginas do livro a minha frente olhei desanimada para o relógio na parede caramelo da biblioteca. Já eram 22:00. 
Não podia mais protelar, teria de ir para casa. 
Me levantei da velha cadeira de madeira, joguei os livros dentro da mochila e caminhei lentamente  para a porta.Ela rangeu e se abriu com esforço.q
O vento frio da noite me despertou do torpor da tarde.
Passara a tarde toda lá, na esperança de evitar uma possível discussão ao chegar em casa. Desde que minha mãe se casara com um  detestável homem chamado Carlos minha vida passou de bela e feliz a um inferno na própria casa.
Minha mãe sempre defende o seu marido e a seus olhos eu sou uma péssima filha por afirmar que aquele homem jamais assumira o lugar do meu pai. Tentei entrar na justiça para ver se conseguia ter a guarda trocada, mas o Carlos se meteu e disse que isso era só uma decisão precipitada de adolescente. Ordinário . Por culpa dele eu não tinha mais vontade própria na minha casa, não era julgada digna de tomar decisões e ele sempre me diz o que fazer.
Por isso passo a maior parte do tempo fora de casa e só fico lá pele período estritamente necessário .
A noite estava silenciosa e calma, mas fria. Minha "casa" ficava a cinco quarteirões de distancia e eu estava sem casaco. Perfeito.
Desci as escadas com os braços em torno do peito para tentar manter o calor corporal e andei o mais rápido que pude rua abaixo, envolta pela noite.

Capitulo 02

Passar por vielas escuras já havia se tornado rotina para mim. Eu mesma já havia me escondido em varias.
Conhecia um atalho passando por uma e assim podia fugir do frio mais rápido.
Tudo o que escutava eram meus passos ressoando no asfalto e não escutei Ele, só sua vitima.
Com o rosto concentrado no caminho só levantei os olhos ao tropeçar em um saco. Me esborrachei de cara no asfalto frio.
- Mas o que...- A frase foi morrendo na minha garganta ao me dar conta no que realmente havia tropeçado.
Um corpo.
Minha garanta se fechou sufocando o grito de pavor. Minha boca se abriu mas nada saiu.
Ofegante engatinhei para traz até encontrar a parede do beco. O frio penetrava minha blusa e atingia as  minhas costas mas uma sensação muito mais congelante se apoderou de meu peito.
O que eu faria? Ligaria para a policia ? Tenho 16 anos e já era tarde da noite eles nem me dariam atenção .  Ninguém ligaria para a história de uma adolescente. Provavelmente achariam que eu a matara.
Com os joelhos bambos e me apoiei na parede e  levantei. 
Quase com a sensação de estar sendo observada olhei ao redor e Ele me fitava com seus olhos vermelhos sangue. O garoto mais lindo que já vira.
Sua expressão era indecifrável e seu olhar, penetrante. Era como se ele vasculhasse cada parte da minha alma, me analizando .
Eu deveria correr, gritar por socorro e rezar para que Ele não me seguisse.
Era o que eu deveria fazer, uma pessoa normal faria isso...
Mas não posso dizer que sou exatamente "normal". Alguém "normal" não estaria enodando em um beco as altas horas da noite.
Eu queria ficar, conversar com Ele, escutar sua voz... Mas não conseguia me mexer.
O silencio entre nos era desconfortável, mas não era frio nem agressivo. Ele não me machucaria. O único ruído que havia entre nos era a minha respiração ofegante e a fumaça que saia de minha boca.
Ele começou a caminhar em minha direção. Seus movimentos eram ágeis e leves apesar de Ele se mover lentamente, imagino tentando não me assustar mais.
Em vez de sentir medo com a sua aproximação eu senti ansiosa e minha respiração me entregou pois a cada passo que Ele se aproximava de mim minha respiração se acelerava. De repente eu ansiava por aquilo, queria que Ele viesse para mais perto para eu poder senti-lo, saber que Ele era real.
Ele parou a 30 cm de mim. Seus olhos não me deixavam nem por um segundo sequer, observando cada movimento meu até o movimento de meu peito respirando.
Descidi de uma vez acabar com aquele silencio. Eu queria escutar a voz dele, ver seus lábios se mexerem, ver seu rosto ganhar vida.
- O que faz aqui ?- Perguntei com a voz tremula que não passou de um sussurro 
- Pergunto-lhe o mesmo- Ele respondeu. Sua voz era como seda, deslizou sobre meu rosto e parou nos lábios.
Tremi violentamente de frio, provavelmente meus lábios estavam azuis. Que ótimo .
-E-e-eu est-tou...- Gaguejei .
- Esta morrendo de frio - Ele terminou por mim.- Não quer ir para algum lugar mais quente ?
Não consegui pensar. Fiquei paralizada de prazer com o mero pensamento de estar entre quatro paredes com Ele ." Você o encarando feito uma imbecil" gritou uma voz na minha mente.
Balancei afirmativamente a cabeça pois não confiava na minha voz .
Ele me estendeu a mão e eu a agarrei quase de imediato. Seu toque era suave mas duro feito pedra.
Seus olhos me estudaram por um minuto e vi uma onda de preocupação tomar aqueles lindos olhos carmins. Então sua expressão de cordialidade e até de divertimento voltou, sem resquícios da preocupação.
Ele me puxou de leve, mas forte o suficiente para fazer eu deixar a pose de estatua no meio da rua e fomos andando como velhos amigos pelas ruas, em silencio rumo a estação de metro a duas quadras dali.


Me digam o que acharam, se não gostaram não precisam ser gentis.
Meu sonho é ser escritora e preciso saber se escrevo bem.
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Marina cullen
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Qua 15 Fev 2012, 14:20

Capitulo 03 

A estação estava trancada como era de se esperar a meia noite.
Parei em frente a porta sem soltar nossas mãos entrelaçadas e fitei os portões de ferro a minha frente vendo de relance o saguão amplo cujo piso de pedra refletia levemente o brilho da lua minguante acima de nós.
- Você mora aqui ?- Perguntei me virando para ele.
- Não- Respondeu com um sorriso sarcástico .
Ele me conduziu para a lateral da estação e paramos em frente a um outro portão, desta vez com ornamentos antigos feitos no ferro negro. Não conseguia ver nada lá dentro. Nem uma fresta de luz entrava e só saia a mais completa escuridão .
- Moro aqui. - Ele completou com um sorriso de felicidade que me fez parar de respirar.
Ele empurrou o portão e infelizmente soltou minha mão. Entrou e ficou parcialmente coberto pela escuridão .
- Você quer entrar ?- Perguntou com cordialidade e vi um brilho em seus olhos carmins. Aqueles olhos eram apavorantes mas eu não conseguia dizer não a eles.
- Sim- Respondi com a voz tremula de frio.
Ele estendeu sua mão macia e sustentou o meu olhar nada discreto. Peguei sua mão e ainda me surpreendi com seu toque macio e delicado. Ele me puxou gentilmente e entrei nas sombras com meu anjo.

Capitulo 04

Fomos caminhando pelo que notei, parecia um grande salão . A temperatura não era tão diferente do gelo lá fora e eu não conseguia ver absolutamente nada. Só sentia a presença 
dele que estava próximo de mim mas tomava o desnecessário cuidado de manter nossos corpos afastados.
O lugar estava silencioso a não ser pelos nossos passos que ecoavam no piso de madeira. Fiquei surpresa por reconhecer o familiar som oco da madeira sob meus pés e perceber que não ouvia seus passos. Se não estivéssemos de mãos dadas e seu corpo tão próximo ao meu, nem saberia que ele estava lá .
Ele parou e se virou para mim. Sua respiração silenciosa era quase inaudível , mas era profunda e calma. Prendi o ar por um segundo esperando sua reação seguinte enquanto minha cabeça dava voltas e borboletas voavam por meu estômago.
- Não esta com medo ? - Perguntou em sua voz sedosa e calma 
 Sua pergunta me surpreendeu. Soltei o ar depressa demais o que não ajudou minha cabeça a se organizar.
- Medo de que ? - Perguntei feito uma completa idiota
Sua risada encheu o cômodo escuro e pude jurar que vi seus olhos carmins faiscando.
Ele se aproximou mais e finalmente me tocou em um abraço carinhoso e um pouco hesitante. Senti seu cheiro doce mas suave e o apertei com toda a força . Eu o queria mais que tudo e queria agora.
Ele se afastou mas só o suficiente para que pudesse me beijar.
Seu beijo começou hesitante mas depois virou alho mais selvagem e imediato. Ele agarrou minha cintura e acariciou a pele abaixo da minha camiseta. Eu enlacei seu pescoço com meus braços puxando-o para mim.
Ele me empurrou lentamente para traz, me conduzindo. E não me importei, todo o que eu queria e precisava saber era que ele estaria comigo.
Senti algo atras da minha perna e percebi para onde ele me conduzia. A cama.
Isso me assustou mas não parei de beija-lo. Será que eu podia gostar tanto de alguém a ponto de ir para a cama com ele? Apesar de tê-lo encontrado em um beco escuro a meia-noite? E de não saber absolutamente nada sobre ele?
Apesar de todas essas perguntas em minha mente meu corpo agia de maneira diferente. Não conseguia fazer meu medo se concretizar e repeli-lo.
Eu o queria mais perto, não importasse que ele estivesse Com o corpo sobre o meu, qualquer espaço seria demais.
Ele parou de me beijar e se afastou para poder olhar nos meus olhos e vi que seus olhos carmins brilhavam de desejo. Nos dois estávamos ofegantes, então Ele abriu um sorriso sexy de bad boy e eu perdi o ar.
- Deita- Ele ordenou com uma voz sedosa e gentil que encobria o tom de ordem.
Como uma boa garota obedeci, mas Ele nem precisaria ter pedido pois depois de varrer as perguntas de minha mente meu próximo pensamento seria me jogar na cama e puxa-lo para mim, apesar de me sentir extremamente frágil perto dele. Meu desejo era em que eu me apoiava para não deixar que o meu pânico me dominasse.
Deitei na cama ainda ofegante e tirei desajeitadamente mina camiseta, fiquei imaginando como Ele seria sem camisa e esta imagem mental me arrancou um suspiro de desejo.
Ele se deitou sobre mim e beijou a curva do meu pescoço, depois minha bochecha ...
-Eu te amo- sussurrou em minha orelha
-Também te amo- disse procurando seus lábios .
-Você tem que me prometer uma coisa ...-Ele continuou a sussurrar 
-Prometo- O interrompi
-Você vai me amar amanhã ?-A pergunta veio cheia de tristeza 
- É claro- Disse - Com toda a minha vida.
Então Ele finalmente se abaixou e beijou meus lábios selando a nossa promessa.

Capitulo 05

A primeira coisa que percebi ao romper a névoa de sono e recobrar o controle de mim mesma foi o liso lençol de seda preta sobre o meu corpo. A segunda foi ter consciência de que estava completamente nua.
As memórias da noite anterior tomaram conta da minha mente como uma enxurrada de prazer e não pude impedir do calor que subiu até minhas bochechas. Onde Ele estava ? Olhei ao redor para procura-lo, uma luz amarelada mas aconchegante enchia o quarto, tornando possível eu vê-lo.
As paredes eram de um cinza delicado, a cama tomava quase todo o quarto deixando um espaço mínimo entre ela e as paredes. O chão era de granito preto, ameaça cor do teto.Não haviam janelas em lugar nenhum assim não sabia que horas eram e nem quanto tempo havia ficado ali com Ele.
Me ergui nos cotovelos para poder olhar melhor o quarto e ao me virar para a parede a minha direita vi alguns buracos no concreto solido. Imaginei o que teria feito aquilo e me assustei ao ver uma sombra parada a porta.
Ele entrou com passos silenciosos mas rápidos e se sentou ao meu lado na cama. Eu fiquei completamente calada ao vê-lo só de camiseta e calça jeans que estava precariamente pousada em sua cintura. Seus músculos bem definido sob a pele pálida eram uma combinação perfeita  de beleza e medo.
Ele estava me olhando quando ergui o os olhos para ver seu rosto glorioso, agora iluminado, e a visão me fez perder o ar. Olhei-o com carinho demonstrando uma intimidade que jamais compartilhei com ninguém. Seu sorriso mostrou um alivio que me comoveu e Ele finalmente afagou meu rosto em brasa.
-Oi - Disse ternamente 
- Oi- Expressei um sorriso .
-Você esta bem ?- Perguntou ternamente
-Estuo-A pergunta me assustou, será que Ele não havia sentido o prazer que eu sentia?- Por que ? Você esta bem ?
Sua risada suave encheu o ar e me perguntei se a face de um anjo seria tão gloriosa quanto a Dele.
-Ontem foi a melhor noite da minha eternidade- Ele respondeu entre uma risada e outra.
- Sua eternidade?-Soltei a pergunta antes que pudesse sequer pensar.
Sua risada cessou e Ele me olhou com intensidade. Pude praticamente ver a batalha interna que Ele travava com Ele mesmo. O que será que Ele estava escondendo mas queria me contar ?
- Ontem a noite você poderia ter morrido-Disse em tom serio com os olhos vidrados na cama.
- O que ?- Levei alguns minutos para entender o sentido da frase-Como ?Quem iria querer me matar?-Disparei uma pergunta atras da outra como fazia quando ficava nervosa.
-Eu.-Ele não me olhou-Eu poderia ter te matado. E com muita facilidade.
Olhei para a parede e para as marcas e então voltei a olhar para Ele, que não tirava os olhos da cama.Vi seus músculos se tencionarem mas  seu rosto continuava serio .
-Você não iria me matar.-Afirmei e Ele finalmente me olhou-Não faria isso.
- Como não?- Pude ver a frustração em seus olhos-Sou um matador e você a minha presa. Minha vida é matar.
Ele estava ofegante pela declaração e começou a se levantar da cama.
Ok, Ele podia me matar e ser um assassino. Mas não matou e isso queria dizer alguma coisa. E agora estava me contando quem Ele era de verdade.
Agarrei seu braço e me assustei com sua pele gelada mas não o soltei.Ele me olhou e relaxou os músculo . Seu olhar passou de sério a terno,estudando meu rosto e todo o meu corpo coberto pelo lençol e parou na minha mão em seu braço.Ele a retirou e entrelaçou nossos dedos,voltando a se sentar na cama ao meu lado.
-Você não tem medo de mim?- Ele agora perguntou com os olhos nos meus.
- Já tive medo de muita coisa na vida e tive medo de algumas coisas boas que deixei se afastarem sem dizer nada.-Adimiti- Mas você é algo bom que eu não quero perder.
Ele abriu um sorriso cintilante e riu baixinho. Fiquei confusa pela sua risada e Ele afagou meu rosto.
-Você lutaria por mim? Mesmo nem sabendo o que eu sou?
Tomei seu rosto nas mãos e encarei seus surpresos olhos carmins.
-Eu não sei o que você é, não sei nada sobre você e nem sei o seu nome, mas sei de duas coisas, eu te amo e te amarei pela eternidade.
-Você não sabe quanto tempo esperei por você.-Ele disse e segurou minha nuca, aproximando nossos rostos- Eu te amo.
Ele me beijou como na noite anterior e o frenesi recomeçou. Eu o queria mais e mais perto de mim para sempre.
Ele se afastou e me olhou no olhos. Praticamente pude ver a excitação em seu
olhar.
-E se eu pudesse te dizer que podemos ficar juntos para sempre?
-Como ?- Levei alguns minutos para entender- Isso é impossível. Você quer dizer pela eternidade toda?
-Isso não é impossível no meu mundo-Uma sombra de dor passou por seu rosto e seu sorriso sumiu- Mas você teria de passar por uma dor muito forte, onde você iria querer estar morta... 
Ele se perdeu em pensamentos. Pesei em sua proposta enquanto Ele fitava o vazio, tão imóvel que parecia entalhado em pedra. Ele poderia me fazer ficar imortal, assim ficaríamos juntos e eu poderia me livrar de minha vida. Uma dor, a morte, parecia um pequeno preço a pagar pela imortalidade e um amor eterno.
-Sim - Isso o tirou de seus devaneios e Ele voltou seus olhos chocados pra mim.
- O que?- Perguntou- Você quer passar por isso para ficar comigo?
-Sim- Repeti- Disse que lutaria por você e se eu tiver de sentir dor para nunca mais te perder é isso que vou fazer.
-Você é muito mais corajosa do que eu-Ele parecia envergonhado- Mas eu não quero que você sinta dor.-O tom serio voltou.
Passei a mão pelo seu rosto e o beijei de leve.Ele queria me proteger. Era a primeira vez que alguém fazia isso por mim a anos.
-Você quer me proteger e eu quero morrer por você, se isso não é amor não sei o que é.
Ele sorriu e voltou a afagar meu rosto.
-Esta pronta agora?-Sussurrou em minha orelha.
-Na medida do possível.- Fiquei feliz pela minha voz não tremer assim como minhas mãos - Mas quando acabar você nunca mais vai se livrar de mim.
-É isso que eu espero-Ele continuou a sussurrar.
-E quando acabar você vai ter de me explicar tudo.
-Mais algum pedido?- Seu to era sarcástico, mas ignorei.
-Alyson-Sussurrei, ao ver seu olhar confuso acrescentei- Meu nome é Alyson.
Ele chegou mais perto de mim até nossos corpos de encostarem e beijou meu pescoço .
-Erik.
E então Ele mordeu o meu pescoço.

Meu deus não se da onde tiro inpiração para escrever tudo isso.
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Sex 17 Fev 2012, 19:42

ui menina... q erik é esse? Cool gostei.. sério a história ta bem legal e originall...

como vai ser? só a mitologia da saga? ou tbm irá utilizar os personagens?

/encho o saco com essas minhas perguntas, se conhece a minha personagem, a elle, vc já sabe da onde ela puxo a curiosidade Razz

masss serin gostei.. vc tem talento sim.. é super original, na medida do possivel é claro... senão não seria uma fanfic lol!



como vc vai postar? semanalmente?

vou estar aqui esperando pelo proximo cap Laughing esse seu erik
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Sab 18 Fev 2012, 08:11

Obrigada, acho que vc também leva jeito para escrever.
Acho que vou postar semanalmente, mas não gosto de usar os mesmos nomes dos personagens. Pra mim eles são únicos .
Mais uma vez obrigada. =D
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Sab 18 Fev 2012, 17:40

então vai ser só a mitologia... interessante. gostei =D

semana q vem estou aqui então esperando pelo proximo cap marina,

e e isso escrevo bem nada... eu enrrolo isso sim kkkk
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Seg 27 Fev 2012, 17:16

Capitulo 06

Um fogo insuportável surgiu do lugar onde Ele cravara seus dentes brancos impecáveis .
Era como se alguém estivesse me queimando viva. O fogo se espalhou por todo o meu corpo corroendo cada célula, músculo , tudo em seu caminho era destruído , reduzido as cinzas.
O fogo se espalhou pelo pescoço e continuou seu caminho de destruição pelo meu corpo, subindo até a cabeça e descendo até as pontas dos meus dedos. Me senti como um pedaço de carvão, não sabia como podia ter consciência se algo assim deveria me matar.
Meu corpo se contraiu parecendo uma tábua em brasa. Levei as mãos a garganta para silenciar o grito de pura dor.Se gritasse o faria sofrer ,pois Ele não queria me machucar. Agora sabia porque Ele tentara me fazer mudar de idéia. 
O fogo prosseguiu em sua marcha de destruição pelo meu corpo fazendo eu desejar estar morta e enterrada. Isso seria melhor do que me queimar viva, mas ironicamente eu pedira por isso e agora recebia o que queria.Depois de toda uma vida de negação, Ele era a única pessoa que me deu o que eu pedi. Seu amor.
Apesar de toda a dor do fogo me concentrei no motivo pelo qual a estava enfrentando. Erik.
Poderia parecer bizarro eu querer dar a minha vida por alguém que mal conhecia e que sequer era humano. Mas se não fosse amor o que seria? Não sabia como era possível nos termos este sentimento mas eu só sabia que ele estava lá , precisava estar.
Me agarrei a este sentimento com toadas as forças que ainda me restavam.
Não sabia quanto tempo se passou desde que comecei a queimar mas em algum lugar no meio daquele caos ouvi um murmúrio baixo bem próximo de mim.
-Me desculpe... Me desculpe...      
Aquela voz transparecia tanta tristeza que fez meu coração em brasa se apertar de dó. Eu queria conforta-lo e dizer que estava bem, que daqui a pouco Ele poderia me tomar nos braços e que teríamos a eternidade pela frente...
Acima do fogo de minha pele senti seu toque delicado sobre a mão que estava caída ao lado do meu corpo. Seu toque me fez despertar do mar de dor, não o suficiente para aplaca-lá mas o suficiente para me fazer ter consciência do meu corpo novamente.
Apertei sua mão e o senti retribuir.
- Vai dar tudo certo... -Pude praticamente ouvir o sorriso em sua voz e imaginei seu sorriso branco.- Você vai ficar bem...
Ele continuou a murmurar algo mas me perdi nas lembranças da noite anterior. Seu toque suave, seu sorriso perfeito, sua pele de mármore ...
Todos esses pensamentos fizeram meu coração bater mais rápido começando a esquentar. O calor era tão forte que eu podia senti-lo em meu peito.
O calor que antes era uma morna chama passou a ser mais forte que o fogo que me corroía, meu coração passou a martelar em minhas costelas, tentando fugir do fogo abrasador.
Apesar de meu peito estar quase entrando em combustão espontânea o fogo que tomava conta de mim se abrandou nas minhas mãos e nos meus pés. A medida que o fogo se extinguia nas estremidades todo o seu poder de destruição se consentrava no único órgão intocado. Meu coração, meu ultimo pedaço humano, a única coisa que ainda fazia parte do mundo que eu conhecia. O resto do meu corpo era algo novo, desconhecido e poderoso.
Minha mente ganhou espaço, um espaço novo onde conseguia pensar com mais clareza. 
O fogo apagou completamente essa sensação boa de dentro de mim, fazendo com que eu voltasse toda a minha atenção para o incêndio sob meu peito.
Depois de ficar imóvel por todo o tempo em que o fogo me consumiu não consegui conter um grito de dor. O ar passou pela minha garganta e deixou meus pulmões produzindo um grito agudo o qual demonstrava toda a dor e o desespero que atacavam meu coração .
Esta era minha ultima reserva do precioso oxigênio que eu dependia. O fogo continuou implacável e abrasador aumentando cada vez mais. "Como era possível depois de corroer todo o meu corpo ele ainda aumentar ?"   Essa pergunta ficou flutuando pela minha mente mas não encontrava uma resposta.
Foi então que senti. Meu coração estava perdendo a batalha contra o fogo. Ele falhou uma vez, mas continuou batendo. Falhou outra e ainda não desistiu mas nas terceira ele já não tinha mais forças.
Quando meu coração parou o fogo também se extinguiu, já havia feito o seu trabalho. 
O silencio preencheu a sala onde antes meu coração fazia cada batida ecoar nas paredes. Nada. Nenhum coração batendo, ninguém respirando.
-Pode abrir os olhos agora- A voz aveludada do meu anjo encheu o ar com a sinfonia mais bela que nenhum homem jamais poderia ter criado.
O que eu estava fazendo? Depois de tudo isso estava com medo de abrir os olhos e ver no que havia  me transformado? Sim.
Como seria esse novo mundo? O que eu veria? Tinha a eternidade a minha disposição, tudo o que precisava fazer era abrir os olhos para poder viver a eternidade com meu Erik.
Movi minhas pálpebras lentamente e deixei a luz do quarto inundar minha visão 
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Yasmim L
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Seg 27 Fev 2012, 18:13

ui q lindo *---*
a Alyson viro vamp q linda Razz
esse erik fofo q fiko do lado dela o tempo todo =D

qro mais.. e agora? oq vai acontecer?
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Ter 28 Fev 2012, 16:11

Calma !!!!
Vou postar toda segunda. E como vai Solstice ???
To loka pra ler. Simplesmente ADOREI E a capa ? Nem se fala. I love you
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Yasmim L
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Ter 28 Fev 2012, 18:16

oin *---* eu postei o capitulo um, já leu?
corre lá =D
vcs realmente estão gostando da capa Embarassed

toda segunda vou estar aqui, prometoooo
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Qua 29 Fev 2012, 09:09

marina Cullen, eu amei sua fic, muito bom mesmo!!!!!!

não sei se devo dizer, mais sou muito cinsera com minhas colegas de fic
nossa como a Alyson é corajosa, ficar com desconhecido assim de cara,
pergunta indiscreta: vc ficari, não digo na cama, mas sei lá ir a casa dele.
fiquei me perguntando como eu reagiria ao ver o homem mais lindo na minha
frente me convidando pra ir com ele,,MEU JACOB- DESCULPA SOU TIM JACOB_
eu não sei o que faria.

Marina continua postando e saiba que ja sou mais uma das suas leitoras......
eu tenho uma fic, só que agora eu to dando um tempo, porque ta ficando difil
conciliar trabalho, faculdade e estudar pra concurço, sabe como é ninguem é de ferro!!!!
dar uma cofirida lá se chama new night.. dar sua opinião lá, vou adorar ter vc lá...

mais adorei o começo, POSTA MAIS LOGO!!!!@
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Qua 29 Fev 2012, 20:00

Obrigada!!!!!!!! Agradeço a sua cinceridade e vou continuar postando, adoro escrever . É como sangue,necessito pra viver.
Nossa eu tenho leitoras... Q demais !!!!!!! What a Face
Não to cabendo em mim de tanta felicidade OBRIGADA !!!!!!!!
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Yasmim L
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Qui 01 Mar 2012, 17:15

ela tem leitoras kkkkkkkk q lindaaaa

sua fic é super boa.. merece muitas leitoras -fato
e é vdd a allyson tem uma coragem, mas tem aquilo néah os vamp tem um encanto muy fuerte nós num pensa quando tá perto de um...
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Seg 05 Mar 2012, 17:34

Capitulo 07

O quarto ainda estava com a luz amarelada mas minha visão estava extremamente clara . Eu conseguia enxergar até as veias da madeira do teto.
Não consegui conter o sorriso que se espalhou pelo meu rosto. Quantas coisas novas eu ainda descobriria ? Inalei profundamente, o ar simplesmente entrou e saiu, sem aquela conhecida sensação  de necessidade e satisfação . Eu não precisava respirar. Mas gostava do ar.
Senti um cheiro doce e irresistível que estava bem ao meu lado. Como Ele seria para mim agora ? O medo tornou a ocupar minha mente nova junto com uma curiosidade insistente. Levei alguns décimos de segundo para escolher entre o medo e a curiosidade.
No momento em que decidi me sentar já estava sentada, como se não houvesse movimento. Parecia que tudo se movia em câmera lenta e eu me movia  rápido demais .
Ele estava olhando nos meus olhos com seu sorriso reluzente que refletia um arco-íris invisível. Como eu era cega ! Se antes eu o julgava lindo eu deveria estar louca. Ele era belíssimo . Seus cabelos pretos caiam perfeitamente  sobre seu rosto e escondiam suas orelhas. Sua pele pálida era perfeitamente lisa e seus olhos eram de um vermelho vivo mas refletiam um brilho suave e intimo.
- Desculpe- repetiu ele com sua voz de sinfonia cheia de arrependimento fazendo o sorriso sumir.
-A culpa não foi sua- Minha voz me assustou pois parecia um soprano, mas continuei- Fui eu quem pedi.
-Mas eu não queria ver você passar por isso- Seus olhos estavam cheios de tristeza.
-Eu passei porque eu quis. Agora você me deve algumas explicações .
Seu sorriso voltou e ele me abraçou com força. Percebi que ainda estava na cama e nua. Procurei o lençol que me cobrira e o encontrei rasgado no canto da cama . Ele percebeu meu olhar e o seguiu por todo o meu corpo e seu sorriso se alargou, tornando-se o sorriso malicioso e reluzente que eu conhecia  e adorava.
-Acho que você vai querer suas roupas-Ele disse tentando conter o riso.-Apesar de eu achar você muito mais bonita assim...
- Você é suspeito para falar- usei o máximo de sarcasmo que pude- E com certeza vou querer me vestir.
Ele se virou e pegou algo do chão, estendeu as minhas roupas com um sorriso malicioso e debochado.
-Obrigada- eu disse ao pegar as roupas de suas mãos e me levantar com um pulo da cama.
- Aonde você vai ?- Ele perguntou com a testa franzida.
- No banheiro me trocar- Respondi com naturalidade.
-Eu já te vi nua- Ele disse rindo- Pode se trocar aqui mesmo.
Percebi que eu não iria no banheiro apenas para me trocar, queria ver como era o meu novo eu. Não me sentia diferente mas sabia que estava.
-Eu queria ver como eu fiquei.- Confessei .
-Você ficou mais linda do que já era.
Eu ri feito uma idiota e sai do quarto. Entrei em um salão amplo com poucos moveis, todos de aparência antiga. Dei uma olhada ao redor, não entrava luz alguma, não tinha janelas e todas as luzes estavam apagadas. A única fonte de luz era o abajur do seu quarto, mesmo com a luz fraca o tom amarelo e aconchegante enchia o espaço a minha volta o tornando extremamente claro.
Eu via tudo. Cada grão de poeira, cada imperfeição da madeira negra do teto...
E ouvia tudo, sua respiração baixa e calma, cada passo que eu dava e até as vozes das pessoas saindo e entrando na estação . Fui seguindo para a primeira porta que vi aberta.
O banheiro não era grande. As paredes brancas eram um enorme contraste com o piso e teto pretos. Só havia uma pia com um espelho imaculado que parecia de cristal, além de um boxe com um chuveiro. Mais nada.
 Entrei sem olhar para o lindo espelho e me vesti rapidamente, tentando demorar nos movimentos, queria ficar um pouco sozinha para pensar. No que havia me transformado ? Como seria minha vida daqui para frente ? O que eu podia fazer ? Essas perguntas voavam por minha cabeça. Tinha de voltar e saber mais. Minha curiosidade era quase palpável .
Mas antes tinha de enfrentar a pergunta que mais me assustava. Como eu era ?
Respirei fundo duas vezes tomando coragem. Andei até ficar de frente para o espelho e dei uma olhada.
Meu queixo caiu. Eu não olhava para mim, olhava para uma estranha. Uma estranha lindíssima. A pele pálida realçava a beleza de seus lábios carnudos. Ela era linda até imóvel, parecia uma estatua de um grande artista com traços delicados e sutis mas ainda assim perigosa. Seus olhos eram de um vermelho sangue vivo, lindos e ameaçadores. Ela era linda demais  para ser real. Levantei o queixo e ela fez o mesmo, levantei o braço e ela repetiu o movimento. Só não dei um grito de puro medo e fascínio para não assustar Erik. Sabia o quanto o processo de transformação fora doloroso para ele, quase tanto quanto fora para mim. Não queria fazê-lo sofrer ou pensar que eu não havia gostado.
Voltei para o quarto com os olhos no chão, deixando a estranha do espelho para traz e movida simplesmente pela minha curiosidade. O que eu era, afinal ?
-Então ? Gostou ?- Ele perguntou assim que pus meus pés no quarto.
-É... -Não sabia como responder, estava claro que ele esperava que eu gostasse mas ainda estava confusa com a avalanche de emoções que tomavam conta de mim, como eu podia sentir medo, fascínio e amor ao mesmos tempo ?- Diferente.
-É mesmo- Ele se levantou e caminhou em minha direção- Mas é um diferente bom.
Ele segurou minha mão e entrelaçamos nossos dedos. Ele conseguia me fazer sentir melhor até mesmo quando isso parecia impossível. De repente não importava se eu era estranha para mim, só importava que ele gostava. Ele ficaria do meu lado e era tudo o que eu queria.
- Pode apostar- Respondi quando ele percebeu minha hesitação .
Finalmente tirei os olhos de nossas mãos e olhei dentro daqueles olhos carmins que me encantavam tanto. Abri um sorriso torto e ele sorriu com ternura. Ele já passou por isso e sem ninguém para ajuda-lo. Como eu tinha sorte.
- Isso me lembra de uma coisa...-Com o espaço extra em minha mente consegui resgatar a pergunta que ficou entalada na minha garganta quando me dei conta que estava nua em seus braços - Você ainda me deve explicações .
Seu sorriso continuou inabalável e ele me beijou de leve nos lábios, mostrando todas as emoções que eram impossíveis de se colocar em palavras.
- O que quer saber primeiro ?



Nossa !!! E então ?
Vou passar a postar assim que o capitulo ficar pronto,acho que uma semana é muuuuitoo tempo para esperar.
O que acharam leitoras?? Nossa é tão bom escrever isso !!!!!!
=D
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Seg 05 Mar 2012, 18:14

oin q linda ela deve tá *---*
/tomando a liberdade e escolhendo atriz pra ser a llyson... ela tem cabelos pretos?



sério marina vc num pode ficar se arrastando assim... qro saber logo oq tem pra rolar nessa fic menina

esperando o proximo cap *---*
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Qui 08 Mar 2012, 19:09

Capitulo 08

- Você tem quantos anos ?- Minha pergunta parecia completamente irrelevante diante de todas as coisas assustadoras que ele havia me contando.
- Depois de tudo que eu te contei você esta preocupada com a minha idade ?- Perguntou ele ainda serio.
Balancei afirmativamente a cabeça e ele começou a rir de um jeito que demonstrava seu alivio por eu não ter surtado e saído correndo dali.
- Não tem graça- respondi tentando conter um sorriso ao vê-lo não se arrepender de ter me tornado uma Vampira.
-Tem sim-Ele disse entre uma risada e outra- Como você consegue encarar isso com tanta naturalidade ?- Perguntou ele ainda com um sorriso nos lábios.
- Não sei, acho que depois do que eu passei acreditaria em qualquer coisa.-Confessei- Mas por essa eu nunca iria esperar.
-O que ? O fato de você ser um ser da mitologia urbana ou de eu ter 200 anos de idade?
Um sorriso brincava por seus lábios e era refletido por seus lindos olhos carmins. Ele estava feliz, ou melhor em êxtase. Vê-lo assim me acalmou em parte. Não precisava me preocupar que poderia virar um monstro que mata insanamente, ele não deixaria nem me deixaria sozinha. Mas tinha uma parte de minha mente que não parava de gritar " Você vai ter de matar para viver". Seria uma assassina, não importasse o motivo eu mataria pessoas gostasse ou não da idéia.
Bom considerando isso eu teria de aprender a viver com o fato de ser uma assassina, poderia me acostumar. Mas uma coisa que não entrava na minha cabeça era o fato de Erik ter morrido com 17 anos, a agora ter 200 anos. Nunca me acostumaria com sua verdadeira idade.
- De você ter 200 anos, com certeza.-Cansei de lutar contra o sorriso em meus lábios e deixei que ele se abrisse, radiante.
-Tem mais alguma coisa que queira saber ?- Perguntou ele ainda sorrindo.
-Sim- Respondi hesitante- Se eu sair no sol ...
Sua gargalhada estridente se espalhou pelo quarto penetrando meus ouvidos sensíveis, se pudesse corar meu rosto seria uma beterraba. 
-Ok, o que eu disse não pode ser tão engraçado assim.- Explodi. Por que ele ficava rindo ao invés de responder as minhas perguntas?
-Desculpe, as vezes esqueço de que tudo isso é novidade para você- Ele disse voltando a respirar- E não, pode relaxar nos não viramos cinza ao sol, só não podemos sair para não chamar muito a atenção.
-Como assim?
-Você vai ver- Ele respondeu com os olhos brilhando e seu sorriso malicioso que eu adorava.
-Ta legal, e quando nos vamos sair daqui ?-Perguntei impaciente com o cativeiro onde me encontrava sei lá a quanto tempo.
-Calma-Disse ele ainda com o meu sorriso no rosto-Daqui a pouco o sol se põe e podemos sair. O que pretende fazer lá fora ?-Seus olhos transbordavam malícia .
Fiquei muda. Queria respirar ar fresco e ver o mundo como ele era, sem minha cegueira humana. Mesmo com esse pensamento a ardência em minha garganta estava me incomodando, apesar de saber que essa seria a parte mais difícil da minha nova vida e de não querer ser um monstro, não conseguia calar a parte da minha mente que gritava por algo que eu me recusava a dar ouvidos. Sangue.
Ele percebeu minha cara de nojo com o pensamento de eu me lambuzando de sangue e afagou meu rosto gentilmente.
-No começo parece nojento, mas é do que você precisa- Disse em tom compreensivo 
-Não posso precisar de algo mais parecido com um refrigerante ?
Sua risada conseguiu acalmar meus nervos tensos. Me joguei na cama e o convidei para se sentar ao meu lado.
Ele se sentou e entrelaçou nossos dedos, deitei a cabeça em seu colo admirando seu rosto de um novo angulo. Ele voltou a afagar meu rosto com um toque macio e delicado. Ficamos em silencio só olhando um para o outro até que me dei conta de algo.
 Eu teria de voltar para a minha "casa" para pegar minhas coisas. Ou o que Carlos não tivesse jogado fora pensando que eu morri, pela primeira vez na vida ele estaria certo.
Erik sentiu meus músculos se tencionando e se afastou, dando espaço para eu me sentar.
-O que foi ?-Só havia preocupação em seus olhos
-Sei que não posso ver minha mãe, mas vou ter de voltar lá para pegar minhas coisas- Não tirei os olhos dos seus.
-É, podemos fazer isso de madrugada -Propôs Erik.
-É pode ser... Mas quando a gente vai dormir?
Ele levou a mão a boca para tentar conter outra risada. Ok aquilo me fez sentir completamente ridícula . Sabia que a culpa não era dele mas mesmo assim ele não podia se controlar um pouco? Pelo menos responder antes de ter um ataque de riso .
Me levantei da cama e fui a uma velocidade assustadora até o que parecia ser uma cozinha só que sem geladeira nem fogão .  Queria sentar em uma cadeira mas elas pareciam frágeis e velhas, de madeira desbotada e se quebrasse alguma minha raiva só ia aumentar. Então dei três voltas em torno da mesa de madeira escura para me acalmar. 
Ao me sentir mais calma sentei na beirada da mesa, que parecia bem resistente perto das cadeiras bambas, e olhei fixo para a perde onde haviam as mesmas marcas que no quarto. Agora que sabia do que Erik era capaz entendi o que eram as marcas.
Andei até elas, fechei o punho e o coloquei sobre uma das varias marcas. Os ossos se encaixavam mas ainda estavam pequenos. 
Erik entrou na cozinha e me agarrou pela cintura moldando seu corpo no meu.
-Desculpe se te deixei chateada-Sussurrou em meu ouvido- Não precisamos dormir, nunca.
Parecendo se dar conta do que eu estava olhando ele retirou minha mão das marcas e a apertou.
-Você lida melhor com a raiva do que eu, não quebrou nada.
Pude ver o sorriso em sua voz, não queria brigar com ele e muito menos ignora-lo 
Me virei e vi seus olhos carmins implorando por perdão, ele odeia me deixar magoada. Não precisava nem dizer, as palavras elas estavam impressas no seu rosto.
-Anos de pratica-Respondi fazendo graça .-Mas se não dormimos, pra que a cama?
-Para coisas mais importantes - O sorriso malicioso voltou iluminando seu rosto.
Ele me beijou de um jeito forte mas intimo. Seus braços envolviam a minha cintura e suas mãos acariciavam a pele nua abaixo da blusa fina. Passei meus braços ao redor do seu pescoço e afundei minhas mãos em seus cabelos pretos. Ele me ergueu do chão e me balançou levemente, seu beijo era mais livre  e menos hesitante como na noite anterior. Aquelas lembranças de minhas ultimas memórias humanas eram embaçadas e ouço visíveis,chegava a ser frustrante. A noite mais perfeita da minha vida e eu não consigo lembrar de um detalhe sequer com clareza ? Perguntas voavam em minha mente mas tentei ignora-las, sem sucesso. Como me sentiria agora ? Como seria ? Eu queria saber as respostas mas estava ocupada demais para sugeri-las.
Ele me prensou entre a parede e seu corpo forte, mas não me importei. Passei minhas pernas ao redor de sua cintura me prendendo a ele, agora nada nem  ninguém poderia nos separar.
Sabia o que viria a seguir e me perguntei se ele poderia ler mentes. As perguntas seriam respondidas, isso seria maravilhoso.
Nesse momento nada mais importava. Minha antiga vida, meu desejo maníaco por sangue, meu mau-humor pelas suas risadas...
Só o que importava era Ele, ali, agora. 
Ele era meu. Esse pensamento era reconfortante e me enchia de alegria e desejo. Nossos corpos se tocavam em pontos estratégicos, nossas bocas mostravam o nosso desejo e a esse ponto o frenesi estava impossível de parar.

Satisfeita ???
O que vira depois ??
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Sex 09 Mar 2012, 13:39

hey linda hoje não vai dar pra eu ler... mais assim q der venho aqui e comento *---*
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Qui 22 Mar 2012, 19:51

Linda quando vc vai ler ???? Já estou quase acabando o outro cap.
Vc gostou ????? To morrendo de curiosidade, não sei se agradei. affraid
Só vc lê isso, será que eu escrevo mal ???? Alguém pode me dar uma dica ????
Help !!!!!!
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Qui 22 Mar 2012, 19:53

potz eu já li e eskeci de comentar kkkkkkkkkkkk me mata
gente eu amo cena de sexo entre vampiros... e tão SELVAGEM
AMO
kkkkkkkkkk
esperando por mais akiii
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Sab 24 Mar 2012, 09:42

Percebi !!!!
Nem falo das cenas entre a Elle e o Karl, AMOOOO. lol!
Vc gostou mesmo ????? O próximo cap esta ficando ótimo !!!!
Podem esperar surpresas ...
. Rolling Eyes
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Qui 29 Mar 2012, 20:38

poxa se eu gostei msm? se´rio to amando... adoro coisas originals... é q seilá a bella e o edward já deu eles tiveram o final feliz deles... mais o universo q a titia steph nos deu de presente nos apresenta tantos personagens incriveis... tanta coisa para explorar...

esperando mais cap aki....
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Qua 23 Maio 2012, 03:41

Nossa!!!
Q fic incrível!!!
cheers
Amei D+
Esperando por mais.
( Vou ser sua fã de carteirinha)
Nossa vcs q escrevem essas fics tem mesmo um dom!
Eu queria ter o talento de vcs!! Crying or Very sad

Bjs, Ligi
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Qua 23 Maio 2012, 03:47

Ahhhhh, e só pra constar adorei a sugestão de atriz que a Yasmim L deu!!
ela é linda!!!



Muito legal!!!
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Qua 23 Maio 2012, 13:43

Obrigada !!!!! Linda.
Já já esta saindo mais um !! Obrigada por dizer que eu tenho talento !
Tenho fãs !!!! Estou me sentindo uma escritora de verdade !!!!!
E devo isso a vcs !!!,
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Seg 28 Maio 2012, 17:25

Capitulo 09

O ar frio da noite penetrou meus pulmões mas não senti frio. 
Nossas mãos estavam entrelaçadas apesar de que ainda estava meio tonta com seu toque, mesmo sabendo que isso era um habito humano que eu teria de perder.
Sentia o cheiro de tudo. Das folhas, das arvores, dos trilhos do metro e de algo irresistível, molhado e quente.
Apesar de ser nojento minha atenção se voltou totalmente para esse delicioso cheio... Sangue. Como algo nojento podia ter um cheiro tão bom ? Tão irresistível ?
Olhei ao redor procurando a origem do cheiro maravilhoso. Minha atenção se voltou totalmente para isso, olhando cada canto, sentindo tudo, onde aquilo ficava mais forte e onde se perdia, a dor em  minha garganta passou para o primeiro plano, queimando como as chamas impetuosas do veneno de Erik. Não estava mais pensando, estava agindo. 
O instinto me impelia para a frente, me fazendo andar mais rápido, a procura de minha presa.Ele percebeu minha mudança de atitude e apertou minha mão .
-Calma, sei que esta com sede-Disse ele chegando mais perto e olhando em meus olhos- Vamos caçar.
Caçar. Essa palavra me paralisou. Estava pronta para ser uma assassina ?
Para matar ? Tudo isso parecia um grande erro, eu tinha só 16 anos e ainda nem terminara o ensino médio. 
Mas sentindo aquele cheiro... Com a dor em minha garganta... Isso tudo  parecia quase CERTO. Eu não era mais humana, nem mortal em um dia eu morri e vivi para uma nova vida. E tudo isso por uma única coisa. Amor.
O mesmo amor que me magoou diversas vezes, o mesmo amor que me deixou por outro amor, o mesmo amor que não queria me machucar, não queria me ver sofrer. O mesmo amor que estava diante de mim.
-Como ? -Foi tudo que consegui dizer.
-É instintivo -Ele abriu um pequeno sorriso, me encorajando- vamos para um beco escuro e esperamos que as pessoas passem por lá.
Um beco. O mesmo onde eu o havia conhecido. Eu era a presa naquela noite e nem me tocara disso. Mesmo minhas memórias humanas sendo extremamente turvas, consegui me lembrar da garota morta, de seus olhos cor de carmim e naquela sensação de medo e fascinação da primeira vez em que eu o vi.
 Olhei para ele procurando ver se havia algum indicio que se lembrava daquela noite. Seu rosto estava impassível .
-Por que não me matou ?- Seu rosto continuou impassível mas vi dor em seus olhos- Era para eu ser a presa.-Completei num sussurro e prendi meus olhos no chão não agüentando encara-lo .
Um longo silencio se estendeu, senti seus olhos em mim mas ainda assim não o encarei. Minha mente dava voltas pensando no corpo da garota, vendo cenas de sua agonia, seu sangue derramado e ela sem nem saber o que a atingira. Uma onda de pavor subiu por minha espinha ao pensar que poderia ter sido eu.
Agora que sabia o que ele sentia não entendi o motivo de sua piedade. Se mesmo longe de humanos o mero resquício do cheiro de sangue deixado por eles já fazia minha garganta doer e minha boca salivar, estar cara a cara com um, sentindo o cheiro de perto, deveria ser uma tortura.
Quis me desculpar por ter causado dor a ele mesmo que inconsciente ou deveria ter oferecido, seria melhor do que deixa-lo sofrer.
-Não sei direito... -Ele começou hesitante- Quando te vi achei que você ia sair correndo e chamar a policia, mas quando você começou a tremer de frio... Não agüentei te ver daquele jeito. Você estava abalada, sozinha e com medo. Me fez lembrar de quando ... -Sua voz foi sumindo num sussurro.
Entendi o que ele queria dizer e sabia que era um assunto delicado.
Antes de ser um Vampiro ele morava na capital francesa com sua mãe Adoriabelle, e seu irmão Abilio. Não eram uma família muito rica, viviam nas periferias da cidade e vendiam parte de sua plantação de trigo para ter seu sustento.  O ano era  1789, o inicio da Revolução Francesa. Quando esta estourou Abílio se alistou para servir ao exercito e ajudar a conter os rebeldes. Essa idéia desagradava Erik profundamente pois na mesma época ele se juntou ao exercito da revolução .(?)
Ambos estavam em lados opostos, um lutando pela liberdade enquanto outro lutava para conter a possível revolução. Erik contou a mãe que tinha entrado para o lado rebelde e a implorou para que não contasse a Abílio pois se este soubesse mataria o irmão pelo bem da causa, Erik sabia dessa sua qualidade e sempre a admirara, até o ponto de sua vida estar em jogo.
Adorabelle prometeu ao filho não dizer uma palavra, mesmo com a culpa que consumindo-a aos poucos pois amava demais os dois filhos.
 A batalha se estendeu por dois longos anos sem que nenhum dos lados recuar perante o combate. Então por vários motivos com que era obrigada a viver, Adorabelle foi assaltada por uma forte doença. Esta a derrubou por cinco meses, não passava um único dia sem febres altíssimas e com a aparência abatida. 
Nesse tempo Erik cuidara dela com todo o empenho enquanto Abilio lutava no exercito, porém não havia mais jeito, a doença progredira de tal modo que Adorabelle pereceria em pouco tempo. Essa noticia devastou Erik, muito ligado a mãe já que não conhecera seu pai.  
Tudo o que ele podia fazer era dar a mãe uma morte confortável. 
Um dia ele saira para ir a uma reunião dos rebeldes e deixou a mãe aos cuidados de Abílio, que não aceitava que sua mãe estava em seu leito de morte e continuava com o tratamento. 
 Adoriabelle sabia o que a aguardava pois Erik não guardava segredos com ela. Ele não a havia deixado sozinha com Abílio desde que adoecera e essa era a sua chance. Mesmo exausta e abatida ela uniu todas as suas forças para contar tudo a Abílio com quem também não tinha segredos .
Quando Erik voltou Abílio o esperava com a espada em punho. Acabara de passar pela porta e recebera o potente golpe de Abílio no ombro direito, derrubando-o no chão pela força do impacto.
O sangue escarlate e quente escorreu por todo o seu braço, manchando a imaculada blusa branca e o poso de madeira. A rapidez do golpe deixou Erik tonto, agindo simplesmente pelo instinto de não ser morto. Ele se levantou e nem sentiu a dor do golpe e a extensão de seus danos. 
Se levantou e correu antes que Abílio lhe acertasses outro golpe, dessa vez fatal. Foi por instinto para o lugar mais seguro que conhecera em sua vida, o quarto de sua mãe. Estacou na porta ao vê-lá pálida, imóvel e sem vida na cama.
Desabou no chão ao seu lado e apertou sua mão. Gelada e dura.
- Mãe ... Mãe ... - Choramingou baixo ao seu lado.
- Morra maldito- gritou Abílio entrando pela porta com a espada manchada de sangue fresco.
Ele tentou outro golpe porém Erik desviou no momento preciso e a lamina atingiu a cabeceira da cama. Munido pela raiva Erik pegou a espada pela lamina e a fincou no chão antes que Abílio revidasse.
- Se quer me matar, me mate lá fora porem não ouse macular a memória de nossa mãe. - Erik disse olhando nos olhos de Abílio.
Este concordou contudo nada disse.
Erik saiu na frente virando as costas ou seu oponente, uma regra que jamais se pode ignorar em um combate, assim se esta desarmado caso receba um golpe por trás. Abílio percebeu que o irmão estava falando a verdade, do fundo do coração.
Erik saiu da casa e parou a sua frente esperando que Abílio tivesse piedade, afinal era sangue do mesmo sangue. Enquanto esperava paciente seu fim, fixou seus olhos na entrada de terra onde pisava e no portão mais a frente, pensando que sua mãe morreu sozinha. "Deveria ter estado presente" pensou amargurado, apesar de seu orgulho estar ferido Erik sabia no fundo que teve medo de ver a mãe morrendo, sofrendo, sem poder fazer nada...
Foi perdido nesses pensamentos que sentiu a fria lamina traspassando seu peito. A ponta afiada suja de sangue surgiu a sua frente um pouco abaixo das costelas, não acertou o coração mas mesmo assim era um golpe fatal, morreria pela perda de sangue.
Arfando de choque e dor Erik tombou para frente se apoiando nas mãos. Assim que foi para frente Abílio segurou o cabo da espada para que esta saísse das costas do irmão. O liquido vital foi expelido com violência, Erik sentia os pulmões em brasa, o ferimento latejando e sua força, sua vida se esvaindo...
- Morra de forma lenta, assim como me traiu por longa data- Disse Abílio as usa costas, virou-se e voltou para a casa, deixando o irmão perecer no sofrimento.
Erik arfava e não sabia o que fazer. Ficaria ali para morrer em frente a casa onde cresceu ? Não. Não podia se deixar falecer em frente a sua casa, não daria esse gosto de vitoria a Abílio.
Se levantou com um esforço tremendo. Pressionou abaixo das costelas para tentar diminuir o fluxo de sangue que escorria pela feria aberta.
Se arrastou mais do que caminhou pela estrada de terra que tinha como destino a cidade de Paris. Ao cair da noite e com suas forças esgotadas Erik se arrastou para um beco frio, porém seco. Tinha sangrado durante todo o caminho e já se sentia morto por dentro. Sem mãe, sem irmão e nunca conhecera o pai. Essa guerra estava tirando muito mais do que dando." Em vez de liberdade, encontrei a morte" pensou sarcástico.
Continuou desperto por um bom tempo, já que estava com medo de dormir e morrer; pelo menos seria uma morte tranqüila. Nem ouviu o que se aproximava do lugar onde jazia seu corpo. 
O golpe foi rápido e doloroso. A mordida foi certeira. A dor se espalhou e o queimou, aos poucos, nunca soube quem fez isso mas acredita que como perdeu muito sangue não servia de alimento porém não sabe porque foi mordido.
A dor é a ultima coisa de que se lembra antes de abrir os olhos e ver tudo .




Consegui !!, depois de tanto Tempo um novo cap !!!!
Espero que gostem !!! O próximo vai ser mais rápido !
Bjs para todas vcs, esperando os comentários aqui !!! Má
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@Ligiane Black@
Chegando a Forks
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Ter 29 Maio 2012, 00:27

Nossa muito legal!!
Estou estudando a Revolução Francesa agora e foi muito bm, me ajudou a entender o cap Smile
É muito triste a história dele, ser abatido pelo próprio irmão. Crying or Very sad
Esperando pela primeira caçada da nossa mais nova vampirinha!!!
:<

Sua ansiosa, Ligi!!
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MensagemAssunto: Re: Parede de sangue   Hoje à(s) 02:39

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Parede de sangue
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